GALÖ METAL / SEPULTURA JOGA BEM, MAS NÃO RESISTE ÀS FERAS ALVINEGRAS




O gramado do Clube do Banco Real, na Pampulha, foi palco de um clássico inédito na história do futebol brasileiro. Afinal, nunca tantos craques reunidos haviam enfrentado tantos pernas-de-pau juntos. Mas o time metal até que não fez feio, considerando que os jogadores haviam dormido pouco na noite anterior e acordado sob efeito de uma incrível ressaca.

Mesmo antes do jogo, os atletas Tripa e Deivis, da Galo Metal, já demonstravam profissionalismo e seriedade na concentração, degustando uma garrafa de Chapinha como café-da-manhã.

Aos poucos, os craques e a imprensa (SBT/Alterosa, Rede Record, Canal 23) foram chegando. Apesar da importância do clássico, alguns convocados como Elzo, Sérgio Araújo e Carlos Cruz (digno representante atleticano do programa Alterosa Esporte) deram bolo nos organizadores e não compareceram. Com estes desfalques, alguns jogadores do time Galö Metal / Sepultura até pensaram que a equipe poderia ganhar o jogo.

Hora de distribuir os uniformes. A Seleção Atleticana ficou com o uniforme preto e branco, enquanto a Galö Metal / Sepultura vestiu o verde-amarelo. Claro, tanto a Galö Metal como o Sepultura possuem hoje renome internacional, como todos sabem.

Antes do jogo a foto oficial do evento, com as 2 equipes e o trio de arbitragem. Ficou decidido que a partida teria duração de 35 min. cada tempo.

Na torcida, os mais empolgados eram a Tia Nívia (que vai nos hospedar quando a gente for em Montes Claros), Dona Ildete e o sr. Paulo Xisto (pais do Paulo, Fabrício e Iuri), Iuri (filho do Jorginho) e Mônica (esposa do Igor).

Com quase 2 horas de atraso (meio-dia e o sol rachando!), o árbitro Márcio Rezende de Freitas (FIFA) deu início à partida.

A equipe Galö Metal / Sepultura entrou em campo com :

1 - Andreas Kisser
2 - Turco Loco
3 - Fabricio Santamaria
4 - Paulo Jr.
5 - Iuri Santamaria
6 - Luciano
7 - Deivis Bode
8 - Gustavo Ziller
9 - Igor Cavalera
10 - Tripa
11 - Matheus
... e outros


Já a Seleção Atleticana estava escalada com :


1 - Digo - goleiro de futsal do Minas T.C., ex-Atlético/Pax de Minas
2- Chafyr Filipe - diretor dos juniores do Galo
3 - Batista
4 - Antenor - "campeão brasileiro" em 77, pelo São Paulo
5 - Heleno
6 - Miranda - campeão brasileiro em 78, pelo Guarani
7 - Heleno (junior)
8 - Paulo Isidoro
9 - Reinaldo Lima
10 - Jorginho - eleito em 92 o melhor jogador de futsal do mundo, ex-Atlético/Pax de Minas
11 - Marcos Vinícius
... e outros


Como já era esperado, a Seleção do Galo partiu pra cima já no início, impondo forte pressão. Mas nosso time já estava preparado para isso e tinha tudo esquematizado.

No primeiro contra-ataque, Fabrício recebe na direita e manda uma bomba, mas Digo faz grande defesa. No rebote, Tripa chuta, a bola vai entrando e Igor chega de repente e estufa a rede !!! Os 2 saem comemorando.


A fanática torcida metal vibra na arquibancada. Paulo responde e manda um bunda-lêlê pra galera !

Vencendo por 1 x 0, bastava fazer igual time do interior e jogar na retranca. Tentamos fazer isso e aguentamos um bom tempo, mas a pressão era intensa. Após alguns minutos, alguém do Galo dedurou : " Assim não vale ! O time deles tá com 12 em campo ! " Márcio Rezende expulsou Tripa. Com 11 contra 11, o gol de empate foi questão de tempo. Após um festival de gols perdidos e defesas milagrosas do goleiraço Andreas, alguém entrou na área e caiu. Márcio Rezende marca pênalti ! REInaldo cobra e empata : 1 x 1.


Isso desestruturou totalmente nossa equipe, mas a Seleção Atleticana continuou massacrando. Começamos a investir em lançamentos longos, mas toda hora o bandeirinha marcava impedimento. Percebemos que aí ficava difícil. Pô, já estávamos jogando contra uma Seleção e ainda o bandeirinha não ajuda !!!

Não demorou muito para a Seleção virar o jogo. E foi um golaço ! Jorginho matou no peito e mandou no ângulo, fazendo 2 x 1.

Depois os outros gols foram saindo naturalmente, mesmo sem a presença de Reinaldo no segundo tempo. Miranda (2) e Jorginho (+2) liquidaram a fatura. Placar final : Galö Metal / Sepultura 1 x 6 Seleção Atleticana.

Depois do jogo, autógrafos, fotos e tietagem durante o churrasco oferecido para os convidados, que contou com presenças também ilustres como do grande atleticano Adelchi Ziller, avô do Gustavo, dos Zippados.

Márcio Rezende, Igor Cavalera e Tripa se reuniram e o juiz (que também está lançando sua grife de roupas) decidiu dar metade do gol para um e metade para outro, para não criar confusão.

Mas isso não impediu que Márcio saísse incólume. Tripa aproveitou para perguntar sobre os 2 Atlético x Cruzeiro em que Márcio teria favorecido a bicharada. Resposta : " Eu já apitei até hoje uns 13 clássicos e só 2 deram problema. Dos outros 11, o Galo ganhou uns 8, mas ninguém se lembra disso e nem que eu já joguei no Galo. "

Antenor, jogador que começou no Galo mas acabou sendo campeão brasileiro em 77 pelo São Paulo (ele foi um dos batedores de pênalti, e converteu) era assediado por Andreas Kisser, são-paulino doente. Integrantes da Galö Metal tiveram que explicar para eles que o verdadeiro campeão de 77 era o Galo, que terminou invicto e 10 pontos na frente do tricolor.

Começou a chover e a galera foi toda pra debaixo de um quiosque e começou a cantar musiquinhas do tipo : "Aha, Uhu, o Miranda é nosso !!!" Bando de chapados... Claro que não poderia faltar também o hino do Glorioso.

A festa ia chegando ao final e pelo menos ficou a certeza de que com um pouco mais de entrosamento na próxima podemos perder de menos !

Para terminar, iremos distribuir alguns troféus para os destaques da festa:

- TROFÉU MOTORÁDIO : Andreas Kisser, escolhido por Márcio Rezende como o melhor em campo.
- TROFÉU DE ARTILHEIRO E GOL MAIS BONITO : Jorginho
- TROFÉU NEGUINHO-GAROTO : Paulo Isidoro, que correu como uma bala os 70 minutos e em todo lugar do campo que você ia encontrava com ele.
- TROFÉU EM FORMA DE CERVEJA : Paulo Jr., Turco Loco, Miranda, Antenor, Tripa e Morlock.


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