Oscar 98, Versão 1.0
Claudio Haruo Yamamoto
- Em evidência no último mês esteve a festa mais conhecida como "Entrega do Oscar", na qual foram premiados os melhores do cinema do ano passado, cerimônia cuja grandeza pode ser comprovada com profissionais (leia-se: atores, diretores, produtores, cantores etc.) da mais alta categoria. Desde Jack Nicholson com sua estatueta de melhor ator à de James Cameron, pelo melhor filme. É aliás, esta última obra, entitulada "Titanic" que arrebatou o maior número de prêmios, decorrente de um trabalho sério de todos os envolvidos. Isso todos já sabem. Não raro, depara-se com alguém que já teve a oportunidade de assistir ao filme mais de uma vez: duas, três, quatro ou até mais.
- O que fica ocultado pela grandiosidade desta produção, tanto no que diz respeito ao tamanho do navio quanto ao tempo e fundos gastos para a construção deste é a tecnologia utilizada para facilitar e agilizar o desenvolvimento do projeto em si.
- A alavanca maior desta produção, ou melhor, reprodução está na reconstrução do legendário navio que afundou no começo do século, e não necessariamente no par central e em seus coadjuvantes. Por "coincidência", nenhum conseguiu levar uma premiação sequer. Tal fato valoriza o lado reprodução / documentário / referência histórica que o filme proporciona, tendo em segundo plano os acontecimentos dramáticos do par romântico.
- Alguém que assistiu ao filme diversas vezes, provavelmente não tem a mínima idéia de como a tecnologia contribuiu para que o filme fosse devidamente finalizado de acordo com a intenção do diretor. Centenas de máquinas de última geração, utilizando programas dos mais poderosos, trabalharam por um tempo considerável para que fosse possível a renderização (processamento) das imagens que iriam constituir as partes do Titanic como um todo, possibilitando a manipulação de cenas e a reconstrução de outras impossíveis de ser concretizadas.
- Outras produções que não podem ser deixadas de lado pelo modo como utilizaram da tecnologia para reproduzir nas telas cinematográficas a imaginação do homem são "Tropas Estelares" e "Homens de Preto", desde a reprodução de insetos em tamanho família no primeiro quanto a criação de criaturas inexistentes no segundo.
- Pode-se notar uma mudança gradativa no que diz respeito ao uso cada vez mais intenso da tecnologia para tentar retratar a vida ou mesmo para criar outras fictícias. Se esse uso intensivo é benéfico, não é possível saber, mas que facilita o trabalho, não há dúvidas.
Claudio Haruo Yamamoto é acadêmico do 3o. ano de ciência da computação da UFG.
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