Ajahn Chah

(1918-1981)

REFLEXÕES

Trad. Antonio Carlos Rocha

Compilado y Editado por
Dhamma Garden
Transcripto para Internet por el
Monasterio Buddhista Abhayagiri
 
 

(*) O texto acima é um monólogo onde  o Ven. Ajahn Chah pergunta a si mesmo. E ele mesmo responde: Não Ajahn Chah. Este conceituado monge nasceu no Laos, passou grande parte de sua vida na Tailândia, onde veio a falecer.
 

NASCIMENTO E MORTE
 

1 - Uma boa prática é perguntar-se com toda sinceridade: "Por que nasci?" Faça, a si mesmo, esta pergunta pela manhã, à tarde e à noite... todos os dias.

2 - Nosso nascimento e morte são uma só coisa. Não se pode ter um sem o outro. Resulta curioso observar como, frente a morte, as pessoas estão tão chorosas e tristes e frente ao nascimento tão felizes e alegres. É uma ilusão. Creio que se você realmente quer chorar, seria melhor fazê-lo quando alguém nasce. Chore a princípio, porque se não houvesse nascimento não haveria morte. Você pode entender isso?

3 - Você consegue imaginar como será viver no ventre de uma mulher? "Que incômodo deve ser!".Só em ficarmos a sós durante um tempo já sofremos. Quão difícil deve ser ficar sozinho em uma quarto, por um dia, com todas as portas e janelas fechadas. Só em pensar já ficamos sufocados. E, apesar disso, você ainda quer colocar sua cabeça justamente aí, colocar seu pescoço na forca mais uma vez?
- Ajahn Chah.

4 - Por que nascemos? Nascemos para ter que nascer outra vez.
 Ajahn Chah

5 - Quando uma pessoa não compreende a morte, a vida pode ser muito confusa.
Ajahn Chah

6 - O Buda ensinou a seu discípulo Ananda a observar a impermanência, a ver a morte em cada respiração. Devemos conhecer a morte; devemos morrer de modo que possamos viver. Que significa isto? Morrer é chegar ao fim de nossas dúvidas, de todas as nossas perguntas, e só estar aqui com a realidade presente. Você nunca pode morrer amanhã.
Ajahn Chah

7 - Você deve morrer agora. O que pode fazer? Se você pode fazer, você conhecerá a paz de não mais fazer perguntas. A morte está tão perto como nossa respiração.
Ajahn Chah

8 - Se você treinou adequadamente não se sentirá atemorizado quando ficar enfermo, nem alterado quando alguém morre. Quando for internar-se em um hospital para um tratamento, determine em sua mente que se você melhorar isso está bem e que se você morrer, também está bem. Garanto que se os médicos me dissessem que  tenho câncer e que vou morrer em uns poucos meses, eu diria para todos: "Tenham cuidado, porque a morte está vindo para vocês também. Só é uma questão de saber quem vai primeiro e quem vai depois." Os médicos não vão curá-los da morte, nem a impedirão. Só o Buda é esse tipo de médico, então, por que não seguimos adiante e usamos a medicina do Buda?
Ajahn Chah

9 - Se você está assustado pela doença, se teme a morte, então você deveria contemplar de onde elas vêm. "De onde vêm, a doença e a morte? Surgem do nascimento. Portanto, não fique triste quando alguém morre - é só a natureza, e seu sofrimento nesta vida terminou. Se quer ficar triste, fique triste quando a pessoa nasce: "Oh! não, aqui vem elas (a doença e a morte) outra vez!. Vão sofrer e morrer outra vez !".
Ajahn Chah

10 - "Aquele que sabe" sabe com clareza que todos os fenômenos são sem substâncias. De modo que "Aquele que sabe" não fica feliz ou triste, não vai atrás de condições de mudança. Ficar feliz, é nascer; ficar pesaroso é morrer. Estando morto, nascemos outra vez; havendo nascido, morremos outra vez. Este nascimento e morte de um momento ao seguinte é a interminável  roda do samsara.
Ajahn Chah

11 - Se o corpo pudesse falar estaria nos dizendo todo dia: "Você não é meu dono". Na realidade ele está nos dizendo isso, o tempo todo, mas no idioma do Dhamma, de modo que não estamos capacitados para compreendê-lo.
- Ajaha Chah

12 - As condições não nos pertencem.Seguem seu próprio rumo natural. Não podemos fazer nada sobre a forma que tem o corpo. Podemos embelezá-lo um pouco, fazer com que pareça atrativo e limpo durante um tempo; como as mulheres, as jovens que  pintam os lábios e cuidam das unhas, mas quando chega a velhice todos estamos no mesmo barco. Assim é o corpo. Não podemos fazer de outra maneira. Sem dúvida, o que podemos melhorar e embelezar é a mente.
- Ajahn Chah

13 - Se nosso corpo, realmente, nos pertencesse, obedeceria a nossas ordens. Se lhe dissemos: "Não envelheça" ou "Proibo-te de ficares doente". Não! Não se iluda. Só alugamos esta "casa", não a possuímos. Se cremos que nos pertence sofremos quando temos que deixá-la. Mas na realidade, não existe tal coisa como um eu permanente, não há nada invariável ou sólido a que possamos nos segurar.
- Ajahn Chah

14 - Há gente que nasce e morre e nunca está consciente de sua respiração entrando e saindo de seu corpo. Isso mostra quão longe vivem de si mesmos.
-Ajahn Chah

15 - O tempo é nossa respiração presente.
- Ajahn Chah

16 - Você diz que está muito ocupado para meditar. Você tem tempo para respirar? A meditação é sua respiração. Por que tem tempo para respirar, mas não para meditar? A respiração é algo vital para a nossa vida. Se você vê que a prática do Dhamma é vital para sua vida, então sentirá que a respiração e a prática do Dhamma têm a mesma importância.
- Ajahn Chah

17 - O que é o Dhamma? Não há nada que não o seja.
- Ajahn Chah

18 - Como ensina o Dhamma sobre o modo adequado de viver? Ele nos mostra como viver. Ele tem muitas maneiras de mostrar isso? Sim, nas pedras, nas árvores ou então frente a você mesmo. É um ensinamento, mas não com palavras. Portanto, serene a mente, o coração e aprenda a observar. Encontrará o Dhamma revelando-se em sua totalidade aqui e agora. Em que outro momento e lugar você vai encontrá-lo?
- Ajahn Chah

19 - Primeiro você entende o Dhamma com o seu pensamento. Se começa a entendê-lo, você praticará. E se o pratica, começa a vê-lo, você está no Dhamma e tem a alegria de Buda.
- Ajahn Chah

20 - O Dhamma tem que ser achado através do exame de seu próprio coração e mediante a observação do que é verdadeiro e do que não o é, do que é equilibrado e do que não é equilibrado.
- Ajahn Chah

Há uma só magia real, a magia do Dhamma. Qualquer outra magia é como a ilusão de um truque com as cartas. Nos distrái do jogo verdadeiro: nossa relação com a vida humana, o nascimento, a morte e a liberdade.
Ajahn Chah

Qualquer coisa que faça, converta-a em uma prática do Dhamma. Se não se sente bem, olhe em seu interior. Se você se dá conta de que é incorreta e ainda faz esta coisa, isso é impureza.
Ajahn Chah

É difícil encontrar os que escutam o Dhamma, os que lembram do Dhamma e o praticam, os que chegam ao Dhamma e o vêem.
Ajahn Chah

Tudo é Dhamma se estamos plenamente atentos. Quando vemos os animais que fogem do perigo, vemos que são iguais a nós. Fogem do sofrimento e correm atrás da felicidade. Também têm medo. Temem por suas vidas igual a nós. Quando os observamos de acordo com a verdade, vemos que os animais e os seres humanos não são diferentes. Todos somos companheiros mútuos de nascimento, velhice, enfermidade e morte.
Ajahn Chah

Mais além do tempo e do lugar, toda prática do Dhamma alcança a sua culminância no ponto onde não há nada. É o lugar da renúncia, do vazio, o lugar de onde nos desprendemos de nossos  apegos. Essse é o final.
Ajahn Chah

O Dhamma não está muito longe. Está diretamente conosco. O Dhamma não trata de anjos do céu nem de nenhuma outra coisa como essa. Simplesmente é sobre  nós, sobre o que estamos fazendo agora. Observe você mesmo. Algumas vezes há felicidade, outras vezes sofrimento, em algumas ocasiões bem-estar, às vezes dor... este é o Dhamma. Você o vê? Para conhecer o Dhamma, você tem que ler as suas experiências.
Ajahn Chah

O Buda quis que nos conectássemos com o Dhamma, mas as pessoas só fazem o contato com as palavras, os livros e as escrituras. Isso é fazer contato colm aquilo que é "sobre" o Dhamma, não com o Dhamma "real" como foi ensinado pelo nosso Grande Mestre. Como podem dizer as pessoas que estão praticando adequada e apropriadamente se não fazem isso? Estão muito longe de fazê-lo.
Ajahn Chah

Quando você escuta o Dhamma deve abrir o seu coração e sossegar-se no centro. Não trate de acumular o que escuta nem de fazer um laborioso esforço para reter o que ouve na memória. Só deixe que o Dhamma flua para dentro do seu coração e se manifeste a si mesmo, e mantenha-se continuamente aberto a seu fluir no momento presente. O que está pronto para ser retido assim o será, e isto ocorrerá de acordo com sua própria harmonia, não através de um esforço determinado de sua parte.
Ajahn Chah

