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A plutogogia de FHC
Alexandre Gomes Os gregos já haviam preevisto os riscos da democracia acabar na vala comum da demagogia, ou seja na manipulação das massas por políticos preocupados em agradá-las e não em governar como devia ser governado. Na década de 50 o político e jornalista Carlos lacerda classificou o governo de Getúlio Vagas como uma cleptocracia, governo de ladrões. Um novo termo surgiu agora para descrever com imensa nitidez o regime de FHC e do alto tucanato: é uma plutogogia, regime feito para agradar aos ricos (a invenção deve ser creditada ao jornalista Helio Fernandes, herdeiro de Carlos Lacerda na Tribuna da Imprensa do Rio de Janeiro - www.tribuna.inf.br/helio.htm) . A decrição é absolutamente perfeita, FHC não tem feito outra coisa senão adular os grandes banqueiros internacionais na ';única linguagem que eles entendem: o lucro fácil e seguro. A despeito das manchetes apontando resultados positivos na economia, que ninguém viu em especial o crescente número de desempregados e miseráveis, a economia do país está absolutamente quebrada e vai piorar ainda muito mais. Mas os bancos lucram cada vez mais no país. Gasta-se quase 12 vezes mais fazendo doações aos bancos do que com os gastos sociais (dados da execução orçamentária de 99). Isto para não contar a farra das privatizaçÕes que doou as mepresas nacionais ao capital intrnacional trocando-as por moedas podres ou, com a maior cara-de-pau do mundo, emrpestando dinehiro do BNDES (ou seja do povo) opara que as mepresas estrangeiras comprem as empresas privaizadas já que o Estado, dizem eles, não tem dinheiro para fazer os investimentos necessários (mas curiosamente tm dinheiro para emprestar para que as empresas aquisidoras façam os investimentos e paguem a juros subsidiados com até 10 anos de carência). Assim trocou-se monopólios estatiais ineficientes por oligopólios privados mais ineficients ainda, de graça ou quase, para que sobrasse mais dinheiro para "se investir em saúde e educação". Mas ao invés de se fazer investimentos sociais se entrega o pouco que se arrecadou à banca internacional onde se pegou dinehiro a juros que corariam Shilock, o estereótipo do usurário descrito por Shakespear em "O Mercador de Veneza", entre outras coisas apra emprestá-los com os já mencionados juros subsidiados às mepresas que compraram as estatais. A grande imprensa se cala frente a tudo isto, entre outros motivos proque os grandes grupos de mídia foram generosamente colocados como sócios deste saque ao país em troca do silêncio - a mais cara mercadoria dos jornais. Mas o mais irritante de tudo isto é a cara-de-pau como o alto tucanato posa como se nada tivesse acontecendo, como fabrica manchetes absolutamente falsas sobre a situação do país, como tenta descaradamente encobrir a verdade. A última vítima desta tentativa de encobrir a doação do país é a tentativa do governo de proibir a Fundação Getúlio Vargas de divulgar índices inflacionários, transformando os índices semrpe convenientemente expurgados e livremente manipulados do IBGE na única referência nacional. Alexandre Gomes é editor do PRIMEIRA PÁGINA |
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