Realizado importante ato pela reintegração do companheiro Wiliam ao Banco do Brasil Ganhou novo impulso nesta manhã do dia 18 de novembro a campanha pela reintegração do companheiro Wiliam Ferreira ao Banco do Brasil, que passou por cima da decisão judicial e demitiu o ativista sindical pela segunda vez. Foi realizado em frente ao complexo onde Wiliam trabalhava um ato político de solidariedade ao companheiro que contou com a presença de organizações como LBI, PSTU, Liga Operária e Práxis. Entre os ativistas sindicais e do movimento popular presentes estiveram representantes da Conlutas, do Movimento Nacional de Oposição Bancária, Núcleo da Oposição Bancária da TRS, Oposição Classista dos Teleoperadores de São Paulo, Associação dos Trabalhadores Ambulantes de São Paulo, além de delegados sindicais de outros bancos, como da Caixa Econômica Federal. Pressionado pela campanha, diretores do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região também se fizeram presentes. Na ocasião foram distribuídos milhares de panfletos denunciando a direção do BB pela segunda demissão e reivindicando a reintegração imediata de Wiliam. O Sindicato distribuiu uma edição especial do boletim voltado para os funcionários do Banco do Brasil, “O Espelho/SP”, de novembro de 2008, contendo matéria sobre reintegração de Wiliam ordenada pela Justiça. Após o ato, no início da tarde, acompanhado de uma comissão de ativistas, Wiliam foi à sede do Sindicato formalizar sua inscrição para delegado sindical, abertas pela entidade nesta terça-feira. A eleição para delegado sindical neste momento ganharia uma relevância ainda maior, primeiro porque aferiria a representatividade do companheiro pela sua base, tipificando ainda mais a demissão política e, conseqüentemente, colocaria ao BB um obstáculo maior ao seu intento de dispensar o ativista. No entanto, os diretores do sindicato ligados à Articulação/PT/CUT, resistem a inscrever Wiliam com argumentos de ordem burocrática e administrativa, ou seja, que precisaria esperar a audiência marcada pela Justiça para o dia 26 desde mês, para depois proceder com a eleição especial, mesmo reconhecendo no boletim “O Espelho/SP” acima citado que “O Banco do Brasil foi obrigado pela Justiça a reintegrar um funcionário que estava em período de experiência e foi dispensado no dia 13 de outubro, durante a greve (...) conseguimos reverter por meio de uma ação na justiça e saímos vitoriosos”. Observamos então que a direção do Sindicato, que proclama ter conquistado a reintegração do companheiro, reluta em permitir que sua representatividade seja aferida pela base através da eleição do mesmo em seu local de trabalho. Criticando este posicionamento no mínimo contraditório, vários setores da Oposição Bancária de São Paulo, entendendo que não é função do Sindicato vetar a inscrição de Wiliam, cobram que os companheiros de trabalho do reconhecido ativista sindical possuam o direito de elegê-lo como representante local. ![]() ![]() |