Banco do Brasil passa por cima da decisão judicial demitindo o companheiro Wiliam pela segunda vez! Wiliam Ferreira, admitido por concurso público no Banco do Brasil, trabalhador qualificado por vários anos no cargo de analista de sistemas sênior quando era funcionário da Nossa Caixa e lutador da categoria reconhecido nacionalmente, foi demitido pela truculenta direção do Banco do Brasil logo nos primeiros dias de greve nacional dos bancários. A demissão sumária, sem qualquer processo administrativo, configurou-se como um ataque para o conjunto dos funcionários, desde os mais antigos até os recém-ingressos, pois jamais viram algo semelhante no Banco desde a ditadura militar graças à estabilidade de fato conquistada por décadas de lutas. Embora a demissão de Wiliam seja um fato inédito nas últimas três décadas, ela faz parte de um plano da direção do banco para livrar-se de seus ativistas sindicais iniciado com o PDV do ano passado que excluiu quase dez mil bancários do BB, muitos dos quais, antigos lutadores. A FORTE GREVE NACIONAL GARANTIU A REINTEGRAÇÃO JUDICIAL A forte greve nacional da categoria por suas reivindicações, dentre as quais a reintegração do companheiro, garantiu, por ordem judicial, sua volta ao trabalho. O parecer da Justiça do Trabalho foi assegurado graças às manifestações de solidariedade ocorridas por centenas de bancários de São Paulo e por moções de repúdio à direção do BB e pela reintegração imediata do companheiro aprovadas nas assembléias de greve de todo o Brasil. Além da de São Paulo, as assembléias do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Ceará, etc. entenderam prontamente que o ataque a Wiliam era um ataque a todos os grevistas. Tamanha solidariedade se deve ao entendimento dos bancários sobre a gravidade do ataque desferido pela direção do banco: a demissão política de um lutador da categoria, funcionário de um dos principais complexos do BB no país no meio da greve nacional era uma afronta inadmissível. BANCO DO BRASIL VOLTA A ATACAR: A SEGUNDA E MAIS SÓRDIDA DEMISSÃO Terminado o forte movimento grevista da categoria que colocou os banqueiros e o governo Lula contra a parede, o BB redobrou a ofensiva, atropelou a decisão judicial, e apenas dez dias após executar a reintegração, no dia 10 de novembro, voltou a demitir Wiliam. Vale destacar que nestes dez dias, imediatamente após protocolar o recebimento do Mandado judicial o BB simplesmente ignorou na prática a ordem, não retornando Wiliam a seu posto de trabalho e não o recadastrando no sistema, como sequer pagou os recebimentos devidos ao funcionário (abono conquistado pela greve, vale alimentação, etc.), persistindo em sua arbitrária conduta de perseguição e discriminação ao companheiro que em nenhum momento deixou de denunciar o processo de perseguição política, o governo Lula, agente dos banqueiros e seus executores dentro do BB. Não há palavras para definir o grau de sordidez desta segunda demissão. Enquanto isolaram Wiliam, deixando-o “mofando” em solene desprezo, na prática, à ordem judicial sob a esfarrapada desculpa que “estavam regularizando a situação”, os gerentes do seu setor, junto com a direção do Banco do Brasil em Brasília, maquiavelicamente e sem qualquer pudor resolveram novamente colocar o companheiro literalmente no olho da rua sem maiores explicações, impedindo sua permanência nas dependências do banco já na tarde do dia 10/11. Os executores imediatos desta medida truculenta dentro das dependências do Banco do Brasil são os mais declarados carreiristas já recrutados pela instituição, gerentes que não passam de meros puxa-sacos e que não têm nenhuma estatura moral como a odiada Maria Dália e sua aprendiz Jádina Fumaneri, José Luis e Castro Júnior, que posa de bom moço simpático, mas assim como os outros pleiteia galgar novas comissões e promoções pisando sem dó na cabeça dos funcionários. UM GRAVE PRECEDENTE QUE NÃO PODEMOS DEIXAR PASSAR Neste momento em que o conjunto das empresas utiliza-se da crise financeira mundial para faturar alto, justificar as demissões em massa enquanto lucram fábulas de dinheiro em fusões e subsídios estatais, como é o caso da aquisição do Unibanco pelo Itaú que ameaça por centenas de trabalhadores no olho da rua, os bancários do BB não podem baixar a guarda. Até porque, estão previstas novas demissões com a incorporação da Nossa Caixa e do Banco Votorantin pelo BB. De repente, o governo que não tinha dinheiro para dar mais do que um miserável reajuste salarial aos bancários do BB e da CEF apareceu com bilhões de dólares para “socorrer” os “pobres” banqueiros que só multiplicaram seu patrimônio durante a crise. O mesmo conto do vigário vale para as “fusões” anunciadas e suas conseqüências nocivas para os trabalhadores. É possível derrotá-las se compreendemos que não são irreversíveis e que não passam de mais maracutaias patrocinadas pela direção lulista do banco, onde o governo e os banqueiros ganham mais uma vez com a superexploração de seus funcionários e extorsão dos clientes. O ataque a um é o ataque a todos! Por isto vamos intensificar a campanha política nacional em defesa de Wiliam com manifestações, panfletagens, atos, moções e, principalmente, com a solidariedade ativa de todos os colegas bancários. Neste momento crucial da batalha esperamos contar com a máxima disposição do Sindicato dos Bancários de São Paulo na campanha pela reintegração imediata e plena do companheiro Wiliam Ferreira, seguindo o exemplo da própria categoria que o defendeu bravamente durante a greve, aprovando inclusive por unanimidade a exigência da sua reintegração imediata em massiva assembléia geral dos bancários de São Paulo e também por via de moções de solidariedade por todo país. É um dever elementar do sindicato, independente das convicções programáticas do companheiro Wiliam serem divergentes da orientação da maioria da direção da entidade, disponibilizar sua estrutura política, sindical, jurídica e sua imprensa para derrotar a perseguição política da direção do banco, entendendo o profundo significado do que está em jogo neste momento para o conjunto da categoria.
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