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TOLERÂNCIA E BOAS MANEIRAS EM RELIGIÃO
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Conforme as necessidades humanas mais prementes em sua nação, e considerando a cultura e o alcance de compreensão do seu povo, os fundadores das religiões deram a elas os seus ritos, e fixaram os mandamentos para o crescimento espiritual de seus fieis. Para cada pessoa que crê, a religião em que nasceu e em que foi educada representa o modo como Deus se revelou para ela, e sua doutrina lhe prescreve como deve servi-Lo. De um modo geral, o indivíduo guarda a sua fé tal como esta lhe foi dada, e cumpre as boas normas de sua religião como estas lhe foram prescritas. Os missionários jesuítas, conscientes desta estreita relação entre os objetos da fé e a cultura, trabalhavam primeiro no sentido de elevar o grau cultural dos nativos, para que eles pudessem alcançar os valores cristãos, e deixassem de adorar o sol, a lua e o trovão. Para isso os padres criavam escolas em todas as aldeias que fundavam, e se valiam magistralmente do teatro pedagógico para abrirem novos horizontes de conhecimento aos indígenas. A relação original óbvia entre a religião e a cultura explica também as conversões. Faz que seja natural para uma pessoa mais culta converter-se para uma outra religião de dogmas mais complexos, ou uma pessoa que perde seus valores mudar para uma crença mais primitiva. Explica também uma conversão dentro do próprio credo, quando a pessoa descobre uma nova dimensão em sua própria fé, tornando-se um fiel mais consciente, fervoroso, convertido à aqueles valores nobres de sua religião que antes não havia reconhecido. Considerar esses fundamentos me parece essencial para o mútuo respeito e a cordialidade entre as pessoas, quando a preocupação é um bom relacionamento social tanto entre os membros de uma mesma religião como entre pessoas de credos diferentes.
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† A Igreja Católica tem sua sede no Vaticano, um Estado incrustado na cidade de Roma. Lá reside o Papa, tido pelos católicos como herdeiro das responsabilidades de Pedro, que foi o primaz entre os apóstolos de Cristo. Seu templo mais importante é a Basílica de São Pedro. A Igreja católica é fortemente envolvida em liberdade, justiça social e ecumenismo. Na Igreja católica o sacerdote é um homem com formação superior: estuda teologia por quatro anos, depois de um curso de nível universitário em filosofia. É uma pessoa apta não apenas ao aconselhamento religioso, mas também a conversar sobre os problemas ordinários da vida de seus paroquianos (pobreza, trabalho, educação dos filhos, etc.). A fim de poder dedicar-se inteiramente ao seu ministério, não constitui família. Ω A Igreja Ortodoxa tem sua sede no Fanar, um histórico bairro grego em Istambul (ex-Constantinopla e ex-Bizâncio), na Turquia, onde reside o Patriarca Ecumênico (Chefe das Igrejas ortodoxas de todas as nacionalidades); seu templo mais importante é a Igreja de São Jorge. A Igreja Ortodoxa é ecumênica no sentido de união entre suas ramificações de várias nacionalidades que se tornaram autônomas. O sacerdote ortodoxo tem formação e deveres iguais aos dos padres católicos. Usar barba é obrigatório. Homens casados podem ser ordenados padres, mas um padre solteiro não pode casar-se. Os bispos não são casados. # As diferentes denominações protestantes têm cada uma sua forma de governo, em geral um colegiado de pastores ou de bispos. O Pastor é o líder entre os protestantes. A formação superior não é imprescindível ao ministro ou pastor protestante, o qual terá um nível cultural maior ou menor conforme a comunidade que serve for mais ou menos exigente. Ele é escolhido entre os próprios leigos para se dedicar ao ministério, e pode constituir família. Na maioria das vezes é uma pessoa simples e piedosa, que segue rigorosamente os minuciosos códigos e escrituras da sua doutrina. Y Os judeus consideram o muro das lamentações – ruínas que restaram do Segundo Templo de Jerusalém – como seu lugar mais sagrado. A nacionalidade e a religião tendem a se confundirem no que toca ao Estado de Israel, mas são independentes nos demais países. O rabino é o líder religioso da comunidade judaica. Pode casar-se. Seu conhecimento das Escrituras e dos Códigos de Lei, sua fé e a retidão de sua família formam a base da sua autoridade. ۩ Os muçulmanos, como os Protestantes, têm uma variedade de seitas (Sunitas, Xiítas, talibãs, etc.), cada uma com sua própria autoridade constituída. Os lugares santos porém são comuns e são a Caaba, em Meca, e a Mesquita de Medina onde está o túmulo de Maomé, o fundador do Islã, falecido em 632 da Era Comum. Há uma sólida unidade entre o Islã e a política, o que leva à constituição de sistemas teocráticos (liberdade limitada pelos códigos da religião oficial) nos países em que domina. O Imã é o sacerdote e chefe espiritual no Islã e dirige as atividades da Mesquita. Lidera os fiéis nas orações, profere os sermões, realiza os casamentos e o serviço fúnebre. Deve possuir família, pois o islamismo não aceita o celibato masculino. *