Do mesmo modo, quando expliquei o Dhamma, não deve forçar-se a si mesmo. Deveria suceder por si mesmo e deveria fluir espontaneamente a partir do momento presente e das circunstâncias. As pessoas têm diferentes níveis de capacidade receptiva, e quando você se encontra ali, ao mesmo nível, só sucede, o Dhamma flui. O Buda tinha a habilidade de conhecer o temperamento das pessoas e suas capacidades receptivas. Ele usava este mesmo método de ensinamento espontâneo. Não que ele possuísse nenhum poder sobrehumano especial para ensinar, mas sim que era muito sensível às necessidades espirituais das pessoas que iam até Ele para ouví-lo, e lhes ensinava de acordo com isso.
Ajahn Chah

Somente um livro vale a pena ler: o coração.
Ajahn Chah

O Buda nos ensinou que qualquer coisa que inquiete a mente durante a nossa prática atrapalha. As impurezas são inquietantes. Não é a mente que se inquieta! Não sabemos o que são nossas mentes e impurezas. Qualquer coisa com a qual não estejamos satisfeitos,  preferimos ignorar e não vamos querer saber nada sobre essa coisa. Nosso modo de viver não é difícil. O que é difícil é não estar satisfeito, é não nos harmonizarmos com esse fato. Nossas impurezas é que são o difícil.
Ajahn Chah

O mundo se acha em um estado de cansaço febril. A mente muda do gosto ao desgosto com o cansaço febril do mundo. Se podemos aprender a aquietar a mente, isto será a melhor ajuda  para o mundo.
Ajahn Chah

Se sua mente é feliz, então você é feliz em qualquer lugar que vá. Quando a sabedoria se desperta dentro de si, verá a Verdade onde quer que olhe, em tudo o que há. Da mesma forma, quando você aprendeu a ler - você agora pode ler em qualquer lugar que esteja.
Ajahn Chah

Se você é alérgico em um lugar será alérgico em todos os lugares. Mas não é o lugar externo que lhe está causando problemas. É o lugar dentro de você.
Ajahn Chah

Preste atenção à sua própria mente. Aquele que carrega coisas, segura coisas, mas o que só as observa só vê o peso das mesmas. Desfaça-se das coisas, solte-as e encontre claridade.
Ajahn Chah

A mente é intrinsecamente tranquila. A ansiedade e a confusão nascem fora desta tranquilidade. Se uma pessoa observa e conhece esta confusão, então a mente se tranquiliza uma vez mais.
Ajahn Chah

O budismo é uma religião do coração. Só isso. Aquele que pratica o desenvolvimento do coração pratica budismo.
Ajahn Chah

Quando a luz é tênue, não é fácil ver as velhas teias de aranha nos cantos de uma casa. Mas quando a luz é brilhante, se pode vê-las com claridade e, portanto, podemos nos desfazer delas. Quando sua mente estiver brilhante, poderá ver as  suas impurezas claramente e podemos então limpá-las.
Ajahn Chah

O fortalecimento da mente não se faz movendo-a daqui para ali, como se faz para fortalecer o corpo, mas sim levando-a a deter-se,  aquietar-se.
Ajahn Chah

Visto que as pessoas não se observam, elas podem cometer toda sorte de más ações. Não se fixem em suas próprias mentes. Quando as pessoas vão fazer algo mal tem que olhar primeiro ao redor para ver se há alguém  observando: "Minha mãe vai me ver?", "Meu esposo vai me ver?", "Meus filhos vão me ver?", "Minha esposa vai me ver?" Se não há ninguém observando seguem adiante e o fazem. Isto é insultar a si mesmo. Dizem que ninguém está olhando e rapidamente terminam com sua má ação antes que alguém os veja. E, o que se passa com eles? Eles são "alguém" olhando a si mesmos, mas não se dão conta disto?
Ajahn Chah

Use seu coração para escutar os Ensinamentos, não os seus ouvidos.
Ajahn Chah

Vejamos aqueles que batalham contra suas impurezas e as conquistam. Isto se chama combater interiormente. Os que combatem exteriormente se apegam a bombas e pistolas. Conquistam ou são conquistados. Conquistar os outros dessa maneira é o que faz o mundo. Na prática do Dhamma não temos que combater os outros, mas sim conquistar nossas próprias mentes, resistindo pacientemente a todos os nossos estados de ânimo.
Ajahn Chah

De onde vem a chuva? Vem de toda água suja que se evapora da terra, assim como a urina e a água que você joga fora depois que lavou os pés. Não é maravilhoso que o céu possa transformar essa água suja em água limpa e pura? Sua mente pode fazer o mesmo com suas impurezas se você quiser.
Ajahn Chah

O Buda falou de julgar somente a si mesmo, e de não julgar aos outros, não importa quão bem ou qual mal possam fazer. O Buda indica o caminho dizendo: "A Verdade é assim". Agora, a nossa mente é assim ou não?
Ajahn Chah

Somente um livro vale a pena ler: o coração.
Ajahn Chah

O Buda nos ensinou que qualquer coisa que inquiete a mente durante a nossa prática atrapalha. As impurezas são inquietantes. Não é a mente que se inquieta! Não sabemos o que são nossas mentes e impurezas. Qualquer coisa com a qual não estejamos satisfeitos,  preferimos ignorar e não vamos querer saber nada sobre essa coisa. Nosso modo de viver não é difícil. O que é difícil é não estar satisfeito, é não nos harmonizarmos com esse fato. Nossas impurezas é que são o difícil.
Ajahn Chah

O mundo se acha em um estado de cansaço febril. A mente muda do gosto ao desgosto com o cansaço febril do mundo. Se podemos aprender a aquietar a mente, isto será a melhor ajuda  para o mundo.
Ajahn Chah

Se sua mente é feliz, então você é feliz em qualquer lugar que vá. Quando a sabedoria se desperta dentro de si, verá a Verdade onde quer que olhe, em tudo o que há. Da mesma forma, quando você aprendeu a ler - você agora pode ler em qualquer lugar que esteja.
Ajahn Chah

Se você é alérgico em um lugar será alérgico em todos os lugares. Mas não é o lugar externo que lhe está causando problemas. É o lugar dentro de você.
Ajahn Chah

Preste atenção à sua própria mente. Aquele que carrega coisas, segura coisas, mas o que só as observa só vê o peso das mesmas. Desfaça-se das coisas, solte-as e encontre claridade.
Ajahn Chah

A mente é intrinsecamente tranquila. A ansiedade e a confusão nascem fora desta tranquilidade. Se uma pessoa observa e conhece esta confusão, então a mente se tranquiliza uma vez mais.
Ajahn Chah

O budismo é uma religião do coração. Só isso. Aquele que pratica o desenvolvimento do coração pratica budismo.
Ajahn Chah

Quando a luz é tênue, não é fácil ver as velhas teias de aranha nos cantos de uma casa. Mas quando a luz é brilhante, se pode vê-las com claridade e, portanto, podemos nos desfazer delas. Quando sua mente estiver brilhante, poderá ver as  suas impurezas claramente e podemos então limpá-las.
Ajahn Chah

O fortalecimento da mente não se faz movendo-a daqui para ali, como se faz para fortalecer o corpo, mas sim levando-a a deter-se,  aquietar-se.
Ajahn Chah

Visto que as pessoas não se observam, elas podem cometer toda sorte de más ações. Não se fixem em suas próprias mentes. Quando as pessoas vão fazer algo mal tem que olhar primeiro ao redor para ver se há alguém  observando: "Minha mãe vai me ver?", "Meu esposo vai me ver?", "Meus filhos vão me ver?", "Minha esposa vai me ver?" Se não há ninguém observando seguem adiante e o fazem. Isto é insultar a si mesmo. Dizem que ninguém está olhando e rapidamente terminam com sua má ação antes que alguém os veja. E, o que se passa com eles? Eles são "alguém" olhando a si mesmos, mas não se dão conta disto?
Ajahn Chah

Use seu coração para escutar os Ensinamentos, não os seus ouvidos.
Ajahn Chah

Vejamos aqueles que batalham contra suas impurezas e as conquistam. Isto se chama combater interiormente. Os que combatem exteriormente se apegam a bombas e pistolas. Conquistam ou são conquistados. Conquistar os outros dessa maneira é o que faz o mundo. Na prática do Dhamma não temos que combater os outros, mas sim conquistar nossas próprias mentes, resistindo pacientemente a todos os nossos estados de ânimo.
Ajahn Chah

De onde vem a chuva? Vem de toda água suja que se evapora da terra, assim como a urina e a água que você joga fora depois que lavou os pés. Não é maravilhoso que o céu possa transformar essa água suja em água limpa e pura? Sua mente pode fazer o mesmo com suas impurezas se você quiser.
Ajahn Chah

O Buda falou de julgar somente a si mesmo, e de não julgar aos outros, não importa quão bem ou qual mal possam fazer. O Buda indica o caminho dizendo: "A Verdade é assim". Agora, a nossa mente é assim ou não?
Ajahn Chah

Kamma

Quando os que não entendem o Dhamma atuam indevidamente, olham ao redor para assegurar-se de que ninguém os estejam vigiando. Mas nosso carma sempre está vigiando. Na realidade, sempre há consequências em qualquer ato.
Ajahn Chah

As boas ações trazem bons resultados, as más ações maus resultados. Não espere que os deuses façam coisas para você, ou que os anjos ou as divindades tutelares o protejam, ou que ajudem os dias propícios. Estas coisas não são verdadeiras. Não creia nelas. Se crer nelas, você sofrerá. Sempre estará aguardando o dia apropriado, o mês apropriado, o ano apropriado, os anjos ou as divindades tutelares. Dessa maneira só sofrerá. Examine suas próprias ações e o seu modo de falar, analise seu próprio carma. Fazendo o bem, herdará benevolência, fazendo o mal, herdará falta de bondade. Ajahn Chah

