Lavados por milénios de chuva, eles multiplicam a sua austeridade por uma paisagem de vales arborizados, savanas coloridas, desenhada a sonhos. Aliciantes mundos de pedra para escaladas ousadas, os montes de Nampula escondem, na sua raíz, imensas reservas minerais, que começam a pouco e pouco a ser desvendadas.
Também aqui se nota o traço árabe a desenhar a paisagem arquitectónica. Casas de alvenaria ou maticadas com o barro da terra são pintadas com o cal branco da frescura, afugentando o calor e também a traça daninha. Nampula é, efectivamente, uma província bem distinta humana e geograficamente no seio do país.
Sou mulher makwa ornamentada de sonhos e risos sinceros. Gosto de ser como sou: Um búzio de carne posto no ouvido do mundo para o vento-música-do-mar. Sou daqui e pertenço a todo o universo da criação. O menear das minhas ancas faz parar quem me vê e o meu andar-de-dança requebra vibrante entre montes e ondas... Sou eu, mais eu, depois de juntar no meu ritmo os vários gestos do mundo.
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