Marketing político
 
Na época em que meu pai foi candidato a deputado federal (e olha que ele ganhou todas as eleições diretas que disputou) bastava um Fusca com alto-falantes em cima, a ajuda dos amigos e a certeza de que o trabalho bem feito e as promessas cumpridas eram seu melhor cabo eleitoral. 

Foi passando o tempo e hoje o marketing político já é uma ciência, ainda não muito exata, mas ciência assim mesmo. Lembro-me do início (pelo menos foi quando prestei atenção pela primeira vez) dessa fase, em 1976. Meu amigo, Zézé...zito Marques da Costa, fez, na sua agência de propaganda, os cartazes e folhetos para um candidato a prefeito na cidade de Valinhos, perto de Campinas. 

Valinhos é cortada pela Via Anhanguera e, do lado direito da estrada (para quem vem de São Paulo em direção ao Interior), tem geografia mais montanhosa, de clima frio, adequada para o plantio de uvas e de figo do qual é a capital e, do lado esquerdo, o município é plano, e bem mais quente e bom para plantar tomate, alfaces e aeroportos (Viracopos). 

Pois no dia em que o material que Zézé...zito fez ficou pronto, lá fui eu, à rumar para Valinhos, ajudar a distribuir folhetos e pregar cartazes. O candidato Luís Perito foi eleito, fez um ótimo governo e tentou ao cargo mais uma vez. Nosso quartel-general em Valinhos foi o sítio Vista Lamarque, como o próprio nome diz, vocês podem imaginar que beleza que era. 

O maior incentivador do Bissoto era o proprietário do sítio, uma pessoa especial que me recebeu como um filho. Infelizmente, há já alguns anos o proprietário nos deixou e o sítio continua lá, com uma homenagem, na sua rua, na Avenida Laerte Paiva.

 

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