Mediante a prática adequada você deixa que seu velho carma se desgaste. Dando-se conta de como surgem e se vão as coisas, sensivelmente pode estar atento e deixá-las seguir seu próprio rumo. É como ter duas árvores: se fertiliza e rega uma e não cuida da outra, não há dúvida de que uma crescerá e a outra morrerá. Ajahn Chah

Alguns de vocês percorreram milhares de milhas, desde a Europa e América e de muitos outros lugares distantes para escutar o Dhamma aqui, no monastério de Nong Pah Pong. E pensar que vocês vieram de tão longe e que passaram por muitos problemas para chegar até aqui. Temos estas pessoas que vivem aqui, elas não vivem mais fora dos muros do monastério, mas alguns ainda não passaram pelo portão. Isso faz com que apreciem melhor os seus bons carmas, não é assim? Ajahn Chah

Quando você faz algo mau, não há nenhum lugar onde possa se esconder. Ainda que outros não o vejam, você está vendo a si mesmo. Ainda que se esconda em um buraco encontrará a si mesmo lá dentro. Não há uma forma em que você possa cometer más ações e sair-se bem. Ainda assim, deveria observar sua própria pureza também. Observe tudo - paz, agitação, liberação, seus apegos; veja tudo por si mesmo.
Ajahn Chah
20
La Práctica de la Meditación
58
Si usted quiere estar por aquí para conocer al futuro Buda, entonces no practique.
Probablemente estará por aquí lo suficiente como para verlo cuando venga.
59
He oído a la gente decir: "¡Oh!... este fue un año muy malo para mí". "¿Cómo es
posible?", les pregunto. "Estuve enfermo todo el año", responden. "No he podido
practicar para nada." ¡Oh! Si no practican cuando la muerte anda cerca, ¿cuándo van a
practicar entonces? ¡No! Se pierden cuando hay felicidad. Si están sufriendo, a pesar de
eso no practican. Cuando eso pasa se pierden también. No sé cuándo cree la gente que
va a practicar.
60
Ya he formulado el horario y las reglas del monasterio. No transgredan las normas
existentes. Cualquiera que lo hace es alguien que no ha venido con la verdadera
intención de practicar. ¿Cómo puede, tal persona, tener la esperanza de comprender algo
alguna vez? Aún si durmiese cerca de mí todos los días no me vería. Aún si durmiese
cerca del Buda, no vería al Buda si no practicase.
61
No piense que sólo sentándose con los ojos cerrados usted practica. Si piensa de esta
manera, entonces cambie rápidamente su forma de pensar. La práctica sostenida
consiste en mantener la atención plena en cada postura, ya sea sentado, caminando,
parado o acostado. Cuando deja de estar sentado, no piense que está saliendo de la
meditación, sino que sólo está cambiando de postura. Si piensa así, tendrá paz.
Dondequiera que se encuentre, tendrá esa disposición de práctica constantemente.
Conservará una continua atención plena dentro de usted mismo.
21
62
"Hasta tanto no haya alcanzado la Suprema Iluminación no me levantaré de este lugar,
aún si mi sangre se seca completamente." Leyéndolo así en los libros usted puede
pensar en probarlo por sí mismo. Usted lo haría así como lo hizo el Buda. Pero no ha
considerado que su automóvil es nada más que uno pequeño. El automóvil del Buda era,
realmente, uno grande. Él podía hacerlo todo de una sola vez. ¿Cómo se le puede ocurrir
que es capaz de comprenderlo todo de una sola vez con su pequeño, diminuto
automóvil? Es una historia totalmente distinta.
63
Fui por todas partes buscando lugares para meditar. No me di cuenta de que el lugar ya
estaba allí, en mi corazón. Toda la meditación está allí, dentro de usted. Nacimiento,
vejez, enfermedad y muerte, están justo allí, dentro de usted. Viajé por todas partes
hasta que estuve a punto de caer muerto de cansancio. Sólo entonces, cuando me
detuve, encontré lo que estaba buscando, dentro de mí.
64
Nosotros no meditamos para ver el cielo, sino para terminar con el sufrimiento.
65
No se apegue a visiones ni a luces durante la meditación, no vaya detrás de ellas para
nada. ¿Qué es lo que hay de extraordinario en la luminosidad? Mi linterna la tiene. No
puede ser de ayuda para liberarnos de nuestro sufrimiento.
66
Sin la meditación usted está ciego y sordo. El Dhamma no puede ser observado con
facilidad. Usted debe meditar para ver lo que nunca ha visto. ¿Nació maestro? No.
Primero debe estudiar. Un limón es ácido sólo cuando lo ha probado.
67
Cuando se encuentre sentado en meditación, diga, frente a cada pensamiento que pasa
por ahí: "Ese no es asunto mío."
22
68
Debemos practicar cuando estamos desganados y no únicamente cuando nos sentimos
llenos de energía o de humor para hacerlo. Eso es practicar de acuerdo a la enseñanza
del Buda. De ser por nosotros, practicamos solamente cuando nos sentimos bien.
¿Cómo vamos a llegar a alguna parte de ese modo? ¿Cómo vamos a cortar la corriente
de las impurezas cuando practicamos sólo de acuerdo a nuestros caprichos?
69
En cualquier cosa que hagamos, debemos observarnos a nosotros mismos. La lectura de
libros nunca origina nada. Los días pasan pero no nos observamos. Saber sobre la
práctica es practicar para saber.
70
Por supuesto que hay docenas de técnicas de meditación, pero todas ellas se resumen
únicamente en esto: dejar que todo sea. Colóquese aquí a un lado, donde hay calma,
fuera de la batalla. ¿Por qué no prueba?
71
Quedarse sólo pensando en la práctica, es como tratar de hacer un agujero en la sombra
y no darse cuenta de lo esencial.
72
Cuando había practicado tan sólo durante algunos pocos años, aún no podía confiar en
mí mismo. Pero una vez que obtuve mucha más experiencia aprendí a tener confianza
en mi propio corazón. Cuando usted posee esta profunda comprensión, cualquier cosa
que pase, usted puede dejarla pasar, y todo sólo brotará y morirá. Usted llegará a un
punto en el que el corazón en sí dice qué hay que hacer.
73
En la práctica de la meditación, es peor, en verdad, estar atrapado en la serenidad que
atascado en la inquietud, debido a que al menos usted querrá escapar de la inquietud, en
tanto que se halla satisfecho con permanecer en la calma sin ir más allá. Cuando los
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estados de claridad gozosa se manifiesten durante la práctica de la meditación no se
apegue a ellos.
74
En la meditación se trata únicamente de la mente y las sensaciones. No es algo que
usted tenga que perseguir o algo con lo que tenga que luchar. La respiración continúa
mientras trabaja. La naturaleza cuida de los procesos naturales. Todo lo que tenemos
que hacer es estar atentos, volviéndonos hacia nuestro interior para observar claramente.
Así es la meditación.
75
No practicar adecuadamente es estar desatento. Estar desatento es como estar muerto.
Pregúntese a sí mismo si tendrá tiempo para practicar cuando muera. Pregúntese
continuamente: "¿cuándo moriré?" Si lo contemplamos así, nuestra mente estará alerta
en cada segundo, la cautela siempre estará presente y la atención plena y concentrada
seguirá automáticamente. Surgirá la sabiduría al observar cómo son las cosas en
realidad. La atención plena y concentrada protege a la mente de tal modo que ella sabe
cuándo surgen las sensaciones a cada momento, noche y día. Tener atención plena y
concentrada significa estar tranquilo. Estar tranquilo significa ser cuidadoso. Si uno es
cuidadoso, entonces uno practica como se debe.
76
Los fundamentos de nuestra práctica deben ser: primero, ser honesto y honrado;
segundo, estar prevenido frente a las acciones incorrectas; y tercero, ser humilde dentro
del propio corazón, ser discreto y estar satisfecho con poco. Si estamos satisfechos con
poco en lo que atañe a nuestras palabras y a todas las otras cosas, nos veremos a
nosotros mismos, no estaremos distraídos. La mente estará cimentada en la virtud, la
concentración y la sabiduría.
77
Al principio usted se apura para avanzar, se apura para regresar y se apura para
detenerse. Usted continúa así con la práctica hasta que llega a un punto donde parece
que no se trata de avanzar, ni de regresar, ¡ni tampoco de detenerse! Se terminó. No hay
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un detenerse, ni un ir hacia delante, ni un volver atrás. Se terminó. En ese momento
usted se dará cuenta de que allí, en realidad, no hay nada de nada.
78
Recuerde que usted no medita para "obtener" nada, sino para "quitarse" cosas de
encima. Lo hacemos, no con deseo, sino con desprendimiento. Si "quiere" alguna cosa,
no la encontrará.
79
El corazón del sendero es bastante simple. No hay necesidad de explicar nada
extensamente. Libérese del amor y del odio y deje que las cosas sean. Eso es todo lo que
hago en mi propia práctica.
80
Haciendo preguntas fuera de propósito revela que usted todavía está atrapado en la
indecisión. Hablar sobre la práctica está bien si ayuda a la contemplación. Pero depende
de usted mismo ver la Verdad.
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Meditamos para aprender cómo dejar ir, no para incrementar nuestro apego a las cosas.
La iluminación se manifiesta cuando usted deja de querer absolutamente todo.
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Si tiene tiempo para estar atento, entonces tiene tiempo para meditar.
