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Arquitectura colonial, um património a preservar nesta cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado. O traçado de amplas varandas e paredes caiadas trazem ecos de um passado não muito distante quando Pemba se chamava Porto Amélia, nome de uma das últimas rainhas portuguesas, apagado pelas ondas da História.

 



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Fortaleza de São João Baptista do Ibo (1791). Hoje, um canto aprazível, um museu moçambicano. Antes, uma casa de guerra para defesa dos rotas marítimas e comerciais portuguesas.

Em forma de estrela, esta fortaleza foi uma obra militar de vulto na época com espaço para acomodar mais de 300 praças, armazéns de viveres e munições. Ela resistiu ao ataque dos Holandeses e dos Sacalaves de Madagáscar.

Na decadência do Império Português, esta fortaleza foi prisão política. Nos seus muros seculares argamassa-se um pouco a história deste país à beira do Índico.

 

foto A cidade de Pemba é um istmo entrando pelo Índico, que ali forma uma Baía. Promontório beijado de praias onde a cidade se sedentariza. Aqui os barcos têm um bom porto de abrigo e um cais moderno para o afã das trocas.

Pemba é também uma cidade de cultura. Os seus habitantes miscigenados se harmonizam no canção da vida. Emigrantes do planalto dos Macondes e do interior Makua fazem da cidade um excelente mercado de arte e artesanato desde uma bela cestaria e mobiliário de palha, até às peças únicas da escultura Maconde.

 

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Ainda a velha cidade do Ibo. O tempo parece ter parado nestas paredes seculares, nestas ruínas a testemunhar e dar sinais de uma grandeza perdida. Bem visíveis, as varandas trabalhadas, as paredes grossos, as telhas antigos ou o zinco mais recente a caracterizar o estilo de uma arquitectura mesclada.

De diferentes origens, os homens que por aqui passaram, deixaram os seus traços na forma das casas e no tecido do corpo de cada habitante.

 

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Não são rios, são canais de mar. O Índico penetrou suave por entre as ilhargas dos mangais de peixe e algas. Os homens aprenderam a ser andarilhos-navegantes nas estradas de água. Nestas ilhas, o verde e azul beijam doces os nossos olhos. Na verdade, nas ilhas do arquipélago das Quirimbas os rios nascem do mar.

 

 


 


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