PROJETO AO SUL DO CHUÍ

Trecho 2 - Pedalando Pelos  Fortes (Chuy - Punta Del Diablo)

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O forte é muito bonito e bem cuidado. Dentro dele existem museus que mostram roupas de época, utensílios, móveis. Tudo muito bem cuidado e explicado. Valeu a pena o desvio. 

Almoçamos no Chuy e fizemos um pequeno desvio no  nosso caminho para conhecer o Fuertin de San Miguel. A estrada que leva até lá e muito bonita. Dos dois lados há uma lagoa meio que coberta por vegetação e com muitas árvores e aves.

 

Oswaldo no Fim do Brasil

Voltamos ao Chuy com o vento soprando muito forte e de frente (o que fazia com que cada pedalada fosse sofrida), e seguimos para Barra do Chuy (e o vento continuava forte e contra!!). Chegando a Barra do Chuy fomos no Arroio Chui - O Fim do Brasil. Era muito legal pensar que estávamos lá no final do mapa do Brasil. A praia é muito bonita e quase que deserta. Talvez porque estivesse muito frio e ventando... 

Seguimos para a Barra do Chuy uruguaia (na Barra também tem fronteira, só que bem calma). Como não havia hotéis abertos, resolvemos ficar em um camping. Aliás um maravilhoso camping. Muito organizado, com piscina normal e aquecida, bikes para alugar, entre outras comodidades. Não dormimos lá muito bem, pois a barraca ficou meio lotada com a bagagem e não sobrou muito espaço para nós. 

Oswaldo e Cynthia saindo do camping

Acordamos com o nascer do sol e canto dos pássaros (delicioso!). Nossa próxima parada era La Coronilla. No primeiro trecho, o vento nos ajudou e chegamos rapidamente a Ruta 9, uma estrada plana, de pista simples, mas com bom acostamento. Aliás, já  começamos a notar que é muito bom pedalar no Uruguai, pelo menos no que diz respeito à segurança nas estradas. Mesmo as mais movimentadas, e não são muitas, são bem seguras. Os carros, ao passar pelos ciclistas,  se afastam e dão aquela buzinadinha de cumprimento. Durante todo nosso trajeto vimos muitos ciclista de estrada treinando. Eles são, aparentemente, em maior número que por aqui. Infelizmente... 

 

Na Ruta 9, voltamos a ter nossa constante e não muito bem-vinda companhia - O Vento. Ele estava forte e lateral, o que, às vezes, deixava difícil até manter as bicicletas na estrada! Chegamos em La Coronilla e fomos a uma padaria. A atendente, infelizmente, não tirou a má impressão que estávamos tendo dos Uruguaios até aquele momento (ainda bem que um pouco mais para frente isso mudou e descobrimos que eles pessoas muito acolhedoras, simpáticas e, melhor de tudo, adoram os ciclistas). Depois de comer seguimos para Santa Teresa. Por um "erro de interpretação de placas" entramos pelo Parque de Santa Teresa e não pela Fortaleza de Santa Teresa, o que nos custou alguns quilômetros. A entrada do Parque impressiona pela beleza.

Uma imensa alameda com lindas palmeiras leva ao "Invernáculo", um lindo jardim de inverno. 

Na frente do "Invernáculo", há dois lagos com plantas aquáticas e carpas. Pegamos um caminho ladeado por mais de 300 roseiras devidamente numeradas, mas que não estavam floridas (ficamos imaginando como seria aquele lugar com as roseiras em flor...) e chegamos ao "Sombráculo". É como um jardim de invernos só todo fechado por bambus, o que faz as plantas ficarem na sombra. Seguimos para a Fortaleza e passamos pela Passarela, um caminho cheio de palmeiras. 

 Tão lindo que ficamos bastante tempo só contemplando. Dentro do jardim (não é possível entrar, só dá para ver pelos vidros), tem todo o tipo de planta e algumas palmeiras que deviam ter uns 15 metros! 

Oswaldo no Invernáculo

A Fortaleza de Santa Teresa é muito grande e bonita. A exemplo do Forte de San Miguel, possui museus em suas construções internas, que estão muito bem conservadas. Continuamos nossa viagem seguindo para um vilarejo chamado Punta Del Diablo. O lugar é muito bonito, mas o vento (sempre o vento) nos impediu de dar um passeio maior. Como não tinha hotel aberto (nessa época do ano no Uruguai a maior parte dos hotéis e restaurantes está fechada), tivemos que alugar o que eles chamam de cabana (aliás, cabaña). É uma casinha de um quarto, banheiro e uma sala/cozinha. Na cozinha há todos os utensílios necessários para se cozinhar, além de fogão e geladeira! Achamos confortável e interessante a possibilidade de poder comer uma comidinha "caseira". Compramos o que era necessário num mercadinho, cozinhamos e comemos muito e bem!! Pudemos também dar uma geral nas bicicletas, coisa que em um hotel nem sempre é possível. 

 

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