83
Hace poco alguien me preguntó: "A medida que meditamos varias cosas se presentan en
la mente; ¿deberíamos investigarlas o sólo notarlas yendo y viniendo?" Si usted ve pasar
a alguien a quien no conoce, podría preguntarse: "¿Quién es? ¿Dónde va? ¿Qué hace
aquí?" Pero, si conoce a la persona, es suficiente con notar su paso.
25
84
El deseo en la práctica puede ser un amigo o un enemigo. Como amigo, hace que
tengamos ganas de practicar, de comprender, de terminar con el sufrimiento. Pero estar
siempre deseando algo que no ha surgido aún, querer que las cosas sean de otra manera,
solamente causa más sufrimiento, y éste es el caso cuando el deseo puede ser un
adversario. Al final, debemos aprender a deshacernos de todos nuestros deseos, aún del
deseo de alcanzar la iluminación. Sólo entonces podemos ser libres.
85
Una vez alguien le preguntó a Ajahn Chah sobre su manera de enseñar meditación:
"¿Usa usted el método de entrevistas diarias para examinar el estado de la mente de una
persona?" Ajahn Chah respondió diciendo: "Aquí yo enseño a mis discípulos a
examinar sus propios estados mentales, a entrevistarse a sí mismos. Tal vez un monje
hoy está enojado, o quizás tiene un deseo en mente. Yo no sé nada sobre eso pero él
debería. No tiene que venir y preguntarme por ello, ¿no es así?
86
Nuestra vida es un conjunto de elementos. Usamos convenciones para describir cosas,
pero nos apegamos a las convenciones y las tomamos por algo real. Por ejemplo, las
personas y las cosas tienen nombres propios. Podríamos retornar a los comienzos, antes
de que las personas y las cosas recibieran un nombre y llamar a los hombres "mujeres" y
a las mujeres "hombres", ¿cuál sería la diferencia? Pero nos aferramos a los nombres y a
los conceptos, y así tenemos la guerra de los sexos y otras guerras también. La
meditación es para ver a través de todo esto. Sólo así podemos alcanzar lo
incondicionado y estar en paz, no en guerra.
87
Algunas personas entran al monacato a través de la fe, pero después transitan a lo largo
y a lo ancho de todo lo que el Buda enseñó. Saben más, pero se niegan a practicar como
se debe. De hecho, hoy día no hay muchos que realmente practiquen.
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88
Teoría y práctica. La primera conoce el nombre de la planta medicinal y la segunda sale
a encontrarla y la utiliza.
89
Ruido. A usted le agrada el sonido de los pájaros pero no el de los automóviles. Le tiene
miedo a la gente y a los ruidos y por lo tanto le gusta vivir sólo en al bosque. Libérese
del ruido y cuide al bebé. El "bebé" es su práctica.
90
Un novicio recién ordenado le preguntó a Ajahn Chah cuál era su consejo para los que
eran principiantes en la práctica de la meditación. "El mismo que le doy a aquellos que
han estado aquí desde hace tiempo", respondió. ¿Y cuál es? "Tan sólo persista en la
tarea", dijo él.
91
La gente dice que la enseñanza del Buda es verdad, pero que resulta imposible
practicarla en el ámbito social. Dicen cosas como: "Soy joven, así que no tengo ocasión
de practicar, pero cuando sea viejo, practicaré". ¿Diría usted: "Soy joven, así que no
tengo tiempo para comer?" Si yo le clavase una estaca ardiente, ¿diría: "Estoy
sufriendo, es verdad, pero debido a que vivo en el ámbito social no puedo sacármela de
encima?"
92
Virtud, concentración y sabiduría, juntos forman el corazón de la práctica budista. La
virtud mantiene al cuerpo y al propio lenguaje intactos. Y el cuerpo es la morada de la
mente. Así es que la práctica tiene la forma de la virtud, la forma de la concentración y
la forma de la sabiduría. Es como un mismo pedazo de madera cortado en tres partes,
aunque realmente es un solo tronco. Si queremos desechar el cuerpo y la mente, no
podemos. Si queremos desechar la mente, no podemos. Debemos practicar con el
cuerpo y la mente. De modo que, en verdad, virtud, concentración y sabiduría trabajan
juntos en una sola unión armoniosa.
27
No–Ser
93
Una dama, devota y anciana, llegó en peregrinaje hasta Wat Pah Pong desde una
provincia cercana. Le dijo a Ajahn Chah que podía quedarse sólo por un corto período
de tiempo debido a que tenía que volver para cuidar a sus nietos y, dado que era una
vieja dama, le solicitó que por favor le ofreciese una breve charla sobre el Dhamma.
Ajahn Chah le respondió con energía: "¡Preste atención y escuche! ¡No hay nadie allí,
solamente eso! Nadie que sea dueño, nadie que sea viejo, que sea joven, que sea bueno
o malo, débil o fuerte, sólo eso, eso es todo – nada más que diversos elementos de la
naturaleza operando de acuerdo a su propia condición, todos vacíos. ¡Nadie que nace ni
nadie que muere! Aquellos que hablan de nacimiento y de muerte están hablando el
lenguaje de niños ignorantes. En el idioma del corazón, del Dhamma, no hay tales cosas
como nacimiento y muerte."
94
El verdadero fundamento de la enseñanza consiste en observar al "yo" como algo vacío.
Pero las personas vienen a estudiar el Dhamma para incrementar la propia opinión de su
yo, de modo que no quieren experimentar ni sufrimiento ni dificultades. Quieren que
todo sea cómodo y agradable. Ellos querrían trascender el sufrimiento, pero si todavía
hay un "yo", ¿cómo podrán hacerlo alguna vez?
95
Así es de sencillo una vez que lo entiende. Es así de simple y directo. Cuando surjan
cosas placenteras, comprenda que están vacías. Cuando surjan cosas desagradables,
observe que no son suyas. Pasan. No se relacione con ellas como algo propio, ni se vea
a sí mismo como poseyéndolas. Usted cree que el árbol de papaya es suyo, entonces
¿por qué no se siente herido cuando se tala? Si puede entenderlo, entonces ese es el
camino correcto, la enseñanza correcta del Buda y la enseñanza que conduce a la
liberación.
28
96
La gente no estudia lo que está más allá del bien y del mal. Esto es lo que deberían
estudiar. "Yo voy a ser como este, yo voy a ser como ése" dicen. Pero nunca dicen: "Yo
no voy a ser nada porque realmente no hay nada que sea "yo"". Eso no lo estudian.
97
Una vez que usted entiende el no-ser, el agobio de la carga de la vida se va. Estará en
paz con el mundo. Cuando vemos más allá del "yo" no nos aferramos más a la felicidad,
y por eso podemos ser verdaderamente felices. Aprender a dejar ir sin luchar,
sencillamente dejando ir, ser precisamente como es usted – sin aferrarse, sin apegarse,
libre.
98
Todos los cuerpos están compuestos por los cuatro elementos de tierra, agua, aire y
fuego. Cuando todos ellos se juntan y forman un cuerpo decimos que es un varón, una
mujer, poniéndole nombres y así, para que podamos identificarlos a unos y a otros con
más facilidad. Pero en realidad no hay nadie allí – sólo tierra, agua, aire y fuego. No se
sienta excitado en demasía ni engreído por ello. Si lo mira realmente con profundidad,
no hallará a nadie allí.
29
La Paz
99
P: ¿A qué se parece la serenidad profunda?
R: ¿Qué es la confusión? Bien, la serenidad profunda es el final de la confusión.
100
La paz que ha de hallarse dentro de uno se encuentra en el mismo lugar en el que se
ubican la agitación y el sufrimiento. No ha de hallarse en el bosque ni en la cima de la
colina, ni es otorgada por un maestro. Donde usted experimenta sufrimiento puede
encontrar la emancipación del sufrimiento. En realidad, tratar de escapar del sufrimiento
es, de hecho, correr hacia él.
101
Si usted deja ir un poco, tendrá un poco de paz. Si dejar ir mucho, tendrá mucha paz. Si
deja ir completamente, tendrá una paz completa.
102
De hecho, en verdad no hay nada para los seres humanos. Cualquier cosa que
pudiéramos ser se encuentra sólo en el plano de las apariencias. Sin embargo, si vamos
más allá del plano de las apariencias y vemos la verdad, observaremos que no hay nada
allí, sino las características universales – nacimiento al principio, cambio en la mitad y
cese en el final. Eso es todo lo que hay. Si vemos que todas las cosas son así, entonces
no surge ningún problema. Si comprendemos esto, estaremos contentos y en paz.
103
Saber lo que es bueno o malo, ya sea viajando o viviendo en un lugar. Usted no puede
encontrar la paz sobre una montaña o dentro de una cueva. Aún más, puede ir hasta el
lugar en el que el Buda alcanzó la iluminación sin siquiera estar un poco más cerca de la
verdad.
30
104
Fijarse en la forma exterior del "yo" es comparar y discriminar. Así no hallará paz. Ni
tampoco le hallará si pasa mucho tiempo buscando a la persona perfecta o al maestro
perfecto. El Buda nos enseñó a observar el Dhamma, la verdad, y no a fijarnos en las
otras personas.
105
Cualquiera puede construir una casa de madera y ladrillos, pero el Buda nos enseñó que
esa clase de hogar no es nuestro verdadero hogar. Es una casa en el mundo y sigue los
caminos del mundo. Nuestro hogar verdadero es la paz interior.
106
El bosque es apacible, ¿por qué usted no? Usted se aferra a las cosas causando su propia
confusión. Deje que la naturaleza le enseñe. Escuche el canto de los pájaros y después
déjelo ir. Si conoce a la naturaleza, conocerá el Dhamma. Si conoce al Dhamma,
conocerá a la naturaleza.
