Comentários sobre algumas questões de vestibulares das quais discordo do gabarito        

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O original desta página havia sido disponibilizada no lycos.de, que, a exemplo, do lycos.br apresentou um "hardware crash", estando, temporariamente, não disponível na internet. Na medida do possível, tentaremos reescrever os principais temas discutidos.


Por afirmar que os concursos públicos brasileiros e vestibulares são fraudados na direção do gabarito dos indicados pela "mamata" do serviço público brasileiro, causei ira não somente nesses, mas, também, naqueles que honestamente e com méritos lograram a aprovação, em grande parte, por apresentarem o gabarito semelhante ou contrário ao dos indicados/indesejados dessa "mamata", porquanto, não raramente tais concursos apresentam um percentual elevado de questões, ultrapassando o limite máximo de erro de 5%, no total do concurso ou em uma disciplina, admitido para um concurso sério; propositadamente, ambíguas, com dupla resposta correta ou incorreta, quando é requerida somente uma, de maneira que, considerando o número elevado de candidatos, a aprovação fica condicionada à aceitação ou rejeição dos recursos, bem como a anulação dessas questões.

Por esses concursos, na sua grande maioria, serem elaborados pelos núcleos de concursos das universidades públicas brasileiras, não vislumbro diferença para os fraudulentos concursos públicos de ingresso e progressão na carreira docente dessas universidades, cujas normas, ainda em vigor, elaboradas no final do período ditatorial e início do de transição, na tentativa da preservação do poder acadêmico, atualmente, possibilitam a qualquer departamento formar o seu "guetto", ou melhor dizendo, a sua "mamata" departamental.

O ódio dessa "mamata" com todos aqueles que ousam não compactuar, chega a tal ponto, que promovem uma ferrenha perseguição administrativa, que vai desde o boicote à aprovação em concursos públicos; à obtenção de emprego no serviço particular, que em países como o Brasil, os setores de recursos humanos mantêm estreitos vínculos (vícios) administrativos com o serviço público; até o erro proposital em certidões e documentos oficiais, que obrigam a perda de um tempo precioso na tentativa de corrigi-los, quando não, obrigando à solicitação de novos documentos para a retificação e ratificação de documentos, cujos carimbos a tinta "estranhamente" desaparece com em um tempo relativamente exíguo, ou então, à localização de documentos enviados ao exterior, que, "estranhamente", são enviados para destinatários (países) diferentes do postado.

Outro dispositivo também bastante utilizado para atrapalhar ou dificultar a aprovação dos indejados, bem como favorecer os indicados, da "mamata" do serviço público brasileiro é a tentativa da quebra da concentração desses canditados durante as provas, mediante a produção de ruídos ou barulho nas proximidades do local das provas, ou até mesmo, no local da prova, por meio das vozes (conversas) de fiscais e membros bancas examinadoras durante as provas teórica e didática.

A propósito disso, para se ter uma idéia até que ponto chega a tentativa de atrapalhar todos aqueles que não compactuam com a grande fraude que são esses concursos, quando ainda cursava o meu mestrado em patologia bucal na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) [precionado por familiares, como sempre], pois conhecia a "viciada" estrutura acadêmica da porca Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), cabide de empregos da ditadura militar, da burocracia por ela implantada, bem como, dos atuais detentores do poder político e acadêmico brasileiro e da comunidade "sionista" de Santa Maria, RS, Brasil, submeti-me a um concurso público para docente no departamento de patologia, que, propositadamente, foi marcado para poucos dias após a data planejada para o nascimento de minha filha (10.04.1992) - dia do meu aniversário -, obrigando-me a antecipar o parto em uma semana (03.04.1992). Pior que isso, a banca examinadora foi composta por dois docentes colegas de turma da mãe de um dos candidatos, também, professora da porca faculade de odontologia da UFSM. Não deu outra o "marquinhos" foi aprovado com o primeiro lugar.

Diante desse resultado, resolvi prolongar os meus estudos acadêmicos, com ônus para porca UFSM, por mais 5 anos, cursando Ph.D. na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP), na época, considerada a melhor faculdade de odontologia do Brasil, e a única que se equiparava ao terceiro escalão das faculdades odontologias americanas.

Após o meu doutoramento na FOB/USP, percebendo que o meu atrito com a "mamata" do serviço público brasileiro, particularmente, com a porca mamata da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), se acentuava, na tentativa, de contornar essa situação, tentei transferir-me para outras universidades brasileiras, que foram negadas, com a justificativa de que era necessário "concurso público". Na mesma época o ex-reitor Odilon do Canto transferiu uma parente que havia transferido-se de Santa Maria, para o Rio de Janeiro, lá permanecido algum tempo, e que desejava retornar a Santa Maria. Aqui vale o ditado, que é regra na porca administração da UFSM: "aos amigos do rei, tudo é possível e permitido; aos demais aplica-se a imbecil e estúpida legislação brasileira, que possibilita que qualquer julgamento realizado por juízes ingressos no judiciário mediante concursos fraudulentos e manipulados em suas decisões pelos lados opostos atuantes durante o regime ditatorial de 1964 tenha amparo legal". 

Com a minha titulação, já prevendo o resultado de tais concursos, tão-somente [por desencargo de consciência, na tentativa de solucionar o problema administrativo que se agravava], submeti-me; não deu outra, deu de tudo para bloquear o meu retorno ao serviço público, desde aprovação em primeiro lugar de candidata que a logrou de forma ilícita, "colando" na prova teórica, em concurso realizado para professor do porca disciplina de patologia da porca Univesidade Federal de Pelotas (UFPel), até a composição de bancas examinadoras constituídas por docentes com titulação inferior a minha, bem como de outras áreas de concentração, tal como no recente concurso na porca disciplina de patologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em que duas docentes da porca banca examinadora possuíam áreas de concentração em odontopediatria e radiologia.

Nesse momento, confirmei a afirmação do livro "Professores para que?", Georges Gudsdorf, no capítulo VI, Patologia da mestria, Martins Fontes, p. 103-119, 1987, de que "o ingresso no meio acadêmico como professor, não raramente, é decidido por uma maioria de incompetentes, sem conhecimento aprofundado da área objeto do concurso". 


Considero também de uma imbecilidade completa o atual processo de seleção do vestibular e PEIS da UFSM, que atribui pessos iguais a todas disciplinas, condicionando a aprovação a um bom desempenho em disciplinas que tem pouca relação com a área objeto do concurso.  É óbvio que para um estudante de odontologia, o conhecimento em química e biologia é muito mais importante do que o conhecimento em literatura ou línguas, assim como o contrário é verdadeiro para um estudante de letras.

O que esses imbecis fazem é basear todo o processo de seleção na busca das pseudo-exceções, quando, atualmente, sabe-se que esse processo somente funciona, nas raras situações em que o mercado de trabalho exige flexibilidade.

Na quase totalidade das situações exige o conhecimento de especialistas ou a reunião desses, explicando, também, o aumento crescende de reprovações nos cursos de graduação da UFSM, desde que esse parâmetro de avaliação foi instituído, porquanto é difícil aprovar em cálculo, um aluno de engenharia, aprovado no vestibular com um fraco desempenho em física e matemática. Ora, é muito mais provável vir a surgir um outro Einsten ou Freud do que um Goethe.

Além do que, esse conhecimento geral não é requerido de todos os profissionais, podendo ser ministrado, quando requerido, na pós-graduação. Volto a repetir é imbecilidade fazer-se isso no vestibular, pois atrasa-se uma parcela considerável de candidatos com conhecimento específico e aprofundado da área objeto do concurso, e que provavelmente terão um melhor desempenho nas disciplinas específicas da graduação do que os generalistas.


A propósito disso, para testar o nível de aprendizado de diagnóstico oral ministrado na Faculdade de Odontologia da UFSM, avaliado pelo MEC como "A", questionei os alunos dos diferentes semestres, se já haviam diagnosticados ou visto algum caso de pigmentação por tetraciclina. Por incrível que possa parecer todos responderam que somente em "slide". Diante da resposta, eu sorria e voltava a perguntar: "você tem certeza que nunca viu?". É triste! Mas eles respondiam-me que não. Conceito "A", só mesmo com a corporativa e fraudulenta avaliação do MEC. Essa, até se vocês perguntarem para alguns dos meus ex-colegas do Instituto Goethe, eles acertariam.


A propósito do PEIS I - que contou com a participação de minha filha no certame -, causou-me estranheza  ter sido marcado para o dia da decisão do campeonato mundial de clubes, vencido pelo Esporte Clube Internacional de Porto Alegre.

Além de ter sido completamente esdrúxulo, os candidatos terem sido submetidos a testes de conhecimentos sob o barulho infernal de buzinas de automóveis (Buzinaço), nas proximidades do local da prova, considerando que há estudos - nessa porca instituição -, confirmando a interferência do barulhho no desempenho dos candidatos.

Mais que isso, não ter sido transferida a data do certame, após a confirmação do internacional na decisão, com três dia de antecedência, porquanto as provas ocorrem nas localidades em que os alunos residem. Realmente, olho com suspeita de "fraude" essa atitude da COPERVES/UFSM.

"Estranhamente", a exemplo do que ocorreu nas proximidades dos locais das provas em que prestava concursos públicos, nas proximidades da escola one minha fílha prestava o PEIS I, mesmo antes do buzinaço, havia um carro com o som a todo volume escutando música gauchesca. Só no Brasil esse tipo de "coisa" para não falar em fraude pode acontecer.

Além do que, a isonomia do certame (PEIS I) foi maculada, uma vez que candidatos de outros estados não foram submetidos a esse tipo de "stress" durante as provas, ou se foram, foi em nível bem menos acentuado.

ISSO, sem mencionar a possibilidade de "cola", que, com toda aquela barulheira, deve ter sido exacerbada. Não deu outra, alunos considerados exceções baixaram o seu desempenho, enquanto outros, considerados medíocres, "gabaritaram" a prova. 


Estranho nisso tudo é que essa situação, complemente esdrúxula, passou despercebida pelo órgão que deveria denunciá-la (MPF), considerando ser o vestibular-PEIS concursos públicos. Talvez isso tenha ocorrido porque os seus membros, ex-alunos de procuradores-professores do curso de direito da UFSM, também juízes aposentados, mantêm, com esses, estreitas relações de amizade, somente denunciando o que vem ao encontro de seus interesses; ou seja, o que não conflita com os seus interesses de ministrar aulas nessas instituições, aumentando o seu já "gordo" salário.

A propósito disso, tratamento semelhante deve ter sido dispensado as denuncias de alunos do curso de direito da UFSM/2002, de que professores desse curso, somente comparecem para assinar o ponto, logo em seguida, durante o expediente normal - que deveria ter sido de trablaho -, afastam-se da instituição (UFSM) para ministrar aulas nas universidades particulares.

Ou, a denuncia da analista processual do Insituto de Pesquisas Espaciais do IMPE-UFSM, denunciando, na época, perseguição no local de trabalho, por parte da chefia imediata (o número das denuncias encontra no protocolo do MPF-SM).

Não somente por confirmar o que há muito tempo venho afirmando a respeito do serviço público brasileiro, partculamente da UFSM, parabenizo a atitude corajosa de ambos, que, se foram escamoteadas por quem deveria levar adiante, pelo menos, contribuo tornando-as públicas. Sei até o que eles alegam para não as levar adiante, particularmente, às direcionadas às forças armadas brasileira.

Vejam a diferença de tratamento: logo após concluir o meu doutoramento na Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP); enquanto aguardava a solução  administrativa para o impace existente com a porca administração central da época (Odilon Marcuzzo do Canto, atual diretor da FINEP e um dos pais da Unitrabalho, envolvida no desvio irregular de verbas públicas e formação de quadrilha e caixa dois.), por ter tido o meu ingresso bloqueado nos vários departamentos excessivamente didáticos da UFSM, após assinar o ponto, afastáva-me para uma das duas bibliotecas existentes na Instituição, recebendo por isso falta não justificadas, tão-somente, porque não compactuava com a "mamata" do serviço público brasileiro existente nessa porca instituição.

