Infecções virais



Antonio Schütz   Archives / Gift Shop / USAFIS Spain /

Dentista, Farmacêutico, Mestre em Patologia Bucal (UFRJ), Doutor em Patologia Bucal (FOB/USP), Ex-aluno do Instituto Goethe (Alemanha), Ex-Servidor Público Federal.

José Bonifácio, 2598/103/102, Santa Maria, RS, Brasil, Cep: 97015-450  

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Artigo discutidos

Vargas PA, Perez DE, Jorge J, Rangel AL, Leon JE, Almeida OP.

Denture hyperplasia with areas simulating oral inverted ductal papilloma.
Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2005 Jul 1;10 Suppl 2:E117-21. English, Spanish.
PMID: 15995570 [PubMed - indexed for MEDLINE]


Recentemente, pesquisando sobre infecções virais, deparei-me com este interessante e entusiástico artigo: “Hiperplasia fibrosa associada à prótese, simulando papiloma oral ductal invertido”; em que é possível constatar um duplo equívoco, pois não se trata de uma simulação (é o papiloma ductal invertido), bem como não há qualquer relação etiopatogênica da prótese com o papiloma, porquanto a patogênese viral dessa lesão, desde 2003 [1] já foi bem demonstrada (fig. 5, 6 e 7).

Contudo, há autores que defendem a sua origem por metaplasia escamosa. Ressaltamos a importância dessa controvérsia, considerando que o papiloma ductal invertido, quando localizado em outras localizações anatômicas, tem sido associado à possível transformação carcinomatosa. Constato, na histopatologia apresentada, alterações celulares que sugerem infecção viral, tal como a presença de coilocitose, de vacuolização e de figuras mitosóides (fig. 4), a despeito de um recente trabalho não ter encontrado relação entre coilocitose a a presença de HPV, quando utilizada a PCR amplificação do DNA.[5] É necessária a ratificação desse interessante resultado. Particularmente, olho-o com estranheza. Acredito que possa ter ocorrido algo semelhante ao verificado no artigo de Rivero e  Nunes  (2006), também discutido abaixo nesta página. Sugerimos para ambos os trabalhos o aumento da sensibilidade da PCR amplificação, particularmente em pacientes submetidos à radioterapia ou tratados com quimioterapia, tal como sugerido por von Winterfeld e, Fischer (2007) . Se não for verificada a presença de HPV, faz-se mister pesquisar quais as outras espécies virais foram causadoras de alterações coilocíticas identificadas nos carcinomas orais estudados por Al-Qahtani e cols. (2007). Este estudo poderá ser de valia na compreensão da etipoatogenia viral nos carcinomas da cavidade bucal.

A pesquisa da literatura referente à origem defendida pelos autores - por metaplasia escamosa -, apontou somente 4 trabalhos publicados: dois por um autor inglês, 1 japonês (primeiro caso de papiloma ductal reportado no Japão tendo origem por metaplasia escamosa) [3] e o trabalho do grupo de Piracicaba (o primeiro e talvez o único caso de hiperplasia por prótese mal adaptada, simulando papiloma ductal invertido) - em que um dos autores também possui pós-doutoramento na Inglaterra. Contudo, em todos não foi utilizada hibridização in situ.

A propósito disso, Ogura et al. (1994) [4], também no Japão, alertaram que a não identificação viral poderia ocorrer devido ao tipo de papilomavírus pesquisado (probe utilizada). Recentemente, essa afirmação foi confirmada por Haberland et al. (2003), demonstrando a etiologia viral do papiloma ductal invertido. [1] Particularmente, não acredito na etiopatogenia defendida por metaplasia escamosa (Vargas et al., 2005).

Uma outra possível explicação (também para os colegas espanhóis não pensarem mal dos patologistas orais brasileiros) é da "simulação" se tratar de artefato resultante do processamento histotécnico. Em outras palavras, não há simulação. Ou é uma simples hiperplasia fibrosa inflamatória infectada por HPV ou é o papiloma ductal invertido induzido por esse vírus, em ducto excretor de glândula salivar acessória. Sugerimos descartar a possibilidade da origem viral pelo emprego da técnica da PCR amplificação do DNA viral, porquanto a marcação para citoqueratinas 7 e 14 é bastante sugestiva de papiloma ductal invertido.

_______________________________________________________________

[1]Haberland-Carrodeguas C, Fornatora ML, Reich RF, Freedman PD. Detection of human papillomavirus DNA in oral inverted ductal papillomas. Journal of Clinical Pathology 2003;56:910-913

I[2]Koutlas IG, Jessurun J, Iamaroon A. Imunohistochemical evaluation and in situ hybridization in a case of oral inverted ductal papilloma.J Oral Maxillofac Surg. 1994 May;52(5):503-6.

I[3]Kubota N, Suzuki K, Kawai Y, Mizunuma H, Lee U, Konishi H, Miyazaki H, Kubota E, Watanabe Y. Inverted ductal papilloma of minor salivary gland: case report with immunohistochemical study and literature review.
56(8):457-61.
I[4]Ogura H, Fujiwara T, Hamaya K, Saito R. Detection of human papillomavirus type 57 in a case of inverted nasal papillomatosis in Japan.Eur Arch Otorhinolaryngol. 1995;252(8):513-5.

[5] Al-Qahtani K, Brousseau V, Paczesny D, Domanowski G, Hamid Q, Hier M, Black M, Franco E, Kost K.  Koilocytosis in oral squamous cell carcinoma: what does it mean?J Otolaryngol. 2007 Feb;36(1):26-31.

[6]von Winterfeld F, Fischer M. [Broad-Spectrum PCR Assay for Detection of Human Papillomaviruses in Oropharyngeal Cancer.]: Laryngorhinootologie. 2007 Feb 8; [Epub ahead of print]

[7]Aggelopoulou E, Troungos C, Goutas N, Skarlos D, Papadimitriou C, Kittas C. Immunohistochemical detection of p53 protein in HPV positive oral lesions.Anticancer Res. 1998 Nov-Dec;18(6A):4511-5.

[8]Yamaguchi T, Shindoh M, Amemiya A, Notani K, Fukuda H, Sakaoka H, Inoue M, Fujinaga K. IIdentification of human papilloma virus DNA sequence in the hyperplastic epithelium of an oral denture fibroma. Dis Markers. 1997 Apr;13(2):135-40.

 

 


           

           

  Fig.1: fotomicrografia original mostrando hiperplasia e papiloma ductal invertido.

 

           

 Fig.2: alterações epiteliais coilocíticas, sugestivas de infecção viral em área de artefato histotécnico.                                                                 

           

           

Fig.3: alterações epiteliais sugetivas de infecção viral: vacuolização, coilocitose e figuras mitosóicas 


           

Fig. 5: microscopia em H & E apresentando o aspecto clássico de papiloma ductal invertido.