107
Buscar la paz es como buscar una tortuga con bigotes. Usted no será capaz de
encontrarla. Pero cuando su corazón esté listo, la paz vendrá a buscarlo a usted.
108
La virtud, la concentración y la sabiduría componen el Camino. Pero este Camino no es
la verdadera enseñanza todavía; no es lo que el maestro quería en realidad, sino,
sencillamente, el Camino que lo llevará hasta allí. Por ejemplo, digamos que viajó por la
ruta desde Bangkok hasta Wat Pah Pong, la ruta fue necesaria para su viaje, pero usted
estaba buscando Wat Pah Pong, el monasterio, y no la ruta. Del mismo modo, podemos
decir que la virtud, la concentración y la sabiduría son la parte exterior de la verdad del
Buda, sin embargo son la ruta que conduce a la verdad. Cuando haya desarrollado estos
tres factores, obtendrá como resultado la paz más maravillosa.
31
El Sufrimiento
109
Hay dos clases de sufrimiento: el sufrimiento que lleva a más sufrimiento y el
sufrimiento que conduce al fin del sufrimiento. El primero es el dolor de aferrarse con
vehemencia a los placeres efímeros y la aversión por lo desagradable, esa lucha
constante de la mayoría de la gente, día tras día. El segundo es el sufrimiento que
proviene de permitirse apreciar, en su totalidad, el cambio permanente de la experiencia
– placer, dolor, alegría y enojo – sin temor ni represión. El sufrimiento de nuestra propia
experiencia nos conduce a la ausencia de temor en nuestro interior y a la tranquilidad.
110
Queremos tomar por el camino fácil, pero si no hay sufrimiento, no hay sabiduría. Para
estar lo suficientemente desarrollado para la sabiduría, en realidad debe quebrarse y
llorar durante su práctica, al menos tres veces.
111
No nos convertimos en monjes o monjas para comer bien, dormir bien y estar muy
cómodos, sino para conocer al sufrimiento:
1. cómo aceptarlo...
2. cómo liberarnos de él...
3. cómo no causarlo...
Por lo tanto, no hagan aquello que causa sufrimiento, como dejarse tentar por la codicia,
o éste nunca los dejará.
112
En realidad, la felicidad es sufrimiento disfrazado, pero de una manera tan sutil que
usted no lo ve. Si usted se aferra a la felicidad es lo mismo que si se aferrase al
sufrimiento, pero no se da cuenta. Cuando se apega a la felicidad resulta imposible
deshacerse del sufrimiento intrínseco. Son así de inseparables. Es así como el Buda nos
enseñó a conocer al sufrimiento, a verlo como un daño inherente a la felicidad, a verlos
equivalentes. Por lo tanto, ¡cuídese! Cuando aparezca la felicidad no se ponga
32
demasiado contento ni se entusiasme. Cuando surja el sufrimiento no se desespere, no
pierda la cabeza. Observe que ambos tienen idéntico valor.
113
Cuando el sufrimiento aparezca, entienda que no hay nadie para aceptarlo. Si cree que el
sufrimiento es suyo, que la felicidad es suya, no será capaz de tener paz.
114
Las personas que sufren, como consecuencia, lograrán obtener sabiduría. Si no
sufrimos, no contemplamos. Si no contemplamos, no nace ninguna sabiduría. Sin
sabiduría no conocemos. No sabiendo no podemos estar libres de sufrimiento – ése,
precisamente, es el modo en el que son las cosas. Por lo tanto, debemos entrenarnos y
persistir en nuestra práctica. Entonces, cuando reflexionemos sobre el mundo, no
estaremos atemorizados como antes lo estábamos. El Buda no fue iluminado fuera del
mundo sino dentro del mundo en sí mismo.
115
La indulgencia sensorial y la auto-mortificación son dos caminos que el Buda desalentó.
Ellos son, con exactitud, felicidad y sufrimiento. Nos imaginamos que nos hemos
liberado del sufrimiento pero no lo hemos hecho. Si nos aferramos a la felicidad,
sufriremos de nuevo. Así es, la gente piensa en sentido contrario.
116
Hay personas que han sufrido en algún sitio, de modo que se van a alguna otra parte.
Cuando el sufrimiento aparece allí, se escapan otra vez. Piensan que se están escapando
del sufrimiento, pero no. Cargan con el sufrimiento para aquí y para allá sin darse
cuenta. Si no conocemos al sufrimiento, no podemos saber sobre la causa del
sufrimiento. Si no sabemos la causa del sufrimiento, entonces no podemos saber sobre
el cese del sufrimiento. No hay manera de escaparle.
33
117
Los estudiantes de hoy tienen mucho más conocimientos que los de antes. Tienen todas
las cosas necesarias, todo está más a su alcance. Pero también tienen mucho más
sufrimiento y confusión que antes. ¿Por qué?
118
No sea un Bodhisatta; no sea un Arahant; no sea nada de nada. Si es un Bodhisatta,
sufrirá. Si es un Arahant, sufrirá. Si usted "es"cualquier cosa, sufrirá.
119
Amor y odio, ambos son sufrimiento a causa del deseo. Querer es sufrimiento, querer no
tener es sufrimiento. Aún si usted consigue lo que quiere, todavía hay sufrimiento, por
que cuando lo tenga vivirá con el miedo de perderlo. ¿Cómo ha de vivir con felicidad si
tiene miedo?
120
Cuando está enojado, ¿se siente bien o mal? Si se siente tan mal, ¿por qué no se deshace
del enojo? ¿Por qué molestarse en mantenerlo? ¿Cómo puede decir que es sabio e
inteligente si se aferra a esas cosas? Hay días en los que la mente puede dar pié a que
toda la familia se pelee o puede hacer que llore durante toda la noche. Y, aún con todo
eso, todavía queremos enojarnos y sufrir. Si usted observa el sufrimiento que causa el
enojo, entonces sólo deshágase de él. Si no se deshace del enojo, continuará causándole
sufrimiento indefinidamente, no tendrá respiro. El mundo de la existencia insatisfactoria
es así. Si sabemos cómo es, podemos resolver el problema.
121
Una mujer quería saber cómo manejarse con el enojo. Le pregunté de quién era el enojo
cuando aparecía. Dijo que era de ella. Bueno, si realmente el enojo era suyo, entonces
sería capaz de decirle que desapareciese ¿no? Pero en realidad no lo puede controlar.
Aferrarse al enojo como si fuese una posesión personal causará sufrimiento. Si el enojo
realmente nos perteneciese debería obedecernos. Si no nos obedece significa que sólo es
un engaño. No se deje llevar por él. Ya sea que la mente esté feliz o triste, no se deje
llevar por él. Todo es un engaño.
34
122
Si usted ve certeza en lo que es incierto, entonces estará en vías de sufrir.
123
El Buda siempre está aquí, enseñando. Véalo por usted mismo. Aquí hay felicidad y allí
descontento. Hay placer y hay dolor. Y siempre están allí. Cuando usted comprende la
naturaleza del placer y del dolor entonces ve al Buda, entonces ve al Dhamma. El Buda
no está separado de ellos.
124
Contemplándolos en conjunto, observamos que la felicidad y el sufrimiento son
iguales, del mismo modo que el calor y el frío. El calor del fuego puede quemarnos
hasta morir, así como el frío del hielo puede congelarnos hasta la muerte. Ninguno de
los dos es más importante que el otro. Así ocurre con la felicidad y el sufrimiento. En el
mundo, todos desean felicidad y nadie desea sufrimiento. En el Nibbana no hay deseo.
Sólo hay tranquilidad.
35
El Maestro
125
Usted es su propio maestro. Estar buscando maestros no puede resolver sus propias
dudas. Investíguese a sí mismo para encontrar la verdad – adentro, no afuera. Lo más
importante es conocerse a sí mismo.
126
Uno de mis maestros comía muy rápido. Hacía ruidos mientras comía. Aún así nos
decía que comiésemos lenta y concienzudamente. Yo solía observarlo y me enojaba
mucho. Yo sufría, ¡pero él no! Es que yo prestaba atención a la forma exterior. Tiempo
después aprendí que algunas personas conducen rápido, pero con cuidado, y que otras
conducen con lentitud, pero tienen muchos accidentes. No se apegue a las reglas, a la
forma exterior. Si presta atención a los otros en un diez por ciento del tiempo y se
observa a sí mismo en un noventa por ciento, su práctica está bien.
127
Los discípulos son difíciles de enseñar. Algunos saben, pero no se molestan en
practicar. Otros no saben y tampoco tratan de averiguar. No sé qué hacer con ellos. ¿Por
qué razón los humanos tienen mentes así? Ser ignorante no es bueno, pero aún si se los
digo, a pesar de eso, no escuchan. Las personas están colmadas de dudas en su práctica.
Siempre dudan. Quieren ir al Nibbana pero no quieren recorrer el camino. Es frustrante.
Cuando les digo que mediten, se asustan, y si no se asustan, lisa y llanamente se
adormecen. En la mayoría de los casos les gusta hacer cosas que yo no enseño. Este es
el dolor de ser maestro.
128
Si pudiésemos darnos cuenta de la enseñanza del Buda fácilmente, no necesitaríamos
tantos maestros. Cuando entendemos las enseñanzas sólo hacemos lo que se requiere de
nosotros. Pero lo que hace a las personas tan difíciles de instruir es que no aceptan las
enseñanzas y polemizan con el maestro y con las enseñanzas. Frente al maestro se
36
comportan un poco mejor, ¡pero a sus espaldas se convierten en ladrones! La gente de
veras es difícil de enseñar.
129
No enseño a mis discípulos a vivir ni a practicar con desatención. Pero eso es lo que
hacen cuando no ando cerca. Cuando la policía anda cerca, los ladrones se comportan
como se debe. Cuando les preguntan si hay ladrones alrededor, por supuesto que todos
dicen que nunca han visto a ninguno. Pero tan pronto como el policía se ha ido, todos