Também afirmei que se fosse feita uma rigorosa auditoria nessas três instituições talvez fosse constatado alguma transferência irregular de verbas, sem licitação, tal como tem sido praticado na FATEC/UFSM. Não deu outra, acertei de novo, novamente uma investigação identificou a porca FATEC/UFSM envolvida em repasse e gasto irregular de verbas públicas (diárias, viajens, vinhos, hotéis...).

Apropósito disso, nos 15 anos em que estive ligado a essa instituição, como o meu atrito com o meio acadêmico da porca UFSM se agravava, percebendo que seria vítima de um processo administrativo fraudulento, como fui, solicitei, para tratar da minha transferência para a porca UniversidadeFederal do Rio Grande do Sul (UFRGS), uma diária e as passagens de ônibus para Porto Alegre. Evidentemente foram negadas com a justificativa de que estava tratando de assuntos particulares. Pareceu-me uma justificativa descabida, porquanto esse tipo de auxílio é previsto no RJU. Mas como, na época não necessitava do auxílio, somente requisitando para testar procedimento administrativo. Para tratar de uma transferência de funcionário entre instituições - que na minha óptica - envolvia interesse público foi negado, enquanto que para "pacotes turísticos" foi concedida. Essas são as nossas instituições públicas, que bem retratam a grande, porca e viciada MAMATA que é o Brasil e as sua instiuições públicas. Se isso acontece aqui, em um estado que se assemelha ao primeiro mundo, imaginem o que não ocorre em outras universidades públicas localizadas em estados menos desenvolvidos.

Qual foi minha surpresa ao constatar que o dinherio repassado pelo MEC, que deveria ter sido empregado no desenvolvimento de um "sofware", foi gasto em orgias (festas, viajens, vinhos, presentes para os colegas e colegas, companheiros e copanheiras, ordinários e ordinárias...) envolvendo funcionários da administração em que o atual reitor, vice-reitor da época; cargo diretamente relacionado ao controle do setor administrativo envolvido nessas irregularidades (publicado no Diário de Santa Maria, 02/07/2007). 

Parece que o crime organizado brasileiro tem particular afeição pelas instituições dirigidas pelo Professor Odilon, porquanto, em sua administração como ex-reitor, há como antecedente, o funcionamento de uma quadrilha de contrabandistas de automóveis de luxo, que operava nos estacionamentos da porca UFSM.

Não é por acaso que o Professor Canto, recebeu de mim a alcunha de "O paladino do saneamento"; as instituições por ele dirigidas, de fato, são saneadas, não por ele, mas pelas instituições de combate ao crime organizado, que identificam irregularidade em suas operações. Contra elas, é mais difícil fraudar processos administrativos, mesmo contando com a colaboração experiente de ex-procuradores gerais das universidades, também ex-juízes aposentados, atuantes no período ditatorial, onde essa prática era comum.

Além do que, durante a sua administração como reitor da UFSM ocorreram transferências de parentes de outras universidades, bem como concursos públicos, também, envolvendo parentes do ex-reitor, cujas operações foram consideradas, no mínimo, suspeitas.


Quando se planeja fazer alguma coisa, deve-se pensar em todos os detalhes. Tanto em relação a esse detalhe (premeditada falta de previsão do buizinaço durante o PEIS I) quanto nos detalhes de elaboração de algumas do PEIS I/2007, a COPERVS/UFSM foi omissa, tal como nos quadros 1 e 2 da prova de português, cujas letras estão com formato/tamanho que dificultam a leitura/ou interpretação, particularmente, para candidatos submetidos ao "stress" da prova e com um nível de adrenalina elevado. Acredito que grande parte dos candidatos tiveram dificuldade para ajustar a distância focal de modo a conseguir ler as legendas desses quadros.

Bem! Mas isso são detalhes, o fato é que não concordo com a resposta considerada correta para a questão 3 da prova de português, alternativa "D".

Questão 3, Prova I (PEIS I/2007) - portugês

Texto:

RADICCI "...foi uma criação baseada na observação de colegas, que também eram da gringolândia....O personagem é gritão, tem sotaque, não gosta de tomar banho, bebe vinho, adora dormir até tarde, vive em pé de guerra com a mulher Genoveva e com o filho Guilhermino e torce pelo Caxias. RADICCI significa raízes...".

Leitura das entrelinha 1:

Non falei ia acabar em pizza! Aqui non è Brasilia, Negron! ou tá limpo ou vai pra cassaçon!

Leitura das entrelinha 1:

Tá fazendo? Meditando. Te mexe porco zio! Qué moleza vai pra CBF! Lugar de molóide é lá. Estilo FELIPON!  

A leitura das entrelinhas 1e 2 e do texto que as acompanha NÃO permite concluir:

(A) Personifica uma etnia (permite concluir)

(B) Tem uma existência de mais de duas décadas (permite concluir)

(C) Se ajusta a caracterização do anti-heroi (permite concluir)

(D) Ignora uma caracterização mais ampla do que a da gringolândia (não permite concluir) considerada correta

(E) Se coloca numa relação de antagonismo com a mulher e o filho.

 

Comentário

Quem conhece os hábitos dos familiares de descendentes italianos, em que o personagem foi inspirado, sabe que as falas das mulheres italianas não permite concluir ou caracterizar RADICCI como anti-heroi, pois o quadro retratado é característico de algumas famílias. Acredito que a quase totalidade dos decendentes de italianos responderiam como correta a alternativa "C" como, de fato, é a correta. Muito menos o estilo "FELIPON" ou melhor dizendo o estilo "FELIPÃO", ou dizendo melhor heroico ou "GUERREIRO" poderia conseguir que um time medíocre como do Brasil da época fosse campeão mundial.

Além do que, é pemitido concluir que tanto o texto como as entrelinhas 1 e 2 ignora uma caracterização mais amplo do que a da "gringolândia", ou dizendo melhor, da vastidão do universo cultural dos descendentes de italianos no Rio Grande do Sul, porquanto o autor ao definir o personagem como RADICCI, que signica RAÍZ ou origem, caracterizando a sua origem italiana. Não me parece lógico concluir que essa caracterização se enquadre ao perfil do anti-herói.

Vale lembrar que na edução de determinados tipos de crianças e adolescentes - em determinadas situações -, o estilo "FELIPÃO" é a adequada terapia.

Questão com o gabarito oficial errado "D". Alternativa correta letra "C".


Questão 23, Prova I (PEIS I/2007) - inglês

Outdors

Abicycle built for mountains

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Strumpjumper FSR Has 13cm of cushioning to soak up the bumps ($2,800; specialized.com)

Levando em conta as afirmaç~eoes contidas no texto, assinale quais são verdadeiras (V) ou (F)

(V) Aleveza das bicicletas ocorre graças à qualidade da combinação de metais

(F) A bicicleta para senhoras é a única que oferece capacete como acessório

(V) O estofamento reduz os solavancos

(F) As bicicletas foram adaptadas para pacientes com necessidades especiais

(F) As três bicicletas foram projetadas para o cicloturismo urbano

a) V-V-F-F-F

b) F-F-V-V-V

c) V-F-V-FF (considerada correta)

d) F-V-V-F-V

e) V-V-F-V-F

Comentário

Discordo de que a alternativa "C", considerada correta pela COPERVS/UFSM, porquanto o que reduz os solavancos "é o centro de gravidade mais baixo" L. 11.

A afirmação considerada correta é tão-absurda, tal como afirmar que o que reduz os solavancos em um carro de fórmula 1 é o do estofamento banco ou das luvas do motorista. Parece que faltou conhecimento de física para o elaborador do gabarito oficial, para não dizer que, tal erro ou ambigüidade, foi manipulação.

A despeito de ser um especialista em equitação, não sou em "bikes", contudo, volto a repetir, quando se é pago para fazer alguma coisa, deve-se pensar em todos os detalher e fazer-se da melhor forma possível; assim sendo, parece-me que a COPERVS/UFSM foi omissa com relação ao modelo da Juliana RXC, que, aparentemente, não corresponte ao modelo feminino, visto que não possui o "GUIDON" curvo, característico desse modelo

Gabarito oficial errado "C". Para essa questão não há alternativa correta.


O porco serviço público brasileiro, particularmente, a porca mamata das universidades públicas brasileiras, especificamente da porca Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) temem tanto o ingresso de alguém que possa vir a respresentar um perigo ao término dessa mamata, que a simples titulação obtida por aqueles que não compactuam com ela, é motivo para se voltarem contra eles todas as porcas correntes dessa instituição, boicotando ou bloqueando o ingresso no serviço público de quem dele não participa, ou como no meu caso, mediante processo administrativo fraudulento, afastando-me do serviço público.

A coisa "fede" mais porque os órgãos encarregados de corrigir essas fraudes, Ministério Público e Justiça Federal têm entre os seus membros, professores dessas instituições, ou pretendentes ao cargo de professor, mantendo estreitas relações de amizade com professores universitários, ex-integrantes dessas instituições, também, ex-juízes ou ex-procuradores aposentados; ou são ex-alunos desses, tal como no processo administrativo em que fui submetido pela porca Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), já triplamente prescrito (antigo regime único dos servidores públicos, atual regime jurídico único, e código processual penal), em que um PORCO ex-procurador, ex-delegado da porca polícia civil brasileira, atualmente, trabalhando em Porto Alegre, acovardou-se em reconhecer que o processo já estava prescrito (precrição tripla de leis: antigo regime dos servidores públicos da união; atual regime jurídico único dos servidores públicos e código processual penal), considerando ter sido impetrado quase sete anos (1997) após a porca UFSM ter tomado conhecimento (1991) do fato considerado por ela irregular (Doutoramento na FOB/USP) - pois implicaria no minha reintegração imediata ao serviço público -, adotando a posição política de arquivamento, favorecendo essa porca instituição (vide documentação).

 

O Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos da União é claro e arrematador, em relação ao prazo prescricional para infrações puniveis com a pena de demissão (abandono de cargo): "o prazo prescricional passa a contar no momento em que o fato considerado ilegal (curso de doutoramento na FOB/USP) se tornou conhecido pela autoridade competente"; ou seja, em 1991. Para interromper o prazo a UFSM deveria ter nomeado comissão de sindicância e instaurado processo administrativo disciplinar 31 dias após as alegadas faltas não justificadas (início do curso de doutoramento - fevereiro de 1992) , ou a qualquer tempo entre (04.11.1992 a 04.11.1996). Isso se não for considerada a retroatividade da lei (Antigo Regime Jurídico Único dos Servidores públicos (04.11.1991 a 04.11.1995), ou o Códico Processual Penal, que prevê para essa suposta infrção prescrição em 1 ano. Mas, a UFSM nomeou comissão de Sindicância (julho 1997) e Instaurou Processo Administrativo Disciplinar em setembro de 1997.

Estranhamente esse lapso temporal passou despercebido pelos juízes que atuaram no processo (Hermes e Unfer), evidentemente, favorecendo a UFSM.

