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 PÁGINAS

1 - Seja bem-vindo ao sistema
2 - Mas talvez pelo medo de amar-te
3 - É porque sinto que digo
4 - A casca vazia
5 - Quando tudo acabar...
6 - Ode ao Meu Mundo Morto
7 - Tem pena de mim
8 - Ao desventurado

Olavo Palaoro Jr.

Poesias

Seja bem-vindo ao sistema 


Somos todos nós escravos
De um único soberano
Que tem mais de mil tentáculos
E sabe ser desumano.

Não importa o que façamos,
Se é rural ou se é urbano,
Lá está o mesmo tirano
Destruindo o que sonhamos.

Vem ele todo feroz
Dilacerar-nos as vísceras
Sem preocupar-se ao menos.

Somos sempre pobres vítimas
De seus cruéis desenganos,
Que em meio a tantas, são ínfimas.

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Mas talvez pelo medo de amar-te 

Quem amou tem coração calejado.
Por maior esforço que faça ou tente,
Tem sempre sina de ser enganado
Pela mulher que faz o corpo ardente.

Não penses tu que não tenho tentado
-Mesmo com minha timidez demente
Lutando conta um eu apaixonado-
Sentir tal sentimento novamente.

Oh! não lha devia importunar
Com paspalhices minhas, devaneios,
Que são maneiras só minhas de amar.

Não tenhas compaixão por um alheio
Que sua vida só fez atrapalhar,
Pois entregar-me ao seu amor receio.

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É porque sinto que digo 

O que consegui da vida?
Apenas dor e ferida?
Houve também afeição:
Amei de bom coração!

Amei e te amo querida,
É sensação esta ardida,
Não sinto só ilusão
Que inflama minha paixão!

Não só porque outros disseram
- Como muitos já mentiram -
Que os destinos se cruzaram.

Não é apenas instinto
- E não penses tu que eu minto -
Se te digo é porque sinto.

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A casca vazia 


Vazio coração
vai por rumos seus
Sem pai, sem irmão,
Sem mãe e sem Deus!

Vaga sem razão
Por brumas e breus.
Não quer mais paixão,
Nem ver mais os céus!

Só vê a miséria
Em meio a beleza.
Não tem alegria

Só sente tristeza.
Da casca vazia
Não vê com clareza.

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Quando tudo acabar...

 

Quando tudo acabar
E a flor não for mais flor,
Ninguém mais souber amar
E não houver mais amor,

Será o mundo só dor,
Ninguém feliz vai estar.
Mesmo com todo o calor
A paixão vai esfriar.

A vida é como um rio:
Segue seu próprio rumo,
Traçando seu leito frio

Ao longo do vasto mundo,
Secando-se no estio,
Renascendo num segundo.

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Ode ao Meu Mundo Morto 

 

Rodopio...tudo gira...
A nuvem de pensamentos
É algo que eu nunca sentira.
Olhos pesam sonolentos...

Foi maior o sofrimento
Quando tudo eu descobrira:
De lucidez um momento,
Olho em volta...já partira...

Meu coração se fechou...
Diante de mim, num segundo,
Minha vida desfilou...

Tentei lutar furibundo
Mas de nada adiantou...
Acabou-se meu mundo.

 

 

Tem pena de mim 

 

Dias e noites que passam sem fim,

Minutos tão longos... p'ra mim são horas!

Terrível é suportar a demora...

Oh! Tempo cruel, tem pena de mim!

 

Passo as noites esperando a Aurora

— Velo a noite como a flor do Jasmim,

Faço isso agora, como o fiz outrora,

Triste, pálido, só em meu jardim —

 

De esperar a fria noite não me canso,

Pois agora é diferente o esperar:

Espero porque sei que vai passar!

 

Esta noite que tarda em acabar...

Mais me fere este sentimento ufano!

Oh! Que saudades de estar com quem amo!

 

Ao desventurado 

 

Oh! Triste desventurado:

Tudo pensa deturpado...

Hora é de recomeçar!

Esquecer o passado e amar...

 

Nada está inda acabado

Nem tudo foi inda velado!

Num simples e belo olhar

Tudo vai recomeçar...

 

Se feliz fui ao seu lado?

Sou tal qual um anjo alado!

Estou livre para voar

Sem nada ter que explicar!

 

Vôo sempre determinado

Com o peito alumiado.

Sei bem o que procurar

E só paro quando encontar!

 

Depois de ter encontrado

O que tanto é procurado,

Quero apenas descansar,

Em seus braços repousar!

 

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