CONLUTAS – CEARÁ Vitória revolucionária da LBI contra o bloco revisionista (PSTU/PSOL) na assembléia da Oposição Bancária Realizou-se neste dia 27 de maio a assembléia da Oposição Bancária para a escolha dos delegados para o congresso nacional da Conlutas. Contando com a presença de ativistas do BB, CEF, BNB e Bradesco, a assembléia teve a presença amplamente majoritária de apoiadores da tese da LBI que organizaram uma combativa chapa agrupando os melhores lutadores da categoria. A companheira Hyrlanda Moreira, dirigente da LBI, defendeu a chapa, delimitando-se com a posição do PSTU, que propôs a fusão com a Intersindical através do rebaixamento do programa da Conlutas. Ao mesmo tempo, Hyrlanda fez um chamado a construir a Conlutas como embrião de uma verdadeira central operária, camponesa, estudantil e popular (COCEP), baseado em um programa revolucionário capaz de romper a trégua social imposta pela frente popular ao movimento de massas com a colaboração da CUT. A defesa da unificação das lutas rumo à construção da greve geral e da oposição operária e revolucionária do governo Lula, baseada na ação direta dos trabalhadores, foi apontada como alternativa à política eleitoralista do conjunto da esquerda reformista. Na assembléia, o bloco revisionista conformado pelo PSTU e PSOL defendeu a “frente classista” e sua política de unidade sem princípios, baseada em uma “oposição de esquerda” ao governo Lula nos marcos do regime, tendo as eleições burguesas como eixo político central para canalizar a insatisfação das massas. O canto de sereia proposto pelo PSTU/PSOL não teve qualquer eco porque a esmagadora maioria dos ativistas presentes já havia feito a experiência com a desastrosa política majoritária do MNOB de defesa das mesas de negociação em separado por bancos que sabota a luta unitária contra o governo Lula, patrão do BB, CEF e BNB. A luta em defesa da mesa única dos bancos públicos defendida pelos apoiadores da tese da LBI colocou em xeque a política do PSTU/PSOL que resultou em sua pífia votação na assembléia. O reconhecimento do trabalho militante da Oposição Bancária-LBI expressou-se na significativa votação obtida pela chapa encabeçada pela companheira Hyrlanda Moreira, conquistando a totalidade dos delegados em disputa, enquanto o bloco revisionista conformado pelo PSTU/PSOL amargou uma derrota acachapante, não conseguindo eleger nenhum delegado. Está colocado como tarefa para o próximo período organizar um pólo classista para intervir não só no congresso da Conlutas, como também na campanha salarial que se inicia na perspectiva de construir uma genuína alternativa de direção revolucionária para a categoria bancária, acumulando forças para expulsar a burocracia sindical governista dos sindicatos.
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