Pior que isso, quando solicitei a minha re-integração ao serviço público brasileiro (proc.98.11.000410-2, Justiça Federal da 2a. Vara de Santa Maria, RS, Brasil), mediante petição de tutela antecipada, o julgamento foi feito por um filho de ex-docente (JF HERMES SEDLER DA CONCEIÇÂO JÙNIO), pretendente ao cargo de professor na porca Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e particular amigo de membros da procuradoria jurídica dessa porca instituição, tal como o juiz aposentado Lugo; com a imbecil e porca justificativa  (documento abaixo) de que não vislumbrava (parece que os porcos gostam dessa impropriedade vernacular) como a minha demissão, e conseqüente corte de meu salário, que recebia da porca Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), como poderia comprometer a minha subsistência e de minha família. Não quero julgar toda uma classe por somente um parecer porco emitido por um imbecil, confirmando o que as entidades internacionais afirmam a respeito do sistema processual brasileiro: é fraudado desde a instauração, sendo julgados por juízes porcos e corruptos ingressos na magistratura por concursos públicos fraudulentos e manipulados em suas decisões pelos lados opostos atuantes durante o regime ditatorial.

A propósito desse juiz coloco sob suspeita qualquer dos seus julgamentos envolvendo universidades brasileiras, particularmente, julgamentos envolvendo UFSM ou UNIFRA. Se bem que, mesmo não julgando, atua como procurador dessas instituições no âmbito da JF.   

Ou seja, a exemplo do caso dos bingos, ocorre uma troca de pareceres e sentenças favoráveis às universidades pelo cargo de professor. Se compararmos o salário pagos por anos a esses fraudadores, o dinheiro recebido é mais volumoso do que o  pago pelos bingos.

Se alguém duvida do que afirmo, é fácil contestar-me, basta que se compute o número de sentenças favoráveis ou contrárias às universidades, expedidas pelos atuais juízes-professores, antes do ingresso ou contratação pelas universidades, e aplicar teste estatístico. Contudo, tenho quase que certeza de que as sentenças dos atuais juízes-professores, ou os pareceres dos procuradores-professores, foram em mais de 50% favoráveis às universidades.   

Mas é isso aí. O que fazer também diante de um judiciário incompetente e ineficiente, constituído por juízes e membros ingressos, em sua grande maioria, por concursos públicos fraudulentos, organizados na época da reforma do judiciário, promovida pela ditadura militar, ou no início do período de transição, na tentativa da preservação da "mamata" por ela formada; atualmente, manipulados em suas decisões pelos lados opostos atuantes durante o regime ditatorial implantado em 1964 e dado seqüência nos sucessivos governos? Mas


Hi! 

Prezados Colegas!

Atualmente,  o ensino da língua portuguesa no Brasil encontra-se bipartido entre um grupo de professores que obedecem à rédea da gramática tradicional, e o que obedece à rédea ideológica do Professor Celso Pedro Luft - que, em muitos pontos, contesta o ensino tradicional. 

Se por um lado, essa discordância é salutar e enriquecedora, tornando-o mais dinâmico. Por outro, eles (os pontos discordantes), bem como os que apresentam mais de uma solução têm sido utilizados pelos núcleos de concursos das universidades públicas brasileiras para manipular, ou fraudar os atuais concursos públicos e vestibulares. 

Cito como exemplo, o recente concurso para o ingresso no Ministério Público da União (MPU/2004) - que para o cargo de analista em odontologia foi fraudado -, e manipulado pela ESAF/UFRJ; apresentando questões, na grande maioria das questões, com duas respostas conflitantes, que poderiam ser consideradas corretas ou incorretas, segundo a filosofia acadêmica de qualquer um dos grupos discordantes.

Portanto, sempre que a sua resposta for considerada incorreta pela banca examinadora, mas coincidir com a óptica acadêmica de um desses grupos, há que contestar para não deixar manipular, ou fraudar com o emprego da ambigüidade, ou com o dos pontos discordantes. 

Antônio Schütz                                                      [More about the theme]


Prezados colegas que se submeteram ao concurso público da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, elaborado pela Fundação Universidade do Rio Grande do Sul (FAURGS):

A despeito de somente ter passado, rapidamente, os olhos pela prova, identifiquei, como de costume, nos concursos públicos brasileiros, questões com dupla resposta corretas, quando era exigida somente uma, ou sem alternativa correta; particularmente, na prova de conhecimentos específicos. Cito como exemplo a questão 46, onde podemos constatar, pelo menos, que três alternativas podem ser consideradas como matérias de não competência legislativa privativa da união; isso, também, sem considerarmos o parágrafo único do art. 22.

Quanto à prova de português, a despeito de estar bem elaborada, identifiquei, também, duas ou três questões com aqueles traços, sugerindo manipulação dos resultados - pelo naquelas questões. Apenas a questão 30 fugiu ao padrão bem-elaborado da prova, visto que foi de uma imbecilidade total, considerando que o critério "mais adequado" para o título de um texto, é algo pessoal, que não pode ser padronizado nem aferido de maneira acurada em um prova. [leia mais sobre as questões que discordo do gabarito oficial]

Ora, se o examinador requer a identificação do título mais adequado, significa que mais de um são adequados. Logo, o mais adequado para mim pode não ser o mais adequado para o examinador, mas ser mais adequado para o autor do texto, considerando que a identificação do título "mais adequado" a um texto é um parâmetro de avaliação meramente subjetivo, para não dizer "manipulativo", ou fraudulento

Não faria essa crítica se o erudito examinador da FAURGS estipulasse a identificação do título correto, mencionado pelo autor do texto, entre outros quatro incorretos. Não me levem a mal, mas aqui é o país do "carnival".

Considerando que havia quase 600 candidatos por vaga, a simples manipulação dos recursos será suficiente para a FAURGS aprovar quem desejar.

Em ambas as provas cabem recursos. Após a divulgação do gabarito oficial teceremos maiores comentários. 


 (FUNEC) � Assinale a alternativa que completa corretamente a frase:
.................................. as mudanças exigidas pelo diretor, ..................... a surgir os primeiros resultados no ensino.
a) Efetivadas, começaram; (
considerada correta pela FUNEC)
b) Efetivado, começaram;
c) Efetivadas, começou; (
considerada errada pela FUNEC)
d) Efetivado, começou;
e) Efetivada, começaram.

 Comentário

O gabarito oficial divulgado para essa questão foi �a�; ou seja, foi considerado como sujeito �os primeiros resultados�. Entretanto, é um engano, senão vejamos:

 �Efetivadas as mudanças exigidas pelo diretor, começaram os primeiros resultados no ensino.� 

De fato, o que começaram foram "os primeiros resultados" (sujeito)

Porém na frase elaborada pela FUNEC: 

Efetivadas as mudanças exigidas pelo diretor, começou a surgir os primeiros resultados no ensino�

O que começou foi �a surgir...�; assim, o sujeito tem por núcleo um infinitivo, portanto, o verbo que a ele se refere deve permanecer no singular (começou). 

Gabarito oficial errado. Alternativa correta: �c�. 


(PUC) Convém que se levantem os problemas, que se reflita sobre os assuntos e não se tomem medidas apressadas.

Substituindo-se os verbos sublinhados respectivamente por "falar", "avaliar" e "pensar", obtém-se a construção correta

a)Convém que se fale dos problemas, que se avaliem os assuntos e não se pense em medidas apressadas. (considerada correta pela PUC)
b)Convém que se falem dos problemas, que se avaliem os assuntos e não se pensem em medidas apressadas. (
considerada incorreta pela PUC)
c)Convém que se fale dos problemas, que se avalie os assuntos e não se pense em medidas apressadas.
d)Convém que se falem dos problemas, que se avalie os assuntos e não se pensem em medidas apressadas.
e) Convém que se fale dos problemas, que se avalie os assuntos e não se pensem em medidas apressadas.
 

Comentário

Essa questão é da Pontifícia Universidade Católica (desconheço a unidade) � considerada melhor universidade particular -, e, reunindo todas as suas unidades, a maior universidade do Brasil; que, se por um lado apresenta melhor infra-estrutura acadêmica e administrativa, comparativamente às universidades pública federais; por outro, apresenta os mesmos �vícios"- com relação à formação do seu corpo docente-, constituído, em grande parte, por docentes aposentados daquelas universidades, ou nelas ainda ministram aulas, transferindo para as particulares os �vícios� adquiridos durante os anos de convivência no �ghetto� departamental público, implantado pelos milicos safados da ditadura militar, manipulados pelos retardados da CIA; que, conjuntamente com os atuais detentores do poder político brasileiro, são os principais responsáveis pela grande "MAMATA" que é o Brasil, como país.  

A primeira crítica que faço ao erudito elaborador dessa questão é com relação à preposição usada após o verbo �falar�. No sentido empregado: �falar a respeito de�, o verbo �falar� deve ser usado com a preposição �sobre�, pois ou �se fala a respeito dos problemas a alguém� ou �se fala sobre os problemas�, mas �não se fala dos problemas a alguém� ou �dos problemas�.

Na frase em tela, o erudito examinador confundiu o objeto indireto com o complemento nominal de "a respeito", que se encontra omisso na voz passiva sintética ou pronominal. O verbo falar é transitivo direto de coisa e indireto de pessoa. Logo, �dos problemas� não é objeto indireto do verbo �falar�, mas, sim, complemento nominal de �a respeito�, que se encontra elíptico ou implícito.

Como o verbo falar foi empregado como transitivo direto e indireto, deveria ter sido apassivado (empregado no plural, concordando com o sujeito paciente = os problemas). Vale lembrar que, nessa frase, o �se� equivale ao verbo �ser�; sendo possível a construção passiva analítica, pois "Convém que os problemas (SP) sejam falados pelo proponente (AP) (SA)".

SP= sujeito paciente

AP= Agente da passiva (omisso na passiva sintética ou pronominal)

SA= Sujeito da ativa

Na frase em tela, não me parece correto, a concordância do verbo com o agente da passiva, ou o emprego da 3a. pessoa do singular com verbos bitransitivos.  

Ademais, parece-me - salvo melhor juízo -, que o examinador quis ressaltar mais quem sofre a ação verbal do que quem pratica a ação. 

Outrossim, discordo do emprego do verbo �pensar�na 3a pessoa do singular, porque foi usado com o sentido de �cogitar�, "refletir" ou �raciocinar�; ou seja - como intransitivo -, devendo, pois, ser empregado no plural. Além disso, o �se� pode ser retirado da frase sem comprometimento da semântica, o que sugere não se tratar de símbolo de indeterminação do sujeito, mas, sim, partícula de realce.

O emprego de "pensem" concordando com "medidas apressadas" também é pertinente, pois é admissível o uso da voz passiva, quando o verbo assume significação diferente, de acordo com o seu regime, tal como ocorre com o verbo "pensar" empregado como verbo intransitivo. 

Resposta correta letra "b".


(Univ. Fed. BA) - Toda a verdade dos fatos ........., ainda que ........ as revelações.

a) será apurado - doa.
b) serão apurados - doa.
c) será apurada - doam. (considerada correta pela UFB)
d) será apurado - doa.
e) serão apurada - doam. (
considerada
incorreta UFB)

Comentário

A resposta considerada correta pela UFB (letra �c�), à luz do prisma da gramática tradicional (concordância do verbo ser com o sujeito) não é freqüente, mas não está incorreta. O mais comum é a concordância do verbo " ser" com o predicativo, quando o sujeito é representado por uma expressão neutra ou indeterminada, tal como é "toda a verdade". 

Vale lembrar que a lacuna poderia estar deslocada, sem prejuízo da semântica: "Toda a verdade ............ dos fatos, ainda que ........ as revelações" ou ".......... toda a verdade dos fatos, ainda que .........as revelações".  

