Expedição Costa Norte
Maranhão!!!
Dia 10 - Parnaíba - Tutóia
126,18 km
Acordamos às 5:30 pois sabíamos que o dia seria longo. Quando estávamos saindo conhecemos o Sr. Ulisses (que veio falar conosco). Ele é de Barreirinhas e nos deu muitas dicas sobre os Lençóis Maranhenses, Caburé, Atins, Tutóia e o caminho que pegaríamos naquele dia. Saímos para pegar o asfalto e estávamos preparados para o 110 km que nos esperavam (foi o que nos haviam dito). No início pegamos vento lateral e, depois de 20 e poucos quilômetros chegamos na Polícia Rodoviária. O vento ficou, então nas nossas costas. Passamos uma ponte que marca a divisa dos Estados do Maranhão e Piauí. O Piauí nos deu de presente o Delta do Parnaíba, que merece uma visita, pois é muito bonito. Depois de 25 km paramos em um posto para comer e tomar água de coco. Neste posto vimos algumas crianças bem pequenas revirando o lixo para comer e tivemos a impressão de que o Maranhão é um pouco mais pobre que o Piauí e o Ceará. Finalmente viramos em direção a Tutóia e descobrimos que ainda faltavam 41 km. Não seriam 110 km e sim mais de 120 km. Este trecho foi duro pois o vento era forte e lateral e nós já estávamos cansados. Paramos em Cana Brava e tivemos grande dificuldade em achar água mineral. Compramos castanha de caju de um garotinho de uns 8 anos que, ao invés de estar na escola, estava trabalhando. Seguimos até Barro Duro. Ainda faltavam 18 km. Mais 10 km e passamos por Bom Gosto onde estava rolando um festa. Uns 4 ou 5 bares, dos dois lado da estrada tinham música ao vivo e o povo dançando. Era interessante, mas ficamos com um pouco de medo porque a galera estava bebendo bastante e estavam à beira da estrada em que estávamos pedalando. Nessa hora a vontade de chegar logo a Tutóia aumentou muito. Infelizmente, dali para frente começaram a passar por nós uns malucos tirando fina e fazendo gracinha. Isso já é meio assustador, imagina quando se está muito cansado... Chegamos a Tutóia e a cidade não nos passou uma boa impressão. Era relativamente grande, não era nada bonita. Fomos para um pousada que fica de frente para o mar e de lá dava para ver o final do Delta do Parnaíba. A Ilha Grande de Paulino acabava bem em frente. Tomamos banho gelado, jantamos e fomos descansar.
Dia 11 - Tutóia - Caburé
52,95 km
Acordamos às 6:00, arrumamos as coisas e às 7:00 descemos para o café. Para variar, atrasou. Quando fomos, finalmente comer, descobrimos que o restaurante tinha alguns RATOS, isso mesmo RATOS, correndo de um lado para outro. Tomamos nosso café da manhã o mais rápido possível e com as pernas para cima. Nossa viagem estava sendo de bastante contato com alguns bichos desagradáveis...Segundo algumas informações de alguns pescadores, seria possível seguir pela praia até o Arpoador, lá pegar uma barca para Atoleiro e dali seguir para Paulino Neves. Na praia, o trânsito de Toyotas era intenso pois iria ter uma regata naquele fim de semana. Rapidamente chegamos ao Arpoador e entramos em direção à barca. 30 min. depois chegamos na beira do rio e passamos para o outro lado em uma pequena canoa. Do outro lado, o barqueiro não soube nos informar corretamente que caminho deveríamos seguir. Seguimos para o lado que pareceu que ele nos indicou. O lugar era um labirinto de trilhas. Fomos escolhendo as trilhas mais batidas. Não havia nenhuma casa à vista. Paramos em uma encruzilhada e o Oswaldo subiu num morro para ver se dava para avistar alguma coisa lá de cima. Dava para ver um enorme clareira que parecia ter uma trilha. Pegamos a bússola, a carta topográfica (coisas de corredor de aventura) e vimos que a trilha seguia para o lado certo. Seguimos algumas pegadas e, depois de algum tempo caímos em um atoleiro. Tinha muita lama. Entramos uns 30 m e as bicicletas afundaram uns 10 cm na lama. Quando as rodas giravam entrava lama e prendia nos freios e, assim foi se formando uma massa em torno dos freios. Como conseqüência óbvia as rodas não mais