Toda culpa nos pertence

Pablo Hernandez Alcântara

Por toda parte

Por toda todo
Acabamos de sentir o corpo

Desabamos por aí

E ainda queremos desabar
Desatar, desabafar, desandar?

Tudo em vão

Despencar em seu buraco negro
Sem abrigo, sem concreto, medo que
perdemos

Nada de modos perfeitos, imunes

Toda culpa nos pertence
Andar descalço
Pisar no molhado
Depois limpar os dedos
Secos e velhos
Voltar a chover no molhado

E para que fique feito folia

Reinvento o verbo amaria
Por mais que me tente tornar inocente
Gritinventapropoesia

Pablo Hernandez Alcântara é acadêmico do 3o. ano de jornalismo da UFG.

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