PERSEGUIÇÃO POLÍTICA COMO NOS TEMPOS DA DITADURA MILITAR Em meio à greve nacional, direção do Banco do Brasil demite o companheiro Wiliam Ferreira, militante da Oposição Bancária de São Paulo! Wiliam Ferreira, funcionário do Banco do Brasil, foi admitido no concurso público de 2006, obtendo uma excelente colocação. Sem uma única falta durante todo o período de trabalho, sem nunca ter sofrido qualquer advertência administrativa, Wiliam foi sumariamente demitido neste dia 13 de outubro, em pleno período da greve nacional bancária. Esta medida se constitui em um ato totalmente arbitrário, configurando uma clara perseguição política da direção do Banco do Brasil, que persegue seus funcionários como nos piores tempos da ditadura militar.
Antes da demissão, sem nenhuma explicação plausível, logo que Wiliam foi lotado no Centro de Suporte Operacional, localizado no Prédio do BB da São João, que além de ser um histórico centro político do ativismo bancário é um dos principais complexos funcionais do banco, foi transferido para a área de empréstimos consignados, setor isolado no segundo subsolo do prédio. No chamado “porão”, sob controle direto e ostensivo de pelo menos cinco gerentes, que assumem a função de verdadeiros feitores em um sistema de trabalho que relembra o escravismo do Brasil de 200 anos atrás, quando o banco foi fundado, Wiliam foi cinicamente acusado de “não ter espírito de cooperação” simplesmente por negar-se a integrar a legião de capachos da direção do banco e por desenvolver uma relação de companheirismo com os demais colegas funcionários do setor em que trabalha, indo contra a lógica de passar por cima dos outros para se mostrar servil aos gerentes. Em pleno aniversário de 200 anos do BB, a direção do banco copia Dom João VI e considera “seus” funcionários reles súditos descartáveis ao bel-prazer da corte lulista instalada em Brasília. A demissão do companheiro Wiliam, reconhecido militante da Oposição Bancária de longa data, desde quando, por mais de dez anos, foi funcionário da Nossa Caixa, representa um ataque frontal à combativa greve nacional bancária em curso, paralisação da qual Wiliam Ferreira é um dos destacados apoiadores no interior do BB. Como dedicado ativista, participou ativamente de todas as últimas greves ocorridas na categoria, fazendo inclusive piquetes em várias agências do Banco do Brasil, como as da Zona Norte e do centro, tendo se somado no esforço pela fundação do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) nas marcantes greves de 2003 e 2004, mesmo na condição de então trabalhador terceirizado no banco estadual paulista. Desde esse período era conhecido pela “gerentalha” dos puxa-sacos do Banco do Brasil e alvo do ódio de classe desses capachos, sistematicamente convocados nas assembléias decisivas das campanhas salariais para votar pelo fim das greves, seguindo assim à risca a reacionária orientação da direção do BB. Este é um ataque não apenas ao companheiro, mas a todos os lutadores, à categoria e ao conjunto da classe explorada. Neste instante em que os trabalhadores saem em luta pelo mínimo de dignidade e dos companheiros de classe contra seus algozes, vítimas da rapina do capital especulativo, é preciso que o movimento operário dê uma resposta a este ataque, cobrindo de solidariedade a luta do companheiro pela sua imediata reintegração. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região deve colocar-se inteiramente a serviço da luta para que Wiliam seja reconduzido imediatamente ao seu posto de trabalho, com o sindicato colocando toda sua estrutura jurídica, política e de imprensa a serviço deste combate. Da mesma forma, a Conlutas, central a qual Wiliam é construtor e um ativista reconhecido, deve se posicionar contra esta demissão e convocar uma ampla campanha de repúdio à direção do Banco do Brasil e ao governo Lula, responsáveis por mais este ataque aos direitos políticos e sindicais dos trabalhadores.
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