Apresentação A Tendência Revolucionária Sindical (TRS) retoma sua publicação para apresentar aos nossos simpatizantes e leitores em geral uma série de artigos, compilados neste livreto, acerca da intervenção da Oposição Bancária da TRS em todo o processo da última campanha salarial dos bancários. Este é um breve e atual resgate histórico da intervenção classista da TRS pontuada passo a passo em cada momento decisivo da campanha salarial que culminou numa greve nacional, abortada pela política colaboracionista das direções “chapa branca” a serviço do capital financeiro. Buscamos, sobretudo, ressaltar a necessidade de uma clara delimitação com toda variante de governistas de plantão que prostituem as mais elementares reivindicações econômicas dos trabalhadores na perspectiva de forjar um pólo alternativo de direção política. Também é objetivo deste livreto sinalizar para a vanguarda combativa e classista no país a importância de dotar as campanhas salariais em curso de um eixo político contra o governo do PT-Mensalão, como a TRS tratou de fazer na campanha dos bancários, apresentando a palavra de ordem “Abaixo o governo Lula-FMI” como divisora de águas na luta de classes, capaz de centralizar a luta política contra o governo da Frente Popular. Enquanto os governistas trabalham para limitar o alcance das greves aos estreitos marcos econômicos, já bem raquíticos, a intervenção da Oposição Bancária da TRS, durante a mobilização bancária, buscou romper o cerco burocrático em cada assembléia, no Encontro Nacional de cartas marcadas, na greve, na luta paralela para impedir a privatização do BEC com o objetivo de defender uma política de independência de classe. Apresentamos uma plataforma que unificava realmente a categoria, a exemplo da defesa da “Mesa Única dos Bancos Públicos” para romper o impasse da farsa da mesa “única” da Fenaban, ou ainda , pelo controle da base sobre os rumos da greve com eleição de comandos de base que pudesse centralizar os esforços, unificando-se com outras categorias em luta, para pôr abaixo o governo Lula-FMI e sua a política de arrocho e privatização. Como parte dessa intervenção, a TRS também se delimitou nas plenárias do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), hegemonizado pelo PSTU, cujas limitações políticas foram flagrantes durante o Encontro Nacional, quando cederam ao mais vulgar corporativismo, defendendo assembléias e negociações por banco como forma equivocada de romper com o engodo da mesa da Fenaban. Esta política apenas serviu para reforçar a divisão na categoria. De qualquer forma, é preciso tirar lições de mais uma derrota da categoria, que teve sua greve abortada pela cumplicidade dos governistas da CUT “chapa branca” com os banqueiros e com o governo do PT-Mensalão. Esperamos que esta coletânea contribua para referenciar uma política de independência de classe no ativismo combativo que não se rendeu à conciliação dos burocratas governistas, mas, no entanto, está carente de um eixo de classe ofensivo que oriente suas iniciativas contra os ataques do governo dos banqueiros. Este debate também é fundamental para a construção da Conlutas, que pretende construir-se como alternativa real à CUT “chapa branca”, mas, infelizmente, pela política de sua direção, hegemonizada pelo PSTU, acaba refém da esquerda da CUT, que determina o ritmo e a própria dinâmica do caráter do embrião da nova central. Defender ou não a palavra de ordem “abaixo o governo Lula-FMI”como eixo político para centralizar os futuros embates da classe trabalhadora é o que divide hoje as fronteiras de classe no interior do movimento operário e popular, principalmente no atual processo de reagrupamento de forças da vanguarda, que não podem ficar à mercê de alternativas centristas ou declaradamente reformistas.
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