4. DISCUSSÃO

Neste trabalho foram apresentadas, através da revista da literatura, as indicações e os benefícios da remoção dos terceiros molares retidos e suas complicações potenciais. A exodontia dos terceiros molares é o procedimento mais comumente realizado na clínica cirúrgica odontológica, tanto por clínicos gerais como por cirurgiões buco-maxilo-faciais (PETERSON25, 1992; CHIAPASCO et al.6 1993; SANDS et al.29,1993).
A indicação mais comum para essas exodontias é, sem dúvida, a pericoronarite (BRUCE et al.4, 1980; PETERSON25, 1992; SANDS et al.29, 1993 ; LOPES et al.'8, 1995).O terceiro molar retido pode, eventualmente, não causar problemas significantes ao paciente mas tem esse potencial (BISHARA; ANDREASEN23 1983; PETERSON25, 1992).O processo inflamatório do capuz pericoronário é comum em retenções mucosas parciais ou totais, ocorrendo também nas retenções ósseas parciais (LYSSELL; ROHLIN19, 1988).Logo, a incidência da pericoronarite é alta em pacientes de quase todas as faixas etárias que apresentam terceiros molares retidos. Apenas nos pacientes onde os terceiros molares se encontram totalmente intra-ósseos, a pericoronarite acha-se ausente. Um estudo mostrou que o risco de pericoronarite aumenta com o tempo de permanência dos terceiros molares retidos (VON WOWERN; NIELSEM34, 1989). Embora existam variações quanto a taxa de incidência da pericoronarite como indicação para as exodontias de terceiros molares retidos, a maioria dos trabalhos na literatura relata um número em tomo de 30% (BRUCE et al.4, 1980; LYSELL;
ROHLIN, 1988; PETERSON2S, 1992; CHIAPASSO et al.6, 1993; LOPES et al.'8, 1995).
Outras justificativas para exodontias de terceiros molares retidos são também encontradas, tais como: dores oro-faciais, indicaç5es ortodônticas, solicitações periodontais, cárie no terceiro molar, cistos e tumores odontogênicos, cárie no segundo motar e sintomas relacionados à articulação temporomandibular (ATM) (BRUCE et al.4, 1980; OSBORN et al.22, 1985; LYSSEL; ROIILIN'9, 1988; CHIAPASCO et al.6, 1993). Dentre essas justificativas, as mais freqüentes citadas na literatura, são: dores oro-faciais (causadas, na maioria das vezes por algum tipo de patologia associada como pericoronarites crônicas e periodontopatias ) e solicitações ortodônicas A distribuição das várias indicações para exodontia dos terceiros molares varia de acordo com a faixa etária e é evidente na revista da literatura. Em pacientes acima de 35 anos de idade é predominante a remoção dos terceiros molares retidos devido a pericoronarite, problemas periodontais, cárie no terceiro e segundo molar, solicitações protéticas e formação dos cistos e tumores. Nos pacientes entre 25 e 34 anos de idade, embora seja predominante a pericoronarite, há também incidência de dores oro-faciais como indicação para exodontias dos terceiros molares. Já nos pacientes até 25 anos de idade além da pericoronarite, as indicações ortodônticas são também grandes causas daquelas extrações (BRUCE et al.4 1980).
É interessante notar que a opinião dos profissionais varia consideravelmente quando são questionados sobre as razões pelas quais indicam a remoção dos terceiros molares. Clínicos gerais têm pontos de vista diferentes dos cirurgiões buco-maxilo-faciais. E mesmo entre cada grupo desses profissionais há algumas discordâncias (KNUTSON et al.'2, 1992). Por exemplo: clínicos gerais acreditam que as principais justificativas para exodontias de terceiros molares sejam a formação de cistos e a pencoronante, enquanto que os cirurgiões buco-maxilo-faciais acreditam serem a
pericoronarite e cárie no segundo molar (LYSSEL;ROHLIN '9 1988).Observa-se, também, que os cirurgiões buco-maxilo-faciais indicam as exodontias com maior convicção e segurança que os clínicos gerais.
Curiosamente, trabalhos científicos chegaram a resultados onde a maioria das indicações para a remoção dos terceiros molares não estava definida (OSBORN et al.22, 1985; CHIAPASCO et al.6, 1993; LOPES et al. IB, 1995). Talvez muitos profissionais, diante de um terceiro molar retido assintomático, indiquem sua remoção visando a prevenção das suas várias complicações potenciais. Entretanto, ELIASSON et al.9 (1989) afirmaram que a remoção profilática de terceiros molares é indicada baseando-se em critérios pouco definidos. Este dado nos faz refletir sobre a necessidade de melhores esclarecimentos aos cirurgiões-dentistas dos critérios para indicar as cirurgias dos terceiros molares retidos. Há situações em que a remoção do terceiro molar é contra-indicada, em especial em pacientes que por razões ortodônticas tiveram exodontia de molares ou de pré-molares (BISHARA ANDREASEN2, 1983).