           

           

 Fig. 6: Positiva DNA hibridização in situ para o papiloma vírus 6 e 11.

           

            Fig.7:  Positividade superficial para o papiloma vírus dos tipos: 6, 11, 16, 18, 30, 31, 33, 45, 51 e 52..


Discussed articles

Vargas PA, Perez DE, Jorge J, Rangel AL, Leon JE, Almeida OP.

Denture hyperplasia with areas simulating oral inverted ductal papilloma.
Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2005 Jul 1;10 Suppl 2:E117-21. English, Spanish.
PMID: 15995570 [PubMed - indexed for MEDLINE]


Commentary of abspathology

Antonio Schütz Ph.D.

Dentist, Pharmacist, Master in Oral Pathology at the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), Doctor in Oral Pathology at the Bauru School of Dentistry, University of Sao Paulo (FOB/USP), Brazil.  Address reprint request to Dr. Antonio Beltrao Schütz, José Bonifácio 2598/103, telephone: (055) 3221-6763, CEP: 97 015-450, Santa Maria, RS, Brazil.


Recently, searching about infections, I read this interesting and enthusiastic article: "Denture hyperplasia simulating oral inverted ductal papiloma" where is possible to evidence a double mistake because is not a simulation (is  ductal invert papiloma) as well as there is not any etiopathogenic relation with hyperplasia for denture, considering that the viral etiopathogenesis of papiloma since 2003 [1] already was well demonstrated (fig. 5, 6 and 7), in spite of a recent article to report that koilocytosis might not be considered a marker of HPV, when verified the viral presence by PCR amplification. [5] However, future studies are necessary to confirms it. Particularly, see it with strangeness. Might have occurred similar to the study of Rivero and Nunes  (2006). discussed in this same page. Suggest, in both articles, the increase of the sensibility of PCR amplification, particularly, to lesions treated with radiotherapy or chemotherapy, such as sugested by von Winterfeld F, Fischer M (2007).  If not identified the presence of HPV, is also necessary to research that other viral species caused koilocitosis in oral carcinomas studied by Al-Qahtani e cols. (2007). This study may have importance in the etiopatholgenesis viral of oral carcinoma.

However, tthere are authors that defend the origin from squamous metaplasia. We salient the importance of this controversy, considering that oral inverted ductal papiloma, when located in other anatomical localizations, has been associated to a possible carcinogenic transformation. In addition, HPV has been identified in aproximately 50% of the hyperplasic lesions of the oral cavity [7] and viral antigens of HPV have been detected in lesions caused by dental prothesis.[8]

In  the presented histopathology there is strong evidence of cellular alterations suggestive of infection viral, such as the presence of koilocitosis, vacuolization and mitosoids figures (fig. 4).

The research of the literature referent to origin defended for the authors - for squamous metaplasia -  aims only 4 published works: two for an English author, 1 Japanese (first ductal case of oral inverted ductal papiloma reported in Japan having origin for squamous metaplasia) [3] and the work of the group of Piracicaba (first and perhaps the unique case denture hyperplasia with areas simulating oral inverted ductal papilloma), in that a of the authors also possess post-doctoral study in England. However, in all, was not used hybridization in situ.

With relation to the papiloma ductal invert, there is only a work [2] in that was used the hybridization in situ, not having been detected papilomavirus. Conversely, Ogura et al. (1994) [4], also in Japan, alerted that the not viral identification might occur due to the type of papilomavírus searched (probe used). Recently, this report was confirmed by Haberland et al. (2003), who demonstrated to the viral etiology of invert ductal papiloma (figs. 5, 6 e 7). [1]

Another explication (also for the Spanish colleagues do not think bad of all oral Brazilian pathologists) is that the "simulation" is artifactual. In other words: there is not simulation. Or is fibrous hyperplasia infected for HPV or the ductal papiloma inverted induced for this virus in excretor duct of salivary gland accessory. Suggested to discard the viral etiology using PCR amplification of DNA viral because the presence of cytoleratins 7 and 14 is enought suggestive of inverted ductal papilloma

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[1]Haberland-Carrodeguas C, Fornatora ML, Reich RF, Freedman PD. Detection of human papillomavirus DNA in oral inverted ductal papillomas. Journal of Clinical Pathology 2003;56:910-913

I[2]Koutlas IG, Jessurun J, Iamaroon A. Imunohistochemical evaluation and in situ hybridization in a case of oral inverted ductal papilloma.J Oral Maxillofac Surg. 1994 May;52(5):503-6.

I[3]Kubota N, Suzuki K, Kawai Y, Mizunuma H, Lee U, Konishi H, Miyazaki H, Kubota E, Watanabe Y. Inverted ductal papilloma of minor salivary gland: case report with immunohistochemical study and literature review.
56(8):457-61.
I[4]Ogura H, Fujiwara T, Hamaya K, Saito R. Detection of human papillomavirus type 57 in a case of inverted nasal papillomatosis in Japan.Eur Arch Otorhinolaryngol. 1995;252(8):513-5.

[5] Al-Qahtani K, Brousseau V, Paczesny D, Domanowski G, Hamid Q, Hier M, Black M, Franco E, Kost K.  Koilocytosis in oral squamous cell carcinoma: what does it mean?J Otolaryngol. 2007 Feb;36(1):26-31.

[6]von Winterfeld F, Fischer M. [Broad-Spectrum PCR Assay for Detection of Human Papillomaviruses in Oropharyngeal Cancer.]: Laryngorhinootologie. 2007 Feb 8; [Epub ahead of print]

[7]Aggelopoulou E, Troungos C, Goutas N, Skarlos D, Papadimitriou C, Kittas C. Immunohistochemical detection of p53 protein in HPV positive oral lesions.Anticancer Res. 1998 Nov-Dec;18(6A):4511-5.

[8]Yamaguchi T, Shindoh M, Amemiya A, Notani K, Fukuda H, Sakaoka H, Inoue M, Fujinaga K. IIdentification of human papilloma virus DNA sequence in the hyperplastic epithelium of an oral denture fibroma. Dis Markers. 1997 Apr;13(2):135-40.


Todos conhecem a minha opinião sobre os concursos públicos brasileiros, particularmente, em relação aos para o ingresso na carreira docente: são fraudulentos, objetivando aprovar parentes, amigos e filhos de amigos dos detentores do poder acadêmico, político e militar brasileiro; bem como impedir o ingresso de todos aqueles que não compactuam com essa grande, porca e viciada "mamata", que é o serviço público brasileiro.