Toda a verdade = sujeito 

dos fatos = predicativo 

 

Locução verbal (verbo auxiliar = SER + verbo principal no particípio = APURAR)

Verbo principal no particípio = APURADA (concorda com o sujeito = Toda a verdade)

Verbo auxiliar = SER 

- Pode concordar com o sujeito = Toda a verdade (será = muito rara, mas não incorreta)

- Pode concordar com o predicativo = dos fatos (serão = correta)

Entretanto, discordo que a letra �e� esteja incorreta, pois se trata de uma locução verbal (verbo auxiliar= "ser" e verbo principal = "apurar", no particípio), em que este permanece invariável, ou concordando com o substantivo a que se refere, enquanto aquele pode concordar com a idéia de conjunto do sujeito (toda a verdade), ou com o predicativo (dos fatos)  

Conseqüentemente, o verbo "ser" pode ser empregado tanto no singular (será) quanto no plural (serão), conforme se queira destacar a idéia da �verdade� ou realçar a ação dos �fatos�, respectivamente. Também, não me parece incorreta as seguintes construções: Toda a verdade serão dos fatos apurada ou.Serão dos fatos apurada toda a verdade.

Na minha opinião, essa questão, por apresentar duas respostas que poderiam ter sido consideradas corretas, bem como pelo fato de que poderia ter sido empregado o particípio invariável, todas as alternativas estariam incorretas. Logo, deveria, também, ter sido anulada.  

Mas isso é compreensível em Salvador, BA; 

Isso são culpas da comida temperada (vatapá e acarajé), da batucada irritante e da insolação, que, em conjunto, causa embromação.  

E como ENSINA O PROFESSOR DO SAMBA: 

"Isso é coisas de quem não gosta de samba, que sujeito bom não é; ou é duende da cabeça ou doente do pé."

Resposta correta letra "e".  


 (UFSM/COPERVS) Peço-te só uma coisa:  _________  de mim.

 (a) lembre-te

 (b) lembra-te (considerada correta pela UFSM/COPERVS)

 (c) lembre-se (considera da errada pela UFSM/COPERVS)

 (d) lembras-te (considerada errada pela UFSM/COPERVS)

 (e) lembra-se (considerada errada pela UFSM/COPERVS)

Comentário  

Não sei o ano em que essa questão foi elaborada, mas, conhecendo os professores da UFSM, acredito que tenha     sido elaborada pela nova geração de professores dessa instituição.

A primeira crítica que faço à elaboração dessa questão é com relação à sua estrutura, que foge tanto ao padrão da norma culta da língua portuguesa como da linguagem falada e escrita no Brasil, visto que utiliza a palavra �coisa�, característica daquela e a ênclise, característica desta, além de estar prolixa e ambígua; considerando que poderia ter sido redigida de uma forma bem mais concisa, tal como: �Peço-te: lembras de mim�, Peço-te: lembres de mim", "Peço-te: lembrar-te-ias de mim. Peço-te: (que) (te) lembres de mim� ou "Lembras de mim, peço-te" ou " (Que) (tu) (te) Lembres de mim, peço-te".

Se por um lado, a ênclise é característica da linguagem falada em Portugal; no Brasil, é característica a próclise. Mesmo assim, como não sou professor de português, estou em dúvida com relação à correção gramatical da frase elaborada pela UFSM/COPERVS e de sua resposta "b", porque para essa construção ser aceita (imperativo) o verbo pedir deve ser empregado com o sentido de "exigir", que, salvo melhor juízo, não é condizente com a ação de "lembrar de alguém". Parece-me, que na frase em tela, o verbo pedir foi usado com o sentido de "suplicar", senão vejamos outras particularidades:  

Lembre-se, que tu podes usar o imperativo para �pedir (exigir) a alguém lembrar de pagar a conta que deve�; mas, lembra-te, que você não pode �pedir (exigir) a alguém lembrar de mim ou de si; ou se pode, semanticamente, nessa situação, o uso do imperativo parece uma contradição.  

Ademais, essa frase poderia ser dirigida a um Juiz Federal (Vossa Excelência - 2a. pessoa):  Peço a Vossa Excelência (segunda pessoa) só uma coisa: lembre-se ou lembra-se (terceira pessoa) de mim. Tal como na frase elaborada pela UFSM/COPERVS o leitor pode escolher qual o tempo verbal empregaria, pois as formas verbais tanto no imperativo quanto nos presentes do indicativo e do subjuntivo são iguais. 

Ou como no caso de dois Juízes Federais conversando: "Peço-te só uma coisa: lembra-se ou lembre-se de mim", visto que poderia ser usado o tratamento informal entre eles (te), ou o formal (Vossa Excelência). A exemplo da situação apresentada pela UFSM/COPERVS, penso, que, nesta outra situação, também, não seria cabível o imperativo, considerando-se tratar de conversações - salvo melhor juízo.

O verbo lembrar é um verbo regular de primeira conjugação terminado em �AR�, que se caracteriza pela desinência número-pessoal �S�, na segunda pessoa do singular, tanto no presente do indicativo (lembras) quanto no presente do subjuntivo (lembres). No modo imperativo, emprega-se "lembra", que é formado a partir daquele.

À luz desse prisma, considerando que o verbo da primeira frase �pedir� foi empregado no presente do indicativo �peço-te�, o verbo da segunda frase, também, poderia ter sido usado no presente do indicativo �lembras-te�. Entretanto, poderia, outrossim, ter sido usado o presente do subjuntivo �lembres-te�, pois o que que foi pedido foi: "só uma coisa". 

Assim, não se justificaria o emprego do imperativo na segunda frase, pois ela, tão-somente, complementa o sentido do nome "coisa". 

Portanto, a segunda frase poderia ser redigida tanto no presente do indicativo como no presente do subjuntivo, dependendo do sentido que se quer anunciar o fato de lembrar, como atual (indicativo) ou como uma possibilidade ou desejo (subjuntivo); bem como no futuro. 

Mas, não o imperativo, considerando que um pedido não é uma ordem (ordem e pedido são antônimos); logo, �lembra-te- sob essa óptica -, estaria incorreto; a despeito da gramática clássica ou tradicional admitir o uso do imperativo para expressar um pedido (com o sentido de exigir) - o que me parece uma contradição à luz da semântica moderna -, pois não é possível pedir e ao mesmo tempo ordenar; mas, obedecendo fielmente a esta rédea gramatical "lembre-se" alternativa "c", estaria, igualmente, correta, de acordo com o parâmetro de avaliação utilizado pela UFSM/COPERVS, considerando que o sujeito da segunda oração poderia ser "você" (tratamento informal). 

É opinião corrente, entre a nova geração de gramáticos brasileiros, que a desinência número-pessoal �S� antecedendo o pronome oblíquo �te� não soa bem e costumam omiti-lo, daí a resposta considerada correta pela UFSM/COPERVS. 

Nessa óptica, poder-se-ia empregar, outrossim, �lembre-seou "lembra-se", uma vez que o sujeito da segunda frase poderia ser tu ou você, na dependência do tratamento ser formal ou informal (coloquial), independentemente de ter sido dirigida, na primeira oração, à segunda pessoa (tu).

Portanto, a resposta correta para essa questão é a alternativa �c�, e considerando o critério adotado pela UFSM/COPERVS (uso do imperativo), poder-se-ia, também, considerar corretas mais duas outras alternativas: d� e �e�.  

A alternativa considerada correta pela UFSM/COPERVS "b", penso que está errada, pois o pronome oblíquo "te" não poderia ser usado com o sujeito você (3a. pessoa do indicativo), nesse caso a alternativa correta seria a letra "e", "lembra-se" e não "lembra-te". 

Assim sendo, essa questão pela ambigüidade da sua formulação, bem como pela contradição envolvendo a resposta considerada correta pela UFSM/COPERVS, deveria ter sido anulada, mas acredito que não foi; certamente, foi, isto sim, responsável pela classificação [possivelmente de parentes e filhos de amigos de professores e ex-professores, bem como de funcionários e ex-funcionários do alto escalão administrativo dessa universidade] e desclassificação de muitos. 

Esse é o tipo de questão em que a banca examinadora poderia encontrar justificativas para considerar corretas qualquer uma das três outras alternativas possíveis (c�, �d� e �e); dependendo de como desejasse expressar o fato de "lembrar", visto que o fato de "pedir" se refere à: "só uma coisa".  

Assim, a "coisa", ou melhor dizendo, o pedido ou o desejo dela (a coisa) ser lembrada pode ser feito tanto no presente do indicativo quanto do subjuntivo, bem como vir a ser lembrada no futuro; tudo dependendo de como e quando se quer lembrar da "coisa", ou do interesse em manipular a "coisa", ou dizendo melhor, a resposta considerada correta. 

Nessa questão, a única resposta com erro gramatical é a "a", visto que o sujeito "você" do verbo lembre (3a. pessoa do singular) não pode ser empregado conjuntamente com o pronome "te" de  segunda pessoa.  

Resumindo: O fato de pedir só uma "coisa", empregando a segunda pessoa do singular, na primeira oração, não impediria que a "coisa" seja lembrada na segunda ou terceira pessoas do singular - na segunda oração -, considerando o elemento estrutural característico da linguagem coloquial de Portugal, utilizado pela UFSM/COPERVS. Portanto, como não foi solicitada a marcação da única resposta incorreta "a", mas, sim, da correta; existindo quatro corretas, ou considerando ainda a semântica da situação apresentada pela UFSM/COPERVS (imperativo), somente duas ( "c" e "d"), essa questão deveria ter sido anulada

Considerando, ainda, que a oração que completa o sentido de 'Peço-te só uma coisa", "que te lembres de mim" foi encurtada pelo "dois pontos" (:), ela poderia ter sido assim redigida: "Peço-te só uma coisa; que te lembres de mim", ou Peço-te: lembres-te/lembras-te de mim.

Assim, peço-te que corrijas corretamente e sem fraudar as provas; ou peço-te: corrijas corretamente e sem fraudar as provas; ou peço-te uma só coisa, que tu te lembres de corrigir corretamente e sem fraudar as provas; ou peço-te uma só coisa, lembras de corrigir corretamente e sem fraudar as provas; ou peço-te: lembras-te de corrigir corretamente e sem fraudar as provas; ou peço-te: lembres-te de corrigir corretamente e sem fraudar as provas. 

Ademais, vale lembrar que a frase considerada correta pela UFSM/COPERVS: "Peço-te só uma coisa:   lembra-te  de mim",   macula o padrão da n,orma culta considerando que para o verbo lembrar é admissível duas regências; "lembrar alguém de algo" ou "lembrar algo a alguém". No caso em tela, foi usada a seguinte estrutura: "lembrar alguém de alguém", que, salvo melhor juízo, não é compatível com a norma culta. Confesso que, também, desconheço o emprego de "lembrar a alguém de alguém", como correto.

Certamente, serei contestado com a afirmação de que a estrutura empregada "lembra-te de mim" está gramaticalmente correta, devido, pois, tratar-se de "te" (objeto direto) e "de mim" (objeto indireto). Esse raciocínio utilizado pelo examinador da UFSM/COPERVS está igualmente equivocado, pois a despeito do "te", de fato, ter sido empregado como objeto direto, "de mim" não é objeto indireto, mas, sim, complemento nominal de "algo", ou seja, "lembra-te algo (elíptico) de mim". Assim sendo, esta estrutura também não é admissível. Outrossim, algo semelhante ocorre com a outra construção gramaticalmente correta (lembrar a alguém algo ou algo a alguém), considerando que na frase da UFSM/COPERVS existiriam dois objetos indiretos "te" e "de mim".    

Portanto, além das razões já expostas, as possíveis construções idealizadas pelo nosso ingênuo examinador da UFSM/COPERVS, também, está (silepse) equivocada (Peço-te só uma coisa:  lembra-te  de mim) pelas seguintes razões:

1. "Te" objeto direto e "de mim" objeto indireto: está incorreta porque a regência "lembrar alguém de alguém" não é padrão da norma culta, mas, sim, "lembrar alguém de algo ou alguma coisa". 

2. "Te" objeto indireto e "de mim" objeto indireto: está incorreta porque a regência "lembrar a alguém de alguém" não é possível com o emprego de dois objetos indiretos. 