† As Igrejas católicas têm seu espaço interno destinado à oração e torres equipadas com sinos – não raro dotadas de relógios – para convocar os fieis ao serviço religioso. Os edifícios maiores tem a forma de uma cruz. O corpo principal começa com o Santuário, onde fica o altar; segue-se o Presbitério (espaço separado do Santuário por alguns degraus, onde tem lugar algumas partes do ritual e onde pode estar um coral ou se assentam acólitos e presbíteros, e que termina na mesa de comunhão), e a Nave (da palavra latina para “navio”) um espaço alongado onde ficam os bancos para os fieis. Os braços da cruz são uma capela à esquerda e outra à direita. O centro da cruz ou transcepto é o foco da cúpula ou domo, que é o ponto de maior altura do templo. A separação entre os sexos nos templos católicos foi uma lei do Direito Canônico hoje revogada. Permanece dela uma elegante tradição nas cerimônias de casamento, quando a ala à esquerda de quem entra é reservada aos amigos da noiva e a ala direita aos amigos do noivo, porém sem separação por sexo. Ω As igrejas ortodoxas são em tudo semelhantes às católicas. # As Igrejas protestantes são construídas no mesmo estilo que as católicas, porém não assumem a forma de cruz, e também nem sempre têm uma cruz exterior. Y As sinagogas judias são providas em geral de dois conjuntos de bancos, um voltado para o outro, e no centro têm o estrado com uma mesa, junto à qual ou se posicionam o cantor, ou o rabino, que lê o Tora. Uma seção para mulheres existe nas sinagogas ortodoxas e tradicionais que seguem o padrão do Templo Sagrado de Jerusalém, o qual possuía um recinto feminino. Às vezes essa seção tem o formato de um balcão suspenso com uma treliça atrás da qual se sentam as mulheres, ocultas da vista dos homens; em outras, é um lugar claramente separado na lateral ou no fundo da seção masculina, no mesmo nível ou pouco mais alto. ۩ A mesquita tem, como as igrejas cristãs, seu espaço interno destinado à oração, e também torres. Estas não têm sinos, porém são providas de sacadas circulares de onde os fieis são convocados pelo sacerdote a fazerem as orações diárias. No interior da mesquita, em lugar de bancos, o chão é coberto de tapetes e as paredes tem em geral inscrições com versículos do Alcorão. A separação de homens e mulheres é para ser rigorosamente respeitada nas mesquitas. *
† No catolicismo, o altar
principal e os altares laterais, mais o Sacrário com sua Lâmpada do Santíssimo, constituem os pontos mais
sagrados. O púlpito é reservado ao sacerdote. Nos templos que não têm púlpito como uma estrutura, o sacerdote
fala no centro à frente do altar, e o leigo que vai dirigir-se à assembléia sempre fala de um dos lados em
frente ao altar, e o leigo fala de um dos lados do altar.
Na Igreja católica o Missal contem seleções dos chamados Novo e Antigo Testamento, para leitura na celebração da missa. É comum, ao início da celebração religiosa, o sacerdote levantar bem alto o Missal para que toda a assembléia possa vê-lo e venerá-lo. Algumas igrejas têm grande numero de estátuas e pinturas representando pessoas falecidas consideradas santas, e a representação humanizada de Cristo e do próprio Deus. Os católicos têm essas representações apenas como auxílio para a concentração em suas orações e não são ídolos (objetos de adoração). O símbolo Católico mais importante é a Cruz. Ω As Igrejas ortodoxas tem locais distintos considerados mais sagrados que são praticamente os mesmos da igreja
Católica. Na Igreja Ortodoxa cultuam-se os Ícones
que são imagens em apenas duas dimensões, como quadros, murais, vitrais e tetos pintados. Como na Igreja
Católica, representam Maria, os Santos e os Arcanjos, além de cenas bíblicas e da flagelação e morte de
Cristo. Água benta é em certas ocasiões aspergida sobre os fieis; o incenso é queimado no turíbulo nas
comemorações festivas. # Os Protestantes têm os mesmos livros que a Igreja Católica, porém os seguem conforme a orientação de Martin Lutero, Huldrich Zwingli, João Calvino e outros líderes religiosos que, no século XVI, protestaram contra a interpretação tradicional adotada pelos cristãos até então. Os protestantes não têm imagens ou pinturas em seus templos. Y Em uma sinagoga o ponto principal é a Arca Sagrada, que não é uma arca mas um armário, onde é mantido e venerado o Tora (Pentateuco ou Velho Testamento na religião cristã), escrito a mão em hebraico, em um rolo de pergaminho, e cuja autoria é atribuída a Moisés, e também o Talmude, um compêndio de leis e de comentários sobre o Tora. A Arca, oculta por uma cortina, está disposta de tal modo que, ao orar diante dela, a congregação estará voltada na direção de Jerusalém.A Luz Eterna é uma lâmpada posicionada acima e à frente da Arca Sagrada, que permanece sempre acesa (como a Lâmpada do Santíssimo na Igreja Católica). Próximo à arca, sobre um console ou mesinha, é colocado um candelabro que rememora o candelabro de sete braços do Templo de Jerusalém, mas difere propositalmente dele tendo um número par de braços (seis ou oito). À frente da Arca, ou em meio ao recinto, há um estrado e sobre ele uma mesa, onde o rabi ou um leitor ou cantor que lideram o serviço fazem a leitura do Tora. Figuras humanas não são permitidas na sinagoga (como também não o são nas mesquitas). ۩ Para os crentes muçulmanos o Corão é o livro sagrado onde foi recolhida a palavra de Alá (Deus), comunicada a Maomé pelo arcanjo Gabriel. Corão significa leitura, proclamação. A Sunna ou Tradição diz o que deve fazer cada muçulmano nos casos não previstos no Corão. As mesquitas têm em seu interior uma fonte destinada ao ritual das abluções purificadoras, e um nicho adornado, na parede posterior do átrio, indicativo da direção de Meca, e para onde os fieis e o imã, este sobre uma plataforma ou em um púlpito, se voltam para orar. A Arte Sacra nas Mesquitas não inclui figuras humanas ou representação de Deus. São decoradas com versos do Alcorão e desenhos geométricos. *
