Livros Virtuais  

 

Priscilla Damasceno

Poesias

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 Acorda II  

 

Acorda

Que a corda do violão

Está tocando a nossa canção.

 

Acorda

Pegue a corda e suba

Vá para cima do pavilhão.

 

Acorda

E desperta,

Inverta sua posição.

 

Acorda

Que está na hora

De subir no barco

E descer pelo ribeirão.

 

Acorda

Vá depressa

Para não perder o avião.

 

Acorda

Meu amigo

Que a vida passa

E os momentos

Não voltam não!

Índice

 

Paixão 

 

A paixão chega e arrebata

Sem querer toma conta

E a gente só percebe quando

Não pode mais escapar.

 

A paixão machuca, dói

Faz sofrer

E ao mesmo tempo

É horrível viver sem ela.

Se ela acaba

Sentimo-nos vazios

Sem nada para oferecer

Como é triste sofrer!

 

A paixão é assim

Faz dizer não

Querendo dizer sim

Faz as pessoas sumirem

Quando elas gostariam de aparecer.

 

A paixão é vilã

É heroína

É vã.

Embriaga

Faz-se invisível

Faz de tudo

Impossível.

A paixão

É sempre assim

Quem eu quero

Não gosta de mim.

 

A paixão é triste

Mas é indispensável

É bom ter em quem pensar

É bom, às vezes, amar

É bom se apaixonar.

É triste ver sua paixão

Longe

Distante

 

Onde não se pode tocá-la

Nem senti-la

Apenas admirá-la.

É estranho de repente

Estar com o coração tão vazio

De paixão

E tão cheio

De solidão.

 

A dúvida é companheira da paixão

A angústia é sua amiga

A dor é sua espada

Com que fere

Apunhala.

É triste estar triste

Mas, talvez,

Seja mais triste ser triste.

 

A paixão consome

E quando você some

Corrói

Como base.

A base que falta

Para a vida ser melhor

Mais divertida.

 

A paixão é passageira

Mas suas marcas são eternas

Imortais

Fatais.

A paixão era para ser

Felicidade

Mas, sem você

Vira tristeza,

Banalidade.

 

Índice

Utopia 


Você é minha utopia

Minha alegria

Minha tristeza

Minha incerteza

 

Te ver me faz mal

Não te ver

Castigo mortal

Doce ilusão

Suave tentação

Delírio

Solidão

 

Na tua ausência

Busco a essência

De viver

De amar

De sofrer

Quero viver para te amar

Não quero amar para sofrer

 

A utopia

O sonho

O devaneio

A realidade que veio

Que acordou

Desiludiu

Não amou.

Índice

Versos Livres 

 

Meus versos não valem nada

Apenas refletem os apelos

De uma alma apaixonada

Apaixonada pela vida, pelo riso

Pela felicidade, pela amizade

Pelo amor

 

Meus versos não têm estilo

Não têm rima, não têm técnica

Têm decepção, ilusão

Pensamentos, fascinação

Fascinação pela vida

 

Meus versos têm risos

Mas também têm lágrimas

Têm beleza

Mas também têm impurezas

Impurezas do coração

Que são expelidas pela poesia, pela canção

Embora não toquem, nem cantem

Com um instrumento, com um violão

 

Meus versos já não são mais meus

São de todos

São de quem os quiser

De quem os puder levar

Com meus versos quero levar a paz

Mas antes tenho que encontrá-la

Dentro de mim.


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Priscilla Damasceno

 

 

 

 

 

 

 

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