Em outras palavras, o erudito examinador da UFSM/COPERVS esqueceu-se de mencionar a "coisa para ser lembrada de mim", maculando a norma culta da língua portuguesa.

Bastaria ter sido mencionada a "coisa" para a construção da UFSM/COPERVS estar correta, tal como no seguinte exemplo: "Eu não tenho dinheiro e tu tens. Peço-te só uma coisa: lembra-te de mim". Nesse caso, a "coisa" estaria subentendida ou elíptica (da esmola a mim ou de que sou pobre); ou seja, obedecendo à rédea gramatical de "lembrar alguém de alguma coisa. Porém, o "de mim" continuaria sendo complemento nominal, e não objeto indireto do verbo lembrar, tal como tentou fazer crer o ingênuo examinador da UFSM/COPERVS. Essa extrapolação é impossível de ser feita com a construção idealizada pela UFSM/COPERVS.

Complementando a frase de um ex-professor da UFRGS: "há consultar para contestar"; e assim "há que contestar para não deixar manipular ou fraudar com o emprego da ambigüidade".

Entschuldigung!


Mas, os eruditos professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) não estão sós. Parece que a imbecilidade acadêmica atinge também a considerada "melhor", ou dizendo melhor, menos ruim universidade brasileira (USP), da qual sou ex-aluno, senão vejamos:

Ao ler estas questões e a respostas consideradas incorretas, lembrei de um amigo que em conversa me falou: "você leu a pesquisa que divulgaram? Os próprios autores dos textos questionados no vestibular da USP não acertam mais que 50% das respostas de interpretação de seus textos", a quem, eu respondi: "lógico! os imbecis, ao adaptarem os textos, deturpam o sentido original dado pelos autores".

Porém, refletindo melhor, acredito que outra possível explicação para esse fenômeno resida no fato de que, em decorrência da produção acadêmica brasileira ser meramente repetitiva da produção acadêmica americana [que na sua grande maioria também é uma porcaria], é filosofia reinante na USP desenvolver o senso crítico de seus alunos, de maneira que tentam contestar e dar uma interpretação diferente para quase tudo, até mesmo para alguns fatos incontestáveis, e o que deveria ser contestado passa despercebido ou ignorado.

Eu próprio convivi na FOB/USP - com um dos maiores educadores brasileiros, em minha especialidade, o professor dr. Alberto Consolaro -, exemplo raro de sapiência e erudição dessa nova geração de professores da USP; que, não resta dúvida, futuramente, virá a contestar a si, pois acredito que a mim já deva estar contestando.

Mas, vamos a algumas das questões da USP, das quais ou discordo do gabarito ou que possuem dupla resposta:  


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :  

A crase e os artigos

A crase não deve ser empregada junto a artigos, exceto junto ao artigo "a".

Os artigos (o, a, um, uma e suas flexões) são palavras que determinam um nome; por isso serem chamados de determinantes. Eles podem ser apresentados na forma de contração, sendo a crase uma dessas formas. Isto é, a crase é a contração, numa única palavra, entre o artigo definido feminino "a" e a preposição "a".

Antecedendo um artigo indefinido (um, uma, uns, umas) a crase não é admitida, uma vez que a palavra seguinte à preposição, mesmo que feminina, já está acompanhada de um determinante.

Exemplos:

  1. A homenagem está sendo entregue a a pesquisadora neste momento. [Inadequado]

    A homenagem está sendo entregue à pesquisadora neste momento. [Adequado]

  2. Você pode se dirigir à uma sala ao teu lado esquerdo. [Inadequado]

    Você pode se dirigir a uma sala ao teu lado esquerdo. [Adequado]

Quando o termo "uma" é associada à palavra hora, ele funciona como um numeral e, nesse caso, deve-se empregar a crase.

Exemplos:

  1. Os ingressos esgotaram-se a uma hora do espetáculo. [Inadequado]

    Os ingresso esgotaram-se à uma hora do espetáculo. [Adequado]

Comentário  

Discordo de que a frase: "Você pode se dirigir à uma (primeira) sala ao teu lado esquerdo"é inadequada, visto que a palavra "uma" não é artigo indefinido, mas, sim, um determinante do substantivo "sala", pois poderiam existir mais de uma sala, não sendo possível a pluralização da palavra "uma" (você pode se dirigir a (s) umas (das) salas ao teu lado esquerdo), indicativa de artigo indefinido. Contudo, é possível a seguinte pluralização: "você pode se dirigir a (s) duas (das) salas ao teu lado esquerdo, indicativa que a palavra "uma" é numeral.  

Em outras palavras, posso "dirigir-me às pessoas de um grupo ou à uma pessoa determinada e não a duas". Nesse exemplo, a palavra "uma" é numeral, tal como na expressão"à uma hora", e não artigo indefinido; porquanto significa que estou me dirigindo à uma pessoa determinada, mas não a duas ou ao grupo. Pela mesma razão não cabe crase diante da hora indeterminada: "É possível que, a uma hora desta, vários candidatos já conheçam as questões prova, bem como o gabarito oficial". 

A regra que vale para o substantivo hora pode ser aplicada a qualquer outro substantivo feminino que tenha como antecedente a palavra "uma", elíptica ou não.

Se se tivesse omitido "ao teu lado esquerdo" concordaria que não seria o caso de crase. Contudo, como no excessivamente " crítico" exemplo da USP, a "sala" foi determinada pela locução "ao teu lado esquerdo", conseqüentemente, a palavra "uma" não é artigo indefinido, mas equivale à (uma) locução adverbial. Portanto, a crase é pertinente, assim como no seguinte contexto:

"Os organizadores de concursos públicos, em caso de fraude, deveriam estar sujeitos a uma multa." Nessa frase, a crase não é pertinente, pois o substantivo "multa" está indeterminado, sendo, o termo "uma", um artigo indefinido.

Contudo, nesta outra: "Os organizadores dos concursos públicos brasileiros, em caso de fraude ou erro, deveriam estar sujeitos à uma multa proporcional ao prejuízo causado aos candidatos" o substantivo "multa" está determinado; não sendo, portanto, a palavra "uma" artigo indefinido, e sim parte integrante de uma expressão adverbial, que pode ser omitida, pois refere-se à (uma) quantidade determinada. 

Resumindo: diante da palavra "uma" pode ou não ocorrer crase.  Quando o substantivo a que se refere o termo "uma" não está determinado, não cabe crase; pois se trata de artigo indefinido. Contudo, quando o substantivo é determinado, trata-se de numeral determinante ou de parte integrante de uma locução adverbial (exceto as de instrumento), que, em ambos os casos, pode estar omitida; sendo a crase pertinente. 


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :  

A crase e os numerais

A crase não deve ser empregada junto a numerais cardinais ou ordinais, exceto em casos especiais.

Nas orações em que aparece um termo regido pela preposição "a" acompanhado de numerais, o acento grave indicativo da crase é dispensado.

Exemplos:

  1. Isso tudo foi explicado à três crianças desatentas. [Inadequado]

    Isso tudo foi explicado a três crianças desatentas. [Adequado]

    ..[termo regente: explicar a]

    ..[três: numeral cardinal]

    ..[crianças: palavra feminina plural]

  2. Os informes chegavam à dois lugares distintos. [Inadequado]

    Os informes chegavam a dois lugares distintos. [Adequado]

    ...[termo regente: chegavam a]

    ...[dois: numeral cardinal]

Comentário  

Algumas gramáticas mencionam que não se deve empregar a crase diante de numerais cardinais, tão-somente, quando estes se referem a substantivos não determinados pelo artigo. Ex.: Daqui a duas semanas retornarei ao trabalho (http://www.portugues.com.br/sintaxe/crase.asp).


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :  

A crase e os pronomes relativos

A crase não deve ser empregada junto aos pronomes relativos QUE, QUEM e CUJO(A).

Nas orações em que aparece um termo regido pela preposição "a" acompanhado dos pronomes relativos acima apontados, não se verifica a contração da preposição e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase não é admitido.

Exemplos:

  1. Havia qualquer problema com a tomada à que ligaram o aparelho. [Inadequado]

    Havia qualquer problema com a tomada a que ligaram o aparelho. [Adequado]

    ...[termo regente: ligar a]

    ...[termo regido: (a) tomada]

  2. Era geniosa a funcionária à quem se reportava. [Inadequado]

    Era geniosa a funcionária a quem se reportava. [Adequado]

    ...[termo regente: reportar-se a]

    ...[termo regido: (a) funcionária]

  3. A mulher, à cuja filiação se unira, esgotava-se em lágrimas. [Inadequado]

    A mulher, a cuja filiação se unira, esgotava-se em lágrimas. [Adequado]

    ...[termo regente: unir-se a]

    ...[termo regido: (a) filiação]

Comentário  

Essa afirmação nem sempre é verdadeira, pois em determinadas situações pode ou não ocorrer crase diante de pronomes relativos, tal como na seguinte frase: 

"A prova a que me refiro é à que foi manipulada com os conceitos equivocados elaborados pelos "críticos" da USP."

Quando o pronome relativo puder ser substituído por "ao qual", "aos quais", "as quais", "o qual",  "a qual"  referindo-se a um nome masculino em substituição ao feminino, haverá crase, tal como nos seguinte exemplos: 

"Apesar de não concordar com as tuas explicações, entendi à que te referes."

"A reação que você teve foi análoga à que tive quando li o gabarito manipulado, fraudulento e equivocado" (desculpem o eco)

O Brasil é à terra à que dedico à/a minha particular afeição

"O Brasil é à terra à qual dedico à/a minha particular afeição"

"O Brasil é o país, ao qual dedico a/à minha particular afeição";

ou "Dirigir-me-ei ao Brasil, à terra à qual dedico o meu particular afeto".

A crase da preposição "a" com o pronome demonstrativo "a" ocorrerá sempre antes do pronome relativo que (à que) ou da preposição de (à de). Ex.: Esta não é a pessoa à que me referia. (http://www.portugues.com.br/sintaxe/crase.asp).


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :  

A crase e os nomes próprios

A crase não deve ser empregada junto a nomes próprios.

Os nomes próprios indicam um nome específico, em geral destinado a um ser em particular em oposição a um ser genérico � nome comum (ex: cidade: ser genérico = nome comum; Campo Grande: ser específico = nome próprio).

Os nomes próprios são empregados para designar, entre outros, pessoas (ex.: Maria), lugares (ex.: Brasil), instituições (Senado) e até nomes de santos (ex.: São José).

Quando houver um termo regente da preposição "a" antecedendo um nome próprio do tipo apontado acima o acento grave indicativo do fenômeno da crase não é admitido, exceto se houver alguma relação de proximidade como o mesmo.

Comentário  

Diante de nomes próprios femininos a crase é optativa ou facultativa. Veja o seguinte exemplo: 

" A solteirona pediu a/à Santa Bárbara um casamento feliz". 

"A solteirona pediu ao Santo Antônio um casamento feliz".


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :  

Colocação pronominal: definição

Dá-se o nome de colocação pronominal ao emprego adequado dos pronomes oblíquos átonos.

O emprego desses pronomes é sempre observado em relação ao verbo. Dessa forma, os pronomes oblíquos átonos podem estar nas seguintes posições:

- Ênclise

- Próclise

- Mesóclise

Em geral, a posição mais adequada desses pronomes é a enclítica. Porém, as formas do particípio não admitem ênclise, ou seja, não é possível termos um pronome oblíquo átono após um particípio. Use, neste caso, a próclise.

Exemplo:

  1. Ele tinha dado-me um presente. [Inadequado]

    Ele tinha me dado um presente. [Adequado]

Comentário  

Com relação à afirmação feita pela USP: de que a ênclise de particípio não é admitida, não há contestar. Entretanto, questiono a correção gramatical da frase - por ela-, considerada adequada; devido, pois, não ser possível o emprego do pronome enclítico sem o hífen, a despeito de soar bem e haver a insistência dos modernos gramáticos brasileiros em utilizá-la. 