† O principal rito católico é a Missa. Suas etapas principais são: (1) O Ato Penitencial; (2) O Glória; (3) Leitura das Cartas dos Apóstolos (Epístola); (4) Leitura do Evangelho; (5) Profissão de fé (credo); (6) Ofertório (O pão e o vinho são oferecidos); (7) Consagração; (8) Orações pelos fiéis (9) Comunhão; (10) Avisos e Benção final. Assistir a Missa aos domingos é obrigatório para os católicos, porem podem assisti-la todos os dias pois são celebradas diariamente em todas as igrejas paroquiais. A vestimenta do celebrante é em cores diferentes conforme o período litúrgico. O branco é usado na Páscoa e no Natal, e nas celebrações de Cristo, de sua Mãe Maria, e dos Santos, excluídos os mártires. É tomado como símbolo de pureza, vitória, ressurreição e alegria. O vermelho lembra o fogo do Espírito Santo é usado na época a ele dedicada: Pentecostes. É ainda a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão, porque também lembra o sangue. O verde é usado nos domingos ordinários e nos dias da semana. Representa esperança e edificação espiritual. O roxo é a cor para o Advento e a Quaresma: representa arrependimento e penitência. É também usado nas missas dos defuntos e na faixa ao pescoço do sacerdote que atende a confissão. O preto, quase não mais usado na liturgia, significa tristeza e luto. O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento e 4º domingo da Quaresma. Ω As partes principais do rito Ortodoxo coincidem com os da liturgia católica da Missa, com o acréscimo do Evangelho final, do Evangelista João, lido pelo sacerdote antes da benção final. Na Igreja Ortodoxa de hoje a Liturgia diária não é usual a não ser em catedrais e grandes Mosteiros; numa Igreja Paroquial é celebrada apenas aos Domingos e dias de festa. # O culto protestante consiste principalmente de cantos e pregações, e realiza-se aos domingos. A liturgia limita-se geralmente a batismos e casamentos. As manifestações de fé durante o serviço religioso – aos domingos – podem alcançar grande intensidade, com os fieis batendo palmas em interatividade com o pastor, a cujas perguntas desafiadoras a congregação responde cantando com entusiasmo, guiada pelos leigos mais antigos e experientes do culto. Y No judaísmo há duas tradições básicas de liturgia chamadas Ashkenazita (referindo-se às práticas seguidas pelos judeus na Europa Central, Oriental e Ocidental, e todos que dali se originam) e Sefaradita (as práticas seguidas pelos judeus espanhóis e aqueles ao redor da costa do Mediterrâneo, e seus descendentes). As diferenças entre as duas tradições remontam respectivamente uma à Babilônia, e a outra à própria terra de Israel. A ordem básica do serviço, no entanto, é a mesma e baseada nos princípios do Talmude. O culto tem lugar aos sábados. ۩ O islamismo não tem liturgia, salvo para funerais. Cada indivíduo pode fazer suas preces em qualquer lugar que esteja. A palavra "prece" não tem, para o muçulmano, o mesmo significado que tem para os cristãos. Para ele, a prece é a expressão do seu louvor e submissão a Deus. As cinco preces cotidianas obrigatórias são cinco interrupões de seus afazeres para declarar submissão total a Alá. Prósta-se no solo com a cabeça em terra voltada na direção de Meca, para exprimir com palavras e com esse gesto a sua submissão. A mesquita é principalmente para, no decorrer do dia, avisar com precisão aos fieis cada hora da prostração e, às sextas-feiras, ao meio dia, para leitura do Alcorão pelo Imã, e debates político-religiosos. O fiel, ao chegar, tira as sandálias e lava as mãos, a boca, a face e os pés no tanque ou fonte fora da mesquita e, ao entrar, faz duas genuflexões. Depois disso, senta-se sobre um tapete para ouvir a leitura do Alcorão. *
† Na Igreja Católica os fieis ficam de pé
para
ouvir a leitura do evangelho e na maior parte da missa dominical. Sentam-se
para ouvir as demais leituras. O único momento em que ficam de joelhas é
enquanto o celebrante pronuncia as palavras da consagração do pão e do vinho e, opcionalmente. durante uma
curta oração após a comunhão. Há um momento no ritual da missa católica em que as pessoas trocam apertos de mão, como sinal de perdão e reconciliação antes da comunhão. Nesse momento dizem "A paz de Cristo esteja com você" ou resumidamente "A paz de Cristo". O visitante estranho não precisa dizer nada, e pode apenas dar o aperto de mão com um sorriso polido. O fiel católico está consciente de que as
imagens que têm na igreja são apenas objetos de mármore, de gesso ou madeira, mas pode beijá-las (os pés ou a
cabeça) ou ascender uma vela aos seus pés como um gesto de veneração ao santo que representam.
