Ética e Moral
Viviane Fernandes da Cruz
- Muitos pensadores puderam e conseguiram discorrer sobre a questão da ética e da moral e, num sentido mais restrito, numa situação, comprometeram-se a suprimir seus conhecimentos na Política.
- Na Idade Antiga, a Política, ou o estudo da Pólis, era o centro da intelectualidade vigente. Os grandes pensadores da época sabiam da importância desta ciência que implica na vida econômica, social e cultural de qualquer sociedade.
- Porém, a política era associada à ética e à moral. Ressaltamos, entretanto, que, tanto uma como a outra, eram vistas de modo diferente do que vemos hoje. A moral, a ética, a cultura em si, transformam-se, como tudo neste mundo – porque são regidos pela força do ato/potência, ou seja, a possibilidade de ser "algo mais", ou algo diferente do que era anteriormente.
- É interessante verificar que a homossexualidade no mundo greco-romano era exaltada, porque simbolizava o marco da amizade. Essa era sinônimo de Eros – ou simplesmente de amor. Hoje, a heterossexualidade é tida como certa e moral e transformou-se no marco da sociedade capitalista, por interesses que deixaremos alheios à esta sinopse.
- O objetivo desta descrição é verificar a veracidade da nossa política, que foge aos padrões antigos e da moral e ética estabelecidas. A definição que usualmente empregaríamos é de que a sociedade deveria suprir as necessidades físicas e psíquicas de cada cidadão que dela faz parte. Entretanto, sabemos que essa afirmação não procede. Sabemos, também, que moral e ética existem apenas na superficialidade da comunidade, que não conseguiu superar o poder social que impõe, com sua força coercitiva, tudo o que lhe convém. As pessoas, então, acatam essa moralidade, mesmo que, hipocritamente, para não serem "atacadas" pelas outras pessoas (que também vivem sob a égide da representação) – este é o famoso "teatro dos fantoches", recheio de qualquer livro sociológico.
- Enfim, deveríamos procurar a felicidade, essa é a nossa complementação, a verdadeira essência por que todo ser vivo procura e espera. Ou procura no desejo, ou espera no amor, ou vive ela mesmo para si, sem orientação alheia, sem questionamento próprio. Afinal, vivemos para nós mesmos e não para a sociedade que apenas impõe seu ideal de moral e ética para nos recriminar e nunca voltarmos contra ela, sermos eternamente subjugados ao poder vigente!
- A felicidade é suprema. Devemos, portanto, fazer nossas próprias deduções do que queremos, e não apenas viver por viver, para nos sentirmos bem a cada novo amanhecer. Isso significa abrirmos mão de muitas coisas que estão aí, aqui ou acolá. Porém, darmos importância ao que está no "intus", no "eu", tão deteriorado pelas facções externas. O homem esqueceu-se como é pensar..., por isso deixa-se manipular...!
Viviane Fernandes da Cruz é estudante do 3o. ano de filosofia da UFG.
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