A propósito disso, reproduzo a frase do nosso saudoso professor de português Celso Pedro Luft: "Se escrevo na base do ouvido, estou sempre ameaçado de escorregar; o jeito é não usar somente a periferia (ouvido), mas também o miolo da cabeça". 


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :  

O pronome e as orações reduzidas de infinitivo

Em geral o pronome reto (eu, tu, ele e etc.) ocupa a posição de sujeito da oração. Essa regra, porém, não se aplica às orações reduzidas de infinitivo, onde o pronome oblíquo átono exerce a função de sujeito.

As orações reduzidas não possuem qualquer conectivo (pronome relativo ou conjunção) ligando-as à oração principal. Por esse motivo preserva-se a possibilidade do emprego do pronome reto apenas na oração principal. Conseqüentemente, o pronome oblíquo átono acumula para si duas funções na oração reduzida: função de sujeito e função de objeto.

  Exemplos:

1.         Eu mandei as crianças sair.

  Eu mandei elas sair. [Inadequado]

  Eu as mandei sair. [Adequado]

...[eu = sujeito da oração principal: "Eu mandei"]

...[as = sujeito de "sair" na oração reduzida; objeto direto de "mandei" na oração principal]

2.     Enfim deixaram eles entrar. [Inadequado]

 Enfim deixaram-nos entrar. [Adequado]

 ...[sujeito indeterminado na oração principal "Enfim deixaram"]

 ...[nos = sujeito de "entrar na oração reduzida; objeto direto de "deixaram" na oração principal]

Comentário

A despeito de atualmente existir um grupo de professores de português que admite a �atração� do pronome pessoal oblíquo pelo reto, questiono-me se em Portugal esse emprego seria considerado correto, pois, até mesmo aqui, acredito que tem sido contestado por um grupo significativo de professores seguidores da gramática tradicional, porquanto, parece-me que os pronomes pessoais do caso reto, ainda, não são elencados pela academia brasileira de letras entre as palavras "atrativas" do pronome pessoal para a posição anterior ao verbo (próclise), apesar da tentativa que tem sido feita neste sentido. 

Entretanto, no caso em tela (1) - a construção, sugerida pela USP -, pode ser considerada correta; não pela explicação dada, mas, sim, pelo fato de a frase ser constituída por uma locução verbal (verbo auxiliar + verbo principal no infinitivo), admitindo tanto a próclise (Eu as mandei sair) e a  ênclise do auxiliar (Eu mandei-as sair), como, também, a ênclise do principal ( Eu mandei saí-las). 

Já, na frase 2, questiono a respeito de sua genuinidade gramatical, visto que há o advérbio "enfim" antecedendo uma locução verbal. Para esses casos, a rédea gramatical aponta para o emprego da próclise do auxiliar (Enfim nos deixaram entrar), ou para a ênclise do infinitivo (Enfim deixaram entrar-nos). 

É importante ressaltar, que sob o aspecto referencial, a relação sujeito-predicado não é rígida, permitindo várias construções sem alteração da semântica; discordo, pois, que o sujeito na oração principal seja indeterminado, e sim, simples elíptico, implícito ou oculto (eles): "(Eles) Enfim nos deixaram entrar" ou "(Eles) Enfim deixaram entrar-nos"

Como na frase em tela, trata-se de uma locução verbal imperfeita (cada verbo apresentando um sujeito), poder-se-ia também considerar o sujeito da principal como oracional, tendo como núcleo um verbo no infinitivo "entrar". Enfim (nos) deixaram entrar-(nos).


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :

Há, ainda, duas particularidades relativas às conjunções "mas" e "pois":

Comentário :

Essa afirmação da USP nem sempre é verdadeira, porque, quando essa conjunção antecede o advérbio �sim�, equivalendo ao �E sim�, o �mas� deve ser colocado entre virgulas, pois o advérbio - nesse caso -, é partícula expletiva. Além do que, quando há intercalação, o "mas" também pode permanecer entre vírgulas.


Afirma a erudita USP (MiniGramática "on-line") :

Dentre as significações que o verbo importar possui, existe aquela que expressa revelar interesse, ter importância. Nesse caso, quando o verbo importar vier acompanhado de uma oração subordinada subjetiva, esse verbo deve se manter na 3ª pessoa do singular.

A oração subordinada subjetiva exerce a função de sujeito, ou seja, apresenta o sujeito em forma de oração. Em geral esse tipo de oração é introduzido pelo pronome relativo (que, quem, por exemplo) que deve estar em concordância com o termo ao qual está ligado.

Exemplos:

  1. Não me importo que eles fujam. [Inadequado]

Não me importa que eles fujam. [Adequado]

Comentário

Percebo muitas semelhanças entre a Minigramática elaborada pela USP, e o revisor ortográfico de português da �Microsoft�. Ambos consideram essa frase inadequada ou incorreta. Estou até meio constrangido em contestar tamanha erudição.

Não sei se por ter relativa dificuldade em lógica matemática, também possuo em relação à lógica gramatical, pois confesso que tive dificuldade, na frase apresentada pela USP, dentre as aproximadamente 34 funções que o �que� pode apresentar em uma oração; nessa, de classificá-lo como pronome relativo, visto que � salvo melhor juízo-, não consegui identificar um substantivo ou pronome substantivo como antecedente, e sim, um verbo; nem soou-me bem a substituição por �o qual� ou �pelo qual�. 

Na frase em tela, parece-me que a classificação do "que" como conjunção integrante seria mais adequada, mesmo estando subentendido que: " Não me importo com o motivo pelo qual eles fujam" ou "Não me importa o motivo pelo qual eles fujam".

Creio que nesse tópico, os eruditos professores da USP exacerbaram no "criticismo", pois a despeito de não ser um �expert� em letras, parece-me � salvo melhor juízo-, que a frase �Não me importo que eles fujam� não é incorreta, uma vez que a concordância pode ser feita com o sujeito simples (elíptico), implícito ou oculto �eu�; ou seja, �(Eu) não me importo que eles fujam�. Nesse caso, �que eles fujam� é objeto direto.

Vale lembrar que em frases onde o sujeito é representado pelo pronome relativo "que" - que pode estar implícito ou não-, o vvverbo deve concordar em número e pessoa com o pronome pessoal que o antecede. (Eu) (que) não me importo que eles fujam.

Com base no meu parco conhecimento gramatical, acredito que deve-se considerar as duas frases apresentadas pela USP como corretas, considerando ser possível o emprego desse verbo tanto como transitivo direto quanto transitivo indireto.

Não obrigatoriamente, esse verbo se deve manter na 3a. pessoa do singular, mas, sim, concordar com o sujeito, implícito ou não.


Afirma a erudita USP (Mini Gramática "on-line") :

Há casos em que um sujeito simples representa não um único elemento, mas toda uma coletividade. Mesmo transmitindo essa idéia de pluralidade, a concordância deve respeitar o número e a pessoa representada pela palavra-sujeito.

Exemplos:

  1. A gente não fizemos a lição. [Inadequado]

A gente não fez a lição. [Adequado]

Comentário  

Chega-se aos 40 e percebe-se que a barba e o cabelo branquearam, a "barriga" cresceu, os dentes amoleceram, a boca sangra e a língua endureceu.

Ao mesmo tempo passa-se a ter maior facilidade para compreender e contestar determinados posicionamentos acadêmicos, particularmente, para eu que conheço bastante a filosofia acadêmica da USP, bem como o seu corpo docente; que, em princípio, não difere do das demais universidades públicas federais. Contudo, aquela difere destas pela melhor infra-estrutura departamental. Tão-somente isso, porquanto possui os mesmos vícios do restante do serviço público brasileiro, com relação aos processos de seleção e contratação de docentes, e de outros funcionários públicos.

Discordo da argumentação da USP, porque, além da frase considerada inadequada pela USP não estar com a gramática incorreta, existem casos em que o plural retrata melhor a ação em tela, tal como:�A gente somos imbecis, mas há gente na USP que são intelectuais�. Nesse caso a concordância foi ideológica com a idéia de gente=companheiros, destacando melhor a sua ação; ou, em outras palavras, silepse. 

Discordâncias como essa têm sido utilizadas em aproximadamente 30 % das questões de concursos públicos realizados no Brasil, com o objetivo de fraudá-lo ou de manipular os seus resultados.


*Questões elaboradas pelo Grêmio Politécnico/USP

 

O grande amor

Haja o que houver
Há sempre um homem para uma mulher
E há de sempre haver
Para esquecer um falso amor
E uma vontade de morrer
Seja como for
Há de vencer o grande amor
Que há de ser no coração
Como um perdão para quem chorou.
Tom Jobim e Vinícius de Morais, Songbook " Antônio Carlos Jobim " Vol. 4. Lumiar Discos, 1996.


Muitas vezes, a relação semântica entre o substantivo e o adjetivo varia dependendo da posição em que se encontram os termos em determinado contexto. À respeito da música acima, podemos afirmar que:
a) Em "o grande amor",  se alterarmos para o amor grande, teremos alteração quanto à classe gramatical, mas o sentido permanecerá o mesmo.
b) Se alterarmos para o amor grande, não teremos nem alteração semântica, nem alteração da classe gramatical. 

c)  Em "o grande amor"  grande é adjetivo e amor é substantivo, expressando a idéia, através do contexto, de que o verdadeiro amor sempre vence. [pode-se afirmar]
d ) A expressão "um falso amor"  tem o mesmo sentido que um amor falso. [ não se pode afirmar, segundo a USP].
e) Narra, poeticamente, a história de um personagem que conseguiu esquecer um falso amor quando percebeu que fora traído.

Comentário

Com relação a essa questão, a alternativa "c" está correta mesmo. Entretanto, quanto à alternativa "d" há um senão, senão vejamos:

A despeito de ser "chavão" apregoado pela gramática tradicional, o fato de que em se mudando a posição do adjetivo em relação ao substantivo, alterar-se-ia a semântica da frase tal como no exemplo citado pela USP: "um falso amor" e "um amor falso", tenho pesquisado a justificativa para essa afirmação em várias gramáticas, inclusive no âmbito da Universidade de São Paulo (MiniGramática "on-line"), não encontrando discussões ou explicações para o porquê desse posicionamento, com o qual não concordo.

Para contestá-lo usarei o exemplo tradicionalmente utilizado para o justificar. É "chavão" ensinar-se "um grande homem" significa "um homem importante", e "um homem grande" significa "um homem alto"; justificando-se essa diferença de sentido com base na modificação da posição do adjetivo na frase - com a qual não concordo-, pois essa duplicidade de sentido se deve, tão-somente, a ambigüidade do adjetivo, que não depende de sua posição na frase, e sim, do significado com que é empregado.

Além disso, em muitos casos, usá-lo na frente do substantivo implica em erro gramatical. Por exemplo: a frase "Ele mede 2.17 metros; logo, ele é um grande homem". Essa frase está incorreta; não porque o adjetivo "grande" apresenta o sentido de "importante", pois qualquer pessoa medianamente inteligente, ou não, relacionaria, no contexto da frase, o adjetivo "grande" com a altura; mas, tão-somente, porque essa frase está gramaticalmente incorreta devido à posição do adjetivo que deveria ser após o substantivo. 

Por outro lado, a seguinte frase: "Ele é presidente dos EUA; logo, ele é um homem grande" não é incorreta, pois o adjetivo "grande" foi usado com o sentido de "importante". Semanticamente, não há diferença de sentido entre "Ele é um importante homem" e "Ele é um homem importante", a despeito da primeira ser gramaticalmente incorreta - a meu juízo. 

