FAE

Faculdade de Administração, Econômia e Contabilidade de São João da Boa Vista

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Teoria Geral da Administração



VI EREAD - Encontro Regional de Estudantes de Administração

A Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Franca (FACEF) , recebeu mais de 400 estudantes de toda região, para participar do VI EREAD - Encontro Regional de Estudantes de Administração. Palavras como Inteligência, Aprendizagem, Tecnologia, Simplicidade, Criatividade, foram alguns dos temas discutidos durante o encontro.Os alunos da FAE também participaram do evento. Os estudantes tiveram oportunidade de assistir palestras ministradas por vários empresários de renome, entre eles, a empresária, Luiza Helena, diretora-superintendente do grupo Magazine Luiza; Tadeu Cruz, mestre em Tecnologias Aplicadas à Educação, autor de vários livros; Francisco Paulo de Melo Neto, consultor e especialista em Marketing Esportivo e Social, entre outros de grande expressão no mundo empresarial. O encontro foi um sucesso total, o que certamente garantirá a presença dos alunos do curso de administração nos próximos eventos. Uma prévia de deixar com água na boca aqueles que não participaram do encontro: Marilda de Souza, aluna do 1º ano de Administração recomenda que, no próximo ano, os demais alunos deixem reservado em suas agendas a participação no evento. De acordo com ela, "é um investimento que todo profissional deve fazer para se tornar um Profissional de Sucesso!"

 

Empregabilidade: algumas considerações

Prof. Fernando S. Coelho

Economista FEA-USP, mestrando

em Administração pela FGV.

Não faz muito tempo, era costume associar emprego à indústria, posto de trabalho, estabilidade, padronização, hierarquia. O mercado de trabalho absorvia muito bem o operário-padrão, disciplinado, leal, pronto a vestir a camisa da empresa. Esse modelo de trabalhador, que marcou o paradigma fordista-taylorista, contribuiu para o ínfimo perfil de escolaridade da população economicamente ativa de inúmeros países. No Brasil, por exemplo, o tempo médio de escolaridade do nossos trabalhadores mal chega a quatro anos, contra onze da Coréia do Sul.

Hoje, os apelos modernizadores que contemplamos direcionam seus olhares para a formação escolar básica, alegando sua importância para a empregabilidade dos trabalhadores no mercado de trabalho contemporâneo, entendendo-a como desempenho dinâmico (potencial apresentado pelo trabalhador para continuar seu aperfeiçoamento), funcional (concernente à capacidade de realização das tarefas a ele atribuídas) e social (referindo-se à sua inserção nas relações sociais).

As transformações gerais e radicais pelas quais passa o mundo do trabalho, alteraram o conceito de emprego. Na produção flexível, o emprego perdeu a vinculação ao posto de trabalho. Tornou-se instável e diversificado. No setor público, o funcionário é impelido a buscar outro perfil, mais flexível e rearticulado.
A difusão dessas mutações leva a uma nova concepção de emprego: a empregabilidade, conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e relações que tornam o profissional necessário não apenas para uma, mas para toda e qualquer organização. Atualmente, mais importante que somente obter um emprego é tornar-se empregável e manter-se competitivo. Preparar-se, inclusive, para várias carreiras e diferentes trabalhos, às vezes, até simultâneos.

São muitos e variados os ingredientes da empregabilidade, mas estes podem ser sintetizados em três componentes: competência profissional, disposição para aprender e capacidade de empreender. A competência profissional é uma questão de aprendizado formal e experiência. Ela é permanentemente construída, aprimorada e renovada. Não é um estoque de conhecimentos, mas sim um fluxo contínuo. Daí a importância da disposição para aprender.

Mas é preciso também empreender. Não apenas no sentido de "montar um negócio próprio"- o que, sem dúvida, torna-se fundamental no contexto da reestruturação do emprego, mas, acima de tudo, em localizar-se na economia e na sociedade. O cidadão empregável é aquele capaz de aprender e gerir uma realidade que tem como regra a transitoriedade permanente.

Nesse contexto, a educação passa a ser o principal elemento de toda e qualquer ação visando a empregabilidade. Emerge um imperativo no tocante à formação profissional: a superação da noção arcaica de treinamento como promotor de qualificação especifíca, em direção a uma compreensão de aprendizagem como geradora de competência múltipla. Entretanto, como falar de empregabilidade - competências, multifuncionalidade, criatividade, flexibilidade, dinamismo – com uma escolaridade média dos trabalhadores de apenas quatro anos, no Brasil? Concluiremos, como se expressou um sindicalista, que não estão querendo que o trabalhador seja um trabalhador, mas um super-homem. Frases de efeito à parte, o fato é que, sem escolaridade com qualidade, nenhum projeto de empregabilidade parece ter chances em largo e longo alcance, neste país.

Em suma, as exigências postas pela questão da empregabilidade para o sistema educacional não implicam apenas na expansão da oferta de vagas e /ou a melhoria do fluxo de aproveitamento escolar. Além disto, elas exigem uma profunda mudança conceitual do que deva ser a formação profissional, no sentido de orientar uma reestruturação e um novo padrão de funcionamento do conjunto do sistema, o que, no caso brasileiro, representa um desafio particularmente difícil.

Não obstante, requer-se também uma articulação entre todos os agentes individuais e institucionais, inseridos na questão: trabalhadores, sindicatos, empresas, orgãos governamentais, instituições de ensino entre outros. Isto seria modernizar as relações sociais, assumindo que tal problemática apresenta co-responsabilidades.


 

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