A base impôs a greve nacional por tempo indeterminado à burocracia sindical governista da CUT/CTB/Intersindical! Fortalecer e unificar o movimento até a vitória sobre os banqueiros e o governo Lula! Os dias 08 e 09 de outubro, dois primeiros dias da GREVE POR TEMPO INDETERMINADO aprovados nas massivas assembléias na segunda-feira em todo país, já indicaram a disposição de luta dos bancários. Não vamos engolir as desculpas dos banqueiros que fizeram fortuna com a exploração da categoria e dos clientes com recordes de faturamento nos últimos anos que agora vêm justificar que não podem atender as nossas reivindicações por conta da crise financeira que, em última instância, foi a especulação deles que causou. Nossa disposição dobrou a orientação do Comando Nacional (CUT/CTB/Intersindical) que na semana passada fez de tudo para impedir a deflagração da greve por tempo indeterminado em São Paulo, como propunha diversos setores de oposição do MNOB, a exemplo do que fizeram Rio, Brasília, Salvador, etc.
APESAR DO BOICOTE DA QUADRILHA GOVERNISTA, A insatisfação dos bancários com a condução da campanha salarial também foi expressa na decisão da assembléia do Rio que aprovou a eleição de um representante de base para participar da reunião do Comando Nacional, dia 01/10, ou mesmo, de São Paulo, cuja burocracia, a revelia da base, desmarcou a assembléia do dia 30/09, o que provocou grande revolta, resultando na realização na "marra" da assembléia pela própria base. Apesar do boicote da quadrilha sindical de Lula, a greve por tempo indeterminado ampliou-se, incorporando PE, SE, AP, PA, GO (CEF). O Rio sustentou a greve por três dias na semana passada, mas acabou recuando devido às sabotagens dos governistas. Esse quadro nacional desigual e combinado é produto da política de colaboração de classes das direções sindicais com os banqueiros e o governo Lula para tentar desarticular a greve nacional. Frente a um tremendo desgaste político, a burocracia sindical governista vai calibrar sua intervenção e fazer demagogia retórica com a unidade, isto é, com a farsa da estratégia da mesa única da Fenaban para melhor engessar nossa luta, vendendo nossas reivindicações em troca de qualquer migalha que caia da farta mesa do capital financeiro. E depois, vão apresentar a esmola como uma grande conquista. Colocam-se à cabeça da mobilização para melhor de decapitá-la, no devido momento. Por isso, nenhuma confiança nesses traidores governistas que defendem tardiamente a greve por tempo indeterminado, enquanto tramam e negociam com os banqueiros pelas costas dos bancários! Tudo indica que a tática já pré-acordada entre os banqueiros e a burocracia sindical é matar a greve pelo cansaço, e impor uma derrota exemplar aos bancários, preventiva à crise financeira mundial. Seu interesse é dissuadir não só nossa categoria, mas ao conjunto dos trabalhadores, de querer obrigar os capitalistas a pagarem pela crise que criaram, depois de tanto lucrarem com a especulação financeira. A isto, temos que responder: não passarão! E somos nós bancários quem temos a obrigação de dar o exemplo para o conjunto de nossa classe. Basta de exploração, endividamento, desemprego e miséria! SUPERAR O CORPORATIVISMO DAS MESAS ESPECÍFICAS E EXIGIR ASSEMBLÉIAS UNIFICADAS E A MESA ÚNICA DOS BANCOS PÚBLICOS! Só uma estratégia é capaz de derrotar os banqueiros e o arrocho do governo Lula: aquela que se apoiar da política de independência de classes e na perspectiva da unificação real da luta, inclusive com outras categorias como metalúrgicos, petroleiros e trabalhadores dos Correios. Precisamos acabar com o corporativismo reacionário que divide os trabalhadores por banco, em nome de especificidades que, embora reais, devem em época de campanha salarial estar subordinadas àquilo que é fundamental e nos une primeiramente: o arrocho salarial, a luta contra as reformas e privatizações homeopáticas do governo Lula nos bancos públicos e as péssimas condições de trabalho. Nesse sentido, é necessária a defesa da mesa única dos bancos públicos. Afinal, a greve nos bancos federais vai pressionar a quem? A Fenaban como querem os contraficantes, ou o governo Lula, para obrigá-lo a apresentar uma política salarial para repor as perdas nos bancos federais? Por isso, nós da Oposição Bancária/TRS do MOB defendemos a mais ampla democracia nas assembléias sem os acordos que privilegiam as falações de alguns raros dirigentes sindicais, cassando e limitando a voz da base. É fundamental que a base detenha o total controle sobre os rumos da campanha salarial a partir da eleição de comandos de base, de plenárias diárias de delegados sindicais e ativistas, por um encontro nacional de base amplo e massivo, proporcionalidade direta e qualificada, etc.
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