Algumas pessoas beijam a própria mão com a qual fizeram o sinal da cruz, mas este é um acréscimo desnecessário e incorreto, que chama a atenção, pois não é parte do sinal da cruz tradicional. Um excesso de persignações repetidas sem propósito parecerá ser fetichismo próprio de pouca cultura. Ω Ao fazer o sinal da cruz, o cristão da Igreja Ortodoxa toca primeiro o ombro direito, e depois o esquerdo. Não o faz com a mão espalmada, mas junta os três primeiros dedos da mão direita (polegar, indicador e médio) simbolizando a Indivisível Santíssima Trindade. Os outros dois dedos (anular e mínimo) devem ser firmemente apertados à palma da mão. Termina o gesto com uma pequena inclinação da cabeça. O modo dos Ortodoxos se persignarem foi o padrão para todos os cristãos, no Oriente e no Ocidente, até o século XI, quando se oficializou a separação das duas Igrejas, a Romana e a Ortodoxa ou Bizantina. Embora hoje os seus templos tenham bancos, a postura tradicional de oração dos ortodoxos é de pé, durante todo o serviço religioso. Antigamente existiam assentos apenas nas laterais da nave, para velhos e deficientes. Essa postura continua obrigatória apenas durante a entrada solene do oficiante, a leitura das epistolas e do evangelho, a consagração e distribuição da comunhão, quando o celebrante dá uma benção, e na oração final da celebração. Nos outros momentos é optativa, porém recomenda-se àqueles que desejam permanecer de pé durante todo o serviço, que se posicionem de modo a não bloquear a visão dos demais, quando se sentam. Na Igreja Ortodoxa é costume o fiel acender uma vela diante de um altar ou de um ícone (imagem) logo ao entrar no templo. Porém, não deve acender velas durante a entrada solene do celebrante, a leitura das Epístolas ou do Evangelho, a consagração e a comunhão, e benção final, ou quando os presentes estão sentados ouvindo o sermão. # Os protestantes cantam de pé e ouvem o sermão sentados. Y Os judeus fazem suas preces de pé, com a cabeça coberta por um chapéu ou por um solidéu preso aos cabelos por um pequeno grampo, e balançam o tronco e a cabeça ritmicamente para a frente enquanto oram. ۩ O muçulmano faz suas preces prostrando-se de joelhos e inclinando o tronco e a cabeça para tocar o chão com a testa, voltados na direção de Meca. *
† Na crença católica, uma pequena e fina fatia, redonda e prensada, de pão ázimo – sem fermento –, e o vinho que está em um cálice se tornam, no ritual da consagração, o corpo e o sangue de Cristo, oculto nas espécies inalteradas do pão e do vinho consagrados. Por esse motivo o católico não aceita que uma pessoa que não seja da sua fé participe da comunhão. Quando a comunhão dos fieis inclui o vinho, é necessário ter os lábios secos – e as mulheres, sem batom –, ao beber do cálice. É importante prova de respeito e consideração pelas demais pessoas que beberão do mesmo recipiente. Ω Na Igreja Ortodoxa, o pão da Eucaristia é fermentado; A Comunhão é distribuída aos fiéis em uma pequena colher cujo cabo ornamentado termina com uma cruz, e com a qual o Sacerdote pega do cálice um pouco do pão e do vinho consagrados. Os fiéis que comungam apresentam-se em fila, braços cruzados no peito, dizem o próprio nome e, permanecendo em pé diante do Sacerdote inclinam a cabeça para trás, e recebem na boca a colher da comunhão. Nada pode ser bebido ou comido após o acordar na manhã, até este momento. Depois da benção final com a qual a Liturgia termina, o povo vem para beijar a Cruz que o Padre segura na mão, e para receber um pequeno pedaço de pão que é abençoado mas não consagrado, apesar de ser do mesmo pão usado na consagração da Eucaristia, e retorna ao seu lugar para comê-lo com respeito e com cuidado para que não caiam migalhas no chão, mas também pode ser levado para casa. Os não-ortodoxos eventualmente presentes na Liturgia têm permissão (na verdade muitas vezes são encorajados) a receber o pão bento, como expressão da amizade e amor cristãos. Porém não devem se apresentar à mesa da comunhão, reservada apenas aos que professam a fé ortodoxa (e também a católica) segundo a qual, como foi dito, após a consagração o pão e o vinho estão transubstanciados em corpo e sangue de Cristo. # O protestante não crê na "transubstanciação", e acredita que as palavras de Cristo sobre o pão e o vinho na última ceia indicavam apenas que os cristão deveriam promover uma refeição igual para relembrá-lo. A saída dos bancos para a fila da comunhão nas igrejas cristãs deve, preferencialmente, começar pelo banco mais próximo ao altar, e depois pelos ocupantes dos bancos seguintes, sucessivamente, até o último. Deste modo serão evitados esbarrões, ajuntamentos, movimentos contrários, etc. Por esse motivo os ocupantes de cada banco precisam ficar atentos à sua vez de se moverem, e não se atrasarem, para não deixar os que estão atrás a aguardar que saia. Se não pretende comungar, deve sinalizar aos que estão com ele no mesmo banco, e lhes dar passagem. *