Certa feita escrevi: "o meio acadêmico brasileiro é constituído - na sua grande maioria -, por um bando de medíocres politiqueiros, ingressos na carreira docente por concursos públicos fraudulentos, inicialmente, fraudados pela ditadura militar e, atualmente, particularmente - em minha especialidade (Patologia Bucal) -, pela mamata por ela implantada, e pela porca mamata da pós-graduação, especialmente, da Universidade de São Paulo (FO/USP).

Esses porcos temem tanto o meu retorno ao serviço público, que ao contrário do que faziam, quando prestei alguns concursos para docente, no início de minha carreira, em que me aprovavam com o segundo, terceiro ou quarto lugar, ou então quando não era possível colocação diferente do primeiro lugar, concediam-me 6.99 para não alcançar a nota mínima (7.0), na porca Universidade de Santa Maria (UFSM); as porcas docentes da Disciplina de Patologia Bucal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), extrapolaram, simplesmente me reprovaram, por temerem que mesmo na segunda ou terceira colocação viesse a ser contratado, dentro do prazo de validade do concurso (mal sabem essas porcas, que os porcos do Ministério da Educação Brasileira têm o mesmo temor), bem como para evitar que ampliasse o meu currículo acadêmico, com mais uma aprovação em concurso público, agora para professor adjunto, aumentando-o em 4 pontos, e assim, dificultar a manipulação e fraude de concursos públicos, em favor dos recém-doutores despejados no mercado pelos porcos e medíocres cursos de pós-graduação da porca universidade brasileira, particularmente, da porca USP, também um cabide de empregos da ditadura militar, sua burocracia e dos companheiros do partido dos trabalhadores.

A "coisa" funciona mais ou menos como no porco concurso público realizado na porca Disciplina de Patologia Bucal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As porcas professoras da disciplina, sabedoras que em uma universidade como a UFSC, dispondo de acesso ao financiamento para publicação internacional, a minha produção acadêmica em pouco tempo ultrapassaria a delas, e que não compactuo com a grande fraude que são os concursos para progressão na carreira docente brasileira (com o acordo de cavalheiros), era necessário ter um candidato a menos na disputa de uma futura vaga para professor titular, bem como não permitir que aumentasse o meu currículo em 4 pontos; não aumentando assim a diferença para os seus colegas recém-egressos dos medíocres cursos de pós-graduação em patologia bucal, particularmente, do porco curso de estomatologia da PUC/RS e do porco curso de pós-graduação em patologia bucal da FOUSP e FOB?USP.

Daí a reprovação, por 0.03 (as porcas calcularam antecipadamente e meticulosamente - cada porca diminuiu 0.01, a exemplo do que fez o porco Sebastião Luiz Aguirar Ghreghi com minha tese de doutoramento (9.99) na FOBUSP, a mandato do porco e condicionado pelos americanos e pelos porcos milicos da ditadura militar do tiro de guerra em fronte a FOBUSP, Mondelli).

Essas PORCAS pensam que me enganaram.

As porcas da UFSC, a mandato das porcas pós-graduações em patologia bucal da USP (FOB/FO) ou da porca ESTOMATOLOGIA da PUC/RS, pretendiam aumentar a "porquice": quando solicitei a minha classificação, via "e-mail", visto que não pretendia manifestar por telefone a minha opinião a respeito do fraudulento concurso público por elas fraudado, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), obrigaram-me a isso; além de me enviar a planilha com as notas fraudulentas concedidas.

Além de não as ler, aconselhei-as (via e-mail) que as esfregassem em suas "BUCETAS FEDORENTAS" e enviassem aos porcos da FOB/USP (Aberto e Mondelli e cia), da FO/USP (Decinho e cia) e da porca ESTOMATOLOGIA DA PUC/RS (YURGEL, RADOS, SANT'ANA e cia) para as cheirarem; ou enviá-las para o CASAL PELOTENCE, na porca Disciplina de Patologia Bucal da porca Universidade Federal de Pelotas (UFPel), cujo LURDONA, ou as suas esposas, têm particular apreço por esse tipo de coisa.

Somente não enfio um mandado de segurança (no prazo de 120 dias) no "RABO" dessas porcas fraudadoras de concursos públicos, por três motivos: não simpatizei com a banca examinadora da porca Disciplina de Patologia Bucal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); considero, igualmente, porcos e fraudulentos os concursos para ingresso na porca magistratura da porca justiça federal brasileira; bem como pelo fato da disciplina de patologia bucal da UFSC, parecer-me, excessivamente, ingênua, para não dizer manipulada pela porca pós-graduação da USP e da ESTOMATOLOGIA da PUC/RS (que lá já implantou a sua mamata na UFSC com duas porcas), atualmente, constituídas, em sua grande maioria, por um bando de medíocres politiqueiros.

Somente não agradeço as porcas pela reprovação, por ter que permanecer mais algum tempo nesse porco país ou país porco (a porca ESAF/UFRJ que me desculpa, pois continuo não vislumbrando diferença de sentido, a despeito do país ser porco em ambas posições).

Foi somente pelo fato de nutrir acentuada simpatia pela cidade de Florianópolis, centro de colonização germânica, que, pressionado por familiares, concordei em participar desse concurso público, que, antecipadamente, sabia que seria fraudado como são a quase totalidade dos concursos públicos para ingresso na carreira docente brasileira. 

Ainda continuo preferindo trabalhar como "garção" no exterior. Além do salário ser melhor do que o de reitor não tenho que conviver com essa mamata medíocre e porca, que é o meio acadêmico brasileiro.

Confesso que não pesquisei a produção acadêmica de minha banca examinadora, anterior ao concurso - para não me  influenciar a respeito de meu julgamento em relação à disciplina de Patologia Bucal da UFSC, que, pareceu-me, repito, excessivamente, ingênua ou DIDÁTICA. Nem ter uma atitude de descontrole no transcorrer do concurso.

Durante a defesa de meu trabalho escrito, em que apresentei um estudo dos possíveis mecanismos envolvidos na formação das lesões granulomatosas periapicais, a exemplo do que ocorria durante as medíocres aulas de minha graduação nas faculdades de farmácia e odontologia da porca UFSM, quando pensava: "como pode esses imbecis medíocres serem professores universitários?", pensei: "como pode essas porcas ingênuas comporem banca examinadora de um concurso para professor adjunto?". A explicação, anos após, encontrei na lei da cooptação de medíocres expressa no livro de Gudsdorf G. Patologia da mestria. in: Professores para quê? Para uma pedagogia da pedagogia. São Paulo, Martins Fontes, cap.VI, p. 107-110, 1987.

Comecei a fazer isso. A princípio, penso que o meu julgamento inicial é correto.