Vale lembrar que não há diferença - com relação à semântica-, entre as frases: "O EUA está comprando o Brasil" e "O Brasil está sendo comprado pelos EUA," a despeito de existirem diferenças gramaticais. 

Diferente situação encontramos nas seguintes frases: "O Brasil tem um presidente batuta" e "O batuta presidente comanda com firmeza os assessores". (silepse)

Nesse caso,  a troca na posição da palavra "batuta" altera a semântica, porque dependendo de sua posição em relação à palavra "presidente", ela pode ser empregada tanto como substantivo (antes) quanto adjetivo (após). O que não ocorre com a palavra "importante" que, gramaticalmente, tão-somente é adjetivo.

Situação idêntica à do adjetivo "importante" ocorre quando empregamos o adjetivo "batuta" - no contexto denotativo-, antes ou após a palavra "presidente", pois, independentemente da sua posição na frase, deve ser entendido como "que entende do assunto"; ou seja, sem alteração da semântica, mesmo modificando-se a posição do adjetivo em relação a palavra "presidente".

Outro exemplo: costuma-se ensinar que o adjetivo "bastante" posposto ao substantivo equivale a "suficiente", e, que, quando anteposto, equivale a "muito". Isso, entretanto, nem sempre ocorre, tal como na seguinte frase: "Ele é perdulário, mas dispõe de bastantes recursos para isso". 

Nessa frase, o adjetivo "bastante" tanto com o sentido de "suficiente" como de "muito" foi usado anteposto ao substantivo.  Atente, que, caso o adjetivo "bastante" fosse deslocado para após o substantivo, o sentido permaneceria o mesmo.

Confesso que no exemplo dado pela USP "um amor falso" e  "um falso amor" não consegui encontrar a diferença na semântica das duas frases, pois, fora de um contexto tal como são apresentadas, os adjetivos falso, irreal, enganador, hipócrita, e pérfido... são sinônimos.

 A diferença de sentido ocorrerá, tão-somente, quando empregados dentro de um contexto, independentemente de sua posição na frase, e sim, do contexto empregado.


Bola de cristal


Rio de Janeiro � Deus existe! Acabaram-se minhas dúvidas, espantos e fossas a respeito do futuro, do meu futuro e do futuro da humanidade. Deu-se que escrevi um romance em que havia alguns ciganos como personagens e recebi de um deles, que vende panelas de estanho no Largo do Machado, uma bonita bola de cristal.
Talvez não seja de cristal, mas de vidro ordinário. Para todos os efeitos ficou sendo de cristal, pois tem uma base metálica, o acabamento tradicional dessas bolas de cristal que a gente vê nos desenhos animados e nas histórias em quadrinhos. Num filme de Orson Welles com Marlene Dietrich, que sempre passa na TV, há uma bola igualzinha. A princípio, pensei em aproveitá-la como peso de papéis, mas mudei de idéia. Desde menino sempre ouvi falar que se lê o futuro nas bolas de cristal, e a minha devia ter uma porção mágica, fora regada por fluidos complicados que somente os ciganos sabem fabricar e usar. [...]
Nada vi, até agora. Não deve ser culpa da bola, mas culpa minha, que até hoje não aprendi a olhar.

Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 21 jun. 2002.

Das asserções abaixo, julgue a INCORRETA

em "acabaram-se minhas dúvidas, espantos e fossas a respeito do futuro...", o sujeito é determinado composto.
"Há uma bola igualzinha" é oração sem sujeito, já que o verbo, neste caso, é impessoal. [Considerada incorreta pela USP]
em "que se lê, o futuro...", o sujeito é paciente (o futuro) e o se é pronome apassivador [considerada correta pela USP].
no terceiro parágrafo, a construção "fora regada" pode ser substituída por "foi regada" sem nenhuma alteração de sentido.
"... por fluidos complicados..." funciona como agente da passiva da locução verbal fora regada.

 Comentário

Quando li a resposta considerada incorreta pela USP: �... há uma bola igualzinha� é oração sem sujeito, já que o verbo, neste caso, é impessoal"; imediatamente pensei: desaprendi o português.

Entretanto, como tenho por hábito tentar encontrar uma justificativa para a minha interpretação, quando discordante das eruditas e sapientes respostas apresentadas pela nova geração de docentes das universidades públicas brasileiras, particularmente, em se tratando da USP � cuja filosofia acadêmica atual é contestar o ensino tradicional -, consultei algumas gramáticas (moderna e tradicional), mantendo a minha discordância em relação à asserção considerada incorreta pela USP, senão vejamos:

Discordo de que a assertiva �b� �Há uma bola igualzinha� é uma oração sem sujeito esteja incorreta, pois o verbo, neste caso, o verbo haver, deve ser entendido com o sentido de existir; logo, é impessoal (sem sujeito).

No contexto da oração apresentada pela USP: �Num filme de Orson Welles com Marlene Dietrich, que sempre passa na TV, ( haver = existir - não há questionar; mas haver = ter - há que contestar) uma bola igualzinha, o verbo haver pode ser usado tanto, impessoalmente (sem sujeito), com o sentido de existir quanto, pessoalmente (com sujeito), no sentido de terContudo, em relação aquele não há que questionar. Já em relação a este, só estaria correto, quando empregado no contexto da linguagem coloquial (tem uma bola igualzinha). 

Segundo a norma culta (não tem, mas há uma bola igualzinha) - no contexto apresentado pela USP -, o emprego correto é o do verbo haver impessoal (sem sujeito).

No contexto apresentado pela USP, dependendo do examinador, o verbo haver empregado pessoalmente com o sentido de "ter" teria sido considerado incorreto, visto que o verbo "ter" não foi empregado com o sentido de "possuir". 

Também discordo de que a asserção �c� esteja correta, porquanto o verbo ler foi empregado com o significado de �ver e interpretar o sentido de�, ou de �predizer� (manifestar-se antecipadamente a respeito de ou sobre algo), ou seja: �o futuro�; logo, o verbo ler pode ser empregado tanto como intransitivo quanto transitivo ou bitransitivo, dependendo do sentido que, no texto apresentado, pode ser qualquer um desses.  

Assim sendo,  o �se� é símbolo de indeterminação do sujeito; portanto, �o futuro� não é sujeito, mas, sim, objeto. 

Ademais, parece-me que quem sofre a ação de ser lida são as bolas - salvo melhor juízo.

Essa questão é um exemplo de como a ambigüidade pode ser usada para manipular a resposta da questão, sendo, freqüentemente, usada para fraudar concursos públicos e vestibulares; ou então, nos testes de proficiência em língua portuguesa para estrangeiros, quando o governo não tem interesse em dá-la ou quer dificultar ou facilitar a sua obtenção, visto que a resposta pode ser "adaptada", "manipulada" ou fraudada de acordo com o interesse do examinador.  


Leia o soneto a seguir:

Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

(Camões)

16. Sobre esse soneto podemos afirmar que:

O poeta demonstra a esperança ingênua de que um dia o Amor o matará.
Camões deseja não esperar mais nada do Amor para não se decepcionar ainda mais com esse sentimento.
Como qualquer poeta classicista, Camões adota uma postura racionalista e deixa claro que compreende a entidade Amor.
O poema mostra que, para Camões, o Amor não age a favor do ser humano, mas ao contrário. Assim, o poeta desiludido, crê que essa contrariedade não faz tanta diferença, "pois onde falta a esperança não pode haver maior desgosto". [correta]
Observamos o desespero do poeta que não sabe se quer ou não a ação do Amor sobre sua vida. Camões não consegue definir para si se o amor é bom ou mau e se deseja ou não que ele continue a dirigir seu destino. [considerada errada pela USP]

Comentário  

 

Não sou um “expert” em Camões nem um leitor assíduo de sua obra; como, possivelmente, é o examinador da USP. Entretanto, tão-só, detendo-me no texto (poema), encontro elementos para discordar da alternativa “d” considerada correta pela USP, senão vejamos:

 

Analisando o primeiro verso, percebemos que o autor se mostra esperançoso em relação ao amor: 

“Busque Amor novas artes, novo engenho, 

Para matar-me, e novas esquivanças”

 

Apesar de não o ter (o amor):

“Que não pode tirar-me as esperanças, 

Que mal me tirará o que eu não tenho ” 

 

E complementa: 

Olhai de que esperanças me mantenho!  

 

Ou seja: 

Mantém-se esperançoso em relação ao amor

 

O desespero dual do poeta que não sabe se quer ou não a ação do amor está patente nos seguintes versos:

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;

(autor não se mostra desiludido com o amor, mas afirma que o amor sem esperança  -
restritivo ao amor sem esperança - é um mal, que mata e não se vê )

 

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

Discordo da interpretação dada pela USP - com base em só um verso do poema-, de que, na opinião do autor, o amor age contrário ao ser humano. Na essência do poema, o autor  mantém-se radical em relação a ele, mas não desiludido; e sim, esperançoso, tal como pode ser constatado em alguns dos seus versos. 

(o autor mostra-se esperançoso em relação ao amor)

Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;

Olhai de que esperanças me mantenho!

Que não temo contrastes nem mudanças,

Gabarito errado "d", alternativa correta "e". 


O discurso indireto livre é um recurso narrativo utilizado pelo narrador onisciente com vistas a traduzir pensamentos, percepções e sentimentos das personagens. Observe a ocorrência de tal recurso no trecho destacado a seguir, extraído de Vidas Secas.

 
Uma labareda tremeu, elevou-se, tingiu-lhe o rosto queimado, a barba ruiva, os olhos azuis. Minutos depois o preá torcia-se e chiava no espeto de alecrim.
Eram todos felizes. Sinhá vestiria uma saia larga de ramagens. A cara murcha de Sinhá Vitória remoçaria, as nádegas bambas de Sinhá Vitória engrossariam, a roupa encarnada de Sinhá Vitória provocaria a inveja das outras caboclas.

Graciliano Ramos, Vidas Secas. 56ª ed.
Rio de Janeiro: Record, 1986, p. 15-6.

O mesmo procedimento ocorre em:

O círculo de luz aumentou, agora as figuras surgiam na sombra, vermelhas. Fabiano, visível da barriga para baixo, que vagos clarões cortavam.
Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.
A cachorra baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.
Seria necessário mudar-se? Apesar de saber que era perfeitamente necessário, agarrou-se a esperanças frágeis. Talvez a seca não viesse, talvez chovesse. [CORRETA]
Afastou-se inquieto. Vendo-o acanalhado e ordeiro, o soldado ganhou coragem, avançou, pisou firme, perguntou o caminho. E Fabiano tirou o chapéu de couro. [considerada incorreta pelo Poli/USP]

 Comentário  

Discordo da resposta considerada correta pela USP, uma vez que não vislumbro na alternativa “d” características do discurso indireto livre tais como: a tradução de pensamentos, percepções e sentimentos das personagens, características desse discurso; ao contrário da alternativa “e”, em que esses elementos estão evidentes.


A canção a seguir foi composta por Chico Buarque e Ruy Guerra entre os anos de 1972/ 1973 para fazer parte da peça de teatro Calabar. A cena, com adaptações, apresenta o diálogo entre as personagens Anna e Bárbara, vejamos:

Bárbara

Ana:  Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar

Bárbara:  O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua

Ana: Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva

As duas:  Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar

Ana:  Vamos ceder enfim à tentação das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro
de nós
duas3  

Bárbara:  Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, feito uma hemorragia


As duas: Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar

3Trecho abafado por aplausos, [Danke schön!] na gravação, em função da censura.  

[esta parte da canção, contradiz a afirmação da USP de que a palavra "hemorragia" poderia ser associada ao "fluxo menstrual biologicamente feminino", visto que a figura do "poço escuro" foi usada com o significado conotativo de cavidade funda ou vagina; situação essa (Vamos ceder enfim à tentação das nossas bocas cruas. E mergulhar no poço escuro de nós duas), que - salvo melhor juízo-, é incompatível com o "fluxo menstrual", a despeito de o autor ter também usado o termo "bocas cruas" (sanguinolentas)].

