Arquitectura colonial, um património a preservar nesta cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado. O traçado de amplas varandas e paredes caiadas trazem ecos de um passado não muito distante quando Pemba se chamava Porto Amélia, nome de uma das últimas rainhas portuguesas, apagado pelas ondas da História.
Em forma de estrela, esta fortaleza foi uma obra militar de vulto na época com espaço para acomodar mais de 300 praças, armazéns de viveres e munições. Ela resistiu ao ataque dos Holandeses e dos Sacalaves de Madagáscar. Na decadência do Império Português, esta fortaleza foi prisão política. Nos seus muros seculares argamassa-se um pouco a história deste país à beira do Índico.
Pemba é também uma cidade de cultura. Os seus habitantes miscigenados se harmonizam no canção da vida. Emigrantes do planalto dos Macondes e do interior Makua fazem da cidade um excelente mercado de arte e artesanato desde uma bela cestaria e mobiliário de palha, até às peças únicas da escultura Maconde.
De diferentes origens, os homens que por aqui passaram, deixaram os seus traços na forma das casas e no tecido do corpo de cada habitante.
Não são rios, são canais de mar. O Índico penetrou suave por entre as ilhargas dos mangais de peixe e algas. Os homens aprenderam a ser andarilhos-navegantes nas estradas de água. Nestas ilhas, o verde e azul beijam doces os nossos olhos. Na verdade, nas ilhas do arquipélago das Quirimbas os rios nascem do mar.
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