Expedição Costa Norte
Ceará!!!
Após cansativas horas de vôo, chegamos em Fortaleza! Era de madrugada e o calor e o vento eram muito fortes. Dava para ter uma idéia do que nos esperava. Alugamos um carro e seguimos para a praia do Pacheco, onde ficaríamos hospedados. Resolvemos ficar na Praia do Pacheco, que fica há uns 6 km de Fortaleza , pois não queríamos sair pedalando de lá. Cidade grande, periferia..., riscos demais para uma viagem que estava só começando. Passamos o dia seguinte em Fortaleza para conhecer a cidade. Percorremos a cidade de carro. Parecíamos até turistas normais!!! Conhecemos a Praia do Futuro, o Teatro José de Alencar, o Mercado Central, a Praia de Iracema. Não ficamos muito impressionados com a cidade. Na verdade esperávamos mais... Voltamos para o hotel e começamos os preparativos para o início de nossa viagem.
Dia 1 - Fortaleza - Paracuru
72,15 km rodados
Acordamos às 6:10, tomamos um bom café da manhã, arrumamos a bagagem e, às 8:30 saímos em direção à Praia de Cumbuco. Vento nas costas, asfalto bom e com pouco movimento. Chegando em Cumbuco, fomos até a praia e encontramos, em um bar, um pessoal que veio conversar conosco. Um deles já havia feito viagens de bike e nos deu a excelente notícia de que poderíamos seguir até Pecém pela areia. Que delícia!! Vento fresco, visual maravilhoso e areia dura como asfalto por causa da maré baixa. Quando faltavam uns 500 m para o Porto de Pecém, tivemos que empurrar as bikes, pois a areia era fofa (ou mole como eles dizem) nessa parte. Paramos num bar para tomar uma água de coco e batemos um ótimo papo com a dona do bar e seu filho. O vento lá era impressionante!! Para conseguir tomar a água de coco e comer alguma coisa éramos obrigados a segurar as coisas com as pernas, pois se deixássemos alguma coisa em cima da mesa ela voaria... Fomos informados que nessa época do ano é assim: um vento incessante e muuuuuito forte. Ainda bem que ele estava nas nossas costas. O Sol também estava nas nossas costas, o que nos trouxe algumas complicações... De Pecém até Taíba fomos pelo asfalto, que estava ótimo. Mas nosso erro foi não ter seguido por Suípe até Paracuru. Como a maré já havia enchido , o trecho entre Taíba e Paracuru foi feito pelas dunas... No início ainda havia um caminho de terra que dava uma ajuda, mas depois de passar por um rio a coisa ficou feia. Ficamos 3 horas andando pelas dunas. Tentamos ir próximo ao mar, longe do mar, pelas dunas fixas, mas cada decisão nossa parecia piorar ainda mais a situação. Sob um sol escaldante (das 13:00 às 16:00) empurramos a bike meio desesperados, pois a cidade não chegava nunca e, afinal de contas era nosso primeiro dia de viagem!! Quando o desespero só crescia (nem tanto...) encontramos uns pescadores que nos falaram para pegar o asfalto. Mas, é claro que, para chegar nele, pegamos mais dunas. Conseguimos pegar o asfalto e seguimos para Paracuru. Lá chegamos às 17:20. Paramos para tomar algumas aguas de coco e tivemos que procurar uma farmácia para comprar algum remédio para queimadura de sol (lembra da história do sol nas costas...). Fomos procurar uma pousada. Achamos uma bem bonitinha, com ar condicionado, frigobar, televisão e... chuveiro frio. Nessa pousada descobrimos que no Nordeste é assim: BANHO GELADO. Para dois paulistanos cansados, muito cansados, isso não pareceu muito confortável mas, que remédio...lá fomos nós para o BANHO GELADO!! Jantamos e fomos dormir.
