Professor Shampoo

Paralelo Vestibulares

[Home] [Currículo] [Unaerp] [FAE] [MaFin] [Prof. Shampoo]


 

DICAS DE GEOGRAFIA GERAL

Estas dicas foram elaboradas pelo prof. Eduardo de Oliveira, do

Cursinho da Poli. Podem também ser ouvidas através da Rádio

USP, nas cinco edições diárias do programa "Clip Vestibular".

1. Em primeiro lugar, é preciso entender que a prova de geografia é uma verdadeira prova de conhecimentos gerais. Na primeira fase, se cobra mais o conhecimento menos específico, mais genérico. Pede-se também que o vestibulando domine os conceitos básicos de geografia. Por isso mesmo, você precisa estar bem informado e atualizado dos assuntos que andam ocorrendo no mundo. Recomendo que faça uma leitura freqüente de jornais, revistas e outros meios.

Um bom exemplo disso foi a questão da Fuvest-98 sobre o padrão de vida do Terceiro Mundo, que está usando agora o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), da ONU. A partir dos anos 90, foi criado esse meio de avaliação das condições de vida da população, visando uma melhor caracterização dos países de Primeiro e Terceiro Mundo. É um assunto de atualidades do qual o vestibulando precisa estar bem informado.

2. Tradicionalmente, existe uma divisão das questões de geografia geral na prova da Fuvest. Normalmente essa divisão se faz pela geografia geral, em que o assunto é mais importante, enquanto que a localização passa a segundo plano. Um bom exemplo disso foi a questão da Fuvest-98, que pedia para se comparar as formas de relevo da América do Norte e da América do Sul. Um outro exemplo de divisão da prova de geografia é a geografia regional, em que o local é mais importante, enquanto que o tema passa a ser secundário. Mais uma vez a Fuvest-98 oferece o exemplo: uma questão sobre a Itália pedia uma avaliação das diferenças de desenvolvimento entre o Norte e o Sul.

Ultimamente, vemos que a geografia geral tem sido mais cobrada do que a geografia regional. Essa é uma tendência que vem prevalecendo principalmente nas três últimas provas da Fuvest.

Um outro tipo de tendência que a gente vem percebendo é o inter-relacionamento dos temas ou assuntos. É muito comum aparecer uma questão que aborda geografia física pedindo um conceito de geografia humana, ou uma questão de geografia humana em que se pede também algum conceito de geografia econômica.

3. A prova de geografia requer sempre do vestibulando que se faça o estudo, a análise, a interpretação do espaço. Então, o candidato precisa ter em mente que deve estudar sempre analisando mapas, gráficos, esquemas, pois essas são ferramentas importantíssimas da geografia. É preciso estabelecer também uma relação entre causa e efeito. Muito provavelmente, o vestibular vai estar atrás da causa ou do próprio efeito do fato analisado. Um bom exemplo disso foi a Fuvest-98: 60 por cento das questões cobraram mapas, gráficos, tabelas e esquemas.

Muito importante, importante mesmo, é que o vestibulando não deixe a prova de geografia para o final, e que ele deixe o tempo necessário para que ele possa analisar cada questão. Eu tenho visto nos últimos anos - e até em conversa com vestibulandos - candidatos deixando a prova de geografia por último, por achar que já dominam o assunto. E muitas questões estão sendo respondidas de última hora, não havendo tempo para escolher a melhor alternativa. Por isso a gente pede: não deixe para resolver as questões de geografia por último.

4. Estatisticamente, os temas mais cobrados têm sido os de geografia humana e de geografia física, nos últimos vestibulares. Por exemplo: o IDH, que é o Índice de Desenvolvimento Humano, um dos fatores que a ONU vem usando desde a década de 90 para melhor avaliar as populações, tem caído com certa freqüência. E tudo indica que este ano também poderá ser cobrado, inclusive porque a ONU publicou neste ano uma nova classificação.

Outro fator que a Fuvest tem cobrado com uma certa freqüência são os indicadores sociais, do tipo crescimento natural, esperança de vida, dos países de Primeiro e Terceiro Mundo, sempre pedindo para fazer comparações e identificação do tipo de país. Outro exemplo de assunto que tem sido pedido nos últimos vestibulares é o da geografia física, como por exemplo as questões de clima associadas a modificações do fator natural ou mesmo a temas da atualidade, por exemplo o El Niño, como aconteceu no vestibular passado.