ellos están allí de nuevo. Incluso es como en los tiempos del Buda. De modo que ponga
atención a sí mismo y no se preocupe por lo que hacen otros.
130
El verdadero maestro solamente habla de las dificultades en la práctica, de
renunciamiento o del desprendimiento del "yo". Frente a cualquier cosa que pase, no
deje al maestro. Permita que lo guíe, por que es fácil olvidarse del Camino.
131
Sus propias dudas sobre su maestro pueden ayudarlo. Tome de su maestro lo que es
bueno y preste atención a su propia práctica. La sabiduría, para usted, es observar y
desarrollar.
132
No crea en el maestro, sólo porque él lo dice, que una fruta es dulce y deliciosa.
Pruébela por usted mismo y todas las dudas se acabarán.
133
Los maestros son aquellos que señalan el rumbo del Sendero. Luego de escuchar al
maestro, tanto si caminamos por el Sendero practicando nosotros mismos y cosechamos
así los frutos de nuestra práctica o no, depende, estrictamente, de cada uno de nosotros.
134
A veces enseñar es un trabajo difícil. Un maestro se parece a un bote de basura dentro
del cuál la gente arroja sus frustraciones y problemas. Cuanto mayor es la cantidad de
37
personas a las que usted enseña, más grande es el recipiente de basura de los problemas.
Pero enseñar es una maravillosa manera de practicar el Dhamma. Los que enseñan
crecen en paciencia y entendimiento.
135
En realidad, un maestro no puede resolver nuestras dificultades. Es sólo un recurso para
investigar el Sendero. Él no puede despejarlo. De hecho, lo que dice no vale la pena
escucharlo. El Buda nunca elogió la creencia en otros. Debemos creernos a nosotros
mismos. Esto es difícil, si, pero es así como realmente es. Miramos hacia fuera pero en
realidad nunca vemos. Tenemos que decidirnos a practicar de verdad. Las dudas no
desaparecen preguntándole a los otros, sino a través de nuestra propia práctica
incesante.
38
El Entendimiento y la Sabiduría
136
Nada ni nadie puede liberarlo, excepto su propio entendimiento.
137
Ambos, el loco y el Arahant sonríen, pero sólo el Arahant sabe por qué, mientras que el
loco no lo sabe.
138
La persona sagaz observa a los otros, pero con sabiduría, no con ignorancia. Si uno
observa con sabiduría puede aprender mucho. Pero si uno observa con ignorancia
únicamente encuentra defectos.
139
El problema concreto con la gente, hoy en día, es que saben pero no hacen. Es otra cosa
si no hacen porque no saben, pero si ya saben, y aún así, no hacen, entonces ¿cuál es el
problema?
140
El estudio externo de las escrituras no es importante. Por supuesto, los libros del
Dhamma son acertados, pero no son correctos. No pueden darle entendimiento correcto.
Ver impresa la palabra "ira" no es lo mismo que experimentarla. Sólo la experiencia
personal puede brindarle una fe verdadera.
141
Si usted ve las cosas con verdadera lucidez, entonces no hay adherencia en su relación
con ellas. Vienen – agradables y desagradables –, usted las ve, y no hay apego. Llegan y
pasan. Aún si aparecen las peores clases de impurezas, tales como la codicia y la ira,
hay suficiente sabiduría como para ver su naturaleza impermanente y tan sólo dejar que
se desvanezcan. Sin embargo, si usted reacciona frente a ellas, con gusto o aversión, no
hay sabiduría. Sólo está creando más sufrimiento para usted mismo.
39
142
Cuando conocemos la verdad, nos convertimos en gente que no tiene que pensar
demasiado, nos convertimos en personas con sabiduría. Si no sabemos, tenemos muchos
más pensamientos que sabiduría o nada de sabiduría. Mucho pensamiento sin sabiduría
significa sufrimiento en extremo.
143
En estos días la gente no busca la Verdad. La gente sencillamente estudia con el
propósito de alcanzar el conocimiento necesario como para ganarse la vida, criar a sus
familias, y velar por ellos, eso es todo. Para ellos, ser astutos es más importante que ser
sabios.
40
La Virtud
144
Tenga cuidado al observar nuestros preceptos. La virtud es un sentido de vergüenza. Si
tenemos dudas respecto a algo, no deberíamos hacerlo o decirlo.
La pureza consiste en estar más allá de toda duda.
145
Hay dos niveles de práctica. El primer nivel constituye el fundamento, que es el
desarrollo de la virtud, los preceptos, con el propósito de traer felicidad y armonía entre
la gente. El segundo nivel es la práctica del Dhamma con el único objetivo de liberar al
corazón. Esta liberación es la fuente de la sabiduría y la compasión y el verdadero
cimiento de las enseñanzas del Buda. Comprender estos dos niveles es el principio
básico de la verdadera práctica.
146
La virtud y el comportamiento ético son la madre y el padre del Dhamma que crece
dentro de nosotros. Ellos le proporcionan los nutrientes apropiados y su guía.
147
La virtud es un principio básico para un mundo armonioso en el que la gente pueda vivir
realmente como humanos y no como animales. Desarrollar la virtud es el corazón de
nuestra práctica. Mantenga los preceptos, cultive la compasión y el respeto para con
toda clase de ser viviente. Sea consciente de todas sus acciones y de su lenguaje. Use la
virtud para lograr que su vida sea pura y simple. Con la virtud como fundamento de
todo lo que hace, su mente se volverá más amable, lúcida y tranquila. En este ambiente
de meditación crecerá con soltura.
148
Cuide su virtud como el jardinero cuida a sus plantas. No se apegue a grande o pequeño,
importante o insignificante. Algunas personas quieren atajos. Dicen: "Olvídense de la
concentración, iremos directamente a la percepción de la naturaleza interior de las
41
cosas; olvídense de la virtud, comenzaremos con la concentración." Tenemos muchas
excusas para nuestros apegos...
149
La atención y el esfuerzo correcto no tienen que ver con lo que se hace externamente,
sino con la percepción interna constante y la atemperación. Así, la caridad, si se realiza
con buena intención, puede traer felicidad a uno mismo y a los demás. Pero, para ser
pura, la virtud debe ser la base de esta caridad.
150
El Buda nos enseñó a abstenernos de lo que es malo, a hacer el bien y a purificar el
corazón. Nuestra práctica, entonces, es deshacernos de lo que no vale la pena y
quedarnos con lo que es valioso. ¿Todavía guarda alguna cosa mala o algo que no está
del todo bien en su corazón? ¡Por supuesto! Entonces, ¿por qué no limpia la casa?
Aunque la práctica verdadera no consiste únicamente en deshacernos de lo que es malo
y cultivar lo bueno. Esto es tan sólo una parte. Al final debemos ir más allá de ambos,
de lo bueno y de lo malo. En definitiva, hay una libertad que lo incluye todo, y un
absoluto abandono del deseo, desde donde el amor y la sabiduría fluyen con naturalidad.
151
Debemos comenzar aquí mismo, donde estamos, sencilla y directamente. Cuando estos
dos pasos iniciales, virtud y entendimiento correcto, se hayan completado, el tercer
paso, el desarraigo de las impurezas, sucederá con toda naturalidad, sin deliberación.
Cuando aparece la luz, no nos preocupamos más por salir de la oscuridad, ni nos
preguntamos adónde se fue. Sólo nos damos cuenta que hay luz.
152
Obedecer los preceptos consta de tres niveles. El primero consiste en comprometernos
con ellos como las reglas de entrenamiento que nuestros maestros nos han indicado. El
segundo nivel surge cuando las entendemos y las respetamos nosotros mismos. Pero
para aquellos que se encuentran en el nivel más alto, los Nobles, no es necesario hablar
de preceptos, de correcto o incorrecto. Esta es la auténtica virtud que proviene de la
sabiduría que conoce a las Cuatro Nobles Verdades y actúa conforme a ese
entendimiento.
42
153
Algunos monjes dejan los hábitos para ir al frente de batalla, adonde los proyectiles
pasan volando todos los días. Lo prefieren así. De veras quieren ir. El peligro los rodea
por todos lados y, a pesar de eso, están dispuestos a ir. ¿Por qué no ven el peligro? Están
dispuestos a morir debido a un arma de fuego, pero nadie quiere morir desarrollando la
virtud. De verdad es asombroso ¿no es así?
43
Miscelánea
154
Uno de los discípulos de Ajahn Chah tenía un problema en la rodilla que sólo podía ser
corregido con cirugía. Aunque los doctores le aseguraron que su rodilla estaría mejor en
un par de semanas, los meses pasaron y aún no se había curado en forma adecuada.
Cuando vio de nuevo a Ajahn Chah, se quejó diciendo: "Dijeron que no tomaría tanto
tiempo. No debería ser así." Ajahn Chah se rió y le dijo: "Si no debiera ser así, no sería
así."
155
Si alguien le ofreciese una linda y gorda banana amarilla, dulce y fragante, pero
envenenada, ¿la comería? ¡Por supuesto que no! Sin embargo, aún cuando sabemos que
el deseo es venenoso, seguimos adelante y lo "comemos" de todos modos.
156
Observe sus impurezas, conózcalas como se conoce al veneno de la cobra. Usted no
agarrará la cobra por que sabe que puede matarlo. Vea el peligro en las cosas peligrosas
y el beneficio en las cosas beneficiosas.
157
Siempre estamos insatisfechos. En la fruta dulce echamos de menos el gusto ácido, en la
fruta ácida, extrañamos lo dulce.
158
Si tiene algo que huele mal en su bolsillo, olerá mal dondequiera que vaya. No le