Dia 2 - Paracuru - Mundaú
66,45 km rodados
Acordamos às 6:10, tomamos café, arrumamos nossas coisas e saímos às 8:20. Nos indicaram o caminho para a balsa para Paraipaba. Seguimos por uma estrada de terra com subidas e descidas amenas e vento mais fraco (estávamos mais para o interior). 10 km depois chegamos à balsa. A balsa era muito estreita. Duas bikes já a lotavam. Era movida à "empurrão". Um cara empurrava a balsa de um lado a outro do rio. % km depois balsa chegamos em Paraipaba, uma cidade pequena, com cara de cidade do interior. Nos informamos do melhor caminho para chegar à Lagoinha e seguimos pelo asfalto. Como a estrada era sinuosa, tivemos que pedalar alguns trechos contra o vento. Não é nada agradável, pois o vento lá é realmente forte. Chegamos em Lagoinha às 11:30. Chegamos a um maravilhoso mirante. De lá era possível ver boa parte da Praia Lagoinha. Como é lindo o litoral do Ceará!!! Descemos até a praia e ficamos no restaurante ArMarAção. Ele pertence a um paulistano que está lá para desenvolver o turismo de aventura. As idéias dele são ótimas e torcemos para que dê certo. Seguimos pela praia da Lagoinha (que não parava de nos impressionar com sua beleza, suas falésias, seus coqueiros...) pela areia. Teríamos duas barras para atravessar. A primeira passamos com a água pelo joelho, carregando as bikes. A segunda tivemos que atravessar cada bicicleta de uma vez (com os dois carregando uma, voltando para a outra margem para carregar a outra) pois a água passava dos joelhos. Continuamos pela areia até Guajiru. Lá pegamos um trecho de calçamento e depois o asfalto. O asfalto estava delicioso. Liso, beira-mar, arejado pelo vento da praia que estava nas costas. Chegamos tão rápido a Flexeira que resolvemos seguir mais um pouco até Mundaú. A estrada continuava ótima e cada vez mais bonita. Em alguns trechos tínhamos praia de um lado e dunas de areia branquinha de outro. Uma vista única!! Chegamos a Mundaú e fomos para uma pousada indicada no guia. Tinha até piscina e a água estava uma delícia! Passeamos pela simpática vila de pescadores, jantamos um delicioso Baião de Dois Vegetariano e fomos para a cama.
Dia 3 - Mundaú - Icaraí
40,44 km
Acordamos às 6:45, arrumamos nossas coisas e fomos tomar café da manhã. Pela primeira vez nos serviram coisas típicas da região. Comemos tapioca e cuscus. A tapioca estava uma delícia, o cuscus nem tanto por causa do excesso de manteiga. Saímos às 8:25 por uma estrada de terra em direção à primeira balsa do dia. Essa estrada era simplesmente demais, pois passava por dentro das dunas de areia muito branca e dava num rio de água muito verde. Ótima vista para começar o dia. Pegamos a balsa, que era movimentada por uma vara que "empurrava" o fundo do rio, que tinha uma boa correnteza. Saindo da balsa contornamosuma duna com vento contra. O vento perto do mar é muuuuuuuuuuito forte e andar contra ele parece ser quase impossível! Chegando na praia começamos a pedalar e os quilômetros foram passando, passando. Passamos a Praia da Baleia e outras pequenas vilas. Neste trecho a praia tem muitos recifes à beira-mar onde muitos pescadores ficam trabalhando. Tem também muitas piscinas naturais de águas coloridas. Lindo!! A praia era quase nossa. O isolamento só era quebrado pela presença de alguns pescadores. Paramos para comer embaixo de coqueiros, olhamos em volta e vimos que o lugar era maravilhoso. Praia deserta, coqueiros, areia branca, mar azul, piscinas de água verde, azul... Como é abençoado nosso litoral!! Seguimos um pouco e chegamos a Icaraí. Ainda era cedo, mas resolvemos ficar , pois não sabíamos como seria a estrutura mais para frente. Às 13:00 nosso pedal tinha acabado. Icaraí é uma vila de pescadores com umas duas ruas e muitos coqueiros. Como chegamos na hora em que as crianças estavam indo para a escola, nós viramos atração. Aonde íamos éramos seguidos por uma legião de crianças. Foi divertido. Ficamos em uma pousada que parecia ser a única (na verdade não era, como descobrimos em nosso passeio pela praia) e que tinha os quartos voltamos para o mar e,claro, banho gelado. Nos instalamos, lavamos nossas roupas e as bikes e fomos almoçar. Depois do almoço fomos dar nosso passeio pela vila e, depois do passeio nos sentamos num lugar coberto de frente para o mar para apreciar o fim da tarde. Depois de um tempo um senhor veio conversar com a gente. Ele é o dono da pousada e do mercadinho ao lado dela. Foi um papo muito bom. Ele nos deu várias informações sobre o lugar e sobre o caminho que iríamos pegar no dia seguinte. Depois fomos descansar um pouco e nosso quarto foi invadido por formigas. Jantamos e nosso quarto foi invadido por pererecas!! Resolvemos acampar dentro do quarto!! Montamos nossa barraca em cima da cama e o ventilador na frente da barraca. Tivemos um ótima noite de sono.