Embora os terceiros molares possam ser extraídos em qualquer idade, algumas características locais das retenções favorecem a exodontia quando realizadas em pacientes jovens (MERCIER; PRECIOUS21, 1992; PETERSON25, 1992). Nestes pacientes o espaço do capuz pericoronário e também seu ligamento periodontal são amplos, não há dilacerações radiculares e é pouco provável uma grande proximidade com o canal mandibular. Um estudo mostrou serem mais freqüentes cirurgias para remoção de terceiros molares retidos na faixa etária de 15 a 19 anos (PALMIERI24, 1994). Ao contrário, no adulto, encontram-se maiores dificuldades durante as exodontias dos terceiros molares retidos. O espaço do capuz pericoronário e do ligamento periodontal torna-se menor, o osso adjacente é mais denso e friável, além da grande possibilidade da presença das dilacerações radiculares e maior proximidade das suas raízes com o canal mandibular (CHILES; CONSENTINO7, 1987; KOBRNER13, 1994).
Fig. 1- Radiografia periapical de terceiro molar retido em paciente jovem
Fig.2 - Radiografia periapical de terceiro molar retido em paciente adulto
O momento ideal para se avaliar o terceiro molar quanto a sua retenção é quando este apresenta metade ou dois terços de rizogênese completa, fase que coincide com a idade de 16-18 anos (RICHARDSON et al.28, 1984). Diversos fatores agem simultaneamente sobre o paciente, provocando ou não a retenção deste dente (RICHARDSON et al.,1984; SANDS et al.29, 1993). Podem ser citados entre outros: o crescimento ósseo dos maxilares, o tamanho dos elementos dentários em relação as respectivas bases ósseas, a direção de erupção do terceiro motar, a distancia entre superfície distal do segundo molar e a borda anterior do ramo da mandíbula (BISHARA; ANDREASEN2, 1983). A previsão precoce da retenção do terceiro molar pode ser imprudente e as cirurgias para extração dos germes dos terceiros molares devem ser preferencialmente evitadas. Um estudo mostrou que terceiros molares recobertos apenas por tecidos moles podem erupcionar (VON WOWERN; NIELSON34, 1989).
Vários benefícios são descritos para a remoção de terceiros molares retidos. Um estudo mostrou 99% dos pacientes satisfeitos com esse tratamento (LOPES etal.18, 1995). Sabe-se que a remoção de terceiros molares retidos pode favorecer a reparação periodontal da região. Esta reparação é contínua por longo período de tempo (acima de dois anos) diminuindo gradativamente a profundidade das bolsas periodontais na região distal do segundo molar (KUGELBERG14, 1990). Vários fatores estão envolvidos neste processo e devem ser considerados no prognóstico da extração (KUGELBERG et al.'6, 1991). A presença de um defeito intra-ósseo na região distal do segundo molar no pré-operatório certamente resultará em uma reparação periodontal problemática, com grande possibilidade de permanecer esse defeito (KUQELBERG et al.'6, 1991). Outros fatores locais como: acentuada angulação do terceiro molar, acúmulo de placa bacteriana, grande extensão da área de contato entre segundo e terceiro molar, presença de bolsas periodontais, presença de espessamento patológico do capuz pericoronário e reabsorção da raiz do segundo molar são também desfavoráveis à reparação adequada da região (KUGELBERG14, 1990; KUGELGERG et al.16 , 1991). A susceptibilidade do paciente à enfermidade periodontal, bem como a sua imunidade, devem ser consideradas quando do planejamento da exodontia do terceiro molar retido (KUGELBERG'4, 1990). Contudo, dentre todos os fatores responsáveis pelos benefícios da reparação das cirurgias do terceiro molar retido, a idade do paciente é de fundamental importância (WEISENFELD; KONDIS35, 1991). Diversos autores salientam que nos pacientes jovens os tecidos periodontais da região são melhor reparados ou regenerados que em pacientes adultos (BRUCE et al.4, 1980; OSBORN et ai. 22,1985; KUGFLBERG14, 1990; KUGELBERG et aí. '5'6,1991;PFTERSON, 1992). Por exemplo: a exodontia de um terceiro molar inferior retido mésio angular com acentuada angulação, grande área de contato com o segundo molar e episódios prévios de pericoronarite, tem grandes possibilidades de provocar um defeito ósseo na região distal do segundo molar quando for realizada em um paciente com cerca de 35 anos de idade. Já esse mesmo procedimento cirúrgico quando realizado em um paciente jovem, poderá não provocar aquele defeito ósseo.
