ALERTA AOS BANCÁRIOS!
Governo Lula, banqueiros, justiça e
burocracia sindical da CUT/CTB tramam para acabar com nossa greve nas
assembléias de quinta-feira (16/10)! O governo Lula tenta, mais uma vez, golpear a greve nacional dos bancários, utilizando-se dos muitos recursos proporcionados pela justiça patronal contra a organização e o direito de greve dos trabalhadores. Os banqueiros começaram com os “interditos proibitórios” nos bancos privados como o Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander, etc. para impedir a ação dos piquetes, instrumentos legítimos de autodefesa dos grevistas, além de penalizar os sindicatos por seu descumprimento com multas diárias milionárias. Apoiando-se no respeito da burocracia sindical da CUT/CTB à legislação burguesa, o governo Lula resolveu também acionar os “interditos proibitórios” no Banco do Brasil como aconteceu em Pernambuco e em S.Paulo. Esse é o verdadeiro caráter reacionário do governo do PT que esses sindicalistas defendem! Além disso, o governo Lula persegue e demite ativistas bancários, como ocorreu no caso do companheiro Wiliam Ferreira, militante da Oposição Bancária de São Paulo. Ontem, 14/10, a categoria foi surpreendida com mais outro ataque. Desta vez, foi o Ministério Público do Trabalho de S.Paulo que provocou uma audiência de conciliação no TRT-SP. Nesta, pasmem, o próprio Sindicato dos Bancários de São Paulo, concordou em suspender a greve durante cinco dias, “submetendo” a decisão à assembléia de quinta-feira, dia 16/10, independentemente dos banqueiros oferecerem ou não nova proposta, em nome de abrir negociações com a Fenaban. Fruto dessa manobra, articulada entre o governo Lula, banqueiros, a justiça e a burocracia governista, já foi agendada uma negociação nacional com a Fenaban para o dia 16/10. Não é a toa que a gerentada lambe-botas dos bancos públicos se assanhou toda, divulgando boatos de que a greve acabaria dia 16 próximo, organizando os fura-greves para lotar as assembléias em todo o país a fim de liquidar com a paralisação e aceitar a migalha miserável da Fenaban e do Planalto. É por isso que o sindicato de São Paulo alterou o horário da assembléia de 17h para às 19h, justamente para facilitar a participação dos gerentes fura-greves. Evidentemente está em curso uma operação-desmonte da nossa greve. Não podemos permitir que a nossa greve se submeta às exigências legais da justiça patronal, a serviço dos interesses do capital financeiro que tem se utilizado da crise capitalista mundial para posar de “coitadinhos”, enquanto é presenteado e socorrido pelo seu governo Lula com R$ 160 bilhões da flexibilização dos compulsórios. Chamamos todos os bancários de base, apoiadores da greve, a convocar todos os colegas em luta para se fazerem presentes na assembléia de quinta-feira para barrar esse golpe contra a nossa mobilização! Greve até a vitória!
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