Dia 4 - Icaraí - Acaraú
67,10 km
Acordamos às 6:00, arrumamos quase tudo e fomos tomar nosso café da manhã. Saímos às 7:40. Seguimos pela piçarra (estradinha de terra) até a Balsa em Moitas pois a maré ainda estava alta para seguir pela areia. A piçarra não era nada boa, tinha muitos trechos de areia mole onde tínhamos que empurrar. Passamos por Moitas e chegamos na "balsa". A balsa de verdade estava parada por causa da maré e fomos levados ao outro lado do rio, nós, as duas bikes, duas famílias e um garoto em um barquinho de uns 5 metros de comprimento. Apesar do temor inicial a viagem foi tranqüila e, até que divertida. Todos que estavam conosco na "balsa" iam pelo mesmo caminho que nós. Ainda bem, pois o caminho era por dentro do mangue! Se estivéssemos sozinhos, talvez não tivéssemos chegado até Patos. Eram todos muito simpáticos. Fomos todo tempo conversando com eles e eles nos ensinando como andar no mangue. Incrível como o mangue é rico em vida. As plantas têm um verde intenso e, nas partes mais secas, não se dá um passos sem se ver um caranguejo. Logo que saímos do mangue pegamos uma estrada de areia (mole) que era pior que o mangue. As duas famílias logo chegaram em suas casas. Seguimos junto com o Alexandre, um menino que estava indo para a casa da irmã para passar o fim de semana. Ele era muito bonitinho, doce e esperto. Ele devia ter 6 ou 7 anos (ele não sabia! "Isso eu não sei, só minha mãe que sabe") e, para ir para a casa da irmã teve que pegar 2 kg de castanha de caju para ter dinheiro (R$1,00!!) para pegar a balsa. Coisas do Brasil!! Na hora de se despedir dele deu até uma tristeza. A estrada continuou muito cheia de areia e estava muito difícil de empurrar. O sol ficava cada vez mais forte e os quilômetros pareciam não passar. Passamos pelo vilarejo de Patos e seguimos em direção a outra balsa, agora em Torrões. O caminho era por dentro da plantação de coco da Ducoco. O visual era legal, mas o sofrimento para andar pelos caminhos de areia era enorme. Parecia que a tal balsa não chegava nunca. Depois de muita areia, muito sol e pouco vento chegamos finalmente na balsa. Esta era um pouco mais estruturada. Era tracionada por uma corda que ligava os dois lados. Antes de pegar a balsa tomamos muita água de coco colhido na hora. O menino da balsa nos deu a água de coco de graça! Coisas de Brasil!! Depois da balsa cruzamos o vilarejo de Torrões e pegamos a praia pela beira do rio Araçati-Mirim. Esta barra é muito larga e quando contornávamos ela formava lagoas com mais de 1 km de largura. Pela praia finalmente pudemos voltar a pedalar, mesmo com areia um pouco fofa. Infelizmente só pudemos ir pela praia até Almofala, pois depois dali não havia passagem. Saímos da praia, pegamos um trecho de areia mole (mais areia!!), um trecho de calçamento e, depois uma piçarra de 10 km até Itarema. A estrada não era das piores, mas em alguns trechos a areia dominava. Neste trecho encontramos um pessoal que estava voltando do trabalho de bike. Eles nos acompanharam até Itarema e nos falaram que Acaraú era bem maior e a cidade com mais estrutura da região. Pegamos o asfalto (25 km) decididos a dorir em Acaraú. Apesar de cansados fomos num ritmo muito bom e logo chegamos a Acaraú. A cidade é realmente bem mais estruturada que as demais que havíamos conhecido. Lembrava as pequenas cidades do interior de São Paulo. Nos instalamos num hotel e fomos comer. Compramos algumas comidas e água para o dia seguinte e fomos sentar na praça da cidade. É sempre muito gostoso sentar na praça das cidades que visitamos. Dá para ver o movimento e os hábitos das pessoas do lugar. Voltamos para o hotel e fomos dormir.
