Idéias velhas para um jornal novo

Giordano Maçaranduba

Uma situação que com certeza me indigna é o modelo atual de jornalismo e suas interpretações esparsas. O modelo fala de uma objetividade possível, quando na verdade esta é impossível. Mesmo o leitor mais esclarecido acha que o jornalista teve a intenção de ser imparcial, quando nem mesmo se lhe tivesse passado pela cabeça esta já seria uma idéia rejeitada pelo seu subjetivo, e se não fosse rejeitada(algo impossível de acontecer), o editor ou o dono do jornal se encarregaria de intimá-lo a aderir ao sistema, quer queira ou não. Quer dizer, ele só tem duas alternativas (amplamente ideológicas): aderir ao sistema ou negá-lo.

Nos jornais, quaisquer que sejam os meios, não há espaço democrático para as opiniões contraditórias. Cumulativamente, só noticiam os mesmos eventos e tem opiniões muito próximas. As revistas, que aparentemente não tem função ideológica muito clara e definida, são como todos os outros meios de comunicação bastante conservadoras (tentam conservar o poder que possuem).

Sabendo de toda essa caótica situação, ou melhor, essa absurda mentira, eu gostaria de relembrar outros modelos de jornalismo. O modelo literário é bastante interessante porque demonstra claramente que é baseado na realidade, não necessariamente real (como os próprios textos jornalísticos o são). O modelo político-ideológico também é muitíssimo interessante porque também não é necessariamente correto, se trata de uma opinião (bem elaborada, é claro, mas ainda discutível pois é opinião).

É necessário que os jornais, que não se desvinculam de sua sustentação econômica, sejam coagidos a aceitar fórmulas mais democráticas. Dar pão e circo à população é uma prática bastante antiga. Acontece desde a Roma antiga e até hoje parece continuar sendo a maneira mais eficaz de alienar a população. Que esses pérfidos instrumentos de tortura desapareçam! Que eles dêem lugar a um jornalismo de qualidade, a um modelo bem pensado e justo. Esse modelo tem inúmeros erros mas só este aspecto citado já o desmerece.

Giordano Maçaranduba é estudante do 4o. ano de jornalismo da UFG.

Mande um e-mail para Giordano Maçaranduba ou para a direção do jornal.

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