Autor(a): Gauthama ( 1º DI )
Palavra do Gauthama – Representante do 1o DI


         Para iniciar este breve artigo que tem por objetivo tecer algumas considerações a respeito de como foi o nosso semestre primeiro de convivência, e as perspectivas do que podemos fazer para conVIVER melhor com estas Arcadas, tendo Barão de Ramalho como testemunha, fiz uma citação contendo a primeira frase aprendida no curso de Latim Jurídico ministrado pelo professor Dárcio. Ah, a tradução? Pergunte para aquele seu amigo ou amiga que passa tardes proveitosas de quinta-feira  aprendendo a Língua de Gaio, Cícero, Virgílio e Caesar.
         Como representante de classe desempenhei essencialmen-te as seguintes funções: levar textos ao xerox do XI; dar recados na sala de aula a pedido dos professores; informar a respeito de algum evento da VELHA E SEMPRE NOVA ACADEMIA; e a mais importante,  participar de reuniões da nossa Comissão de Ensino, reuniões da Repre-sentação Discente e do Centro Acadêmico tratando do ensino, e reuniões com os demais representantes de sala juntamente com o Diretor da Faculdade tratando de questões administrati-vas. As reuniões foram importantes, pois nelas se discutia a qualidade de ensino, tendo por assunto principal queixas nossas sobre a didática ineficaz e do pouco proveito das aulas da professora Maria Celeste. É por isso que para este semestre temos uma nova professora de Lógica. Outro assunto de relevância, foi a grande FREQÜÊNCIA de FALTAS de alguns professores, sendo exigido dos vários departamentos que os professores cumprissem com probidade a árdua e gratificante tarefa de lecionar. No entanto, ainda assim continuamos tendo “janelas”. É por isso que volto a convocar TODOS NÓS para chegar (diplomaticamente) junto ao professor  que falta, e EXIGIR que cumpra o seu dever de dar aula.
         Como curiosidade, vou escrever um pouco sobre as reuniões na Diretoria, com o então diretor Álvaro Villaça Azevedo. Ocorriam sempre à tarde com horário marcado para as 15h, mas sempre começavam com média entre 30 minutos e 1 hora de atraso: o diretor, exceto uma vez, sempre estava ocupado num telefonema importante, ou então, recebendo pessoas importantes ou tratando de problemas também importantes. No total foram cinco, sendo que duas reuniões foram adiadas três vezes, e por duas vezes não tivemos aviso prévio (numa o Diretor estava muito doente e na outra o Diretor teve de ir a um velório). Ao iniciar a reunião, as questões reiteradamente discuti-das eram instalação de ventiladores em algumas salas, colocação de carteiras novas em outras, falta de papel higiênico nos banheiros, baixa freqüência dos alunos nas aulas de sábado, polêmica gerada pelo Prof. Marchi quanto a realização de festas na Faculdade, busca de verbas para a conservação do prédio, processo de desapropriação do prédio da FECAP (o qual se arrasta há aproximadamente dez anos), questão da segurança no centro e o livre acesso de pessoas dentro da faculdade, falta do jornal do dia na Biblioteca Central... Essas questões tomavam cerca de metade das duas horas de reunião. A outra metade era preenchida com cafezinho, piadas de Direito Romano (tem aquela sobre bigamia, na qual um ladrão em Roma Antiga rouba uma biga, e o proprietário grita: “Roubaram a biga mia!”, estórias de um Villaça bem-humorado e bonachão que toca bateria em uma banda e que viaja pelo Brasil e pela Europa participando de congressos e simpósios. A seriedade só aparecia no momento em que o diretor dizia que os representantes eram seus fiscais, e deviam informar-lhe de tudo que acontecia na sala de aula. Nesse momento, faziam-se críticas sobre a didática dos professores, mas esbarrávamos sempre na burocracia e na dificuldade de substituição deles, chegando-se à conclusão de que a melhor solução é o diálogo sincero entre  mestre e discípulo.
        Para concluir, quero reforçar o seguinte ponto: devemos sempre, ao longo do curso, preocupar-nos em ter a melhor formação possível, e, para tanto, devemos nos interessar por todos os acontecimentos e problemas referentes ao nosso cotidiano nesta ACADEMIA, mediante uma postura crítica e ativa, na sala de aula e no pátio, para podermos ostentar com orgulho o título de estudante de Direito do Largo São Francisco. Estarei sempre à disposição para ouvir e agir, criticar e ser criticado. Um beijo para as minhas amigas e um abraço para os meus amigos do 1ºDI.
 

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