giravam e o esforço para movimentá-las era imenso. Soltamos as bikes e fomos ver se havia saída e nenhum lugar parecia ser uma saída. Resolvemos voltar para o ponto onde sabíamos onde estávamos (coisas de corredor de aventura). Voltar não foi muito fácil. Tivemos que pegar os dois cada uma das bicicletas para poder sair daquele mangue. O calor era quase insuportável. Com uns gravetos conseguimos tirar uma parte da lama e as rodas voltaram a girar. Chegamos no lugar onde a barca havia nos deixado e tentamos chamar o barqueiro. Mas, ele não parecia estar lá. O Oswaldo resolveu então seguir para o outro lado da praia e lá encontrou um pequeno vilarejo. O pessoal do vilarejo foi muito legal com a gente e estavam nos ajudando a sair de lá quando tivemos a idéia de procurar alguém que nos levasse de barco até a praia que nos levaria até Caburé. Parecia uma boa idéia pois a estrada que iríamos pegar e que nos levaria a Paulino Neves era caminho de Toyotas e, como era Sábado, deveria estar cheio delas. Encontramos um pescador se que se propôs a nos levar, o Sr. Nelson. Fomos até sua casa e perguntamos se eles não teriam água de coco para vender. Dali a pouco eles apareceram com vários cocos. Tomamos muitas água de coco. Eles não quiseram nos cobrar. É realmente um povo muito solidário. Depois de tirarmos várias fotos com a simpática família do Sr. Nelson seguimos para a beira do rio. Fomos o Oswaldo, eu, o Sr. Nelson e dois de seus filhos. Entramos em sua jangada e começamos a descer o rio. O barco, quando entrava no vento, adernava bastante. No início da viagem passamos momentos de um certo terror. Pura inexperiência nossa. Depois de um uma hora e meia de conversas com Sr. Nelson e os meninos e de alguma emoção (leia-se medo) nós chegamos à praia. Quando descemos do barco eles começaram a abrir mais cocos que eles trouxeram na jangada. Abriam muito mais do que poderíamos beber. A atenção deles conosco foi tanta, que eles nos acompanharam na praia até onde eles acharam que não iríamos nos perder mais. Muito legal. É claro que havia uma barra no meio do caminho e chegar à praia não foi muito rápido e que a areia era fofa. É claro também que o visual era deslumbrante e que compensava o calor. Finalmente estávamos na praia. Eram os Pequenos Lençóis. Isso significava que os Lençóis Maranhenses estavam mais perto. Já eram 4:00 da tarde e não sabíamos ao certo quantos quilômetros faltavam para chegar a Caburé. Achávamos que faltavam entre 25 e 30 km. Fomos pedalando pela areia cansados e sem saber se chegaríamos de dia. Nós, por princípio, nunca viajamos à noite. Se fosse necessário teríamos que acampar na praia. O problema seria água. O lugar era lindo. À nossa esquerda víamos a linha de dunas dos Pequenos Lençóis e à nossa direita o mar lindo e azul como sempre. Como era fim de tarde tudo era mais colorido e havia muitos pássaros no céu. Depois de mais de 15 km sem ver nenhuma pessoa, encontramos 1 casal de pescadores e perguntamos de Caburé. A mulher nos disse que estava bem perto e que era só seguir a trilha dos carros. Na verdade não estava tão perto assim e, admito que fiquei um pouco nervosa. Quando o sol já estava ameaçando ir embora vimos que a trilha dos carros entrava e fomos ver para onde. Assim avistamos algumas cabanas e supusemos que era Caburé. E era. O lugar é o paraíso. Me lembro de ver o sol baixo no céu. A areia bem branca e por causa do vento que levantava um pouco a areia, havia uma certa névoa no ar. O silêncio predominava. Era o paraíso. Ficamos em uma pousada muito legal formada por várias cabanas de pé direito bem alto e teto de palha de carnaúba. Não há luz elétrica no lugar e, no hotel que estávamos, o gerador ligava às 6:00 e desligava às 10:00. Caburé fica na beira do rio Preguiças. De uma janela de nosso quarto víamos o mar e de outra o rio. Tem até piscina na pousada! Tomamos nosso banho, jantamos e fomos dormir. Talvez tenha sido nossa melhor noite de sono!
