Apague a Luz

Elisa Almeida França

A universidade pública brasileira anda mal das pernas. Mas, à parte com os prós e contras quanto a torná-la ou não fonte de renda para bolsos privados, tome-se em consideração o item dinheiro, fator fundamental no desempenho da instituição.

Dinheiro não se joga fora, certo? Por que o faz, então, a UFG - na forma de energia elétrica, o que é pior (não considerando prováveis outras formas)???

Mais incompreensível que ver nossos pátios inutilmente iluminados durante o dia por lâmpadas fluorescentes (cujo gás, diga-se de passagem, representa um agente químico poluidor de nosso sofrido meio ambiente), é ver salas de alunos e de professores sem gente, mas cheias de luz. Por que não apagá-la, ao sair?

Energia elétrica é um bem escasso. Lembremo-nos da recente inundação de Serra da Mesa para a construção de uma usina hidrelétrica gigantesca, e dos milhares de animais que foram afogados junto à sua mata, além das dezenas de pinturas rupestres perdidas nas cavernas que encontram-se agora submersas. Tudo isso para a produção de eletricidade.

O mínimo que podemos fazer é economizar energia. Grana e energia. Apaguemos as luzes.

Elisa Almeida França é acadêmica do 3o. ano de jornalismo da UFG.

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