O Cântico de Moisés

Do livro de Êxodo, capítulo 15. Para você entender a importância deste cântico e a imensidão da visão de Deus que ele traz, vamos olhar o contexto histórico: o capítulo anterior conta-nos como Deus - na sua justiça - libertou em paz e fartura os israelitas da terra do Egito, onde eram mantidos como escravos. Logo após, liberta-os milagrosamente da fúria da perseguição dos egípcios. Mas... nada como o cântico para explicar melhor!


Então entoou Moisés, e os filhos de Israel,
este cântico ao Senhor, e disseram:
Cantarei ao Senhor porque triunfou gloriosamente:
lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
 
O Senhor é a minha força e o meu cântico;
ele me foi por salvação;
este é o meu Deus, portanto eu o louvarei;
ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.
 
O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome.
Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército;
e os seus capitães afogaram-se no Mar Vermelho.
Os vagalhões os cobriram; desceram às profundezas como pedra.
 
A tua mão, ó Senhor, é gloriosa em poder,
a tua mão, ó Senhor, despedaça o inimigo.
Na grandeza da tua excelência
derrubas os que se levantam contra ti;
envias o teu furor que os consome como palha seca.
 
Com o resfolgar das tuas narinas
amontoaram-se as águas,
as correntes pararam em montão;
os vagalhões coalharam-se no coração do mar.
 
O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei,
repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles,
arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá.
Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu:
afundaram-se como chumbo em águas impetuosas.
 
Ó Senhor, quem é como tu entre os "deuses"?
Quem é como tu glorificado em santidade,
terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?
 
Estendeste a tua mão: a terra os tragou.
Com a tua beneficência guiaste o povo, que salvaste;
com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.
 
Os povos o ouviram, eles estremecem:
agonias apoderaram-se dos habitantes da Filistia.
Ora os príncipes de Edom se perturbam,
dos poderosos de Moabe se apodera temor,
esmorecem todos os habitantes de Canaã.
 
Sobre eles cai espanto e pavor:
pela grandeza do teu braço emudecem como pedra;
até que passe o teu povo, ó Senhor,
até que passe o povo que adquiriste.
 
Tu os conduzirás, e os plantarás no monte da tua herança,
no lugar que aparelhaste, ó Senhor, para a tua habitação,
no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.
O Senhor reinará para todo o sempre.
 
Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros
e com os seus cavalarianos entraram no mar,
e o Senhor fez tornar sobre eles as águas do mar;
mas os filhos de Israel
passaram a pé enxuto pelo meio do mar.
 
Complementa-se a este cântico os tamborins e as danças e o refrão que as mulheres compuseram a Deus:
 
Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou,
e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
 



Hoje nossa luta não é contra homens. Não é contra carne ou sangue, mas contra anjos, a saber: contra principados e potestades, contra os que atualmente dominam sobre este mundo tenebroso. Mas os dias deles estão contados pela soberana ampulheta divina!
 
Hoje muitos de nós somos mantidos escravos destes anjos que enganam serem de luz. Mas, como naqueles tempos, somos libertos do cativeiro e da fúria deles graças a Deus, que equipa-nos com armas espirituais.

E elas são: o conhecimento das palavras da verdade expressa por Deus, um espírito humilde diante dEle, a prática da justiça e do amor ao próximo, a certeza do que não se vê e a salvação que há no Filho de Deus.

Querendo saber mais sobre esta batalha espiritual que travamos diariamente - quer saibamos ou não -, leia o livro de Efésios, capítulo 6, e/ou escreva-me!

Achando que há alguma contradição no que diz respeito a autoridade divina e seu senso de justiça e amor para com os homens, terei prazer em esclarecer!


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Página criada por Edemar Antonio dos Santos
Última alteração: 16-out-97

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