† # Como todos os cristãos, os católicos e os protestantes comemoram o nascimento de Cristo a 25 de dezembro de cada ano, a festa do Natal, marcada por muita alegria e confraternização, e troca de presentes. Reúne membros da família de todas as gerações, com um carinho especial com as crianças. A ceia da véspera e o almoço no dia são refeições generosas e festivas. A segunda data em importância é a da passagem ao Ano Novo, na noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro. Ω Os ortodoxos celebram o seu Natal no dia sete de janeiro, treze dias depois do Natal dos demais cristãos. Y Os judeus comemoram o triunfo sobre os sírios e os gregos no segundo século antes da Era Comum com uma festa muito parecida com a festa natalina dos cristãos. Trocam presentes entre si com atenção especial às crianças, cantam canções próprias e fazem refeições festivas. Assim como eles saúdam os cristãos com votos de "Feliz Natal!", estes devem retribuir com votos de um "Feliz Hanakkah". Se o cristão recebeu de um judeu presentes por ocasião do Natal, deve também retribuir presenteando-o no Hanakkah. Essa festa judaica, no entanto, não tem uma data fixa em relação ao calendário gregoriano dos cristãos, porque os judeus seguem seu próprio calendário quanto a suas festividades, e este baseia-se no movimento solar e, principalmente, lunar. A passagem ao Ano Novo dos judeus tem data diferente da passagem de ano do calendário cristão. Ocorre entre meados de setembro e meados de outubro. Mas eles se engajam também nas comemorações do Ano Novo do Calendário da Era Comum (calendário gregoriano), seguindo nesse sentido uma tendência já mundialmente estabelecida. ۩ Os muçulmanos comemoram o ano novo no aniversário da fuga de Maomé de Meca para Medina, data que em geral cai entre Abril e Julho, de acordo com o seu calendário lunar. Porém sua maior festa se realiza ao final do mês de jejum, o Ramadã, que é observado anualmente. Nesse dia, bebidas sem álcool e doces são consumidos em reuniões festivas. *
† Entre os católicos, é opcional o fiel cumprimentar o sacerdote com um beijo na mão e pedir-lhe a benção, ou simplesmente trocarem um aperto de mão, e o mesmo vale para o bispo, de quem se beija o anel, quando o encontro ocorre no templo ou em locais de festa religiosa. Ω Não é aceitável, na Igreja Ortodoxa, os fieis cumprimentarem com um aperto de mão um bispo ou um sacerdote. O fiel deve pedir a benção e o cumprimento deve ser com um beijo na mão do sacerdote e um beijo no anel do bispo. # O pastor protestante cumprimentado com um aperto de mão. Y O rabino é cumprimentados com um aperto de mão por homens e uma inclinação da cabeça, pelas mulheres. ۩ O imã é cumprimentado com uma inclinação da cabeça por homens ou mulheres. *
Constitui, em minha opinião pessoal, dever de consideração para com os fieis, da parte dos clérigos (obviamente não estou falando de deveres morais, mas apenas e exclusivamente de normas de Boas Maneiras e Etiqueta), pelo menos:
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† Os católicos se sentem embaraçados se lhes falam da Inquisição, pela qual o Papa João Paulo II pediu perdão em público na passagem do milênio da Era Comum. Deve-se evitar também falar da sua veneração às imagens e do celibato dos padres. Ω Não perguntar aos ortodoxos porque não reconhecem a validade dos sacramentos católicos, já que a Igreja Católica reconhece, desde o Concílio Vaticano II, os da Igreja ortodoxa. # Com os Protestantes, que também fizeram vítimas com sua própria Inquisição, evitar este assunto e também não comentar a grande quantidade de seitas e a variedade de denominações em que o Protestantismo se divide. Y Não perguntar aos judeus porque, afinal, mataram a Cristo, ou que coisa é "sionismo", ou se a circuncisão é obrigatória. ۩ Com os muçulmanos, que igualmente praticam a circuncisão (embora mais por tradição que pela religião), também evitar esse assunto. Não comentar a posição das mulheres no mundo islâmico, um tema próprio mais para conferências feministas e não para um encontro social ou conversa em uma festa. A permanente Guerra Santa para exterminar os infiéis e a extração do clitóris das meninas são assuntos a evitar. Os muçulmanos mais esclarecidos explicam esses fatos como distorções da doutrina original que vigoram em comunidades retrógradas, e que não podem ser apresentadas como conceitos religiosos autênticos.