Como sempre, estava correto no julgamento inicial. Contudo, confesso, que errei somente em relação à porquice, não sabia as ingênuas eram tão porcas.

Sendo assim, sinto-me completamente à vontade para continuar comentando sobre a mediocridade da grande maioria da produção acadêmica brasileira - em minha especialidade -, publicada em periódicos internacionais; que além de servir de chacota ao meio acadêmico internacional, é um exemplo de desperdício do dinheiro público, que seria melhor aproveitado no atendimento das necessidades básicas da população, tão onerada pela falta de capacitação administrativa da mamata do serviço público brasileiro, particularmente, na grande maioria das universidades públicas brasileiras.

Somente não presto concurso para semiologia/diagnóstico oral, por que além dos porcos da patologia bucal das porcas FOUSP/FOBUSP, também teria me boicotando os porcos da Estomatologia da pós-graduação PUC/RS e da porca Patologia Bucal da UFRGS. As 24 horas do dia seriam poucas para contestar tanta imbecilidade. Modéstia à parte, sou bom mesmo no diagnóstico.

E por falar em diagnóstico acurado, cuidado com a FINEP, lá tem CANTO porco (o paladino do saneamento da porca UFSM).

A porca UFSM é uma das mães da porca UNITRABALHO, e o porco CANTO era REITOR; além de admitir que ela é igualzinha a porca FATEC/UFSM - reconhecida por sua habilidade em BURLAR LICITAÇÕES PÚBLICAS -, que tanto ônus político causou ao PT, quase fazendo-o perder a prefeitura da cidade de Santa Maria, RS, Br, na última eleição.

Numa dessas, encontram algum "repasse irregular" - sem licitação -, entre as quatro Instituições.

Mas, isso é coisa de "Bebê", como afirmava o porco CANTO; ou dizendo melhor: é coisa de "MAMÁ", ou de MAMATA. TÁ, TÁ, TÁ,  melhor dizendo, como afirma ELE.


Papilomavírus e carcinoma de células escamosas.

Artigo discutido

Text in word>>>>

Rivero ER, Nunes FD. HPV in oral squamous cell carcinomas of a Brazilian population: amplification by PCR.
Pesqui Odontol Bras. 2006 Jan-Mar;20(1):21-4. Epub 2006 May 22.


Após a defesa de meu trabalho escrito (livro sobre o mecanismo biopatológico de formação das lesões granulomatosas periapicais) apresentada no meu último concurso prestado na tentativa de ingressar como docente em uma universidade pública brasileira (Disciplina de Patologia Bucal da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC), a professora Rivero – membro de minha banca examinadora -, grunhiu as seguintes palavras: "achei o texto tão pesado que quase não consegui terminar de ler. É triste ver um trabalho desperdiçado dessa forma". Com o que, concordei.

Especificamente, no meu caso, como não sou professor universitário brasileiro e não disponho dos recursos disponibilizados pela CAPES, CNPq e demais agências financiadoras da pesquisa brasileira, foi por não poder pagar a taxa de 30-40 dólares/página publicada (4 laudas), em um periódico internacional conceituado. Contudo, duvido, que nesse tipo de periódico, mesmo pagando, o trabalho Rivero ER, Nunes FD. (2006) fosse aceito.

Se bem, que do corporativo meio acadêmico brasileiro. Até isso, acontece, uma vez que em nível de publicação da produção acadêmica também ocorre uma "mamata", objetivando o favorecimento em concursos públicos de parentes, amigos e filhos de amigos dos detentores do poder acadêmico brasileiro (docentes, ex-docentes e funcionários administrativos do alto escalão), político e militar brasileiro.

Comigo, entretanto, ocorreu um processo inverso, quando li os resultados  e  a conclusão do trabalho, excessivamente, didático, da professora Rivero e do professor da Pós-graduação em Patologia Bucal da Universidade de Sao Paulo (FO/USP): "a ausência viral na amplificação do DNA do HPV por PCR em carcinoma de células escamosas orais sugere que este vírus nem sempre desempenha função importante no processo de carcinogênese", dei uma gargalhada, quase fui tomar uma cerveja (no meio da tarde) e pensei: "a exemplo da minha cara examinadora (ELA foi a única que examinou bem), acertando o diagnóstico, também acertei o diagnóstico dessas porcas ingênuas e do porco curso de pós-graduação em Patologia Bucal da FOUSP".

Como pode esse ingênuo ser professor da USP? Eles acreditam que o resultado do seu experimento esteja correto. Pior que isso, acreditaram em uma conclusão equivocada, extraída de uma amostragem com características diferentes da brasileira (Eslovênia), para justificar o resultado falso-negativo. Quanta ingenuidade!

Parafraseando a minha examinadora. Como pode um artigo científico, excessivamente, didático, porém inovador (o primeiro, talvez o único, artigo científico, em que, utilizando amplificação de PCR, não foi identificado papilomavírus em carcinomas orais), ser desperdiçado em um periódico nacional? Merecia, pelos quesitos de originalidade e inovação, publicação em periódico internacional.

A professora Fabro que me desculpe, mas nesse artigo, também, é necessário ser repetitivo, particularmente, com outro método de extração de DNA, ou com uma outra amostragem, excluindo as biópsias excisionais e/ou de pacientes submetidos a tratamento não exclusivamente cirúrgico, tal como com fluoracil e/ou mitomicina associados à radioterapia.

Além disso, não foi informado se os pacientes portadores de carcinoma oral HIV+ foram incluídos ou não no estudo de Rivero ER, Nunes FD.(20006), considerando que a terapia medicamentosa empregada no tratamento pode interferir na carga viral do papiloma vírus.

Não sei se trabalho é "pesado" demais para o entendimento do leitor (a) não muito erudito (a), ou se o artigo de Rivero ER, Nunes FD.(20006.) é excessivamente didático, pois tive dificuldade para compreender a metodologia empregada: "Somente amostras com visível APC foram incluídas no estudo". Não entendi se os autores partiram de uma amostragem com mais de 40 casos, descartando as amostras com inibidores de PCR; ou se entre os 40 casos estudados, foram descartadas as com inibidores, submetendo à PCR DNA amplificação somente as com visível APC. Em ambas alternativas, poderiam ter sido descartadas amostras positivas para HPV de baixa carga viral e acentuada presença de inibidores de PCR; parcialmente, explicando o resultado falso-negativo de seu trabalho.

Bem! Mas vamos parar com as preliminares e partir para o finalmente (viram como não menti: durante a defesa - considero as preliminares a parte mais importante de uma aula. No momento em que expus essa idéia percebi que um rubor transpareceu na fisionomia das porcas, indicativa de que estão trabalhando pouco ou estão tendo problemas nas preliminares).

