fotoJá aqui se escreveu sobre a natureza, a configuração dos montes e montanhas da província de Nampula. De facto, eles brotam do chão antigo da criação do mundo como cabeças de gigantes carecas à procura da cabeleira verde da paisagem.

Lavados por milénios de chuva, eles multiplicam a sua austeridade por uma paisagem de vales arborizados, savanas coloridas, desenhada a sonhos.

Aliciantes mundos de pedra para escaladas ousadas, os montes de Nampula escondem, na sua raíz, imensas reservas minerais, que começam a pouco e pouco a ser desvendadas.

 

fotoRecanto agradável na periferia da cidade de Nampula. Nesta província, os palmares acontecem mesmo muito distantes da orla marítima. Na capital, situada quase no centro do território Províncial, os coqueiros crescem em profusão dando à paisagem inteira um delicioso cheiro a mar.

Também aqui se nota o traço árabe a desenhar a paisagem arquitectónica. Casas de alvenaria ou maticadas com o barro da terra são pintadas com o cal branco da frescura, afugentando o calor e também a traça daninha.

Nampula é, efectivamente, uma província bem distinta humana e geograficamente no seio do país.

 

fotoBate o meu coração no tambor do tempo, neste canto da província de Nampula. Envio com carinho esta mensagem de amor com o canto da minha alma em música. Sou mulher e sou bela.

Sou mulher makwa ornamentada de sonhos e risos sinceros. Gosto de ser como

sou: Um búzio de carne posto no ouvido do mundo para o vento-música-do-mar. Sou daqui e pertenço a todo o universo da criação.

O menear das minhas ancas faz parar quem me vê e o meu andar-de-dança requebra vibrante entre montes e ondas... Sou eu, mais eu, depois de juntar no meu ritmo os vários gestos do mundo.

 

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