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Fabrício César de Oliveira
É pedir muito, não me perder
Aqui dentro, mais que sentimento.
Abro a janela.
Respiro bem no ser.
Pra sentir a cor do pensamento.
Que passa com/por ela,
Em não me querer.
Abro a porta, os olhos.
Racionalizo o mundo
Cinza, colorido.
Não sinto:mesmo respirando fundo;
Só passeio...
com meu passo
e ato...dolorido.
Não me recordo.
Quero sol, ir, voltar
Para janela,
Para alma das coisas.
Por você
Peço pouco perto do mundo.. que se mostra, à frente,ao meu ver;
Posso muito no isso pouco do imundo poço do meu querer
Confundo amargo com doce e meu amar, com você.
Poema
de um só sentimento
Gosto de te ver... olhar... carente...
e em carícias ninar tuas reticências
As faria adormecer no meu colo,
Próximas a minh'água, inocente.
Onde a fonte, é a fronte por quem choro.
Onde o delta é junção: oceano e experiências.
Quero te ninar em meu solo. Te mostrar
De onde se tira inocência pra beber.
Quero rimar, o meu só, com que tenho pra te dar
Quero somar, o eu só, com que temo em querer...
Acabar com as reticências, o sofrer num ponto final.
Em
um dia de Férias
Restrito à somente
Sua casa.
Sua mente.
Extravasa ( vaso) o futuro
Restringe o puro limite.
Desrespeita o restrito.
Sente o arder pelo atrito.
Morde! o instante, o
segundo,
de forma , força e fé vociferante.
Neste, um dos dias mais longos do mundo.
Nessas sombras que jazem no solo
das sub-sólidas sombras
que verduram a nostalgia,
a ferroada na garganta, cala.
Mas o silêncio grita forte
Fala de sentir-te perto
Fazendo sonhar contigo
de olhos abertos.
Tudo me aproxima.
Tudo me apaixona.
Como o velho sentado com o azedume nos Lábios,
de olhos fitos da polpa.
Nos gomos e no que nos
propomos ser.
Com sua fantasia de matutino Domingo.
Eu, sem minha máquina fotográfica,
retrato metáforas
no que tenho a mão: consciência e um toque de gratidão.
Fabrício César de Oliveira