Benéfica, também, é a exodontia de um terceiro molar retido com pericoronarite. O capuz pericoronário de um terceiro molar com pericoronarite funciona como "reservatório" de diferentes tipos de bactérias patogênicas (RAJASUO et al.27, 1990) muito semelhantes às encontradas nas enfermidades periodontais (LEUNG et al.'7, 1993).Dentre as espécies citadas destacam-se os Streptococcus, Actionomyccs, Peptostreptococcus, Eubacterium, Propionibacterium, Veilioneila, Bacteroides e Fusobacterium. Logo, a exodontia de um terceiro molar retido com pericoronarite, diminui, consideravelmente, a patogenicidade da microflora salivar, promovendo não só a eliminação de um foco infeccioso, mas também a melhora da saúde bucal como um todo (RAJASUO et al.26, 1990; LEUNG et al.!7, 1993).
O terceiro molar retido relaciona-se também com alguns aspectos na traumatologia maxilo-facial. A presença de um terceiro molar inferior retido predispõe o paciente às fraturas de ângulo da mandíbula (TEVEPAUGH; DADSON31, 1994). Estes autores sugerem que sejam extraídos estes dentes com o objetivo de se prevenir ou evitar aquelas fraturas, especialmente em pacientes sujeitos a traumatismos na região mandibular.
A relação entre terceiros molares retidos e o apinhamento dentário anterior é discutida. Em 1859 ROBSON afirmou que a ação de uma força no sentido mesial originada pela retenção de um terceiro molar em erupção seria responsável pelos frequentes apinhamentos dentários anteriores (BISHARA; ANDREASEN2, 1983). Entretanto a revista da literatura deixa dúvidas sobre isso e o tema continua em discussão (THURNWALD et al.32~1994,. BISHARA; ANDRBASEN2, 1983). Em pacientes adultos jovens a extração de terceiros molares retidos não se justifica para aliviar ou prevenir esse tipo de apinhamento (VON WOWERN; NIELSEN343 1989; ADES et al.1 1990; PIRTTINIEMI et al.26, 1994). Entretanto, nesses pacientes foi evidenciado um ligeiro aumento na extensão dos arcos dentários principalmente no arco inferior, quando realizadas as extrações dos terceiros molares retidos (PIRTTNIEMJ et al.26, 1994). Isso foi mais evidente quando os segundos molares tinham inclinações linguais e quando as retenções eram mésio-angulares bilaterais (THURNWALD et al!32, 1994). Esse aumento na extensão dos arcos dentários foi relacionado a alteraç5es de posicionamento dos dentes posteriores, principalmente segundos molares, permanecendo o segmento anterior das arcadas dentárias praticamente sem modificações (PIRTTINIEMJ et al.26, 1994).
A retenção prolongada ou a permanência inadvertida de um terceiro molar retido pode ser causa de alterações patológicas locais e sistêmicas. Este fato é evidente se lembrarmos que a exodontias dos terceiros molares retidos em pacientes adultos e idosos está relacionada, muitas vezes, a alguma condição patológica associada (LYSSEL; ROHL114'9,1998). Assim, a remoção dos terceiros molares retidos tem como beneficio a prevenção destas alterações patológicas.
Dentre as complicações locais causadas por terceiros molares retidos, as mais comuns são: doenças periodontais ( bolsas periodontais com diminuição do nível ósseo na região distal do segundo molar, reabsorções radiculares no segundo molar, formação de cistos e tumores odontogênicos e reabsorções internas dos terceiros molares (ELIASSON et al.9, 1989) (Fig. 3, 4, 5). Há evidências de que os problemas periodontais na região distal de segundo molar e as reabsorções radiculares do segundo molar estão relacionados com a posição em que se encontra o terceiro molar retido e que são mais frequentes em retenções mesio-angulares.
Fig. 3 - Radiografia panorâmica sugerindo doença periodontal associada a terceiro molar retido. Gentileza: Dr. Paulo de Camargo Moraes