Os resultados do estudo de Rivero ER, Nunes FD (2006) contrastam com os resultados publicados na literatura mundial, visto que era esperado para todos os tipos de HPV uma prevalência mínima de 12.9 % e máxima de 30.3%, em carcinomas de células escamosas orais. Em relação ao HPV 16 uma prevalência mínima de 7.7% e máxima de 25.2%.

Quando comparamos os tipos de papilomavírus pesquisados (6, 11, 16, 18, 31 e 33), os resultados também são contrastantes, pois a literatura reporta os percentuais, respectivamente, de 3.1, 1.6, 16, 8, 0.2 e 0.8%.

Além desses, outros tipos de papilomavírus têm sido identificados em carcinomas da cavidade oral ( 32, 35, 44, 53, 56, 57, 58, 68 e 81.[1]

Contrasta também em relação à sensibilidade das técnicas de amostragem utilizadas, uma vez que não foi identificada diferença entre o estudo em biópsias e por raspagem, considerando que a literatura aponta essa como mais acurada.

Considerando ainda a acentuada relação existente entre o HPV, o uso do fumo e do álcool, bem como a freqüência elevada do uso do fumo e álcool entre pacientes brasileiros com câncer oral, esse resultado também é contrastante.    

Também em displasias epiteliais de alto grau, empregando-se imunohistoquímica e amplificação de PCR, 6/41 (14.6%) lesões apresentaram positividade para o HPV; [9] confirmando-se a participação do papilomavírus na etiopatogênese do carcinoma de células escamosas da cavidade bucal, considerando que além de influenciar o  potencial proliferativo das células neoplásicas transformadas, também aumenta a a sua migração, por interferir na adesão dessas células à fibronectina da matriz extracelular, bem como induz alterações fenotípicas diretamente relacionadas com a progressão das células neoplásicas no ciclo celular. [10] Além do que, 28/40 (70%) orais carcinomas continham HPV do tipo oncogênicos 16 e 18, e 11/15 (73%) carcinomas orais apresentando mutação no gene p53 eram HPV positivos.[13]

Dos três trabalhos citados pelos autores para embasar e justificar o resultado falso-negativo de seu trabalho, em todos foi identificada a presença viral (7.5, 2.6, 11%) [6, 7, 8]. Kansky e cols. (2003) [6] - citados pelos autores -, identificaram a presença de papilomavírus dos tipos 16, 33 e 58 (8.4%) e dos tipos 11, 16, 31 e 68 (6.6%), cujos resultados também são compatíveis com a literatura.

Em recente estudo, Kansky e cols. (2006) reportaram a diferença de 2.4% em relação à presença de HPV, em lesões de carcinoma oral, comparativamente ao controle (mucosa oral normal). Em 4/44 (10%) lesões identificaram a presença de HPV dos tipos 6 e 16. [11]  Na Suécia, foi identificada uma relação estatisticamente significativa ente o alto risco de infecção por HPV e o carcinoma oral (63%); sendo os tipos de papilomavírus (HPV) de acentuado risco para o carcinoma oral, idênticos aos observados no câncer cervical. [12] No Brasil, 20% das lesões leucoplásicas, com acentuado grau de displasia epitelial, apresentam-se com infecção por papilomavírus do tipo 16/18, indicativa da participação do HPV na etiopatogênse do carcinoma oral. [15]

Tais resultados, outrossim, vêm de encontro à raridade do resultado apresentado pelos professores Rivero e Nunes (2006), talvez, o único trabalho reportado na literatura mundial em que não tenha sido identificada - usando amostras de DNA PCR amplificadas -, a presença de papilomavírus em carcinomas de células escamosas da cavidade bucal.

Diante desses resultados, possivelmente, falso-negativos, seria aconselhável refazer o experimento empregando um outro método de extração de DNA [3], pois como alerta D'Souza e cols. (2006) [2] o método de purificação e extração do DNA tem potencial impacto na detecção do DNA genômico do HPV, em amostras PCR amplificadas, devido à presença de PCR inibidores, em amostras falso-negativas, particularmente da cavidade bucal. Talvez a substituição da purificação com proteinase K + etanol pelo método da  lise celular com "puregene" produza melhores resultados (7-10%). Outra fonte potencial de erro pode ter sido a concentração de acetado de amônia utilizada. Assim, sugerimos a substituição pelos métodos de Miller e cols. (1999) [4] ou de Burger e cols. (1996), [5] em amostras obtidas exclusivamente por raspagem.

Outra conclusão equivocada é considerar a baixa carga viral, em carcinomas orais, decorrente da terapia medicamentosa, como ausência de infecção por HPV. Outrossim, dependendo da carga viral e da concentração de inibidores de PCR, em cada extrato amostral, a utilização de controle positivo não exclui a possibilidade de resultado falso-negativo.

Como os autores não mencionaram se os espécimes eram provenientes de biópsias incisionais ou excisionais, ou de ambas. Nem se os 17 pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) estavam ou não sendo submetido a tratamento medicamentoso, é provável que um percentual relativamente elevado de resultados falso-negativos tenham ocorrido, particularmente, porque em outros estudos realizados na América Latina (população com características semelhantes), empregando metodologia semelhante à utilizada no estudo de Rivero ER, Nunes FD (2006), foi reportado o percentual de 50% de carcinomas orais infectados por HPV. [14]

(o texto continua)

____________________________________________

[1] Kreimer AR, Clifford GM, Boyle P, Franceschi S. Human papillomavirus types in head and neck squamous cell carcinomas worldwide: a systematic review. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2005 Feb;14(2):467-75. Review.
 

[2] D'Souza G, Sugar E, Ruby W, Gravitt P, Gillison M. Analysis of the effect of DNA purification on detection of human papillomavirus in oral rinse samples by PCR. J Clin Microbiol. 2005 Nov;43(11):5526-35.
 

[3]  Neves AC, Rivero ERC, Silva-Valenzuela MG, Sousa SCOM, Nunes FD Método de extração de DNA de material de arquivo pelo acetato de amônio e pelo isopropanol [resumo Pb329]. Pesqui Odontol Bras 2002;16:210.

[4] Miller DN, Bryant JE, Madsen EL, Ghiorse WC. Evaluation and optimization of DNA extraction and purification procedures for soil and sediment samples. Appl Environ Microbiol. 1999 Nov;65(11):4715-24.

[5] Burger RA, Monk BJ, Kurosaki T, Anton-Culver H, Vasilev SA, Berman ML, Wilczynski SP.Human papillomavirus type 18: association with poor prognosis in early stage cervical cancer.J Natl Cancer Inst. 1996 Oct 2;88(19):1361-8. Review

[6] Kansky AA, Poljak M, Seme K, Kocjan BJ, Gale N, Luzar B, et al. Human papillomavirus DNA in oral squamous cell carcinomas and normal oral mucosa. Acta Virol 2003;47(1):11-6.