Ultimamente, um assunto quase que indispensável em todos os vestibulares tem sido a interpretação das curvas de nível. Caiu no vestibular de 95, 96, 97, 98; em 99, pode ser que caia de novo.

A questão do meio ambiente também é um tema bastante recorrente dos últimos vestibulares, especialmente em relação a degradação desse meio ambiente pela intervenção humana inadequada. Um exemplo desse tipo de questão ocorreu na Fuvest-98, com o Sael, na África, área de desertificação.

5. Fazendo agora uma espécie de futurologia, vamos tentar adiantar alguns assuntos que poderão ser cobrados neste ano. Como já dissemos em dicas anteriores, a Fuvest tem cobrado muitas questões de atualidades, inclusive usando como fonte jornais, revistas, fragmentos de texto ou até mesmo gráficos e tabelas publicados nesses meios de comunicação. O melhor exemplo disso ocorreu na Fuvest-98 com a questão do IDH, que usou uma parte da matéria da Folha de São Paulo de dezembro de 93. Outro exemplo disso foi a questão do El Niño na Fuvest do ano passado, que retirou uma parte de um texto da revista Veja de agosto de 97.

Agora, em relação aos assuntos que poderão ser cobrados este ano, é muito importante que o vestibulando tenha em mente a questão dos conflitos, por exemplo, que ocorreram este ano na Irlanda, apesar do acordo de paz ter sido assinado. Outro exemplo muito importante, muito falado este ano, e que poderia ser questionado na Fuvest, é a questão da Índia e do Paquistão, que explodiram as suas bombas atômicas.

Mais um exemplo de questões importantes que poderiam ser abordadas são as crises recentes de Japão e Rússia, que estão afetando a economia mundial. E também, talvez, uma questão que aborde a relação dessas crises com a crise econômica atual do Brasil. Outro exemplo: a queda das bolsas, que está relacionada com os assuntos anteriormente citados. Um bom exemplo também de um assunto que poderia ser cobrado, é o da fusão de empresas e bancos, uma característica muito comum hoje na nova ordem mundial e na globalização do sistema capitalista.

Bem pessoal, por ora é isso. Uma boa prova e um abraço!

 

Tem de saber em Geografia

Eritréia é país africano novo

Caio Luiz Cardoso Sampaio*

Especial para o Fovest

A Eritréia compreende uma estreita faixa de terra no litoral do mar Vermelho, região do Chifre Africano habitada por vários povos, como os galla, amhara, tigre, nilotas e somalis de religião muçulmana e cristã. A ocupação começou com os italianos em 1885, expulsos pelos ingleses com a Segunda Guerra Mundial.

Em 1952, a ONU coloca a Eritréia como uma região autônoma dentro da Etiópia. Aos poucos, o imperador etíope Hailé Selassié foi limitando essa autonomia, eliminada em 1962. Os eritreus reagem com a criação da FPLE (Frente Popular de Libertação da Eritréia), iniciando a luta armada pela independência.

Até o início dos anos 80, a superioridade militar etíope reprimiu a FPLE. Com a seca que assolou a região a partir de 1983, o governo etíope enfraquece.

Os eritreus vencem a batalha de Afabet (1988) e passam para a ofensiva.

Em 1990, tomam o importante porto de Massawa. Um ano depois (maio/91) ocupam Asmara (hoje, sua capital). A queda do ditador etíope Mengisto H.

Marian, na mesma época, facilitou a vitória. O líder da FPLE, Isaias Afewerki, cria um governo provisório e negocia com a Etiópia um plebiscito (abril/93), que decidiu a independência.

O novo país é um dos mais pobres do mundo, colocado em 168º na lista de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU. Em junho de 1998, ocorrem violentas lutas por problemas de fronteiras entre a Eritréia e a Etiópia.

Veja se aprendeu

1. A Eritréia é o mais novo país africano, com aproximadamente 150 mil km2 e uma população de 3,5 milhões de habitantes. A região africana na qual o país encontra-se é uma das mais pobres do mundo sendo chamada de:

a- África Ocidental

b- Saholl

c- Chifre Africano

d- Magreb

e- Kalahari

02. A Eritréia ocupa uma importante posição estratégica na região do estreito de Bab El Mandeb, que controla o acesso dos petroleiros à rota do canal de Suez. O mar que banha sua costa é:

a- Adriático

b- Vermelho

c- Ormuz

d- Shat El Arab

e- Pérsico

Gabarito: 1-c, 2-b Fonte: Caio Luiz Cardoso Sampaio

* Caio Luiz Cardoso Sampaio é professor de geografia do CPV Vestibulares

Tem de saber em Geografia

O novo pesadelo dos Balcãs

Carlos Luiz Cardoso Sampaio*

Especial para o Fovest

A Iugoslávia (1918-1992) nasceu com o desmembramento dos impérios Turco e Austro-Húngaro, ao final da Primeira Guerra. O país foi formado por seis Estados e dois territórios autônomos.