Entretanto as alterações císticas e as reabsorções internas dos terceiros molares retidos têm pouca relação com a sua angulação (STANLEY et al.30,1988). A diminuição do osso alveolar na região distal do segundo molar e as reabsorções dos segundos molares acontecem em 4% e 1% na maxila e em 1% e 1,5% na mandíbula respectivamente (ELIASSON et al.9, 1989). Há trabalhos na literatura (NJTZAN et al.22, 1981 apud STANLEY et al.30, 1988) sugerindo que as reabsorções radiculares em dentes adjacentes aos terceiros molares retidos acontecem principalmente, em pacientes entre 21 à 30 anos de idade e que é pouco provável que esta complicação tenha inicio após esta idade. O desenvolvimento de cistos e tumores odontogênicos associados à retenção de terceiros molares acomete preferencialmente pacientes adultos e sua incidência varia de 0.3% à 6% nos casos relatados na literatura (ELIASSON et aí.9 1989; OSBORN et al.23, 1985; LYSSFL; ROHLIN19, 1988; STANLEY et al.30 1988). Este dado é oposto ao que pensam muitos cirurgiões-dentistas, principalmente clínicos gerais, os quais acreditam ser elevada a freqüência dessas complicações. Outra situação que pode ocorrer, embora seja rara, é a presença de carcinoma espino-celular relacionado a um terceiro molar retido (VENTA et al.33, 1993). Esta condição está associada, dentre outros fatores, à inflamação crônica do capuz pericoronário do terceiro molar retido, acúmulo de placa bacteriana na região, possível traumatismo do dente antagonista sobre a mucosa adjacente e, principalmente ao paciente fumante e etilista. Diante deste quadro clínico toma-se indispensável o exame histopatológico do capuz pericoronário e mucosa adjacente, no tratamento a ser instituído (VENTA et aí. 33 1993).
Complicações sistêmicas causadas por terceiros molares retidos são raras. A maioria dos casos relatados na literatura está relacionada a condições sistêmicas que potencializaram complicações locais dos terceiros molares retidos. Segundo INDRESANO et al.11, (1992) pacientes adultos ou idosos portadores de hipertensão, asma, diabete descompensado ou hepatite e que fazem uso de drogas, filmo ou álcool em excesso estão mais sujeitos a apresentarem complicações sistêmicas por causa dos terceiros molares retidos. Dentre essas complicações, as mais frequentes são as infecções disseminadas pelos espaços fasciais adjacentes, exigindo internação hospitalar e medidas terapêuticas apropriadas (INDRESANO et aí. ",1992).
Portanto, nos casos onde se opta pela permanência do terceiro molar retido torna-se necessário informar o paciente dos riscos que essa condição apresenta, bem como orientá-lo a realizar, periodicamente, exames clínico e radiográfico da região (ELIASSON et al.9,1989; MERCIER PRECIOUS 2l,~ 992).
Algumas complicações associadas às cirurgias dos terceiros malares retidos são encontradas e julgamos oportuno mencioná-las neste trabalho. Não nos referimos aqui às complicações causadas pela inexperiência profissional ou emprego de técnica cirúrgica inadequada, mas somente àquelas que são citadas na revista da literatura e que devem ser expostas ao paciente quando o profissional achar conveniente (GOLDBERG et al.10, 1985; DAWSON et al.3, 1993).
Nas exodontias dos terceiros molares retidos superiores os acidentes e complicações mais comuns são: fraturas do osso alveolar, comunicação buco-sinusal e alveolites (CHIAPASCO et al.6, 1993). Nas exodontias do terceiros malares retidos inferiores os acidentes e complicações mais comuns são: danos à restauração do segundo molar, fratura de raízes, sangrarnento excessivo, alveolites, infecções secundárias (abscessos) e parestesias dos nervos alveolar inferior e lingual (OSBORN et al.22, 1985, CARMICHAEL; Mc GOWAN5, 1992, CHIAPASCO et al.6, 1993). As parestesias tendem a regredir com o passar do tempo mas constituem desagradável complicação (CARMICHAEL; Mc. GOWAN5, 1992). Diferentes situações clinicas estão relacionadas com determinadas complicações cirúrgicas: observa-se que nos pacientes idosos há aumento na incidência tanto dos acidentes como das complicações citadas (BRUCE et ai , 1980; CHIAPASCO et al.6, 1993); a remoção de grande quantidade de tecido ósseo aumenta o trauma cirúrgico e está relacionada a aumento na incidência de casos de alveolites, parestesias e abscessos tardios (BRUCE et ai., 1980; CARMICHAEL; Mc GOWAN5, 1992); episódios prévios de pericoronarite tomam os pacientes mais susceptíveis a apresentarem casos de alveolites (OSBORN et al.23 1985); porém, as germectomias são de difícil realização, sendo comuns casos de abscessos tardios, parestesias e comunicações buco-sinusais (BJORNLAND et ai., 1987; WEISENFELD; KONDIS ~ 1991). Assim, é importante a verificação da faixa etária também na prevenção de acidentes e complicações das exodontias dos terceiros molares retidos.

