Surdo
rumor, murmúrio, brandamente
Aos meus cultos ouvidos vão chegando...
Se mais escuto, aos poucos aumentando,
Esse rumor, que já é forte, ingente.
Que
será? Pergunto. Que será? A mente
Fica confusa e pasma, doida, quando
— tinir
de copos... e espumarejando
o champanhe fervilha velozmente.
Vivas
frementes, uma voz — um bravo —
Um aroma sutil de lírio ou cravo...
Que será? Pergunto. Ah! Percebo agora...
E
que cheia de vida — uma outra vida —
Enceta hoje “A Verdade” tão querida...
E aparece no céu fulgente aurora...
Soledade
de Itajubá, março de 1890
(Publicada em “A Verdade” de 27 de
março de 1890) |