[7] Matzow T, Boysen M, Kalantari M, Johansson B, Hagmar B. Low detection rate of HPV in oral and laryngeal carcinomas. Acta Oncol 1998;37(1):73-6.

[8] Miguel RE, Villa LL, Cordeiro AC, Prado JC, Sobrinho JS, Kowalski LP. Low prevalence of human papillomavirus in a geographic region with a high incidence of head and neck cancer. Am J Surg 1998;176(5):428-9.

[9] Cunningham LL Jr, Pagano GM, Li M, Tandon R, Holm SW, White DK, Lele SM. Overexpression of p16INK4 is a reliable marker of human papillomavirus-induced oral high-grade squamous dysplasia. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2006 Jul;102(1):77-81. Epub 2006 Apr 24.

[10] Kingsley K, Johnson D, O'malley S. Transfection of oral squamous cell carcinoma with human papillomavirus-16 induces proliferative and morphological changes in vitro. Cancer Cell Int. 2006 May 22;6:14.

[11] Kansky AA, Seme K, Maver PJ, Luzar B, Gale N, Poljak M. Human papillomaviruses (HPV) in tissue specimens of oral squamous cell papillomas and normal oral mucosa. Anticancer Res. 2006 Jul-Aug;26(4B):3197-201.

[12] Rosenquist K. Risk factors in oral and oropharyngeal squamous cell carcinoma: a population-based case-control study in southern Sweden. Swed Dent J Suppl. 2005;(179):1-66.

[13] Barten M, Ostwald C, Muller P, Loning T, Milde-Langosch K, Wukasch Y. [p53 alterations and HPV status in oral squamous cell carcinomas] Verh Dtsch Ges Pathol. 1994;78:255-9. German.

[14] Correnti M, Rivera H, Cavazza ME. Detection of human papillomaviruses of high oncogenic potential in oral squamous cell carcinoma in a Venezuelan population. Oral Dis. 2004 May;10(3):163-6.

[15] Soares CP, Malavazi I, dos Reis RI, Neves KA, Zuanon JA, Benatti Neto C, Spolidorio LC, de Oliveira MR.[[Presence of human papillomavirus in malignant oral lesions] Rev Soc Bras Med Trop. 2002 Sep-Oct;35(5):439-44. Portuguese


HPV in oral squamous cell carcinomas of a Brazilian population: amplification by PCR.

Pesqui Odontol Bras. 2006 Jan-Mar;20(1):21-4. Epub 2006 May 22.

Author:

Rivero ER*

Nunes FD**

*Department of Pathology, Discipline of Oral Pathology, School of Dentistry, University of Santa Catarina (UFSC)*

**Pathology Department, Course of Postdoctoral studies in Oral Pathology, Dentistry School at the Sao Paulo University (FOUSP)  


Commentary of abspathology 

Antonio Schütz Ph.D.

Dentist, Pharmacist, Master in Oral Pathology at the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), Doctor in Oral Pathology at the Bauru School of Dentistry, University of Sao Paulo (FOB/USP), Brazil.  Address reprint request to Dr. Antonio Beltrao Schütz, José Bonifácio 2598/103, telephone: (055) 3221-6763, CEP: 97 015-450, Santa Maria, RS, Brazil.

 English Version

After the defense of my work written (book on the biopathologic mechanisms of formation of the periapical granulomatous lesions) presented in my last concourse realized in the attempt to enter as Professor a Brazilian public university (In discipline of Oral Pathology of the Federal University of Santa Catarina (UFSC), the professor Rivero - member of my board of examiners - said: "I think that the text so heavy that almost I did not finish of reading. Is sad to see a work to be wasted of this form".  With that, I agreed.

Specifically, in my case that I am not professor in Brazilian university, nor possess access to resources from CAPES and CNPq and of other financiers’ agencies of the Brazilian research, wasted them because was not possible to pay the tax of 30-40 dollar/page published (4 pages) for publication in the appraised Internationally periodical.

However, I doubt, that, in this type of periodic, same paying, the work of Rivero ER and Nunes FD. (2006) had been accepted to publication.

If well that in the corporative Brazilian academic mean until this happens, to the level of the publication of the Brazilian academic production, objectifying to favor, in public concourses, relatives, friends and children of friends of whom possesses the Brazilian academic power (professors, former-professors and administrative employees of the high administration), politician and Brazilian army.

However, when read the results and conclusion of this article, excessively didactic, published by Rivero and Nunes (2006), "the viral absence in the amplification of the DNA of the HPV for PCR in oral carcinoma cells suggests that this virus nor always plays important function in the process of carcinogenesis", I gave a laughter, and I thought, “how they can believe that this result is correct?”. Worse that this, to justify a false-negative result cited a misstated conclusion, extracted of a sample with different characteristics of the Brazilian (Slovenia).

Paraphrasing my examiner (Professor Rivero). How can a scientific article, excessively didactic; however, innovative (the first, perhaps the unique article, in that using PCR amplication, was not identified papilomavirus in oral carcinomas), to be wasted in a periodic national?

For its originality and innovation should have been   published in a periodic International. The professor Fabro who excuse me, but with this article, is also necessary to be repetitive; particularly, with other method of extraction of DNA, or with another sample, excluding the excisional biopsies and/or the patients submitted to the treatment not exclusively surgical, such as with fluoracil and/or mitomicin associate to the treatment with radiation. Moreover, was not informed if the patient carriers of oral carcinoma HIV+ were enclosed or not with the study of Rivero ER and Nunes FD. (20006.) considering that the medicaments used in the treatment of these patients, might have intervened in the viral load of papiloma virus.

I do not know if work "is weighed" for the reader not much erudite, or if the article of Rivero ER and Nunes FD.(20006.) is excessively didactic because I had difficulty to understand the employed methodology, " only samples with visible APC were enclosed in the study".

I did not understand if the authors started with a sample with more than 40 cases, having discarded the samples with PCR inhibitors; or if among the 40 studied cases, were discarded that with inhibitors of PCR, submitting to PCR DNA the amplification, only with visible APC. In both alternatives, might have been discarded positive samples for HPV of low load viral and accented PCR inhibitor presence; partially, explaining the false-negative result.

Well! Lets’ go to stop with the preliminary and to leave for the finally (Now believe in me! I did not lie: during the defense - I consider the preliminaries as the part most important of a lesson). At the moment in that I displayed this idea perceived that a redness was transparent in the physiognomies of the teachers, indicative of that or they are working little or they are having problems in the preliminaries.

