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Casarão de Bernardo Guimarães em novembro de 2004
 Em 2004, uma pequena parte da fachada principal da casa de Bernardo Guimarães desabou, acentuando a necessidade da recuperação do prédio:
fotos: Ednaldo Cândido e André Mantovani
fotos tiradas em 2004 (antes da restauração do prédio)
fotos: Ednaldo Cândido e André Mantovani fotos: Ednaldo Cândido e André Mantovani
Placa que se encontra afixada no prédio Parte da fachada principal da casa de Bernardo Guimarães
Agradecemos a Ednaldo Cândido Moreira Gomes e a André Luiz Mantovani, que permitiram a divulgação das fotos acima.
 
Pequena nota para as fotos...

No dia 02 de Novembro de 2004, André Luiz Mantovani[1] e eu  fomos até o Cemitério da Igreja São José em Ouro Preto. O intuito era registrar as condições atuais do Túmulo[2] do escritor mineiro Bernardo Guimarães[3].

O cemitério estava florido e para nossa surpresa o mausoléu de Bernardo Guimarães estava sujo. Uma espécie de mancha (talvez ocasionada por um líquido similar a óleo queimado) revestia boa parte de sua extensão...O que nos pareceu um descaso...

Além da visita ao túmulo, neste mesmo dia, fomos até o Casarão onde Bernardo Guimarães morou. Tal casarão, localizado no Alto das Cabeças, estava completamente abandonado. E, para agravar a situação, uma das sacadas havia desabado. Parte da rua estava interditada e apenas pássaros sobrevoavam o casarão.

Infelizmente, um espaço como este poderia ser utilizado como um Museu e\ou um Centro Cultural. No qual poderiam ser oferecidas oficinas, minicursos[4], exposições, etc.

Como um estudioso da obra de Bernardo Guimarães me entristeço com o descaso para com o casarão. Acredito que o seu desaparecimento representaria uma perda irreparável para a nossa história literária e cultural.

Ednaldo Candido Moreira Gomes
Mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC-MG
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[1] Graduado em História pela UFOP e Mestrando em História pela PUC-SP.
[2] Túmulo (conforme foto) foi erguido pelo estado de Minas Gerais em homenagem a Bernardo Guimarães.
[3] O último registro conhecido deste túmulo está nas poesias completas de Bernardo Guimarães. Originalmente publicadas em 1951.
[4] Talvez, um convênio entre prefeitura, iniciativa privada e a universidade local (UFOP), poderiam revitalizar o local transformando-o num centro cultural.

 

fotos do túmulo de Bernardo Guimarães
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