Poema

Pedro Guimarães

A mendiga cega
de um olho me
encara em
desvantagem.
E vai embora
como se
tivesse aonde
ir.
As vezes me
pergunto se é a
vida que me
obriga a viver
ou se é a morte
que não me deixa
morrer.
E olhando pra
mendiga que já
não posso mais
ver, penso que
sua esperança
está no olho
cego que enxerga
o que ela não
pode viver

Pedro Guimarães é acadêmico do 2o. ano de jornalismo da UFMG.

Mande um e-mail para a direção do jornal.

Primeira - Anterior - Próxima - Última

© 1997 1998 1999 Jornal Integração Todos os direitos reservados
1