SUMÁRIO

GUIA VISUAL DE MARIANA

S-1
Apresentação
Histórico
Localização

S-2
Guia visual

S-3 - Rua Direita
Museu da Música
Museu do Mobiliário
Museu Alphonsos G.

S-4 - Pça da Sé
Catedral da Sé
Estalagem das Minas
Casa Claudio Manoel

S-5 - Rua Frei Durão
Casa da Intendência
Casa Capitular
Museu Arquidiocesano

S-6 - Pça Gomes F.
Antiga residência de ouvidores e juízes de fora
Casa Dr. Gomes F.

S-7 - Seminário de Mariana

S-8 - Trav. S. Francisco
Casa do Conde de Assumar

S-9 - Pça Minas Gerais
I. Nossa Sra do Carmo
I. São Francisco
Casa da Câmara
Pelourinho

S-10 - Rua D. Silvério
Colégio Providência
I.Nossa Sra das Mercês
I. Arquiconfraria de São Francisco
Fonte da Praça do Samaritano

S-11 - Largo do São Pedro
I. São Pedro
Antigo Palácio Episcopal
Vista geral de Mariana

LINKS

capa.JPG (60000 bytes) HISTÓRICO

     Mariana nasceu às margens do Ribeirão do Carmo, no final do século XVII, quando os Bandeirantes Paulistas, vindos de Taubaté, ansiosos pelo metal precioso que era abundante na região, alí se estabeleceram, verificando ser o ribeirão riquíssimo em aluviões auríferos. Foi então que Salvador Fernandes Furtado de Mendonça, Miguel Garcia, Antônio Pereira e outros, tomando posse do Ribeirão do Carmo, assim chamado por ser aquele dia consagrado à Nossa Senhora do Carmo, iniciaram a mineração.

     Salvador Furtado de Mendonça mandou construir montanha à baixo, até às margens do ribeirão, no lugar chamado Mata Cavalos, as primeiras cabanas e também uma capela dedicada ao menino Jesus, mudando mais tarde a invocação para Nossa Senhora de Assunção, onde o capelão da comitiva, Padre Francisco Gonçalvez Lopes, celebrou a primeira missa, dando origem ao primeiro núcleo de população no Estado de Minas Gerais.

     Em 8 de abril de 1711, o governador da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro (Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho) elevou o povoado à categoria de "Leal Vila de Ribeirão de  Nossa Senhora do Carmo". Os primeiros governadores da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro ( D. Bras Baltazar e D.Pedro de Almeida, o Conde de Assumar) residiram  na Vila de Nossa Senhora do Carmo. Depois do Conde de Assumar, os governadores passaram a residir em Vila Rica,  sede da capitania e onde estava sendo construído o palácio dos governadores. Ao chegar à vila de  Nossa Senhora do Carmo,  D. Baltazar viu-se envolvido por sérios problemas quanto à cobrança do quinto por bateias de ouro extraído para a coroa e temendo uma "guerra civil" nas Minas Gerais, comunicou-se com El Rei, que mandou que se cobrassem quintos pela extração total, e também sobre as   profissões. 

     A vinda do primeiro Governador  D. Bras Baltazar, começou a influir decisivamente   na moralização dos costumes da época, de uma  sociedade em que   conviviam juntos: mineradores, portugueses, paulistas, nobres, letrados, índios e negros.  Em 1717, D. Pedro de Almeida, o Conde de Assumar, assumiu o governo da capitania e veio especialmente para legalizar os costumes e teve que enfrentar vários motins, sendo culminante o de Felipe dos Santos, ocorrido em Vila Rica (1720).

     Em 1743, El Rei mandou que o sargento-mor José Fernades Pinto de Alpoim fizesse uma planta da cidade que deveria criar na Vila do Carmo, para ser a sede do Bispado da Capitania das Minas Gerais. De acordo com a planta, e com a Carta Régia de 23 de abril de 1745, construiu-se a cidade de Mariana, em homenagem à Rainha  Dona Maria Ana D'Austria, esposa de D. João V.  Mariana foi, assim, a   primeira e única cidade de Minas Gerais no período colonial. O Bispado foi criado em 6 de dezembro do mesmo ano, juntamente com o de São Paulo, pela Bula do Papa Bento XIV. Foi eleito o primeiro Bispo D. Frei Manoel da Cruz, quarto Bispo do Maranhão, que levou um ano e dois meses, para  chegar a sua nova Diocese a 15 de outubro de 1748. A sua entrada solene foi deslumbrante e acha-se descrita primorosamente no "Aureo Trono Episcopal".

     O bispado teve dez bispos, sendo elevado a Arcebispado em 1905, com a posse de D. Silvério Gomes Pimenta, que foi o primeiro Arcebispo. Mariana ficou conhecida através dos tempos como a cidade dos bispos, mas ao lado desta distinção, sempre foi o centro do comércio com as zonas norte e sul do estado, e também sempre foi famosa pelas riquezas de suas minas de ouro.

     Em 6 de julho de 1945, pelo decreto-lei no 7.713, Mariana foi tombada como Monumento Nacional.

1