Compilado por Salatiel Alves de Araujo, todos direitos reservados © 1996
Esparsas explorações do mate nativo e de
garimpos a partir de 1.700, provocaram alguns fluxos migratórios, sem
entretanto fixarem os exploradores. Com a introdução do gado, em
meados do século XVIII (o primeiro gado introduzido é de origem
européia e veio do Paraguai, no início do século XVIII), é
que ocorreu a ocupação econômica mais expressiva e
permanente da região.
Pecuária
Ao
lado da pesca, ainda hoje a pecuária extensiva de corte representa a mais
importante atividade regional - com mais de dez milhões de cabeças
- e tem se mostrado compatível com a preservação/conservação
do Pantanal. O sistema de criação de livre pastoreio em pastagens
nativas, sem nenhuma seleção, forjou um tipo de gado adaptado às
condições adversas da região, denominado "Boi
Pantaneiro". O entusiasmo despertado pelo gado zebuíno, no começo
do século, iniciou a era do zebú no Pantanal, o qual substituiu
gradativamente o "Bovino Pantaneiro" com predomínio do nelore.
O sistema de criação abrange as fases de cria e recria em grandes
propriedades e com poucas divisões. O manejo do rebanho é
limitado, com alto índice de mortalidade de bezerros e mão-de-obra
deficiente. A alimentação é quase que exclusivamente de
pastagens naturais de oferta sazonal, devido às cheias. A comercialização
tem sido adversa para a pecuária pantaneira. O pecuarista, forçado
pelas condições climáticas da região, transfere para
o invernista a sua produção nas épocas em que os preços
estão baixos. Em Cáceres e Corumbá encontra-se o maior
rebanho bovino do Pantanal. Em Cáceres a função econômica
principal do rebanho encontra-se voltada para a produção de carne.
O sistema de criação é o extensivo, existindo uma predominância
da raça Nelore. Este gado de corte é exportado principalmente para
o Mercado Comum Europeu. Em Corumbá é encontrado o maior rebanho
bovino da região. Nessa área pratica-se a pecuária
extensiva, sendo a criação voltada para o corte, visando abastecer
os frigoríficos do Oeste de São Paulo (Araçatuba, Barretos,
Presidente Prudente, etc.).
Turismo
A beleza
cênica de seus cenários naturais associada aos mais diversos
processos de divulgação, e da modernização e ampliação
dos sistemas infraestruturais assinalam novos status econômicos para o
Pantanal. Dentre eles, o Turismo desponta como a mais promissora atividade
regional. Riquíssima em manifestações culturais provocadas
pelas suas várias etnias, a tradição pantaneira alia-se a
uma portentosa produção artística contemporânea,
criando um caldo de cultura vigoroso, capaz de seduzir e conquistar visitantes
das mais diversas origens. As possibilidades ilimitadas da prática de
esportes amadores - desde a pesca à produção de safaris - são
também atraentes possibilidades ao estímulo do ecoturismo
regional. A cidade de Bonito é um exemplo de ecoturismo. A cidade tem várias
atracões: - Grutas pré históricas; - cachoeiras com quedas
de até 50 metros; - lagoas; - baías; - nascentes; - monumentos; -
sítios arqueológicos; - folclore; e - artesanato. Bonito é
um dos mais belos lugares da microrregião da Serra de Bodoquena. A
diversidade de belezas naturais proporciona passeios e roteiros turísticos
em qualquer época do ano. Na Baía Bonita a água azul jorra
como se fosse um chafariz. Nas cachoeiras do rio Mimoso o espetáculo da
piracema (a migração rio acima para a desova dos peixes) é
magnífico. O rio Aquidauana, descendo por encostas de morros e prados,
forma quedas d'água e lindas piscinas naturais. A visita à gruta
do Lago Azul é um grande espetáculo. Em seu interior existe um
profundo e cristalino lago cercado por paisagens milenares. Na Ilha do Padre, a
força da natureza prossegue com cachoeiras, matas e muito animais
Agricultura
A agricultura é incipiente,
ganhando destaque, apenas, os cultivos de subsistência.
Zona
de Processamento de Exportações
A Zona de
Processamento de Exportações - ZPE de Cáceres é um
Incentivo Fiscal para um Programa de Desenvolvimento Regional (notadamente no
campo industrial), criado pelo Governo Federal, com a vantagem de isenção
total nas exportações. Não restam dúvidas que a
implantação da ZPE, no município de Cáceres,
representa um grande incremento para a economia do Pantanal. A excelente
localização do município, principalmente quanto ao
posicionamento estratégico em termos de saída para os mercados
Europeu e Asiático, aliado ao comprometimento do governo atual do Mato
Grosso, poderá fazer com que Cáceres seja convertida no principal
centro de negócios do MERCOSUL (Mercado do Cone Sul), e cidade "entroncamento
da América do Sul". A Zona de Processamento de Cáceres leva
vantagem, sobre as demais, em função do aproveitamento da
hidrovia, da ferrovia e das estradas ligando Cáceres à Bolívia
e ao Pacífico.
Exploração Mineral
Um
dos fatores que mais limita a expansão do setor mineral no Pantanal é
a deficiência energética e as grandes distâncias dos grandes
centros urbanos. A maior área produtora localiza-se no município
de Corumbá. A grande distância dos centros mais desenvolvidos do país
e falta de recursos são fatores que tem dificultado a exploração
da jazida com maior intensidade
Informática, Consultoria e Treinamento Paiaguás
Salatiel Alves de Araujo - Geólogo
e Especialista em Sensoriamento Remoto
Comentários para o autor:
salatiel@nutecnet.com.br
Todo conteúdo protegido por copyright © 1996
Todos os direitos
para a língua portuguesa reservados pela
Informática,
Consultoria e Treinamento Paiaguás
All rights reserved.- Revisado:
Março de 1996
Endereço eletrônico desta página -
file://econom.HTM