No dia 02 de Novembro de 2004, André Luiz Mantovani
e eu fomos até o Cemitério da Igreja São José em Ouro Preto. O
intuito era registrar as condições atuais do Túmulo
do escritor mineiro Bernardo Guimarães.
O cemitério estava florido e para nossa surpresa o
mausoléu de Bernardo Guimarães estava sujo. Uma espécie de mancha
(talvez ocasionada por um líquido similar a óleo queimado) revestia
boa parte de sua extensão...O que nos pareceu um descaso...
Além da visita ao túmulo, neste mesmo dia, fomos
até o Casarão onde Bernardo Guimarães morou. Tal casarão, localizado
no Alto das Cabeças, estava completamente abandonado. E, para
agravar a situação, uma das sacadas havia desabado. Parte da rua
estava interditada e apenas pássaros sobrevoavam o casarão.
Infelizmente, um espaço como este poderia ser
utilizado como um Museu e\ou um Centro Cultural. No qual poderiam ser
oferecidas oficinas, minicursos,
exposições, etc.
Como um estudioso da obra de Bernardo Guimarães me
entristeço com o descaso para com o casarão. Acredito que o seu
desaparecimento representaria uma perda irreparável para a nossa
história literária e cultural.