Pede-me, e Eu te darei
O fracasso na oração é devido às falhas do coração. Somente os puros de coração podem ver a Deus. E somente aqueles que "de coração puro, invocam o Senhor" podem pedir respostas para suas orações, com toda a confiança.


João Hyde
    Algumas pessoas gostam de ler a biografia de John Hyde. Realmente, a intercessão daquele homem modificou muitas coisas. Alguns dos que o conheceram relatam que se sentiam comovidos quando ele orava. Eram tocados até o fundo da alma, quando escutavam clamar pelo nome de Jesus:
"Jesus! Jesus! Jesus!" e um batismo de amor e poder vinha sobre todos.

    Mas não era João Hyde, era o Espírito Santo de Deus que aquele homem consagrado e cheio Dele fazia descer sobre todos os que o rodeavam. Será que todos nós podemos nos tornar "homens que oram"? Você talvez diga: "Não! Ele possuía um dom especial de intercessão." Está bem - e como ele o obteve? No início, ele era um crente comum, como qualquer um de nós.

    Você sabe que, humanamente falando, ele devia esta vida de oração às orações de um amigo de seu pai? Agora, entenda bem isto, pois é da maior importância e pode afetar profundamente toda a sua personalidade. Talvez eu deva contar a história toda, pois muita coisa depende disto. Transcrevemos as palavras do próprio João Hyde. Ele se achava a bordo de um navio, em viagem para a Índia, para onde se dirigia como missionário. Ele conta:

No navio
    «Meu pai tinha um amigo que desejara grandemente ser missionário no estrangeiro, mas não pudera ir. Este amigo escreveu-me uma carta aos cuidados do navio. Recebi-a poucas horas depois de partirmos do porto de Nova York. As palavras não eram muitas, mas o sentido geral era o seguinte: "Não cessarei de orar por você, prezado João, enquanto não estiver cheio do Espírito Santo".

    Quando li aquilo, amassei a carta, irritado, e atirei-a ao chão. Será que aquele amigo pensava que eu não recebera o batismo do Espírito Santo, ou que pensaria em ir à Índia sem esta capacitação de poder? Eu estava indignado.

    Mas depois, o bom senso prevaleceu, apanhei a carta e li-a novamente. Provavelmente eu necessitava de algo que ainda não recebera. Fiquei a caminhar de um lado para outro, no tombadilho, enquanto uma batalha se travava em meu interior. Sentia-me incomodado.

    Eu gostava daquele homem; sabia que ele levava uma vida santa, e, bem no fundo do meu coração, havia uma certeza de que ele estava com a razão, que eu não estava preparado para ser missionário. Isto durou uns dois ou três dias, até que por fim já me sentia profundamente infeliz... Afinal, numa espécie de desespero, pedi ao Senhor que me enchesse com seu Espírito, e, no momento em que o fiz... comecei a ver como meu interesse era egoístico.»

Vitória completa
   Mas ele não recebeu a bênção que buscava. Aportou na Índia, e foi com um colega missionário para um culto ao ar livre. "O missionário pregou", relata João Hyde, "e ele estava apresentando a Cristo como aquele que verdadeiramente nos salva de todos os pecados. Depois que terminou, um homem de aparência respeitável, falando em bom inglês, perguntou-lhe se ele próprio fora salvo assim.

    A pergunta veio diretamente ao meu coração. Se ele a tivesse dirigido a mim, eu teria que confessar que Cristo não me salvara completamente, pois sabia existir em meu coração um pecado que ainda não fora afastado.

    Compreendi que desonra aquilo representava para o nome de Cristo, isto é, eu ter que confessar que pregava um Cristo que não me libertava do pecado, embora eu estivesse proclamando aos outros que ele era um Salvador perfeito. Fui para o meu quarto, fechei a porta e disse ao Senhor que, de duas coisas, uma teria que acontecer: ou Ele me dava a vitória sobre todos os meus pecados, e principalmente sobre aquele que mais me assediava, ou teria que retornar para a América e arranjar outro tipo de trabalho.

    Disse-lhe que não poderia levantar-me para pregar o Evangelho enquanto não pudesse dar testemunho do seu poder em minha vida. Compreendi que aquele pedido era justo, e o Senhor assegurou-me de que Ele era capaz, e estava desejoso de libertar-me de todo o pecado. E Ele me libertou. Desde então, nunca duvidei disso."

Homens de oração que prevalece
    Foi então - e somente então - que Hyde se tornou "O homem que orava". Somente com uma rendição completa - um pedido definido para sermos libertos do poder do pecado em nossa vida - poderemos ser homens de oração, de oração que prevalece.

    Contudo, o ponto que desejo enfatizar é o que já mencionei antes: um homem relativamente desconhecido ora por João Hyde, que também era um desconhecido para o mundo, e, por suas orações, faz descer tanta bênção para o mundo, a ponto de todos hoje o conhecerem como "o homem que orava".

    Será que você disse em seu coração, prezado leitor, alguns instantes atrás, que nunca poderia ser como Hyde? Naturalmente nem todos podem dedicar tanto tempo à oração. Por razões físicas ou outras quaisquer, podemos ser impedidos de permanecer em oração durante longo tempo. Mas todos nós podemos ter este espírito de oração. E será que não podemos fazer pelos outros o que este amigo anônimo fez por Hyde?

    Será que não podemos orar para que outros recebam esta bênção - como, por exemplo, nosso pastor? Ou um amigo? Nossa família? Que ministério podemos ter, se apenas resolvermos entrar nele! Mas para isso, temos que fazer a mesma consagração total que fez João Hyde. Já fizemos isso? O fracasso na oração é devido às falhas do coração. Somente os puros de coração podem ver a Deus. E somente aqueles que "de coração puro, invocam o Senhor" podem pedir respostas para suas orações, com toda a confiança.

    Que avivamento não surgiria, que bênção poderosa viria até nós, se todos que lêem estas linhas clamassem agora a plenitude do Espírito Santo!

Orações não respondidas
    Está vendo por que Deus deseja que oremos? Vê por que tudo o que vale a pena termos depende da oração? Existem várias razões, mas uma se destaca vividamente e com toda a clareza depois que lemos este capítulo. É a seguinte: se pedirmos a Deus alguma coisa e Ele não no-la conceder, o erro está em nós. Toda oração não respondida é uma chamada clara a uma sondagem do coração, para examinar e ver o que está errado nele, pois a promessa de Deus é bastante clara: "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" - João 14:14.

    Verdadeiramente, todo aquele que ora, põe à prova, não Deus, mas sua própria vida espiritual.

    "Que eu me aproxime de ti, Jesus,
     Mais e mais perto, a cada dia.
     Que eu descanse totalmente em ti Jesus.
     Sim, total e completamente."

Da revista Ágape, referente ao livro "A Oração que Funciona", de autor cristão anônimo, editora Betânia.


xxx By Edemar A. Santos [mail], atu.22-jun-98. [home]


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