PROJETO AO SUL DO CHUÍ

Trecho 4 - Pela Costa de Ouro (Punta Del Este - B. Aires)

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Na manhã seguinte, seguimos em direção a Maldonado. Passamos por uma ponte, que liga La Barra a Punta Del Este, que é muito legal. Ela tem uma dupla ondulação. Você entra na ponte sobe, sobe, sobe e depois desce,desce, desce e repete tudo mais um vez. De bicicleta é muito legal. Dá aquele frio na barriga na hora de descer, pois ela é bem inclinada.  Um pouco antes de chegarmos a Maldonado, passamos por um parque infantil com enormes esculturas de bichos. Muito legal! 

Cynthia saindo de Punta del Este

Maldonado é uma cidade aparentemente muito rica, também com casarões lindos e enormes, muito arborizada. Aqui, aliás como na maior parte dos lugares que passamos no Uruguai, as casas não têm muros. Na frente delas há sempre lindos jardins muito bem cuidados e uma placa com um nome (nessa região as casas não têm números). Parece ser um lugar ótimo para se viver. Lá havia uma ciclovia (em Punta Del Este também há uma ciclovia), muito bem cuidada, por onde pedalamos até sairmos da cidade. Saindo da cidade, pegamos novamente a Ruta 10, que no início era plana e depois ficou cheia de subidas (algumas bem inclinadas, principalmente a que é perto de uma praia que se chama Punta Ballena) e de descidas. Perto de Punta Ballena, já se pode avistar o Pan de Azucar, um lindo morro que lembra o nosso Pão de Açúcar. Seguimos em direção a Piriápolis.  Na entrada de Piriápolis há a "Plaza del Toro", onde há uma estátua de Vênus, réplica da que há na Itália. Fomos até beira mar - aqui cabe uma explicação: a partir de Punta Del Este, o que se vê e parece mar, não é mar e sim o Rio da Prata - e paramos para almoçar. Foi quando um casal de mais ou menos 70 anos parou para conversar conosco. Eles nos viram na estrada, perto de Maldonado, e nos reencontraram em Piriápolis. Resolveram parar para conversar conosco. Queiram saber de onde vínhamos (o que aconteceu várias vezes durante a viagem), o que carregávamos na bagagem, como dormíamos, o que comíamos, etc. Depois soubemos que o senhor era ciclista de estrada, que já havia atravessado os Andes de bicicleta e que participava de várias competições. Achamos muito legal conversar com eles. Acabados o almoço e o bate papo, seguimos até Solis, um outro balneário um pouco a frente de Piriápolis, onde resolvemos ficar. Solis é bem pequeno e simpático e fica na entrada da estrada Interbalneária, que pretendíamos pegar na manhã seguinte. Passeamos um pouco, jantamos e fomos dormir. 

Na manhã seguinte, durante o café da manhã, conversamos bastante com o dono o hotel (lá, como na maioria dos hotéis que ficamos, éramos os únicos hóspedes). Conversamos sobre o Uruguai e sobre a situação que está enfrentando, como dificuldades financeiras, falência de indústrias nacionais, problemas com o turismo. Situação bem conhecida para nós... Seguimos em direção a Montevidéu - nosso destino final.

O último dia de todas as viagens que já fizemos é sempre igual, um misto de euforia com aperto no coração. Vontade de chegar logo e de que comece tudo de novo... A cabeça já começa a programar a próxima aventura. 

A Interbalneária é uma estrada de pista dupla bem larga e com bastante movimento, pois liga duas cidades muito importantes, Montevidéu e Punta Del Este. Durante todo o percurso há vários balneários. Resolvemos parar em Atlântida, que parecia ser o maior. Passeamos por lá e almoçamos. Encontramos vários ciclistas treinando. Alguns deles pedalaram com a gente por um tempo, para saber detalhes sobre a viagem. Essa interação é uma das coisas que faz das cicloviagens uma das mais legais formas de turismo. 

Quanto mais perto de Montevidéu, maior é o movimento da estrada. Quando estávamos há uns 30 km de montevidéu, pegamos uma pista simples super movimentada. Estávamos bem cansados. Já havíamos pedalado 70 km, o sol estava muito forte e a temperatura muito alta (uns 35 C). Pedalamos uns 15 km nesta estrada e chegamos ao Aeroporto Internacional - Aeroporto Carrasco. Lá perto, havia um posto de gasolina com um loja de conveniência onde se podia comprar Gatorade! Foi uma festa. Nos hidratamos e seguimos. 

Cynthia na entrada de Montevidéu

Estávamos ansiosos por conhecer Montevidéu. Depois do Aeroporto se pega uma enorme avenida (Avenida Itália), muito arborizada e onde há vários parques municipais. Chegando perto do centro a coisa foi complicando. Cidade grande é sempre muito movimentada, tem sempre muito carro. Paramos na estação rodoviária Três Cruzes, onde havia um posto de informações turísticas, para colher informações sobre hotéis e sobre o barco que nos levaria a Buenos Aires no dia seguinte. 

 

Chegada em montevidéu

Seguimos por uma avenida, que fica fechada aos sábados à tarde e que estava cheia de gente pedalando, patinando, passeando, namorando, brincado, etc. Um clima ótimo! Apesar de estarmos muito cansados (pedalamos 103 km neste dia) estávamos exultantes. Fomos para o hotel, tomamos banho e saímos para passear.

 

Cynthia em uma praça de montevidéu

 

Montevidéu é uma linda cidade. O centro é cheio de construções históricas bem conservadas e o povo é muito animado. Comemos , comemorando nossa linda viagem. Fomos dormir e acordamos no meio da noite com um temporal. Ainda bem que não teríamos que pedalar no dia seguinte!! 
Na manhã seguinte, pegamos um barco que atravessa o Rio da Prata de Montevidéu a Buenos Aires. A travessia demora 2 horas e enjoa um pouco, pois o barco balança. Chegamos em Buenos Aires às 13:00 h e ficamos encantados com a cidade.

 Bem maior que Montevidéu, mas não menos simpática. O centro também é repleto de construções históricas bem cuidadas. Vimos a Praça de Maio, a casa Rosada, fomos a um show de Tango e comemos na Recolleta - coisas de turista normal!! No dia seguinte, compramos presentes para os que nos esperavam no Brasil e tomamos nosso vôo de volta para casa já cheios de saudades da nossa grande aventura. Já estamos pensando na próxima...

 

Oswaldo na chegada em Buenos Aires

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