Dor latente que se disfarça
Comunicando-se com a aflição
Angústia que se prende e cala-se
No silêncio da voz que ecoa em vão
Dor que na própria dor é dorida
Embalada desde a psicogenia
E acorda na origem da vida
Sofrimento inerente à psicalgia
Mágoa invasora do espaço moral
Inter-fere na alma angustiada
Reina na mudez recalcada
Soberana dor transcendental
Tristeza indelével, brutal e vasta
Que se revela nos surtos de emoção
Dor que na própria essência não basta
E se preenche nas mágoas do caração
Avassala, a dor, a alma sofrida
Rói o espírito, fere, angustia
Fere mais que a própria ferida
Úlcera da vida, violenta algia
Corrosão que abraça com furor
O espírito que acolhe a dor latente
E a alma, triste, dolorida, sente
Angústia, mágoa, sofrimento, dor.
Gilberto Gomes Pereira é estudante do 3o. ano de jornalismo da UFG.
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