* Pagamento de serviços. Inúmeros serviços religiosos nas igrejas cristãs devem ser pagos ao oficiante, apesar de que em geral não haja determinação oficial a respeito. Casamentos podem ter taxas fixas, relativas ao uso do templo, e uma gratificação ao celebrante será voluntária. Nos demais serviços não taxados, espera-se uma contribuição voluntária quando há gastos por parte da Igreja tais como iluminação do templo, limpeza, ou o deslocamento do sacerdote, quando o serviço religioso é prestado em residência, salão de um clube, etc. Não havendo taxa estipulada, a secretaria da Igreja deve ser consultada sobre qual contribuição seria considerada razoável. A benção de uma residência, a celebração de uma missa, são em geral deixadas a critério da pessoa e esta pode saber de um funcionário do templo qual a contribuição geralmente oferecida ao celebrante em tais casos. Os serviços religiosos ortodoxos são em geral os mais dispendiosos, devido à maior pompa da sua liturgia, inclusive quando se trata da simples benção de uma residência. * Carinhos inoportunos. Quando, no templo, o casal se coloca unido, dando as mãos, ou estão de braços dados, compreende-se que assim o par deseja receber, conjuntamente, as bênçãos esperadas pelas suas orações. Porém, passar distraidamente o braço por cima do ombro, pelas costas ou pela cintura, dar beijinhos, acariciar o rosto ou os cabelos ou o dorso do outro, são mostras tão contrárias à devoção religiosa que sua impropriedade perturbará a assembléia. * Entrar com atraso. Em qualquer cerimônia que se chega atrasado, deve-se aguardar discretamente à entrada do recinto o momento certo para entrar: A entrada com atraso, ou a saída antes de terminado o serviço, serão notadas pelos presentes, perturbando sua atenção, em certos momentos mais que em outros. No caso dos católicos, e isto vale também para os ortodoxos, não se deve entrar logo à frente, ou durante o percurso, ou seguindo logo atrás do cortejo em que o sacerdote, antecedido pelos auxiliares do culto, se dirige ao altar em procissão pelo corredor central da nave. Outros momentos inadequados são o da leitura das epístolas e do evangelho. É duplamente prejudicial a entrada de retardatários durante a prédica, porque chama a atenção não somente da assistência, mas também do pregador. Nestes casos, deve-se permanecer ao fundo até que a etapa termine, para então procurar um lugar, o mais discretamente possível. O desejável, portanto, é que as pessoas cheguem um pouco antes da hora marcada e somente deixem seus lugares em conjunto, depois de passar o cortejo, ao final do culto. O muçulmano que chega atrasado à mesquita espera a ocasião em que os fieis estão de pé ou assentados nos tapetes para entrar. Não entra saltando sobre os seus pescoços. quando estão prostrados com o rosto em terra, em oração. Tomar assento. Ter um local preferido no Templo, em que toma assento em todas as cerimônias, é um hábito de muitos fiéis. Ao escolher esse ponto, além dos motivos que tem para sua preferência, precisa considerar também aspectos que interessarão aos outros. Pessoas mais altas devem procurar lugar nas pontas junto às naves laterais do templo, a fim de não impedir a muitas pessoas a visão do altar; ou escolher um lugar mais perto da entrada. Porém, quem ocupa a ponta de um banco vazio deve ficar atenta aos que se aproximam dando-lhes passagem do modo o mais gentil e desimpedido possível, para que ocupem as posições do meio. Saída. Ao final da cerimônia, a saída dos fieis somente deve ocorrer após o sacerdote deixar o altar ou, se houver cortejo litúrgico de saída do celebrante, depois que este chegar à porta do templo. Os que estão nos últimos bancos, próximos à porta principal do templo, são os primeiros a sair (e primeiros a se despedirem do celebrante) e não devem dificultar a saída engajando-se em conversação pelo caminho, junto aos bancos, complicando a saída dos outros. Exageros. Uma pessoa religiosa e entusiasmada com sua fé costuma dar testemunho dela sem medir a impropriedade de suas manifestações principalmente no ambiente de trabalho. Certamente não pertence a Boas-maneiras tentar, com insistência e superioridade, converter os colegas à sua religião, estar a fazer citações amiudadas da Bíblia, cantarolar hinos, ou convidar todos a se darem as mãos para rezarem juntos antes do expediente. Expressões como "Se Deus quiser", "Deus te abençoe", "Deus de proteja", "Graças a Deus", e outras semelhantes se tornam vazias devido a automatização viciosa. '''A pessoa que se sente compelida a louvar a Deus a cada minuto, não deve fazê-lo com proclamações a todos, mas no seu íntimo. Oferecer imagens ou ícones a protestantes, judeus ou muçulmanos pode ser considerado proselitismo indesejável e até ofensivo, por desconsiderar flagrantemente a norma de se respeitar a crença alheia, o que também exige do ateu não se empenhar em levantar dúvidas na mente de um crente, motivando, entre ambos, preconceito e distanciamento. Abstenções. Algumas denominações protestantes não tocam em café, chá ou álcool. Muçulmanos não comem carne de porco ou seus derivados;. comem a carne de aves e de gado apenas quando esses animais são abatidos de acordo com um ritual especial. Orações ecumênicas. A oração que é proferida diante de pessoas de credos diferente não pode assumir nenhuma tendência religiosa, mas ser proferida em termos aceitáveis por todos. Em cerimônias públicas como inauguração de um