Nem tudo é eterno

Otaviano da Cunha Gonzaga

Em épocas de política é possível ver de tudo. Mas algo em especial me chamou a atenção. Vi pregado na traseira de uma carroça quase caindo aos pedaços e ao mesmo tempo cheia de "alegorias", um adesivo do Goiânia Esporte Clube e, ao lado, um outro com os dizeres: "Iris sempre".

Fiquei estarrecido com o impacto que a mensagem causou e confesso ter visto algo parecido apenas quando a Coca-Cola se "auto-rotulou" de always (sempre). Há quem diga que nada é para sempre, todavia, o ex-senador Iris Rezende, candidato ao governo de Goiás pela terceira vez (sendo que, por duas vezes, já exerceu o mandato) e a Coca-Cola parecem estar acima da ordem natural das coisas, que é de acabar um dia. O homem por mais forte que seja, não tem como fugir da morte, ainda que tente. Como dizem as más línguas, "a hora de cada um, um dia chega".

Deixando as pretensões de lado, é fato que a Coca-Cola, realmente, quase sempre está presente na vida de inúmeras famílias no mundo todo. Até aí tudo bem, mas o "rei da demagogia goiana", Iris Rezende, não é "a última Coca-Cola gelada do mundo", assim como acredita ser, mesmo com a familiocracia até então instalada por ele em Goiás. Nada que assuste. Grandes impérios já desmoronaram ao longo da História.

Até quando Iris vai ser sempre não importe, o que vale lembrar é que em breve ele pode deixar de ser, e se não for dessa vez, outras oportunidades surgirão, mas com certeza esse título fatalmente cairá por terra.

E já dizia o poeta: "... o para sempre, sempre acaba..."(Renato Russo).

Otaviano da Cunha Gonzaga é estudante do 3o. ano de jornalismo da UFG.

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