O Comportamento do Gato 
 

 

 
 
     A marcação:  
 O gato macho, mais do que a fêmea, marca seu território através de jatos de urina, especialmente sobre as superfícies verticais. Com isso ele quer dizer: "estou em casa, proibido entrar!". O ideal é permitir ao gato cumprir suas funções sociais e sexuais fora de casa, mas em uma apartamento isto é mais difícil. Este tipo de comportamento geralmente desaparece com a castração. Para o momento adequado, consulte um veterinário. Da mesma forma, o gato delimita seu território deixando marcas de suas unhas sobre as árvores e muros(arranhões) e depositando um odor particular, secretados por glândulas situadas na base dos coxins de suas patas.  
      
     O ato de esfregar:  
Tanto como o filhote se esfrega contra sua mão para pedir alimento ou chamar sua atenção, o gato adulto se esfrega em seu proprietário com a cabeça ou o corpo. Uma outra interpretação deste comportamento indica tratar-se de uma marcação: o gato deposita a secreção das glândulas situadas na parte posterior de sua cabeça sobre as pessoas e objetos de seu ambiente.  

     A linguagem vocal:  
     O ronco:   
Provém de contrações rápidas dos músculos da laringe e do diafragma e aparece à idade de uma semana. O gato ronca na presença de um outro gato ou de uma pessoa. É sua marca de submissão ou de contentamento.  
     O miado:  
Existe uma grande variedae de miados, cada um com um significado próprio (a pedido, fuga, queixa, o grunhido e o silvo utilizados em caso de agressão para se defender, a recusa/negação, etc.). Você aprenderá a diferenciá-los progressivamente, observando seu gato.  

    A linguagem corporal:   
   O gato também se comunica com cauda, a cabeça, as orelhas e os olhos. Por exemplo, um gato atento tem a cauda e as orelhas bem erguidas. A cauda erguida geralmente é um sinal de contentamento.  

     O odor:   
Os jatos de urina, as secreções das glândulas anais e parietais (sobre as faces/bochechas) são utilizados pelos gatos para se comunicarem entre si com as outras espécies.  

      A visão e a audição:  
Um gato tem uma visão binocular, que lhe permite enxergar em três dimensões e avaliar com precisão as distâncias. Ele tem uma boa visão noturna e suas pupilas se dilatam de acordo com a intensidade da luz. Na parte posterior da retina encontra-se um órgão, o tapetum, que reflete a luz e a envia novamente para a retina. O gato não vê todas as cores, ele distingue o azul claro e o verde. A audição do gato é superior à do homem. Entretanto ele não é capaz de diferenciar dois sons que vêm da mesma direção.  
  

         OS COMPORTAMENTOS ANORMAIS:  
   Urina fora da liteira:   
Os gatos são animais muito limpos, mas pode acontecer deles urinarem fora da liteira. As razões mais frequentes são uma urina muito salgada e desagradável a seu paladar, uma mudança brutal de hábitos (mudança de domicílio, chegada de um novo gato, de um cão, de uma nova pessoa...), a marcação de seu território ou o aparecimento de certas enfermidades dos rins e das vias urinárias.  
  A primeira prevenção deste problema é, portanto, manter a liteira limpa. Certos gatos são mais sensíveis na escolha da liteira. As liteiras muito perfumadas não são, entretanto, muito apreciadas. Evitar a superpopulação e praticar a castração geralmente permitem diminuir os problemas de marcação. Se os problemas persistirem, consulte seu veterinário.  
    Comportamento agressivo com as pessoas:  
Um gato pode morder por brincadeira ou nervosismo. A brincadeira é um comportamento normal, sobretudo nos machos. É uma consequência de seu instinto caçador. O gato identifica uma mão ou um pé como sua presa. Faça-o compreender que este comportamento não é aceitável (reprimindo-o com tapas na ponta do nariz) e experimente guiá-lo sobre os brinquedos em movimento. Não incentive um filhote a tomar sua mão como presa.  
A agressão por nervosismo aparece habitualmente durante as carícias, sobretudo no ventre do animal, sinal de impaciência ou reflexo natural do gato macho durante a copulação. É importante repreender o animal, e não prolongar as sessões de carícia. Um gato estressado, que se sente ameaçado, pode dirigir sua agressividade contra uma pessoa que lhe é familiar. Evite pegar seu gato durante o combate ou forçá-lo em segurá-lo em seus braços na presença de pessoas estranhas.

 
 
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