À Sérvia e Montenegro, de religião cristã-ortodoxa, uniram-se a Croácia e a Eslovênia, católicas, a Macedônia, não-eslava e ortodoxa, e a Bósnia-Herzegóvina, de maioria muçulmana, porém com as minorias católicas (croatas) e ortodoxas (sérvias), além dos territórios de Vojvodina, de religião ortodoxa e minoria húngara, e Kossovo, de etnia albanesa e religião muçulmana. Essa reunião de povos diferentes levou ao nacionalismo e aos confrontos. O país foi governado, de 1945 a 1980, pelo ditador socialista

Yossif Bros (Tito), que criou um sistema federalista. Com sua morte, foi instituído um colegiado com presidência rotativa, sem sucesso. As lutas iniciaram-se com a dissolução da URSS.

As mais violentas ocorreram na Bósnia-Herzegóvina, devido a três religiões com características de genocídio étnico, que só cessariam com os bombardeios dos EUA sobre a Sérvia e o acordo de Dayton (1995). Agora, um novo conflito esboça-se em Kossovo.

O povo quer a independência para anexar-se à vizinha Albânia. O governo sérvio de S. Milosevic vem reprimindo duramente o ELK (Exército de Libertação Nacional), levando a Otan a ameaçá-lo com intervenção militar.

 

* Caio Luiz Cardoso Sampaio é professor de geografia do CPV Vestibulares

 

Tem de saber em Geografia

Caxemira, onde mora o perigo nuclear

Caio Luiz Cardoso Sampaio*

Especial para o Fovest

A região de Caxemira - localizada em meio às altas montanhas do Himalaia- tem sido objeto de disputa entre a Índia e o Paquistão (além da China, que se apoderou de parte do território em 62). A maioria da população é de origem paquistanesa e religião muçulmana. O governo é da Índia, onde a religião predominante (85%) é hinduísta.

Desde a independência, em 47, os dois países já se envolveram em três guerras, duas em disputa pela região, em 47 e 65. A situação agravou-se após 74, quando o governo de Indira Gandhi detonou a primeira bomba atômica hindu. Em 96, o partido Barathya Janata, dos fundamentalistas hindus, venceu as eleições e implantou uma política nacionalista. Os choques na fronteira ficaram mais intensos e constantes.

Em maio de 98, a Índia surpreendeu o mundo realizando vários testes nucleares no deserto de Rajastão. O primeiro-ministro, Atal Bihari Vajpayee, declarou que, se fosse necessário, utilizaria a bomba atômica. Em resposta, o Paquistão, apesar de pressionado pelo mundo, detonou suas primeiras bombas nucleares. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, afirmou que estava pronto para a luta. O Ocidente, liderado pelos EUA, decretou sanções econômicas, cortando créditos e financiamentos, para forçar os países a negociar um acordo de paz.

Veja se aprendeu

01 - Essa região faz parte da Ásia de Monções, onde o verão é extremamente chuvoso e o inverno seco. As populações praticam a agricultura na forma de jardinagem oriental, com a utilização de numerosa mão-de-obra, levando a enormes concentrações populacionais nos vales úmidos. Entre a Índia e o Paquistão, duas nações industrializadas e de população rural, uma disputa territorial pode levar a uma guerra atômica. A região em disputa é:

a - Rajastã

b - Cachemira

c - Maharashtra

d - Punjab

e - Islamabad

 

02 - A Índia e o Paquistão são nações criadas a partir da desagregação do Império Britânico das Índias, em 1947. As diferenças entre os dois povos são profundas, principalmente no aspecto religioso, quais são as religiões predominantes, respectivamente, nos dois países:

a - Muçulmana e Budista

b - Jainista e Cristã

c - Hinduista e Islamita

d - Ortodoxa e Maronita

e - Xintoista e Confucionista

Gabaritos: 1-b;2-C Fonte: Caio Luiz Cardoso Sampaio

* Caio Luiz Cardoso Sampaio é professor de geografia do CPV Vestibulares

 


[Home] [Currículo] [Unaerp] [FAE] [MaFin] [Prof. Shampoo]

1