Dia 12 - Caburé - Atins
Descanso!
Este seria nosso primeiro dia de descanso desde o começo da viagem. Acordamos sem despertador às 7:00. Tomamos café (aliás comemos muito) e fomos para Mandacaru conhecer o farol. Pegamos uma lancha, pois Mandacarú fica do outro lado do rio Preguiças. Lá é importante procurar bem o transporte porque o preço varia bastante. São 160 degraus para se chegar em cima do farol. A vista é muito bonita. Dá para ver o rio, o mar, Caburé. Pena que não dá para ver os Lençóis. Voltamos para o hotel e, às 11:00 arrumamos nossas coisas para atravessar o rio para Atins. Quando estávamos saindo demos de cara com uma bicicleta toda montada para cicloturismo. Saímos atrás do nosso colega "maluco". Encontramos um espanhol chamado Marc que estava viajando há quase um ano. Ele dará a volta na América do sul pelo litoral. Já tinha conhecido o Ushuaia, os Andes, a Floresta Amazônica. Sua viagem terminará em Dezembro em São Paulo. Depois das fotos com nosso amigo, seguimos de lancha para Atins. Em Atins obviamente tivemos que empurrar as bikes pelas dunas uns 800 m até a Pousada Filhos do Vento. O pessoal da Pousada é muito legal. São algumas cabanas parecidas com as de Caburé só que não tão frescos. Aliás esse dia estava especialmente quente. Almoçamos e fomos arrumar nossas coisas para a travessia. Precisávamos dividir o que iria conosco e o que ficaria com as bikes. À tarde conhecemos a Silvana, que iria nos ajudar com o transfer das bikes. Ela conhecia a Kimico, que já tinha falado com ela sobre nossas bikes. Fomos dar uma volta e quando voltamos o Teaubis, nosso guia, já estava nos esperando. Combinamos com ele que sairíamos às 3:30 da manhã e que levaríamos a barraca pois provavelmente não conseguiríamos dormir na rede, como é o costume da região. Jantamos, terminamos de arrumar tudo e fomos dormir às 8:30 da noite. Tivemos que acampar novamente por causa de uma aranha. Só faltava cobra! Brincadeira.
Dia 13 - Atins - Queimada dos Brito
45 km de caminhada
Acordamos às 2:30, montamos tudo e fomos tomar café da manhã. O Teaubis estava nos esperando. Deixamos tudo arrumado para Silvana e iniciamos nossa tão sonhada travessia às 3:30 da manhã. Passamos pela casa do Teaubis para ele pegar suas coisas e às 4:00 entramos no parque. Na conversa do dia anterior tínhamos definido ir, no primeiro dia pela praia até a altura da Queimada dos Brito e aí entrar nas dunas. Isso porque o Teaubis nos disse que a parte mais bonita, mais cheia de lagoas é da Queimada dos Brito até Santo Amaro. Fomos no sentido da praia. Estava escuro, mas deu para ver que estávamos numa área de vegetação rasteira. De início fomos utilizando lanternas, mas às 5:00 elas já não eram mais necessárias pois o sol já estava chegando. O sol nasceu no mar e nos deu o primeiro presente do dia.Com várias horas de caminhada cruzamos o rio Negro, a única barra do trajeto. Ali fizemos nossa primeira parada. Os pés já doíam bastante, pois estávamos de papete sem amortecimento. Andamos mais um tanto e começamos a avistar o oásis: a Queimada dos Brito. Entramos nas dunas. Subimos e descemos muitas dunas. Estávamos, apesar do cansado, encantados com o lugar. Tínhamos dunas brancas por todos os lados. Um mar de dunas. Uma maravilha! Neste trecho praticamente não encontramos lagoas. Com um certo cansaço e com muita dor nos pé chegamos à Queimada. É incrível ver vegetação tão verde no meio de tanta areia. Tinha até cajueiro lotado de caju. Comemos vários deles. Fomos para a casa onde passaríamos a noite. Estávamos um pouco apreensivos porque não sabíamos como seria ficar na casa de pessoas que não conhecíamos. A casa era toda de folhs de buriti, paredes e teto e na frente tinha flores. Entramos e fomos recebidos pelo Nilton Brito, sua esposa Maria e suas 4 lindas filhas. A casa nos impressionou muito pela simplicidade. O fogão era à carvão e, é claro não havia luz elétrica nem saneamento básico. A água era de poço. Eles tinham vários animais. Cabritos, galinha e porco. E várias árvores frutíferas. Eles nos receberam de uma maneira que nos emocionou muito. As crianças eram adoráveis e logo fizeram amizade conosco. Passamos uma tarde deliciosa com aquela família. A Maria fez questão de nos fazer uma refeição vegetariana (nosso hábito), que aliás estava deliciosa. Nós comemos assim que escureceu e logo fomos dormir. Antes de dormir fomos ver o céu. A lua estava espetacularmente cheia e o céu estrelado.