achaque la culpa al lugar.
159
Hoy en día el budismo, en Oriente, es como un gran árbol, que puede parecer
majestuoso pero que únicamente puede dar fruto pequeño y desabrido. El budismo en
44
Occidente es como un árbol joven, que no es capaz de producir frutos todavía, pero que
tiene el potencial de dar frutos, grandes y dulces.
160
La gente, en estos tiempos, piensa demasiado. Hay demasiadas cosas en las que puede
tener interés, pero ninguna de ellas conduce a ninguna realización verdadera.
161
Sólo porque usted vaya y llame al alcohol "perfume" no significa que éste se convierta
en perfume, usted lo sabe. Pero ustedes, las personas, cuando quieren tomar alcohol,
dicen que es perfume, entonces siguen adelante y lo beben. ¡Deben estar locos!
162
Las personas siempre están mirando hacia fuera, a la gente y a las cosas que los rodean.
Por ejemplo, miran este salón y dicen: "¡Oh, qué grande que es!" En realidad no es
grande para nada. Si parece grande o no depende de la percepción del mismo. De hecho
este salón tiene exactamente el tamaño que tiene, ni grande, ni pequeño. Pero la gente
va detrás de sus sentimientos todo el tiempo. Están tan ocupados mirando alrededor y
opinando sobre lo que ven, que no tienen tiempo para observarse en sí mismos.
163
Algunas personas se aburren, se hartan, se cansan de la práctica y haraganean. Parece
que no pueden conservar el Dhamma en su mente. Aún así, si usted va y los regaña,
nunca lo olvidarán. Algunos pueden acordarse durante el resto de sus vidas y no
perdonarlo nunca. Pero cuando llega la enseñanza del Buda, diciendo que seamos
moderados, templados, que practiquemos concienzudamente, ¿por qué siguen
olvidándose de estas cosas? ¿Por qué la gente no toma estas cosas con el corazón?
164
Estar observando que somos mejores que otros, no es correcto. Estar observando que
otros son iguales a nosotros, no es correcto. Estar observando que somos inferiores a
otros, no es correcto. Si creemos que somos mejores que otros, aparece el orgullo. Si
creemos que somos iguales a otros, dejaremos de mostrar respeto y humildad en el
45
momento debido. Si creemos que somos inferiores a otros, nos deprimimos pensando en
eso y tratamos de echarle la culpa de nuestra inferioridad al hecho de haber nacido bajo
un mal signo y cosas por el estilo. ¡Sólo deshágase de todas esas cosas!
165
Debemos aprender a liberarnos de las condiciones y no tratar de oponernos a ellas o
resistirlas. Y sin embargo, apelamos a ellas para cumplir con nuestros deseos. Buscamos
toda clase de medios para ponerlas en orden o llegar a un acuerdo con ellas. Si el cuerpo
se enferma y duele, no queremos que así sea, de modo que buscamos varios suttas para
cantar. No queremos controlarlo. Estos suttas se convierten en alguna clase de
ceremonia mística, haciendo que nos enredemos más con el apego. Eso es porque los
cantamos con el propósito de alejar la enfermedad, prolongar la vida y así. En realidad,
el Buda nos dio estas enseñanzas con el objetivo de ayudarnos a conocer la verdad sobre
el cuerpo, para que podamos dejar ir y abandonar nuestros anhelos, pero terminamos
cantándolos sólo para incrementar nuestra ilusión.
166
Conozca a su propio cuerpo, corazón y mente. Conténtese con poco. No esté aferrado a
las enseñanzas. No vaya y se aferre a grandes emociones.
167
Algunas personas le tienen miedo a la generosidad. Sienten que serán explotados u
oprimidos. Cuando estamos cultivando la generosidad sólo estamos oprimiendo a
nuestra codicia y a nuestro apego. Esto permite que nuestra verdadera naturaleza se
exprese por sí misma y se vuelva más clara y más libre.
168
Si usted toma un tizón encendido en la casa de su vecino, el fuego lo quemará. Si usted
se acerca al tizón encendido en su propia casa, ese fuego, también lo quemará. Por lo
tanto, no se aferre a nada que pueda quemarlo, no importa qué sea o dónde esté.
46
169
La gente de afuera puede decir que estamos locos por vivir así en el bosque, sentados
como estatuas. ¿Pero cómo viven ellos? Se ríen, lloran, y están tan cercados por la
codicia y el odio que de vez en cuando se matan a ellos mismos y unos a otros. Ahora
bien, ¿quiénes son los que están locos?
170
Más que simplemente enseñar a la gente, Ajahn Chah los entrenaba a través de la
creación de un ambiente general y situaciones específicas en las que ellos pudieran
aprender sobre sí mismos. Él hubiera dicho cosas como: "De lo que yo le enseño, usted
entiende, quizás, el quince por ciento" ó "Él ha sido monje durante cinco años, así que
entiende un cinco por ciento." En respuesta a esto último, un joven monje le dijo:
"Entonces yo debo tener un uno por ciento ya que he estado aquí desde hace un año."
"No", fue la respuesta de Ajahn Chah, "los primeros cuatro años no tienes porcentaje,
pero el quinto año tienes el cinco por ciento."
171
A uno de los discípulos de Ajahn Chah se le preguntó si alguna vez iba a dejar los
hábitos o si moriría vistiendo la túnica amarilla. El discípulo dijo que era difícil pensar
en ello y que, aunque no tenía planes de dejar los hábitos, en realidad no se hallaba en
condiciones de decidir si alguna vez lo haría. Cuando lo analizaba, dijo, sus
pensamientos parecían no tener sentido. Ajahn Chah, entonces, contestó diciendo, "Eso
que no tiene sentido es el verdadero Dhamma".
172
Cuando alguien le preguntó a Ajahn Chah por qué había tanto crimen en Tailandia, un
país budista, o por qué en Indochina todo era un desorden, dijo: "No son budistas esos
que están haciendo esas maldades. ¡Eso no es budismo! El Buda nunca enseñó nada
como eso. ¡La gente está haciendo esas cosas!"
173
Una vez, un visitante le preguntó a Ajahn Chah si él era un Arahant. Él dijo: "Yo soy
como un árbol en el bosque. Los pájaros vienen al árbol, se posan en sus ramas y comen
47
de su fruto. Para los pájaros, el árbol puede ser dulce o amargo, o lo que sea. Los
pájaros dicen dulce o amargo, pero desde el punto de vista del árbol, eso es sólo el
parloteo de los pájaros."
174
Alguien comentó: "Puedo observar al deseo y a la aversión en mi mente, pero es difícil
observar la ilusión." "¿Usted está montando un caballo y preguntándose dónde está el
caballo?", fue la respuesta de Ajahn Chah.
175
Algunas personas se convierten en monjes a causa de su fe, pero después pisotean las
enseñanzas del Buda. No se conocen bien a sí mismos. Los que realmente practican en
estos días son muy pocos por que hay demasiados obstáculos que superar. Pero, si no es
bueno, déjalo morir; si no muere, haz que sea bueno.
176
Dice usted que ama a su novia en un cien por ciento. Bueno, déle vuelta de adentro
hacia fuera (como un guante) y vea cuánto porcentaje de ella ama todavía. O, si extraña
tanto a su amante cuando no está con usted, ¿por qué no le pide que le mande un frasco
con sus deposiciones dentro de él? Así, en cualquier momento en el que piense en ella
con nostalgia, puede abrir el frasco y olerlo. ¿Repugnante? ¿Qué es eso entonces, eso
que ama? ¿Qué es eso que hace que su corazón golpee como una maza trituradora de
arroz cada vez que una chica, con una figura de verdad atractiva, llega caminando por
ahí o huele su perfume en el aire? ¿Qué es eso? ¿Qué fuerzas son esas? Lo atraen y lo
aspiran, pero usted no presenta una pelea verdadera, ¿o no? ¡Hay un precio que pagar
por ello al final, usted lo sabe!
177
Un día, Ajahn Chah se encontró con una rama grande y pesada que yacía en su camino,
la cual él quería quitar del sendero. Le indicó a un discípulo que la sostuviese por un
extremo mientras él levantaba el otro. Entonces, cuando la sujetaban, ya lista para
arrojarla, levantó la vista y preguntó: "¿Está pesada?" Y después de que la habían
arrojado dentro del bosque, le preguntó de nuevo: "Ahora, ¿está pesada?" Era así como
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Ajahn Chah enseñó a sus discípulos a ver el Dhamma en cada cosa que ellos decían o
hacían. En este caso, demostraba el beneficio de "dejar ir".
178
Uno de los discípulos de Ajahn Chah estaba desconectando una grabadora cuando tocó
accidentalmente uno de los aguijones de metal del empalme mientras todavía estaba
conectada. Recibió una descarga eléctrica y la dejó caer de inmediato. Ajahn Chah se
dio cuenta y dijo: "¡Oh! ¿Cómo fue que pudiste soltar eso con tanta facilidad? ¿Quién te
dijo que lo hicieras?."
179
Era Navidad y los monjes extranjeros habían decidido celebrarla. Invitaron a algunos
laicos, así como también a Ajahn Chah, a unirse a ellos. Los laicos, en general, estaban
molestos y se mostraban escépticos. ¿Por qué, preguntaron, estaban celebrando la
Navidad los budistas? Entonces Ajahn Chah dio una charla sobre religión en la que dijo:
"Hasta donde yo entiendo, el cristianismo le enseña a la gente a hacer el bien y a evitar
el mal, así como lo hace el budismo, así que, ¿cuál es el problema? No obstante, si la
gente está molesta por la idea de celebrar la Navidad, eso puede ser fácilmente
subsanado. No la llamaremos Navidad. Llamémosla "Navibudadád". Cualquier cosa que
nos inspire a ver lo que es verdadero y a hacer lo que es bueno es una práctica adecuada.
