1º Reconhecer a influência da luz na percepção da cor, a partir da visualização da experiência de Newton.
2º Aprender que a mistura de duas cores primárias resulta numa outra, secundária, a partir da sobreposição de acetatos coloridos no retroprojector.
3º Aprender através da reconstituição de partes de uma imagem que certas cores só se conseguem a partir da mistura de outras.
4º Relacionar as cores quentes e frias a sentimentos particulares e situações, a partir da observação de diapositivos (paisagens e pinturas).
5º Explorar uma gama de cores, misturando diferentes combinações que serão seleccionadas e utilizadas numa pintura baseada no tema: "O Tempo".
6º Exprimir qualidades relativas
a sentimentos particulares, tais como: alegria, tristeza, etc, através
do uso expressivo numa pintura.
Desenvolvimento:
1º Sensibilização
dos alunos para a nova unidade de trabalho: Luz/ Cor.
Visualização
da experiência de Newton (prisma de cristal/ foco de luz).
Identificação
de outros casos.
Registos escritos.
2ºAbordagem/ noção
de cores primárias e secundárias.
Visualização
da sobreposição de acetatos coloridos no retroprojector.
Realização
da experiência de Cromatografia.
Registos escritos.
3º Referência ao trabalho
do "Restaurador de Arte".
Visualização
de material exemplificativo.
Exemplificação
do trabalho a executar.
Recolha de imagens
(recortes de revistas).
Reconstituição
de uma parte da imagem: representação gráfica e
pintura, utilizando os lápis de cor.
4º Noção de
Cores Quentes e Frias.
Visualização
de diapositivos.
Registos escritos.
5º Abordagem ao material,
técnica e cuidados a ter na utilização da tinta guache.
Realização
de experiências cromáticas.
6º Elaboração
dos projectos.
Estudo da cor.
Integração
dos vários trabalhos individuais, num painel colectivo.
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1º
Do ponto de vista estritamente físico, o olho sente a cor. Experimenta
as suas propriedades, é seduzido pela sua beleza. A alegria penetra
a alma do espectador, como o gastrónomo que saboreia uma gulodice.
O olho recebe uma excitação semelhante à acção
de um manjar picante no paladar. Mas logo é acalmado ou arrefecido,
como o dedo ao tocar no gelo. São pois sensações físicas
e, como tal, superficiais e de curta duração. Apagam-se também
sem deixar rasto, quando a alma permanece fechada. (...)
(...)
As cores claras atraem o olhar e retêm-no. As claras e quentes fixam-no
ainda com mais intensidade; tal como a chama que atrai o homem com um poder
irresistível, também o vermelhão atrai e irrita o
olhar. O amarelo-limão vivo fere os olhos. A vista não o
suporta. Dir-se-ia um ouvido dilacerado pelo som estridente de uma trombeta.
O olhar pestaneja e abandona-se às calmas profundezas do azul e
do verde.
2º
Quanto mais elaborado é o espirito sobre o qual ela se exerce, maior
e mais profunda é a emoção que este acto elementar
lhe provoca na alma. (...) A cor provoca então uma vibração
psíquica. E o seu efeito físico superficial não é
mais, em suma, que a via para alcançar a alma. (...) Estando a alma
estreitamente ligada ao corpo, qualquer emoção pode sempre
provocar, por associação, uma outra correspondente. O vermelho,
por exemplo, pode desencadear uma vibração interior semelhante
à chama, já que o vermelho é também a sua cor.
(...)"