Dia 14 - Queimada dos Brito - Santo Amaro
40 km de caminhada
Acordamos às 3:30, comemos um café da manhã improvisado, nos arrumamos e saímos para o segundo dia de travessia. A lua já tinha ido embora e o céu estava lotado de estrelas. Saímos às 4:30, portanto logo clareou. Neste dia ficamos ainda mais fascinados com os Lençóis Maranhenses Passamos por dunas gigantescas (algumas com 30, 40 m de altura) e por lagoas de águas verdes e azuis. De cima das dunas mais altas dava para ver uma infinidade de dunas nos 360 graus ao nosso redor. Em alguns momentos, as lagoas se ligavam e ficavam gigantes e, ao invés de contorná-las atravessávamos por dentro delas. Suas águas geladas nos revigoravam. A cada subida de duna uma vista mais espetacular. E assim foi por muitas horas e muitos quilômetros. Chegamos à beira do lago de Santo Amaro e seguimos por uma trilha de mais ou menos duas horas. O coração ficou apertado de saber que a travessia estava acabando. Chegamos em Santo Amaro, ligamos para a Kimico e descobrimos que nossas bikes iriam para Rosarinho no dia seguinte. Ficaríamos aquela noite em Santo Amaro naquela noite e, no dia seguinte iríamos de Toyota até Rosarinho. Fomos comer e procurar um hotel. Não tinha hotel, mas tinha uma casa para alugar. Fomos dormir muito cedo e muito felizes de com a oportunidade de conhecer lugares e pessoas tão impressionantes.
Dia 15 - Santo Amaro - São José do Ribamar
42,94 km
Acordamos às 5:30, tomamos café e às 6:00 já estávamos na Toyota. A "Toyota" nem sempre é uma Toyota. É um caminhão com quatro bancos compridos na caçamba onde os "passageiros" devem se acomodar. E como balança essa Toyota. O caminho até Rosarinho era quase todo de areia. Demoramos 2 horas e meia para andar 25 km! Chegamos em Rosarinho e nossas querida bikes já estavam nos esperando. Arrumamos tudo e seguimos para Humberto de Campos. Estávamos ainda bem cansados da travessia e meu pé esquerdo muito inchado. Pedalamos uns 25 km com vento nas costas e uns 17 de vento contra. Chegamos em Humberto de Campos e vimos que a cidade não tinha uma boa estrutura. Precisávamos dormir bem aquela noite. Dias antes já havíamos decidido que não entraríamos na Ilha de São Luis pedalando porque, para tanto teríamos que pedalar por uma estrada de pista simples (só uma parte dela é dupla) e muito movimentada. Nos disseram também que o acostamento não é muito bom e que, nesta época do ano, há muitas queimadas. Resolvemos, então que iríamos para São José do Ribamar e, assim conheceríamos as praias do outro lado da ilha. Havia duas maneiras de se chegar a São José do Ribamar. De barco e de ônibus. Não havia mais barco naquele dia e tinha um micro ônibus que sairia em 1:00. Optamos pelo ônibus. Antes compramos algumas coisas para comer e uma melancia. Pedimos a faca do dono da banca emprestada e comemos quase uma melancia ali na praça mesmo. É claro que viramos atração na cidade. As bicicletas tiveram que ser enfiadas nos bancos de trás do ônibus pois ele não tinha bagageiro. O ônibus parava a toda hora e para tudo e 4 horas e meia depois chegamos a São José do Ribamar. No caminho deu para ver que não teria valido a pena ter pedalado naquela estrada. Nos deixaram em uma rua com alguns hotéis. Escolhemos um e fomos tomar nosso banho. Depois do banho comemos e fomos dar nossa habitual passeada pela cidade. São José do Ribamar é uma cidade de turismo religioso. E durante a festa do padroeiro contam que vem gente de todo lugar e a cidade fica bem cheia. Voltamos para o hotel e fomos dormir.