The results of the study of Rivero and Nunes (2006) contrast with the results published in the world-wide literature, since was reported for all the types of HPV a prevalence from 12.9 % to 30.3%, in squamos cells carcinomas. In relation to the 16 HPV from 7.7% to 25.2%; when is compared all the searched types of papilomavírus (6, 11, 16, 18, 31 and 33), the results also contrast because the literature reports the percentages of 3.1, 1.6, 16, 8, 0.2 and 0.8%. In addition, other types of papilomavírus have been identified in oral carcinomas (16 and 18, 32, 35, 44, 53, 56, 57, 58, 68 and 81.[1]

Contrasts also in relation to sensitivity of the techniques of sampling because was not identified difference between the study in biopsies and for scraping, considering that literature points this latter as the most accurate.

Considering still the accented relation between the HPV, the use of the tobacco and the alcohol, as well as the high frequency of the use of tobacco and alcohol between Brazilian patients with oral cancer, this result also is contrasting.

Also in epithelial dysplasias of high degree, using itself immunehistochemistry and PCR amplification 6/41 (14.6%) lesions presented themselves posit for  HPV,[9] confirming the participation of the papilomavírus in the etiopathogenesis of the oral carcinoma, considering that besides influencing the potential of proliferation of the transformed neoplasic cells, it also increases the migration of these cells, for intervening with their adhesion to fibronectin of the extracellular matrix; as well as directly to induce phenotypes alterations related with the progression of the neoplasic cells in the cellular cycle.[10]

Besides, 28/40 (70%) oral carcinomas contained HPV of type 16 and 18, and 11/15 (73%) oral carcinomas presented mutation in the gene p53 were HPV positive.[13] Of the three works cited for the authors to justify the false-negative result of their work, in all was identified to viral presence (7,5, 2,6, 11%) [6, 7, 8].

Kansky et al. (2003)[6] - cited for the authors - identified the presence of papilomavírus of types 16, 33 and 58 (8.4%) and of types 11, 16, 31 and 68 (6.6%), whose resulted are also compatible with the literature.

In recent study, Kansky et al. (2006) reported the difference of 2.4% in relation to the presence of HPV in lesions of oral carcinoma, comparatively to the control (normal oral mucous). In 4/44 (10%) lesions were identified the presence of HPV of types 6 and 16.11]

In Sweden, was identified a relation statistically significant between a high risk of infection for HPV and the oral carcinoma (63%); being the types of papilomavírus (HPV) of accented risk for the oral carcinoma identical to the observed in the cervical cancer. [12] In Brazil, 20% of the leukoplastic lesions with accented degree of epithelial dysplasia are infected for papilomavírus of type 16/18; indicative of the participation of the HPV in the etiopathogesis of oral carcinoma. [15]

Such results, confirm the rarity of the result presented for professors Rivero and Nunes (2006), perhaps, the unique article reported in the world-wide literature where was not identified - using samples of amplified DNA PCR - the presence of papilomavírus, in oral carcinomas.

Considering these results, possibly, false-negative, another method of extraction of DNA would be advisable to remake the experiment using;[3] because as alert D'Souza et al. (2006) [2] the method of purification and extraction of DNA has potential impact in the detection of the genomic DNA of the HPV, in amplified samples PCR because of the presence of PCR inhibitors, in false-negative samples, particularly of the oral mucosa. Perhaps that the substitution of the purification method with proteinase K + etanol for the method of lysis cellular with "puregene" produces better resulted (7-10%). Another potential source of error may have been the acetate ammonium concentration used. Thus, we suggest the substitution for the methods of Miller et al. (1999) [4] or of Burger et al. (1996),[5] in samples gotten exclusively for scraping.

Another erroneous conclusion is to consider the decreased viral load, in oral carcinomas, caused by medicaments, as absence of infection for HPV. In the dependence of the viral load and of the concentration of PCR inhibitors, in each sample extract, the use of positive control does not exclude the possibility of false-negative result.

As the authors did not mention if the specimens were proceeding from incisional or excisional biopsies, or both. Nor if the 17 patients taken care in the Hospital of the Clinics at  University of Sao Paulo (USP) were or were being submitted to  medicament to treat cancer, is not improbable that a percentage relatively raised of false-negative results have occurred; particularly, because other studies carried through in Latin America (population with similar characteristics), using similar methodology to used in the study of Rivero ER, Nunes FD (2006), aimed the percentage of 50% of oral carcinomas infected by HPV. [14]

 


Coinfecção na cavidade oral de crianças HIV infectadas

Artigo discutido

Grando LJ, Machado DC, Spitzer S, Nachman S, Ferguson F, Berentsen B, Yurgel LS. Coinfection in the oral cavity of HIV-infected children: relation among HIV viral load, CD4+ T lymphocyte count and detection of EBV, CMV and HSV.
Pesqui Odontol Bras. 2005 Jul-Sep;19(3):228-34. Epub 2005 Nov 21.
 


Ler o trabalho de uma dos membros de minha banca examinadora, confesso, foi motivo de alívio, pois poderia ter exacerbado na demonstração de descontentamento pelo resultado do fraudulento concurso público para docente realizado na porca Disciplina de Patologia Bucal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Após o ler, entendi o porquê de ter sido reprovado por 0.03 (cada porca ingênua descontou 0.01). Também entendi alguns dos conceitos equivocados, reproduzidos por alunos da Disciplina de Patologia Oral da UFSC, que escutei quando da minha visita àquela faculdade.

Outrossim pensei: "como pode um artigo erudito desses, redigido em um inglês quase perfeito, realizado pelo erudito consórcio americano-brasileiro, ser desperdiçado em um periódico nacional"? Pior que isso, os co-autores americanos concordarem com essa publicação.

Confesso, que, apesar das infecções virais não serem o meu tema preferido, tive dificuldade para compreender o trabalho, excessivamente, didático, da professora da UFSC, Grando e cols. (2005).

Se não vejamos: a professora Grando afirma que o objetivo é detectar algumas viroses (CMV, EBV, e HSV) na cavidade oral de crianças HIV+ (aidéticas), estudando esses tipos de vírus em relação ao HIV e a contagem de células CD4+. Para isso, comparou dois grupos (crianças aidéticas brasileiras - sul do Brasil -, e americanas). Não entendi o intuito, pois  resultado esperado foi óbvio, como não poderia deixar de ser, considerando que a maioria da população brasileira apresenta evidência de prévia infecção viral (CMV, EBV, HSV).