5.CONCLUSÔES

Através de revista da literatura sobre a remoção de terceiros molares retidos concluímos que:

5.1 a pericoronarite é a indicação mais freqüente para a remoção dos terceiros molares; a remoção de terceiros molares retidos com pericoronarite altera a microflora salivar, diminuindo sua patogenicidade;

5.2 a remoção dos terceiros molares retidos deve ser feita, preferencialmente no indivíduo jovem, devido a condições locais mais favoráveis; a reparação da exodontia de terceiros molares é influenciada por fatores locais e sistêmicos do paciente; a reparação das exodontias de terceiros molares é melhor nos pacientes jovens que nos adultos e idosos

5.3 o momento ideal para se avaliar o terceiro molar quanto à sua retenção é quando o mesmo apresentar metade a dois terços de rizogênese completa; a incidência de complicações com os terceiros molares retidos é mais elevada em pacientes adultos e idosos

5.4 a remoção de terceiros molares retidos é benéfica à reparação periodontal em determinadas situações;

5.5 não se justifica a remoção dos terceiros molares retidos para se prevenir ou solucionar o apinhamento dentário inferior em pacientes adultos jovens;

5.6 a remoção dos terceiros molares retidos assintomáticos é um procedimento que se justifica por prevenir ou evitar complicaç5es locais e sistêmicas.


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SUMMARY

RETAINED THIRD MOLAR : INDICATIONS AND

BENEFITS OF ITS REMOVAL

A literature review concerning indications and benefits of removal of retained third molars, and the potential complications of the retention of these, was made. The most frequent indication to surgery of retained third molar was pericoronitis, being reported other causes, like: orhodontie, pain, periodontopathy, cysts, and tumours. The indications changed under influence of age, kind of retention and also kind of specialization of the dentist. Extraction of retained third molars can be of benefit to patients, in special in certam situations, like; young patients, mucosal partial retention, and chronic pericoronitis. These benefits mainly represent the elimination of a pathologic condition and the improvement of conditions of oral health. It was evidenced also that long term retention can cause local and systemic complications, in special periodontopathy of distal region of second mol

Autorizo a realização de xerocópias desta monografia por todos os interessados

SALOMÂO JOSÉ DOS SANTOS NETO

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