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A espiral celta e o sentido da vida - Galizaã O tempo é uma espiral. Para os antigos celtas essa é toda a essência do mistério da vida. Assim como se centra, ele também para, se encontra, se retorce e, então, desce novamente em graciosas curvas, nós e elos tão característicos dos celtas e de sua arte. O tempo se retorce em torno de si mesmo, trazendo os ecos e vibrações enquanto que os caminhos vivos da espiral passam próximos um do outro. A vida e os seres correm por estradas paralelas, mas que se encontram em determinados pontos de suas caminhadas, se entrelaçam, se afastam, partem, retornam às origens.E o tempo, uma das triplas linhas tão importantes para o imaginário celta, é a proporção de resistência entre a matéria e o espirito. O ponto de partida também é o ponto de chegada trazendo-nos a questão do retornar sempre, reencontrar-se e renovar-se. Os celtas, no simbolismo de suas espirais, também podem ser encontrados dentro de nós, nos domínios onde a matéria e o espírito mais perfeitamente encontram-se, e o tempo, por ele mesmo, não existe. Guerreiros, beberrões, artesões, bruxas, feiticeiras, princesas, viajantes, reis e magos, figuras míticas e lendárias, os celtas acreditavam na diversidade dos vários caminhos da vida e abominaram a linearidade, o seguir em frente em uma única direção como se a vida fosse uma linha reta traçada entre um ponto de início e um de término. A busca, para os celtas, embora sempre permeada por algum ideal, toma vários rumos por conta do tempo, do destino, da diversidade que a própria vida proporciona. Essa procura, esta busca é, na verdade, uma busca iniciática onde no final encontra-se a verdade dos deuses e a essência do próprio guerreiro do espírito. O destino é sempre ir além, superar os próprios limites e provações, mesmo que essa busca nunca tenha fim. O grande desafio de todo ser, por natureza um guerreiro trilhando as estradas das espirais da vida, é essa busca, mesmo que ela não tenha fim. O mundo do imaginário celta era um mundo de descobertas, enganos, belezas, magia, surrealismo, superstições. Enfim, era um povo consciente das energias místicas e sobrenaturais, que viviam a vida através da magia que permeava suas terras e suas vidas, deixando-nos um legado simbólico na compreensão do sentido da vida e da busca pela transcendência. | ||||
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