Reincorporar o companheiro Wiliam Ferreira demitido pela truculenta direção do Banco do Brasil, derrotando os banqueiros e o governo Lula com a vitória da greve!

A greve nacional dos bancários vem se fortalecendo em todo país. Querendo dar uma demonstração de força, a direção do Banco do Brasil demitiu em plena a greve, em São Paulo, o companheiro Wiliam Ferreira, conhecido ativista da categoria, que atua por vários anos pela construção do Movimento Nacional de Oposição Bancária e da Conlutas. Esta medida inteiramente arbitrária, de clara perseguição política, representa um ataque à liberdade de organização dos trabalhadores como nos piores anos da ditadura militar.

O governo Lula, patrão dos trabalhadores do BB e da CEF, demite durante a greve, demonstrando que não tem nenhum valor em sua gestão a lei 7.783 de 28 de junho de 1989, que reconhece o direito de greve e veda a rescisão de contrato de trabalho durante o período grevista. Desrespeitando o direito de greve é o próprio governo comandado pelo ex-sindicalista quem induz os banqueiros a pensarem que podem ficar ainda mais à vontade para desprezar este direito que a classe trabalhadora conquistou na luta contra a ditadura e os patrões.

No mesmo sentido, está o uso dos “interditos proibitórios” e a exigência estabelecida pelo TRT de São Paulo que 70 % dos bancários voltem ao trabalho. Os bancários têm reagido a estes ataques através do crescimento do movimento grevista e da campanha pela reintegração de Wiliam em todo país. Como expressão da solidariedade de classe, moções de repúdio à conduta truculenta do BB e pela imediata reintegração de Wiliam foram aprovadas nas assembléias gerais da greve bancária em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, região do Cariri-Ceará, etc. Enquanto isto, a defesa jurídica da reintegração imediata do companheiro vem sendo preparada através de uma ação judicial cautelar.

Nesta quinta-feira, dia 16, os bancários precisam rejeitar firmemente as migalhas oferecidas pela FENABAN e pelo governo Lula e comparecer massivamente às assembléias não permitindo nenhuma manobra para que a gerentalha e os fura-greves liquidem nosso movimento paredista. No momento em que a greve encontra-se em pleno ascenso, não podemos nos vergar diante de mais esta provocação dos banqueiros. A principal garantia da revogação de todas as demissões em curso e a vitória da categoria, arrancando as legítimas reivindicações salariais dos banqueiros e do governo Lula, está na radicalização da greve nacional, com a intensificação da paralisação de agências, auto-atendimento e fortalecimento dos piquetes. Fortalecer a greve até a vitória companheirada!


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