Contudo, olho com certa desconfiança a diferença não significativa da infecção por CMV entre crianças aidéticas brasileiras e americanas, mesmo admitindo o controle da infecção entre aquelas pela terapia antiviral; particularmente, considerando as diferenças existentes entre os sistemas de saúde americano e brasileiro. Além do que, o estádio avançado de infecção entre as crianças brasileiras é maior do que o da população infantil americana, mesmo admitindo que todos pacientes eram CD4+.

Esse achado pode ser explicado por diferenças no estádio de infecção das duas populações estudadas, e não pelo controle da infecção por CMV entre as crianças brasileiras, decorrente de terapia medicamentosa, como a autora sugeriu, porquanto seria pouco provável essa terapia reduzir somente a população viral de CMV; além disso, a amostra da população infantil brasileira é constituída por 50/79 (63.29%) pacientes com infecção por HSV, enquanto que na americana, somente 6/37 (16.22%) apresentavam esse tipo de infecção (indicativa do estádio avançado de infecção), sugerindo que a diferença é significativa também em relação ao CMV. Vide tabela 2 (HSV).

               

                                       

                                       Reproduzida do texto original (Grando e cols. (2005)

Não sei se o texto é "pesado" demais para o meu entendimento ou excessivamente didático, pois tive dificuldade para compreender a tabela 4, em que a professora Grando e cols. (2005) menciona a relação entre o tipo de vírus e a contagem de células CD4+ entre crianças aidéticas brasileiras e americanas; contudo, uniu ambas em um único grupo, ao contrário do procedimento adotado na tabela 2, em que há o mesmo enunciado (crianças brasileiras e americanas) e dois grupos.

Na tabela 4, sim, ao contrário da tabela 2, a comparação entre os dois grupos estudados era obrigatória, considerando a diferença na contagem de células CD4+, existente entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, onde vários fatores inter e intra-amostrais interferem nessa contagem (a população atendida nos hospitais da PUC/RS e UFRGS, assemelha-se a dos países subdesenvolvidos, a despeito do estudo ter sido realizado em uma região do Brasil, que se assemelha à dos países desenvolvidos).

A despeito de não ser estatístico; pelo fato de ter sido comparado em cada tipo viral, somente a média de dois grupos independentes (freqüência e percentual de resultados positivos x média de células CD4+), considerando a simples análise visual da tabela 4, permitiria antever que não haveria diferença significativa na contagem de células CD4+ entre os diferentes tipos virais. Haja vista a análise em conjunto das amostras, parece-me que o teste estatístico mais acurado e indicado teria sido o teste "t" de Student não pareado, pois informaria se a contagem de células CD4+ seria significativa ou não para um determinado tipo viral, em cada uma das amostras estudadas. 

                           

                                      

                                      Reproduzida do texto original (Grando e cols. (2005)

(o texto continua)


 


Coinfection in the oral cavity of HIV-infected children: relation among HIV viral load, CD4+ T lymphocyte count and detection of EBV, CMV and HSV.

Grando LJ, Machado DC, Spitzer S, Nachman S, Ferguson F, Berentsen B, Yurgel LS. Coinfection in the oral cavity of HIV-infected children: relation among HIV viral load, CD4+ T lymphocyte count and detection of EBV, CMV and HSV.
Pesqui Odontol Bras. 2005 Jul-Sep;19(3):228-34. Epub 2005 Nov 21.
 


To read the work of one of the members of my board of examiners, confess was a reason of relief, because I could have exacerbate in the demonstration of dissatisfaction with the result of the fraudulent public concourse for Professor carried in the nut Discipline of Oral Pathology at the Federal University of Santa Catarina (UFSC).

After reading it, I understood the reason to have been disapproved for 0.03 (each ingenuous nut deducted 0.01 – imitating the pork Professor Greghi at the Bauru School of Dentistry with relation my doctoral thesis). Also I understood some of the mistaken concepts, reproduced for students of the Discipline of Oral Pathology at the UFSC, which listened when of my visit to that college.

I also thought, "as can an erudite article of these, written in an almost perfect English, carried for the qualified and erudite academic trust American-Brazilian, being wasted in a national periodic"; and worse that this, the American co-authors agree with this kind of publication.

I confess that despite the infections not to be my preferred subject, I had difficulty to understand the work excessively didactic of the teacher at the UFSC, Grando et al., (2005).

The teacher affirms that the objective was to detect some virus (CMV, EBV, and HSV) in the mouth children HIV+, studying these types of virus in relation to the HIV, counting the cells CD4+. For this, ware compared two groups (Brazilian children - south of Brazil - and Americans HIV+).

I did not understand the intention because the resulted waited was obvious, as it could not leave of being; considering that the majority of the Brazilian population presents evidence of previous viral infection (CMV, EBV, HSV). However, eye with certain diffidence the not significant difference of the infection by CMV between Brazilian and American HIV+ children, same admitting the control of the infection among Brazilian children for the antiviral therapy; particularly, because of the  differences between the systems of American and Brazilian health.

Besides, the advanced stadium of infection among the Brazilian children is bigger than of the American infantile population, same admitting that all patients were CD4+.

This finding may be explained by differences in the stadium of infection of the two studied populations, and not for the control of the infection for CMV between the Brazilian children resultant of therapy, as the author suggested, because would be little probable it only to reduce the population viral of CMV; besides, the sample of the Brazilian infantile population was constituted by 50/79 (63.29%) patient with infection for HSV, while in the American, only 6/37 (16.22%) presented this type of infection (indicative of the advanced stadium of infection); therefore, indicating that the difference is also significant in relation to the CMV. Vide table 2 (HSV).

                                                    TABLE 2

I do not know if the text "is much weighed" for my understanding, because I had difficulty to understand table 4, where the teacher Grando et al. (2005) mentioned the relation between the type of virus and the counting of cells CD4+ among Brazilian and American children; however, joining both in an unique group, in contrast with the procedure adopted in table 2, where was also reported the same enunciated (Brazilian and American children) and two groups.

 In table 4, in contrast with table 2, the comparison between the two studied groups was obligator; considering the difference in the counting of cells CD4+, existing, between developed and underdeveloped countries, where some inter and intra factors show to intervene in this counting (the population taken care at the hospitals of PUC/RS and URFGS, resembles the population of the underdeveloped countries, in spite of the study to have been carried in a region of Brazil, which resembles the developed countries).

 In spite of not being statistic considering that were compared, in each viral type, only the average of two independent groups (frequency and percentage of average positive results x of cells CD4+), the simple visual analysis of the table 4, would sign to a non-significant difference in the counting of cells CD4+ between the different viral types.

 Considering the analysis in conjunct of the samples, seems me that the most accurate statistical test would have been the unpaired test "t" of Student, because would inform if the counting of cells CD4+ would be significant or not for one certain viral type, in each one of the studied samples

 

                                                       TABLE 4

(o texto continua)

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