Dia 16 - São José do Ribamar - Praia Olho D'água
26,20 km
Acordamos às 6:30, arrumamos as coisas, tomamos café e saímos às 8:15. Pegamos a avenida principal de Ribamar e logo entramos na estrada em direção a Araçagi. Dava para sentir o cansaço acumulado dos últimos dias nas pequenas subidas. Mesmo assim chegamos rapidamente à Praia de Araçagi e fomos tomar água de coco. E qual não foi nossa surpresa ao perceber que dali já dava para ver a cidade de São Luis. Resolvemos continuar mais um pouco, mas não até São Luis. Ainda não estávamos preparados para chegar...Seguimos até encontrar um pousada simpática. Ela estava na Praia de Olho D'água. Descarregamos tudo, tomamos banho e fomos comer. Voltamos para a pousada e descansamos até o final da tarde. Depois resolvemos tomar um banho de mar para agradecer aos deuses toda a proteção e sorte que tínhamos tido durante nosso caminho. Fomos jantar e ficamos apreciando a lua que ainda estava cheia e dava um espetáculo. Os bares da praia estavam cheios de pessoas de São Luis. Voltamos para o hotel e fomos dormir.
Dia 17 - Praia do Olho D'água - São Luiz
19,02 km
Acordamos às 6:00, nos arrumamos, tomamos nosso café. Tudo como todo dia, só que esse era o último dia. Nesse momento já tínhamos certeza que essa tinha sido a maior aventura das nossas vidas, a viagem mais bonita de todas, e foram muitas. Mas, lá estávamos nós pedalando novamente na praia em direção ao nosso destino. Depois de uns 6 km de praias pegamos a Avenida Litorânea. É uma avenida muito bonita, com três faixas de cada lado, super limpa e bem sinalizada. A primeira impressão que tivemos de São Luis foi ótima. Há na avenida vários restaurantes e bares bem montados e quiosques de alvenaria para vender coco.Seguimos por ela e fomos parar na Lagoa da Jansen. O lugar é especialmente bem cuidado com uma pista de corrida e uma ciclovia e estações de alongamento e musculação por toda a volta. Muito legal. Passamos pelo centro e paramos na agência de turismos para acertar nossa passagem de volta. Como passou rápido!!! Atravessamos a Ponte José Sarney para o centro histórico e fomos procurar uma pousada. Resolvemos ficar na Pousada Colonial que fica bem no centro histórico e é toda azulejada por fora (como a maior parte das construções do centro), uma graça. Nos instalamos e saímos para comer e conhecer o centro histórico. Almoçamos em um restaurante vegetariano do centro e fomos passear. A região central é toda de ruas estreitas e com construções antigas. Algumas já estão restauradas, outras em processo de restauração e outras meio depredadas. Conhecemos o Museu Artístico e o Museu de Arte Sacra. Descobrimos que à noite haveria um show em homenagem a um artista maranhense muito querido pelo povo, Antônio Vieira, que seria de graça em uma das praças mais bonitas da cidade. Mais um presente! À noite fomos para a tal praça. Em frente à ela há vários restaurantes muito simpáticos com música ao vivo (foi até a hora do show) e boa comida. Escolhemos um deles, nos sentamos e ficamos apreciando a lua, a cidade, as pessoas. Foi uma ótima maneira de comemorar nossa linda viagem. Agora só nos restavam as coisas que pudemos aprender e apreender neste dias, todas as imagens na memória e todas as emoções no coração. Afinal de contas é isso que se leva, certo? Ah! O show foi ótimo.