negócio, abertura de uma loja, etc. deve-se proferir orações ecumênicas, que mencionem exclusivamente a Deus, sem referências a Santos e Profetas, ou a fatos ligados a apenas um do credos representados no encontro. Casamento inter-religioso. Casamentos entre fieis de religiões diferentes enfrentam hoje menos resistências que a meio século atrás. Podem ser realizadas duas cerimônias, ou uma cerimônia única, celebrada conjuntamente pelos ministros da religião do noivo e da noiva. Neste último caso o local do casamento costuma ser o templo da religião da noiva, devido à tradição da recepção do casamento ser responsabilidade da sua família. Decidir qual procedimento será adotado e obter em tempo as autorizações eclesiásticas pertinentes deve ser a primeira preocupação dos noivos no planejamento do seu casamento. * Padrinhos de batizado. Diferentemente dos casamentos, não é costume fazer um ensaio para um batizado. É, portanto, uma boa medida passar aos padrinhos a orientação sobre o que deverão fazer, e as respostas que eles deverão dar durante a prece batismal. Algumas igrejas oferecem cursos para padrinhos, e podem não aceitar batizar a criança se os padrinhos não tiverem o respectivo certificado. Se os pais e os padrinhos são de religiões diferentes, torna-se difícil a realização do batizado. Há alguma possibilidade apenas se ambas as religiões forem cristãs, e se torna improvável se, por exemplo, os pais são católicos e o padrinho ou madrinha judeus. A razão é que os padrinhos assumem, no ato, uma responsabilidade religiosa em relação à criança batizada, e não terão condições para tal, se o afilhado não é da mesma religião que eles. Por isso, antes de fazer o convite para padrinhos, os pais da criança devem discutir com a autoridade eclesiástica a condição de fé, situação matrimonial (divorciados talvez não sejam aprovados) das pessoas escolhidas, a fim de evitar frustrações, mal estar e mesmo discussões quando se apresentarem junto à pia batismal. Entre os judeus não existe a figura do padrinho com responsabilidades semelhantes às que lhe são atribuídas pelos cristãos. O padrinho ou madrinha de um menino judeu é o homem ou a mulher que a carrega no momento da circuncisão. Porém, como não está previsto que ele ou ela assumam responsabilidade quanto à educação religiosa da criança, não há oposição a que sejam de outra fé. * Recomendações gerais de Boas-maneiras e Etiqueta. Existe um certo número de restrições que as pessoas naturalmente se impõem quando entram em um lugar sagrado. São limitações naturais inerentes ao seu próprio sentimento de respeito. Não fumar, comer ou beber no interior do templo é um cuidado praticamente geral. Não correr, mas caminhar com dignidade e silenciosamente, e transmitir este comportamento aos filhos, através do exemplo. Vestir-se conforme os costumes, apresentar-se de corpo e mãos limpas, manter respeitoso silêncio no Templo, etc., não ser desagradável ao outro no convívio da comunidade, ainda que sejam recomendações das autoridades da Igreja, não são matéria de fé, nem dizem respeito diretamente à Divindade: são matéria comum de Boas-maneiras e Etiqueta, de não escandalizar, não provocar, as quais os fieis adotam a fim de criar no Templo um ambiente de recolhimento e meditação que exclua qualquer forma de perturbação. Beija-mão. Ao beijar a cruz, uma imagem, o anel do bispo ou a mão do sacerdote, do rabino ou do imã, não é necessário tocar com os lábios; aproximá-los já caracteriza o gesto de beijar. O beijo é um gesto simbólico de respeito, e como tal basta que seja imitado, o que dispensa o contacto.
* Alheamento. O alheamento ao culto é evidente na pessoa que se engaja em uma conversação cochichada com seu vizinho de banco, e naquelas que mascam goma, ou que passeiam os olhos lentamente pelo ambiente, a observar ostensivamente a assembléia, detendo-se nos detalhes das vestes, dos penteados, das fisionomias dos outros freqüentadores, esquecidas do motivo pelo qual vieram a um local santificado. Tais hábitos são incompatíveis com a atitude de recolhimento com que deveriam assistir as celebrações. O culto, além de sua função religiosa, representa também uma oportunidade de socialização. Porém, são pouquíssimos os templos em cuja construção esse aspecto foi levado em conta, e possuem um hall de entrada amplo, onde os fieis podem se deter para um instante de conversa. Quem deseja chegar um pouco antes do início do serviço religioso pode levar consigo alguma coisa para ler enquanto esperar pelo início do serviço religioso. * Estacionamento. Antes mesmo de entrar no templo, o fiel já tem com que se preocupar a respeito de Boas-maneiras. Quando estacionar seu carro, terá o cuidado de deixar o veículo bem alinhado e no centro da vaga. Não deve estacionar no semicírculo reservado a veículos que levam ou buscam passageiros até à porta de entrada do templo. A circulação frente à porta principal é importante no transporte de idosos e deficientes físicos, principalmente em dias de chuva. Essa via deve ser mantida inteiramente livre. O motorista, depois de deixar seus passageiros, procura uma vaga no estacionamento comum e, se estiver chovendo, usa seu guarda chuva para retornar. Se for necessário reforçar essa norma, o Ministro deve utilizar cones de borracha ao longo de toda a circular, para desencorajar aqueles que não querem perder nenhuma vantagem sobre os outros.Uma pessoa que merece realmente respeito levará seu carro