segunda, terça e quarta-feira 28, 29 e 30.8.2000
23:22 29-08-2000
Segunda é dia de trabalho e um pulo até o Correio da Praça dos Restauradores na hora do almoço. A postagem das cartas até 20g (incluem-se aí os cartões postais) internacionais custa 140$00. Há várias máquinas de atendimento automático, algumas até com balança, mas o troco acaba e você tem de ter as moedas contadas. Ou ir para a fila das atendentes.
Serviço: as caixas de correio são de três tipos, as vermelhas , para o correio normal, que é mais barato e demora mais, as azuis , do correio expresso e internacional e umas grandes, vermelhas , que vendem selos e têm escaninhos para ambos os tipos. Fácil.
À noite, Pizza Hut . E cama.
Serviço de utilidade pública: telefones de novo. Para ligar para o Brasil direto é mais fácil que andar para a frente, basta discar 00+55+ddd+nº do telefone. E-Z. Os telefones públicos , funcionam com cartões, cartões multibanco ou moedas. Os cartões se compram em bancas de jornal. As moedas, bem, do dinheiro eu falo em outra oportunidade.
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Terça não tem nada de especial, a não ser a compra de uma ficha tripla (um benjamim com três tomadas) e a constatação que as lojas, muitas delas, fecham para o almoço. E você, que trabalha feito um condenado e só tem o horário do almoço para resolver certas coisas, tem de ficar esperando os caras reabrirem.
O almoço de hoje foi num restaurante self-service português. O que significa que você escolhe o que quer comer, mas não se serve de verdade. Vá entender
O Jardim Tropical fica na Avenida da Liberdade, mas a comida é fraquinha e o preço não compensa.
Antes de sair do trampo, desço até a pracinha em frente ao escritório para pedir uma tosta mista (um misto quente) no Esplanada Avenida , que me custa 350$00. Eu digo que isso aqui é caro
Volto para casa e lembro de fotografar uma coisa muito estranha, que eu chamo de «anti-bêbado» . São sinais luminosos que ficam nas ilhas do meio das ruas, meio que para evitar dos caras subirem nas calçadas. Pelo que vi o pessoal daqui guiar, é bem necessário.
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0:12 31-08-2000
Quarta-feira
Mais um filme ruim. The Perfect Storm. O povo queria ir ver, e ia no São Jorge, que é quase em frente à Spread. OK, bora lá. O engraçado é que no meio do filme a projeção para e entra um letreiro: «Intervalo». Eu e meu chefe nos olhamos e começamos a rir. Os lugares são mesmo marcados, e eles não trocam de lugar, mesmo com o cinema vazio e depois do intervalo. E ficam amontoados
Para aqueles que queriam histórias de português, aí vai uma: hoje almoçamos no Esplanada Avenida. O garçon, além de demorar uma eternidade para nos atender, quando trouxe os pratos principais, retirou os pratinhos da entrada (sopa de legumes) e, em vez de nos servir logo, levou a louça até a cozinha enquanto os pratos esfriavam na mesa ao lado (o ar condicionado estava no máximo). Gênio.
Quem vier para cá a turismo é bom se precaver com os aparelhos elétricos. Aqui as tomadas são todas 220V e de plugs cilíndricos. Não há daqueles plugs chatos. E, quando há tomadas com terra, o terceiro plug é macho, e não fêmea como no Brasil. Tentei comprar um transformador de 220V para 110V e o cara da loja ficou perguntando qual era a potência do aparelho. «Como é que eu vou saber? O senhor não tem um transformador universal?», «É claro que não, ó pá, precisas saber a potência do aparelho.» No final das contas o cara nem tinha a porcaria do transformador e me mandou ir até uma loja na Travessa de Santo Antão. «Mas se não tiver lá, vá até o endereço tal que eles fabricam...»
:/
Por que não me disse logo que não tinha? Por que não me mandou direto à fábrica? Por que eles são tão enrolados? E é todo mundo assim: reuniões demoram muito
Peça informações e vai ouvir coisas do tipo: «Siga por aqui, quando vir uma igreja assim, assado, é porque erraste o caminho, deves virar à direita antes...»
Mas não me leve a mal. Eles são gentis ao dar as informações, solícitos até. Só que poderiam aprender a dizer «Vire a próxima à esquerda e depois a segunda à direita», em vez de levar 15 minutos com explicações, corretas, porém enroladas.
Meu mau humor não parece justificável. As duas semanas completadas ontem me parecem dois anos. Ainda mais duas até eu voltar ao Brasil para resolver o que ficou pendente. Geez
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