Tempo



Gardene Leão de Castro

O tempo é dono de tudo
ecoa, voa, à toa...
Leva as doçuras; amarguras
que o próprio destino não viu.

As folhas se deixam levar,
aleatoriamente, gente...
Folhas secas, amarelas,
manchadas de sol; dor.

Tudo se esvai, o pêndulo não.
E com seu tic-tac implacável
bate, fere, corrói, constrói.
E o ácido recomeça, recome, come.

A folha finalmente pára
em sua própria indefinição.
Tic-tac, tic-tac, ...
 

Gardene Leão de Castro é estudante do 2º ano de relações públicas  da UFG.

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