para o estacionamento, em lugar de deixá-lo debaixo do toldo de entrada ou bem pertinho dele. * Asseio. Mãos e unhas limpas para tocar nos livros de orações, no peitoril dos bancos, dar as mãos aos companheiros do mesmo banco onde é costume os fieis se darem as mãos para rezarem juntos, e para o aperto de mão da saudação uns aos outros no momento previsto no ritual.Quem sua muito pode enfiar a mão direita no bolso ou na bolsa onde terá um lenço de papel para enxugá-la sem chamar atenção para esse gesto. Modos ao sentar. Cruzar as pernas ao sentar não é uma boa postura nem mesmo no meio social, e menos ainda na Igreja. Não apenas por não ser um modo elegante de sentar, mas porque dar-se esse conforto facilitará a pessoa se distrair do respeito e atenção que deve ter todo o tempo em que estiver no recinto sagrado. Ao sentar-se na igreja, mantenha os pés no chão e principalmente não os apóie na tábua ou almofada do genuflexório, e conserve as costas contra o encosto sem se deixar resvalar de modo relaxado para a beira do assento. Saída antecipada. Sair antes do encerramento da cerimônia.é como declarar que esteve ali mal tolerando a espera de uma oportunidade para ir embora. Se tem um compromisso e portanto já sabe que precisará sair mais cedo, então procure um assento de onde possa sair discretamente. Caso necessite retirar-se e não pode aguardar o final da prédica, procure não passar pela frente da assembléia, ou sair pela porta da frente dando as costas para o pregador; utilize uma porta lateral perto de onde estiver.Vestes apropriadas. A roupa domingueira que o indivíduo vestia para ir ao templo –, já não é mais a
sua melhor roupa. Sua veste mais fina está destinada a outros ambientes, e causaria reparo se ele a envergasse
para assistir a uma missa. Salvo para uma cerimônia muito especial, as mulheres não vão ao templo em seus
longos e com suas mais finas jóias, nem os homens vão metidos
O que se espera de quem assiste a missa ou culto é que se vista com simplicidade e decência e demonstre cuidado com sua aparência, apresentando-se bem penteado e com uma roupa de boa qualidade. Não deve mostrar descaso, usando camisa desabotoada, camiseta sem mangas, camiseta com dizeres à frente ou nas costas, bermudas ou roupa e acessórios próprios para esporte como short e tênis. A mulher, apesar da liberação atual dos costumes, deve fazer condizer com o recolhimento necessário à oração com o estilo da roupa que vai usar no templo, e evitar ombros desnudos, costas à mostra, shorts, mini-saias, e, nas igrejas próximas a praias e balneários, usar uma saída de praia sobre a roupa de banho. Goma de mascar. Não mascar goma, o que é obviamente incompatível com a oração. Se entra no templo mascando, a pessoa pode descartar a goma sem cuspi-la no chão do templo ou pregá-la debaixo do banco e, em lugar disso, embrulhá-la em um lenço de papel que guarda consigo até ter a oportunidade de lançá-lo em uma lixeira. Idas ao banheiro. Prevenir-se
para não necessitar ir ao banheiro durante o culto é um cuidado fácil de se tomar. Quando a cerimônia é
prevista ser longa, não sair de casa sem antes atender a qualquer necessidade física, inclusive hidratar-se em
épocas quentes e secas. Em caso de necessitar ausentar-se durante o culto, ao retornar a pessoa deve atender
às mesmas recomendações que são feitas quanto à chegada após o início dos serviços.
Solados sujos. Um número grande de templos, principalmente nas zonas rurais e em bairros mais afastados da cidade, ou está em locais sem asfalto ou calçamento. As pessoas que chegam, inclusive as que vêm em seus carros, precisam andar em terra poeirenta ou pisar lama para alcançar a porta de entrada, e torna-se imprescindível que limpem seus sapatos. Cabe ao ministro ou sacerdote que administra o templo colocar, junto às entradas, cascalho lavado e raspadores de lama para as solas dos calçados, e capachos suficientemente grandes seguidos de tapetes de toalhas do lado de dentro, estas umedecidas com água para reter os resíduos nos solados de quem entra. Uso do celular. A vibração é um recurso de sinal de chamada perceptível apenas para o portador do aparelho. Certifique-se de que esta opção está ativada, quando for a um serviço religioso, a um funeral, ao cinema, etc. Para atender, procure afastar-se de modo a que não seja ouvido pelas pessoas próximas. Almoços paroquiais. Evite
tratar como garçons os paroquianos que voluntariamente ajudam a servir nas barraquinhas, festas da igreja,
churrascos, etc. Faça você próprio tudo que for permitido no sentido de se servir, e assim ocupar o mínimo
possível o pessoal de apoio. Colabore evitando manchar o forro da mesa, deixar um guardanapo caído no chão
(mesmo que não seja o seu), cadeiras espalhadas, etc., e levando pratos, copos e talheres com que se serviu ao
lugar próprio previsto, se não houver pessoal recolhendo tais utensílios.
Rubem Queiroz Cobra Lançada em 03/11/2006 |
Direitos reservados. Texto impresso original depositado no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca
Nacional, o que permite que o Site COBRA PAGES seja citado em qualquer trabalho de divulgação de suas
matérias. Para citar este texto: Cobra, Rubem Q. - Tolerância e Boas-maneiras em Religião. Site
www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2006
("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror
Site" de www.cobra.pages.nom.br).
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