ICB-FACEV

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

JAN/MAI-1999

 

No mês de maio 32 produtos tiveram seus preços elevados, 27 baixaram de preços e 16 produtos permaneceram com seus preços estáveis (em relação ao mês anterior).

Nos últimos 5 meses 45 produtos tiveram seus preços elevados, 22 baixaram de preços e 8 produtos permaneceram com seus preços estáveis (em relação ao mês de dez/98).

Os grupos que registraram queda de preços em relação ao mês anterior foram:

CARNES E DERIVADOS = - 1,94 %

É o terceiro mês consecutivo apresentando queda em seus preços médios. Em março os preços caíram 0,20 % e em abril 3,18 %. No entanto a chegada do inverno coincidindo com a entressafra da carne bovina a partir de junho tendem a elevar os preços deste segmento. A exceção poderá ocorrer em relação a carne de frango devido ao aumento na produção nacional.

CEREAIS E MASSAS = -0,35 %

A maior parte dos produtos deste grupo sofreram ligeira queda nos preços e outros apresentaram preços estáveis como o pão francês e a farinha de trigo Regina.

LATICÍNIOS E DERIVADOS = -6,05 %

Grupo que apresentou a maior queda média em seus preços. O leite em caixa (MMB), que possui grande peso no ICB sofreu redução média de 5 % em seus preços. O queijo prato (MMB) - 9 % e a manteiga (MMB) - 7,5 %.

BEBIDAS = -0,99 %

Os refrigerantes de marcas tradicionais foram predominantes nas ofertas do mês justificando a deflação neste segmento.

HIGIENE PESSOAL = -0,55 %

Após registrar elevada alta de preços no mês anterior de 6,5 %, apresenta em maio preços praticamente estabilizados.

 

Os grupos que registraram alta de preços em relação ao mês anterior foram:

VERDURAS E FRUTAS = 10,31 %

É o segundo mês consecutivo com indicador de 2 dígitos positivos. Em abril a alta foi de 17,38 %. As maiores altas: tomate = 47 %, batata = 41,3 %, cebola = 12,8 %, chuchu = 59,3 %. Entretanto os preços de algumas frutas populares baixaram de preços ( laranja pera = -18 % e maracujá = - 54 %). A perspectiva para o mês de junho é que o clima frio poderá continuar estimulando a alta de preços neste grupo.

ENLATADO E OUTROS = 2,27 %

Maiores altas: Nescau 500 g = 9,4 % ; Leite condensado = 6,2 % e Óleo de Soja = 2 %

MATERIAL DE LIMPEZA = 1,33 %

No ICB este grupo é composto por marcas tradicionais no mercado. É o único segmento que ainda não sofreu deflação no corrente ano. Contudo podemos constatar o caso isolado do sabão em pó. a entrada de forte concorrente no mercado nacional forçou a uma queda momentânea dos produtos concorrentes ( - 14,6 % ).

Perspectivas para Junho/99:

A variação negativa no ICB-Facev apurada em maio não ocorrerá novamente tão cedo. O clima frio tende a elevar os preços de certos produtos in natura e a chegada do inverno também coincide com a entressafra da carne de boi.

Po último, em junho, vários reajustes de preços importantes como telefonia, combustíveis e energia elétrica terão influência indireta na composição do ICB-Facev no próximo mês

 

 

Coordenação: Professor Paulo Cézar Ribeiro da Silva - F A C E V

 

 

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