ASSEMBLÉIA CONLUTAS PREVIDENCIÁRIOS – CEARÁ LBI integra chapa vitoriosa contra Articulação/CUT e PCdoB/CTB No dia 20 de maio aconteceu a assembléia para escolha de delegados para o congresso da Conlutas do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência do estado do Ceará (Sinprece). Esta assembléia, que inicialmente estava prevista para acontecer no prédio do INSS, teve que ser transferida para o prédio do Núcleo do Ministério da Saúde, no centro de Fortaleza. Os trabalhadores do Ministério da Saúde mantinham-no ocupado desde a quinta-feira, dia 15, em virtude da Gerência de Recursos Humanos deste órgão, sob a orientação do governo Lula, emperrar o cumprimento de uma decisão judicial acerca de um processo que beneficiava os trabalhadores da Saúde do Ceará. Sob essas circunstâncias, a assembléia se converteu em um importante momento para que os trabalhadores da saúde e previdência pudessem fazer uma análise do caráter de classe burguês do governo Lula. Além disso, fazer um balanço do papel nefasto que cumpria a central pelega e governista da CUT na defesa intransigente deste governo e apontar a necessidade de superação desta central através da construção da Conlutas, tendo como ponto inicial a participação neste primeiro congresso. Inicialmente, a assembléia havia começado com cerca de 100 companheiros que desde a quinta-feira se mantinham firmes na defesa dos seus direitos. Contudo, logo após o seu início, a Articulação Sindical, inflou a assembléia com mais de 50 aposentados, arrebanhados na ASPAS, uma associação pelega de aposentados controlada com mãos de ferro por esta corrente governista. Com esta manobra, a Articulação/CUT, com o auxílio do PCdoB/CTB, buscou criar uma base artificial para tumultuar a assembléia, em uma tentativa desesperada de excluir do congresso da Conlutas os ativistas realmente interessados em debater acerca da construção de uma verdadeira alternativa à CUT “chapa branca”, já que tanto a Fenasps como o próprio Sinprece se desfiliaram da CUT. Apesar da manobra, a Articulação não conseguiu superar a indignação dos trabalhadores da Saúde e Previdência do Ceará com o governo Lula e sua autarquia do Ministério do Trabalho. A LBI, que iniciou desde 2004 o debate do seio da categoria acerca da construção da Conlutas, impulsionou com ativistas independentes uma combativa chapa para denunciar as manobras burocráticas da Articulação e apresentar um programa revolucionário para a Conlutas enfrentar consequentemente o governo Lula e suas reformas capitalistas, ganhando a assembléia com 60 votos e elegendo entre sua delegação o companheiro Raimundo Dias, militante da LBI e destacado defensor da Conlutas na categoria.
![]() ![]() |