Dia 5 - Acaraú - Jericoacoara
62,72 km
Estávamos de pé às 6:00 da manhã. Arrumamos tudo, tomamos café e saímos às 7:40. Pegamos o asfalto. Os 3 primeiros quilômetros foram de vento meio lateral meio contra. Passamos por um campo de Carnaubeiras perto do rio Acaraú que era lindo. Depois de 13 km passamos por alguns cajueiros cheios de caju vermelinhos. Paramos para um lanchinho regado a caju. Aliás desde o começo da viagem estávamos comendo muito caju do pé. Uma verdadeira delícia! Depois de 37 km de asfalto entramos para Monteiro por uma rua de terra e paramos na praça para comer. Monteiro não era muito mais que a praça... Nos informamos e descobrimos que teríamos pela frente 13 km de estrada de terra. Lá fomos nós. A estrada até que era boa e, logo estávamos chegando na praça de Preá (antes havíamos passado por Caiçara que fica à beira da Lagoa Azul). Seguimos, então pela praia em direção a Jericoacoara. Na verdade ainda não sabíamos como exatamente chegaríamos em Jericoacoara porque cada pessoa indicava um caminho. Mais à frente encontramos um pessoal praticando kite surfe e a praia tinha muito mais gente do que estávamos acostumados. Não que estivesse cheia, mas é que fugia dos padrões vistos até então. O pessoal do kite nos informou que a melhor maneira para chegar à vila seria subindo o Serrote, uma serra que víamos na nossa frente. Não era uma perspectiva muito boa, mas o caro nos assegurou que parecia pior do que era. O vento era muito forte e nos "carregava " na direção de Jeri rapidamente e logo chegamos ao Serrote. A subida foi dura, pois o vento era lateral e a areia bem fofa, mas o visual compensava. Quanto mais subíamos, mais víamos o mar azul e a Praia do Preá com suas areias muito brancas. Do outro lado víamos uma larga faixa de areia com uma linha de dunas ao fundo e, girando mais, víamos a vila de Jeri entre o Serrote e a Duna do Pôr do Sol. Simplesmente demais. Depois de muitas fotos perto do farol (AH! Em cima do Serrote há um farol). descemos para a vila. A descida era bem melhor pois havia uma vegetação que permitia que pedalássemos. Chegamos à vila e tomamos um susto. Havia bugues para todo lado. Som alto e turistas, vários turistas! Escolhemos um hotel dentre os vários que existem por ali, tomamos um banho de piscina e fomos comer. Comemos, tomamos sorvete de cajá e de graviola e fomos ver o famoso por do sol de Jeri. Muita gente sobe para ver o espetáculo. A duna é enorme e linda e lá o sol se põe no mar. É praticamente obrigatório subir até lá e vale muito a pena. À noite a vila fica muito legal com a iluminação precária dos geradores, velas e o céu muito estrelado. Jantamos, compramos água e combinamos com um bugueiro um passeio até as famosas lagoas. Não dá para ir de bike e, à pé demoraria muito. Depois disso só nos restava uma ótima noite de sono. Aliás para quem curte programas noturnos Jeri tem o forró que começa às 10:00 da noite. Mas como não era nosso caso não podemos dizer se é realmente bom...