Chico Buarque. Letra e Música.
São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

Ainda sobre a canção "Bárbara", há, na letra, expressões que remetem a um universo que culturalmente é entendido como feminino. Das associações a seguir, qual não apresenta relação com esse universo:

a palavra "hemorragia" pode ser associada ao fluxo menstrual, biologicamente feminino. (considerada pela USP apresentando relação com o contexto) (considerada correta)
A construção "leito de viúva" pode ser associada à solidão feminina.
A construção "Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva" pode ser associada à busca de proteção.
A construção "E mergulhar no poço escuro de nós duas" pode lembrar o órgão sexual feminino.
A construção "Onde estou, onde estás" seria a liberdade que a mulher tem de manifestar seu desejo sexual.(considerada não apresentando relação com o contexto)

Comentário:

Discordo de que a palavra “hemorragia” tenha sido empregada com o significado conotativo e/ou biológico de “fluxo menstrual feminino”. Na minha interpretação, o autor empregou-a, conotativamente, relacionando-a com o sentido literal que a palavra “hemorragia” apresenta, ou seja: “ruptura de vasos com extravasamento de sangue (paixão)”. 

Na situação em tela, significando, tão-somente, a propositura da ruptura com os padrões e comportamentos estabelecidos pela sociedade repressora da época, decorrente do extravasamento da paixão (sangue) entre pessoas do mesmo sexo, que, como a USP, bem ressaltou, deve ser entendido como do feminino.

O sentido  de "fluxo menstrual" seria a antítese da situação apresentada pelo autor, porquanto o fluxo menstrual feminino significaria a possível não fecundação de um amor, conotativamente, já fecundado pelo amor existente entre as duas mulheres (Ana e Bárbara).

Ademais, o pseudo-ato sexual praticado com as "bocas cruas" contradiz o sentido de "hemorragia" com o significado biológico de "fluxo menstrual"; mas, sim, tão-somente, com o conotativo de hemorragia, ou seja, de "bocas apaixonadas ou ensangüentadas". 

 

Mesmo, para eu que sou patologista bucal, é muito difícil aceitar a tese do ingênuo examinador da USP, uma vez que o "mergulho" seria das "bocas cruas" nos "poços escuros", e não o "mergulho" das "bocas cruas" entre si, pois as bocas - quando cavidades -, de modo a permitir o "mergulho", não são escuras nem fundas ou escondidas, tal como o autor, brilhantemente, profetiza.

 

A relação estabelecida - pela USP -, entre hemorragia e "fluxo menstrual" é tão absurda quanto a relação que seria feita por mim, como doutor em patologia bucal pela FOB/USP, se estabelecesse, no contexto apresentado pelo autor, uma relação entre hemorragia e doença periodontal (bocas cruas). 

 

A propósito disso, e como conhecedor da microbiota oral, deixo um conselho de especialista: "em determinadas situações, dependendo do quanto "crua" estiver a boca e do estádio de limpidez do "poço", é mais higiênico e seguro mergulhar neste".

Também entendo que na situação apresentada: “as duas juntas", após a ruptura das convenções e comportamentos biológicos estereotipados, ou seja, “o pseudo-ato-sexual” praticado, fazem a sua apologia, qualificando de "bárbara" a situação vivenciada; e de que, em qualquer tempo, espaço ou lugar, o instinto sexual que acometeu as duas, venha acometer outras "enamoradas", tal como ocorre no bárbaro amor que, subitamente, floresce entre um "gay" e uma lésbica; poderia significar a liberdade que a mulher, ou dizendo melhor, que a pseudomulher tem de manifestar o desejo (preferência) sexual, pois "onde estou, onde estás" foi usado com o significado conotativo de "instinto sexual”.

Gabarito errado “a”: alternativa correta “e”

O autor que me desculpe se fiz uma interpretação deturpada de suas idéias. Mas, se as universidades públicas brasileiras, e os seus núcleos de concursos e fundações - que em aproximadamente 30% das questões -, usam a ambigüidade para manipular e/ou fraudar os resultados de concursos públicos e vestibulares, deturpando as idéias dos autores, outrossim, sinto-me no direito de usar a minha interpretação para as contestar. 

 

Cabe ao leitor, valendo-se do seu acurado senso crítico, estabelecer qual a argumentação parece ser mais coerente com o sentido conotativo utilizado pelo autor.

Questionamentos sobre a adaptação:

 


Leia atentamente os três textos que seguem:

Texto 1
BRASIL AME-O
OU DEIXE-O.
        frase emblemática de propaganda do regime militar na década de 70.



Texto 2

Ame-o ou deixe-o

Marcelino Freire, Eraodito. 2 ed.
São Paulo: Ateliê Editorial,2002.


Texto 3
Ameixas
Ame-as
Ou deixe-as.

Paulo Leminski - poeta curitibano
morto em 1989.


À citação de um texto por outro, seja ela implícita ou explícita, dá-se o nome de intertextualidade, o que ocorre nitidamente entre os textos acima. A partir da leitura comparativa dos referidos textos, assinale a alternativa INCORRETA:

A releitura realizada no texto de Paulo Leminski pretende, dentre outras coisas, eliminar, por meio do sarcasmo, o caráter formal da frase emblemática do regime militar.
Tanto o texto de Paulo Leminski quanto o de Marcelino Freire refutam a frase do regime militar. O de Leminski o faz por meio da sonoridade das palavras empregadas. Já o de Marcelino faz uso de recursos gráficos para se opor ao fragmento atribuído aos militares.
Os três textos focalizam humoristicamente o mesmo momento histórico, embora tal humor esteja mais claramente visível no texto 1, de propaganda do regime militar. (considerada
correta pela USP)
O texto de Marcelino Freire retoma literalmente a frase emblemática do período militar mas, por meio da disposição das letras e palavras - que sugerem liberdade formal e temática - contesta a referida frase.
                     

 A principal marca de contestação dos ideais dos militares no texto de Marcelino Freire é a disposição gráfica, isto é, o modo como as letras e palavras estão organizadas. O texto de Paulo Leminski manifesta sua contestação por meio de uma piada, cuja base é a sonoridade das palavras é o nonsense1. (considerada incorreta pela USP)

1 ilógico, destoado de lógica racional.

 

Comentário

 

Tenho a impressão que o imbecil da USP que fez tal afirmação, ou é um dos vários professores dessa universidade que ingressaram durante o regime militar, ou é da nova geração de professores e alunos que exacerbam o senso crítico, na tentativa de criar algo novo, que vêem o que não há, imaginam o que não existe ou existiu, deturpando a realidade.

 

Discordo frontalmente de que o texto 1 apresente caráter humorístico. É uma frase - no contesto em que foi apresentada pela USP-, de caráter filosófico e ideológico, que nos moldes do nazismo alemão, objetivava a "purificação".

 

No caso brasileiro, eliminar os contestadores do novo regime ditatorial. Era isso sim, um aviso, ou você aceita tudo pacificamente ou vai embora, nem que seja a "pau". Tal como ocorre hoje, empregando a máquina administrativa para tal feito. 

 

Outro sentido que pode ser dado para frase que serviu de instrumento de intimidação da máquina repressora foi o de  incentivar um pseudopatriotismo, mas não teve o caráter humorístico ou irônico, identificado nas duas outras frases - que, realmente, ironizam com humor uma situação. Porque tal caráter teria sido contrário aos objetivos da máquina repressora da época.

 

Porém, não sou contrário a revisão de alguns fatos históricos, cujas interpretações são deturpadas pela mídia nacional e internacional, concentrada, particularmente, nas mãos de judeus; pois acredito que para muitos fatos históricos, tais como os envolvendo a segunda guerra mundial, haveria outras interpretações cabíveis. Cito como exemplo: a tentativa do extermínio dos judeus e pseudotentativa da modificação da cor de seus olhos com a injeção de corantes. Mas, seria insano se não admitisse a existência das mortes ou a injeção de corantes, e os considerasse humorísticos.

 

Não vislumbro erro na alternativa "e" considerada errada pela USP. Certamente, os professores da erudita USP, que gostam de usar o dicionário, para manipular o gabarito oficial de concursos públicos e vestibulares, contra-argumentarão de que o termo "humorístico" foi usado como sinônimo de "sarcástico".

 

A alternativa incorreta é a letra "c".

 

Texto 4
 

BRASIL:

DEIXE-O,

para de LONGE,

só assim conseguir

AMÁ-LO.

 

Antonio Schütz (Schuetz)

Cientista

 

Texto 5
 

BRASIL:

MUDE

para conseguir 

AMAR

esse

PORCO

 

Antonio Schütz (Schuetz)

Cientista

 


Learning in your sleep
Jun 20th 2002 | SENDAI, JAPAN
Adapted from The Economist print edition

Researchers can now watch the brain
as memories are stored within it searchers can now watch the brain
as memories are stored within it.  

BEFORE a big exam, a good night of sleep will do you
more good than studying hard your textbooks. That, at
least, is the popular wisdom. And science, in the form of
behavioural psychology, supports that wisdom. But such
behavioural studies cannot distinguish between two

competing theories of why sleep is good for the memory.
One says that sleep is when permanent memories form.
The other says that they are actually formed during the
day, but then "edited" at night, to delete what is redundant.
To tell the difference, it is necessary to examine into

the brain of a sleeping person, and that is hard. But after
a decade of carefull work, a team led by Pierre Maquet
of the Cyclotron Research Centre at Liège University in
Belgium has managed to do it. Dr Maquet and his
colleagues have persuaded enough people to fall asleep

inside a noisy brain-scanning machine to collect the
evidence needed to show what is happening. Steven
Laureys, one of Dr Maquet's collaborators, revealed their results to a meeting of the Organisation for Human
Brain Mapping in Sendai, Japan, earlier this month.

The team concluded that the neural connections
involved in memory are reinforced through reactivation
during REM (rapid eye movement) sleep. So now, the
night before of that crucial test, maths students can
sleep soundly in the knowledge that what they will

remember the next day are the basic rules of algebra and not the incoherent sound from the radio next door.


According to the passage:

People learn while they are sleeping. (considerada errada)
Behavioural students are competing to prove their theories.
In general, people believe that before an exam it is better to sleep than study. (Considerada correta) The correct frase is: "In general, people believe that at the night before an exam is better to sleep than to study." 
Scientists of Behavioural psychology don't agree that before an exam it is more important to sleep than study.
Behavioural studies developed a new method of sleeeping and learning.

 

Comentário

 

A despeito de não ter formação acadêmica em letras (opção alemão ou inglês), acredito possuir um razoável conhecimento em português, inglês e alemão que me permite discordar da resposta dos eruditos membros da USP, pois em nenhum momento foi afirmado que: "o povo acredita que antes de um exame é melhor dormir do que estudar", alternativa "c", - considerada correta pela USP. 

 

O que se pode ler no texto é que a sabedoria popular apregoa que na noite anterior, e, tão-somente, na noite anterior, é melhor dormir do que estudar "duro". Ou seja, ela foi redigida de uma maneira restritiva, enquanto que, na afirmação da USP, o ditado popular foi apresentado de uma forma genérica (sempre), dando a entender que o povo acredita que antes de um exame é melhor dormir do que estudar duro; o que não corresponde ao que consta no texto.

 

Por outro lado, o texto torna evidente que enquanto dormimos o conhecimento adquirido é "burilado", além de ser bom para a memória; ou seja, para a assimilação ou aprendizagem do conhecimento adquirido durante o dia, tal como é afirmado no texto.

Resposta correta: alternativa "a".


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