Ustedes pueden llamarlo con cualquier nombre que les guste."
180
Durante el tiempo en el que refugiados de Laos y Camboya estaban entrando a raudales
en Tailandia, fueron muchas las organizaciones de caridad que salieron para brindar
ayuda. Esto provocó que algunos monjes occidentales ordenados pensaran que no era
correcto que los monjes y las monjas budistas únicamente estuviesen sentados en el
bosque mientras que otras organizaciones religiosas estaban participando tan
activamente en procura de aliviar las difíciles condiciones de los refugiados. De modo
que se acercaron a Ajahn Chah para expresar su preocupación, y esto es lo que él les
dijo: "Ayudar en los campos de refugiados es bueno. De hecho, es nuestro mutuo deber,
natural y humano. Pero pasar a través de nuestra propia locura para que podamos guiar a
otros a través de la suya, ésa es la única cura. Cualquiera puede distribuir ropas y erigir
49
tiendas de campaña, pero ¿cuántos pueden internarse en el bosque y sentarse a conocer
sus mentes? Hasta tanto no sepamos como "vestir" y "alimentar" las mentes de las
personas, siempre habrá un problema de refugiados en alguna parte del mundo."
181
Ajahn Chah escuchó a uno de sus discípulos recitar el Sutra del Corazón. Cuando hubo
terminado, Ajahn Chah dijo, "no-vacuidad tampoco... no Bodhisatta." Entonces
preguntó, "¿De dónde vino este sutra?" "Es célebre por haber sido dicho por el Buda,"
contestó el devoto. "No Buda," reconvino Ajahn Chah. Entonces dijo, "Este es un
discurso sobre la sabiduría profunda, más allá de todas las convenciones. ¿Cómo
podríamos enseñar sin ellas? Tenemos que tener nombres para las cosas, ¿no es así?"
182
Para convertirnos en un Noble, tenemos que padecer cambios de continuo hasta que
sólo quede el cuerpo. La mente cambia completamente, pero el cuerpo todavía existe.
Hay calor, frío, dolor y enfermedad, como de costumbre. Pero la mente ha cambiado y
ahora ve nacimiento, vejez, enfermedad y muerte bajo la luz de la verdad.
183
Alguna vez alguien le pidió a Ajahn Chah que hablara sobre su propia iluminación;
¿podría él describir su propia iluminación?. Frente a todo el mundo que esperaba
ansiosamente escuchar su respuesta, dijo: "La iluminación no es difícil de entender.
Sólo tome una banana y colóquela dentro de su boca, entonces sabrá cómo es su sabor.
Usted tiene que practicar para experimentar la realización, y tiene que perseverar. Si
fuera tan fácil llegar a estar iluminado, todo el mundo lo estaría haciendo. Comencé
yendo al templo cuando tenía ocho años, y he sido monje por más de cuarenta años.
Pero usted quiere meditar durante una o dos noches e ir directo al Nibbana. Usted no
sólo se sienta y... ¡ya está!, ahí lo tiene, lo sabe. Usted tampoco puede hacer que alguien
sople en su cabeza y lo convierta en un iluminado."
184
La manera terrenal es hacer las cosas con el objetivo de obtener algo a cambio, pero en
el budismo hacemos las cosas sin ninguna idea de ganancia. Pero, si no queremos nada
50
de nada, ¿qué obtendremos? ¡No obtendremos nada! Cualquier cosa que obtenemos es
tan sólo una causa de sufrimiento, así que practicamos no obtener nada. Sólo pacifique
la mente y dése por satisfecho con eso.
185
El Buda enseñó a dejar aquellas cosas que están ausentes de esencia verdadera y
permanente. Si usted abandona todo verá la verdad. Si no lo hace, entonces no la verá.
Así es como son las cosas. Y cuando la sabiduría despierte dentro de sí mismo, verá la
Verdad por donde mire. La Verdad es todo lo que verá.
186
Un corazón "vacío" no significa que esté vacío como si no hubiese nada dentro de él.
Está vacío de maldad, pero está lleno de sabiduría.
187
La gente no reflexiona sobre la vejez, la enfermedad y la muerte. A ellos sólo les gusta
hablar sobre el no-envejecimiento, la no-enfermedad, la no-muerte, de este modo, ellos
nunca desarrollan el sentido correcto para la práctica del Dhamma.
188
La felicidad de la mayoría de la gente depende de que las cosas vayan del modo en el
que a ellos les gusta. Tienen que tener a todo el mundo diciendo sólo cosas agradables.
¿Es así como usted encuentra la felicidad? ¿Es posible tener a todo el mundo diciendo
únicamente cosas agradables? Si es así, ¿cómo es que alguna vez encontrarán felicidad?
189
Árboles, montañas y viñas, todos viven de acuerdo con su propia verdad. Surgen y
mueren siguiendo su naturaleza. Permanecen impasibles. Pero nosotros, las personas,
no. Hacemos alboroto sobre todo. Aún el cuerpo sigue sólo a su propia naturaleza: nace,
crece hasta hacerse viejo, y con el tiempo, muere. Así, sigue a su propia naturaleza.
Quienquiera que desee que esto sea de otro modo sufrirá.
51
190
No ande pensando que aprendiendo mucho y sabiendo mucho conocerá el Dhamma.
Eso es como decir que lo ha visto todo sólo por que tiene ojos, o que lo ha escuchado
todo sólo por que tiene oídos. Usted puede ver, pero no ve completamente. Usted puede
ver únicamente con el "ojo externo", no con el "ojo interno". Usted escucha con el "oído
externo" pero no con el "oído interno".
191
El Buda nos enseñó a abandonar todas las formas de maldad y a cultivar la virtud. Éste
es el camino correcto. Enseñando de esta manera es como el Buda está levantándonos y
colocándonos en el principio del sendero. Habiendo alcanzado el sendero, tanto si
caminamos a lo largo de él o no, depende de nosotros. El trabajo del Buda ha terminado
justo allí. Nos muestra el camino, eso que es correcto y eso que no es correcto. Este
tanto es suficiente, el resto depende de nosotros. Usted debe conocer el Dhamma por
usted mismo. Puede depender de un maestro sólo el cincuenta por ciento del camino.
Aún la enseñanza que yo le he dado es completamente inútil en sí misma, aunque haya
valido la pena escucharla. Pero si usted fuera a creer en toda ella sólo por que yo lo digo
así, no estaría usando la enseñanza adecuadamente. Si me ha creído absolutamente,
entonces ha sido un tonto. Para escuchar la enseñanza, ver sus beneficios, póngala en
práctica usted mismo, véala dentro suyo... eso es mucho más útil.
193
Algunas veces, cuando estoy realizando meditación caminando, una suave lluvia
empieza a caer y quiero ir adentro para dejar de hacerlo, pero luego pienso en los
tiempos en los que solía trabajar en los campos de arroz. Mis pantalones estaban
húmedos del día anterior pero tenía que levantarme antes del amanecer y ponérmelos de
nuevo. Entonces tenía que ir debajo de la casa para sacar al búfalo de su corral. Era muy
fangoso ahí. Tenía que agarrarlo de la soga que estaba cubierta de estiércol de búfalo.
Entonces, la cola del búfalo se sacudía toda y me salpicaba con estiércol hasta el tope.
Mis pies estaban llagados con pié de atleta y caminaba pensando, "¿Por qué la vida es
tan miserable?" Y ahora aquí, yo querría detener mi meditación caminando... ¿qué sería
un poquito de lluvia sobre mí? Pensando así me estimulo a mí mismo en la práctica.
52
194
No sé como hablar de eso. Hablamos sobre cosas a ser desarrolladas y cosas a ser
abandonadas, pero realmente no hay nada que desarrollar ni nada que abandonar.
Una invitación,
Todo lo que he dicho hasta ahora han sido meras palabras. Cuando la gente viene a
verme tengo que decir algo. Pero lo mejor es no hablar demasiado sobre estas cosas. Es
mejor comenzar con la práctica sin demora. Soy como un buen amigo, invitándolo a ir a
alguna parte. No dude, sólo comience. No se arrepentirá.
Ajahn Chah
Glosario
A menos que se indique de otro modo, las palabras que se citan más abajo están en
lengua Pali.
Ajahn (Thai): Maestro.
Anagami: "El que no retorna", la tercera etapa en la realización del Nibbana.
Arahant: "El Santo", un ser iluminado libre de toda ilusión hasta la realización del
Nibbana en la cuarta y última etapa en la que está liberado del renacimiento.
Bodhisatta: En la Escuela Theravada, se refiere a un ser destinado a la iluminación.
Dhamma: La enseñanza del Buda; la Verdad Última.
Cuatro Nobles Verdades: La primera enseñanza del Buda en la cuál señaló las verdades
del sufrimiento, su causa, su terminación y el camino que lleva a su terminación.
Sakadagami: "El que retorna una vez más", la segunda etapa en la realización del
Nibbana.
Samsara: El ciclo del renacimiento.
Sotapanna: "El que ha entrado en la corriente", la primera etapa en la realización del
Nibbana.
Wat (Thai): Monasterio, Templo.
53
Agradecimientos del Traductor al Español:
Buenos Aires, 25 de Agosto de 2004
Deseo expresar mi agradecimiento a las personas que colaboraron con esta traducción al
español de esta compilación de reflexiones de Ajahn Chah: a Natalia Espíndola,
profesora de inglés, por su esfuerzo, sugerencias y oportunos consejos, a María Cristina
Giménez, mi esposa, por su revisión de los primeros originales, borradores y edición en
español y al Dr. Miguel Ángel Romero, por su excelente labor en la corrección final.
¡Que los méritos de esta labor los acompañen y estimulen su camino hasta alcanzar la
completa felicidad del Nibbana!
¡Que todos los seres estén bien, felices y en paz!
Sergio Logares

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