PRIMEIRA MULHER QUE RECEBE ORDENAÇÃO COMPLETA NO BUDISMO THERAVADA
tradição estava perdida. Leia a notícia [tecnicamente incorreta] da BBC. Este precedente é muito bom para todos, homens e mulheres de hoje, num mundo diferente do da Índia antiga. No Tibet também estava perdida esta tradição. S. S. Dalai Lama a aceita, mas estava esperando um sinal dos theravadas. Falta a decisão dos demais mahayanas. No Brasil a Ven. Tenzin Nandrol (Joyce Neves), brasileira, tem ordenação completa na linhagem de Tich Nhat Hank (em Plum Village, França, 1998). Veja foto da Ven Tenzin, que também é monja de Lama Zopa (com votos menores, claro, pois o budismo tibetano ainda não tem monjas completamente ordenadas). A diferença entre esses votos é complexa, mas os votos menores equivalem ao "noviciato". Uma mulher foi ordenada monja budista pela primeira vez na Tailândia, causando polêmica entre as autoridades religiosas do país. Varangghana Vanavichayen, que tem 56 anos, foi ordenada no domingo por uma monja do Sri Lanka. Na cerimônia, foi rebatizada como Dhammarakhita. A nova monja é divorciada e tem dois filhos. Segundo o jornal Bangkok Post, ela afirmou saber que enfrentaria resistência. "Estou preparada e sei que estou fazendo o que é certo." O budismo tailandês é visto como conservador. A religião reconhece mulheres religiosas, mas só os homens têm o direito de se tornarem monges. "Confuso" Autoridades religiosas no país afirmaram que a ordenação da nova monja vai deixar confuso o povo tailandês, além de abrir um precedente significativo. Eles disseram que não vão reconhecer Dhammarakhita como monja, mas também não tem planos de tomar alguma atitude contra ela. A cerimônia de ordenação de Dhammarakhita aconteceu em um templo de Nakhon Pathom, subúrbio de Bangcoc, e foi assistida por monjas do Sri Lanka, do Tibet, da Indonésia e de Taiwan. O templo é dirigido pela monja Chatsumarn Kabilasinga, que foi ordenada no Sri Lanka antes de voltar para a Tailândia, no ano passado. A organização oficial do budismo no Sri Lanka restaurou a ordenação de mulheres em 1998. Dhammarakhita também completou nove anos como religiosa praticante
do budismo. Antes de entrar para a ordem budista, ela se separou do marido
para cumprir o voto de castidade.
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