Dia 6 - Jericoacoara - Camocim
45,54 km
Tomamos nosso café e saímos com bugueiro às 8:00. Pegamos um caminho por baixo do Serrote, chegando na Praia do Preá e de lá seguimos pelas dunas na direção da Lagoa Azul. Do alto da dunas dava para ver a Lagoa e a vista era muito bonita. Descemos e fomos até à Lagoa Azul que, nesta época do ano, está ligada à Lagoa do Paraíso. As águas da Lagoa são realmente azuis, aliás vários tons de azul. Após uma breve parada para foto seguimos para a Lagoa do Paraíso, que tem uma cor mais esverdeada nas partes rasas e azul nas parte escuras. Lindo! Paramos em um bar que fica na beira da Lagoa para poder entrar nela. Entramos até o joelho e, como a água é incrivelmente límpida é possível ver os pés. Do outro lado da lagoa dava para ver a Vila de Jijoca. No lugar onde paramos tinha uma placa do IBAMA, mas achamos que o instituto deixa tudo muito "solto" por lá. A quantidade de gente e bugues que passam pelas dunas nos pareceu meio grande. Voltamos da lagoa para Jeri por outra trilha de areia. Chegamos no hotel, arrumamos as coisas e, às 11:00 já estávamos saindo de bike. Estávamos deixando para trás a primeira etapa da nossa viagem com a sensação de que tudo ia muito rápido e de essa talvez fosse nossa viagem mais linda. Pelo que nos indicaram no hotel, teríamos, até Tatajuba, 35 km com uma barra grande no caminho, a do Guriú. Depois mais 30 km até a balsa de Camocim. Depois de 13 km de praias maravilhosas chegamos num lugar que parecia que dava para atravessar. O Oswaldo pegou a bike e foi andando para dentro da água. No início estava tranqüilo, mas depois de uns 20 metros, a coisa começou a piorar. O pé afundava, a água chegava quase na cintura e a bike foi ficando cada vez mais pesada. Foi muito difícil para ele chegar do outro lado. Lá fui eu. No meio do caminho tive que dar uma parada para descansar pois o esforço era muito grande. Foi só parar para o pé afundar mais e mais. Gritei pedindo ajuda. O Oswaldo veio e passamos minha bike juntos. Meu herói!!! Depois desse aperto tínhamos a sensação de que não devíamos estar ali. O lugar era todo de areia com "cara de fundo" de rio, se é que dá para entender e, mais para frente parecia ter outra travessia igual à primeira. Achamos que talvez estivéssemos em uma ilha que deveríamos ter contornado. Mesmo assim seguimos. Quando chegamos na outra travessia vimos que ela era muito pior que a outra. Com 3 passos dentro d'água afundamos até a cintura. Não dava para passar. Com certeza estávamos no lugar errado, provavelmente estávamos no Guriú.Confirmado o erro e começamos então a voltar. O vento naquele dia estava muito forte, o mais forte de todos, parecia um tufão. Tivemos que voltar mais ou menos 1 km pela areia fofa e contra o vento. Empurrávamos as bikes como se estivéssemos subindo a maior das serras. Ah! É claro que tivemos que atravessar o rio de volta... Finalmente chegamos até a balsa e atravessamos o rio. Do outro lado tinha um mangue seco. Uma paisagem muito interessante. Agora com o vento a favor, pedalamos forte pela areia firme e chegamos rapidamente em Tatajuba. Como ainda era cedo resolvemos seguir até Camocim. Chegamos à balsa de Camocim às 14:40. O rio é enorme e tem muita correnteza. Do outro lado fomos atrás de um hotel, tomamos banho e fomo comer. Como era segunda-feira, pretendíamos pegar dinheiro e levar as bikes numa bicicletaria para fazer uma pequena revisão, pois elas estavam começando a dar sinais de fadiga por causa de tanta areia e maresia. Só que era feriado municipal e não foi possível. Depois de comer fizemos nosso costumeiro passeio pela cidade. Praticamente andamos por todos os lugares. Encontramos até um delicioso doce de caju com castanha. Tivemos que acampar de novo em cima da cama por causa do excesso de lagartixa (excesso pelo menos para mim...).